quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sinais Comprometedores

Estive a ler o Acordo de Princípios para a Revisão do ECD e do Modelo de Avaliação dos professores. Já tinha escrito sobre o assunto aqui.
Os sindicatos, os políticos, os movimentos de professores e os bloggers têm andado numa lufa-lufa (não confundir com fufa-fufa, p.f.). Os primeiro em "negociações", os segundos a ameaçar o Governo, tipo "segurem-me, se não bato-lhe", os restantes no contra. Contra o modelo que mantém as quotas, contra os objectivos individuais, contra as barreiras no acesso aos últimos escalões, contra a "casta" de avaliadores, contra os sorrisos ocos, enfim, tanta concordância antes das eleições e agora ninguém se entende...

No meio de todo este ruído, três sinais já não se conseguem disfarçar:
O primeiro, óbvio, é que a FNE vai assinar um acordo logo à tarde. O João Dias da Silva já põe aquele sorriso de confiança quando:
- defende a valorização da "negociação até ao último momento" (fazendo antever até a existência um acordo secreto ME/FNE),
- aceita que os professores que obtiverem BOM possam chegar ao topo mais lentamente (coisa diferente de se admitir que os Excelentes e os Muito Bom possam lá chegar mais depressa)
- puxa para esta discussão as questões relativas aos horários e ao tempo de trabalho (nítidas moedas de troca).
Para mim, o acordo já está assinado. Oxalá me engane.
O segundo, óbvio, é que a FENPROF, os Movimentos de Professores e os Bloggers não vão aceitar este "Acordo de Princípios" e dificilmente aceitarão qualquer modelo de avaliação que exceda o "Relatório de Auto-avaliação".
O terceiro, verdadeiramente admirável neste Governo sucratico, é que os professores correm mesmo o risco de serem avaliados por toda a gente menos pelos directores das escolas onde trabalham, tal como acontece, por exemplo, no Burkina Faso.
Aguardemos mais umas horas...
Reitor

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

José Sócrates de braço dado com a, o, a, o, enfim, com aquele ser humano especial, de sua graça, Carla Antoneli

"...A crise no PS com a ausência de resultados desta direcção é muito mais séria para Portugal do que o tumulto no PSD. Porque o PS governa e o PSD não. O PSD morreu. Ressuscitará ao terceiro dia para um mundo diferente.

Um mundo em que homens casam com homens e mulheres com mulheres e onde se morre, ou se mata, por uma questão de vontade, requerimento ou decreto. Um mundo cheio de coisas difíceis de descrever. Coisas que precisam de muitas palavras para serem narradas e, mesmo assim, não fazem sentido. Como por exemplo a "activista-transexual-espanhola" que é alguém que frequenta o Parlamento de Portugal pela mão deste PS segundo José Sócrates. Um PSD ressuscitado vai ter que incorporar estas invenções na matriz de costumes de Sá Carneiro, inovadora à época, monástica hoje, ainda que, provavelmente, adequada para o futuro.

Até lá é aos Socialistas a quem compete definir alguém para governar. Alguém que quando falar de educação não nos faça recordar a Independente. Alguém que quando discutir grandes investimentos não nos faça associar tudo ao Freeport. Alguém que definitivamente não seja relacionável com nada que tenha faces ocultas e que quando se falar de Parlamento não tenha nada a ver com as misteriosas ambiguidades de Carla Antonelli "a activista transexual espanhola" que, com Sócrates, agora deambula pelos Passos Perdidos em busca do seu direito à felicidade..."

Mário Crespo no JN. Mais uma vez, porrada de criar bicho.

Gosto especialmente destas pérolas:
Até lá é aos Socialistas a quem compete definir alguém para governar.
Alguém que quando falar de educação não nos faça recordar a Independente.
Alguém que quando discutir grandes investimentos não nos faça associar tudo ao Freeport.


Não estivesse eu de espírito límpido e purificado pelos vapores natalícios e ficaria e pensar que o Mário está a querer pôr em causa as habilitações do ingº socratas e a querer ligar esse ingº ao escandaloso caso Freeport. Dúvidas e ligações tão maquiavélicas que só podem fazer parte de uma campanha negra.

Reitor

domingo, 27 de dezembro de 2009

A Mandina "25.000€" Soares Subiu de Posto Aproximando-se do Céu

Armandina Soares, uma socialista dos quatro costados, foi nomeada para o Conselho Nacional de Educação.
Uma paga de favores antigos, diz-se hoje no DN.
Aliás, a bem do rigor, trata-se do segundo pagamento. O primeiro foi feito há mais de dois anos.
Um gesto simpático do governo. Nada de surpreendente, portanto.

Reitor

sábado, 26 de dezembro de 2009

"O Triunfo da Mediocridade"

"A alteração da lei civil para que nela caiba o casamento homossexual é mais uma manifestação do abuso do poder em que é pródiga a mediocridade quando sobe ao poder.
Com gente medíocre o Estado deixa de ser uma entidade séria e respeitável, passando a um mero instrumento dos seus interesses. A luxúria com que tal gente usa o poder é tal que nem as leis e as criações da Natureza são obstáculo aos seus desmandos.

Os argumentos que estes arautos da civilização exibem para justificar aquela alteração da lei civil só convencem quem perdeu o hábito de pensar pela sua própria cabeça.

Um desses argumentos é o da dignidade da pessoa humana. Mas, então, é o casamento - instituição tão vilipendiada pela maior parte dos activistas do casamento
homossexual - que confere dignidade às pessoas? Os solteiros são pessoas indignas?

Outro dos argumentos é o da discriminação. Mas não há qualquer discriminação na lei actual. Todo o homem e toda a mulher pode celebrar o contrato que a lei denomina de casamento. Todos. A ninguém é vedado o acesso ao casamento. Acontece é que há homens e mulheres que não querem celebrar aquele contrato, que se auto-excluem. Uns são os solteiros, os que não querem viver com outrem, seja homem seja mulher, mas, outrossim, sozinhos. Outros são os unidos de facto, homens ou mulheres que querem partilhar a sua vida com outra pessoa de sexo diferente, mas não querem casar-se. Depois há os homens e as mulheres que querem partilhar a sua vida com pessoas o mesmo sexo e, portanto, não aceitam celebrar o contrato tal como ele está definido na lei. Também estes se auto-excluem. Rejeitam o modelo de casamento instituído e pacificamente aceite desde sempre como sendo uma instiuição de interesse para a sociedade, doutra forma já teria sido extinta.

Nestas circunstâncias, o que seria expectável de um Estado servido por gente séria? Que, à semelhança do que fez para as pessoas que preferem viver em união de facto, ponderasse os interesses dos homossexuais dignos de protecção e legislasse sobre eles, criando figuras afins da do casamento, eventualmente com os mesmos formalismos e a mesma solenidade para eliminar quaisquer acusações de tratamento discriminatório. O que essa gente não deveria fazer era alterar uma instituição milenar só para satisfazer a vontade de uns quantos. Porém, para ter esta atitude de bom senso era necessário que essa gente fosse séria e humilde.

Assim se vai fazendo agonizar um Estado que deixou de respeitar os compromissos que assume, que não paga a quem deve a tempo e horas, que denega a justiça, que não garante segurança eficaz aos cidadãos, que abre as portas das maternidades para fazer abortos gratuitos mas não ajuda os casais inférteis, etc. etc".

Um bonito, assertivo, pertinente e certeiro texto de Bernardino Carvalho, no DN da passada semana .

Este aqui não gostou. Até queria que o texto tivesse sido censurado. Sabemos porquê. Não, não é um caso de loucura. É mais um caso de hipocrisia. Digo eu.

Reitor

Contributos para Aplicação da Educação Sexual nas Escolas - X

A partir de agora podem os professores de "Educação Sexual em Ambiente Escolar" consultar as FAQs alimentadas por um "Sexólogo Experiente", na VISÃO

Vejam a resposta à magna quaestio:

P: Qual é o tamanho normal de um pénis?
R: Não existem muitas estatísticas sobre o assunto. No entanto, as mais fiáveis são americanas e indicam um tamanho médio em erecção de 14,5 cm, sendo vulgar as dimensões situarem-se entre os 12 e os 15 cm (em erecção). A medição faz-se a parti da base do pénis, junto aos testículos"

Para aprofundar , ler aqui.
Reitor


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Há Um Plano! Obviamente, Ramiro!

"O plano persegue dois objectivos: tornar a educação pública mais barata e fornecer mão-de-obra dócil, conformada e ignorante para uma economia centrada em serviços rotineiros, com pouco valor e sem nenhuma criatividade. No mercado mundial globalizado, é esse o papel que cabe a Portugal no concerto das Nações".


E as DREs as DGDIC e toda as outras "parideiras de pedagogia" que nascem e medram entre entre o Governo e as Escolas, apenas conseguem sobreviver enquanto esse Plano for executado. Melhor, existem para executar esse Plano. Uma educação pública de qualidade (irrelevante se prestada por escolas públicas ou privadas) tem por missão formar cidadãos esclarecidos. Homens e mulheres com iniciativa, com capacidade de agir, de produzir, de competir, enfim, cidadãos capazes de tomar decisões por si próprios, de se respeitarem, de respeitarem os outros, de lutar pelos seus direitos, de cumprir as leis.
Ah! E de recusarem a subsídiodependência
Reitor

Querida Isabel, serás tu Ministra no próximo ano lectivo?

O 3.º ciclo do ensino básico terá um novo currículo já a partir do próximo ano lectivo, anunciou ontem a ministra da Educação, Isabel Alçada

É óbvio que qualquer mexida no currículo do Ensino Básico é positiva. Mesmo que se trate, apenas e tão só, de exterminar - palavra bem pensada para descrever a questão - as área de projecto, estudo acompanhado e formação cívica. Bastava passar a tesoura por estas "formações" para aliviar os alunos de doses diárias de banha-da-cobra e se melhorar o ensino.

O que me preocupa, Isabel, é o facto de ainda não teres conseguido resolver o problemazinho da Avaliação e da Revisão do ECD e já anunciares mexidas nos currículos ...no próximo ano lectivo!
Não achas que te estás a adiantar?
É que alguns professores - os mais cínicos, obviamente - poderão cogitar que, com anúncios de medidas salvíficas para um futuro incerto estás é a admitir o fracasso na tua acção presente.
Ou, para utilizar uma terminologia aventureira: como não sabes o que fazer para resolver a magna questão da Avaliação dos professores e salvares o Sócas, o P.S. e o P.S.D. do atoleiro em que se meteram, lanças uns foguetes ao ar e anuncias uma grandiosa festa ...para o ano.
Claro, contraporás, que poderias ter prometido um aumento de ordenado de 500 euros para 2050. Só que, neste caso, ninguém te levaria a sério.
Estou em crer, Isabel, que tudo bateria certo se os professores adormecessem, assim, de repente. O problema é que os professores não dormem.

Reitor

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Bajulador a toda a hora

Contudo, o presidente do Conselho das Escolas, Álvaro Almeida dos Santos, também à Rádio Renascença, sublinhou que “esta medida é fundamental para o funcionamento de muitas escolas”, pelo que a considera “globalmente positiva”.

Há vários anos que sucessivos Governos usam e abusam de um expediente - com o pomposo nome de "contrato de emprego e inserção" - para as escolas manterem abertas as suas portas: permitem que estas, anualmente, recrutem pessoal do Fundo de Desemprego para realizarem todas as tarefas que normalmente incumbem aos contínuos e ao pessoal das secretarias.

Segundo os sindicatos, são seis mil os desempregados que, neste momento mantêm as escolas a funcionar: desde as secretarias até aos auxiliares, todos os anos se renovam os rostos, todos os anos se perdem imensas horas em formação de pessoal indiferenciado, recrutado no Fundo de Desemprego para as mais variadas tarefas das escolas.

As escolas fingem que precisam destas pessoas para apoiar trabalho de carácter temporário ou para apoiar o seu pessoal em tarefas específicas.

Os Centros de Empregos ajudam as escolas a ludribiar o Estado colocando pessoal em "programas de ocupação", quando sabem perfeitamente que esse pessoal vai substituir o pessoal que as escolas vão perdendo para a reforma, por doença e por toda a sorte de mobilidade.

O Governo dá baixa desses "desempregados" que passam a trabalhar nas escolas mas continuam a ganhar subsídio de desemprego, intrujando as estatísticas e o povo.

E nesta podridão vai medrando a nova cultura do funcionalismo público: intrujice, mentira, faz-de-conta e irresponsabilidade.

E que deviam fazer os responsáveis pelas Escolas?

Os Directores deveriam denunciar o logro e responsabilizar o Governo por não ter uma política consistente de recursos humanos não docentes para as escolas.

Deveriam responsabilizar o Governo por uma quota-parte dos maus resultados escolares dos alunos, os quais têm a sua origem, também, na impreparação e mobilidade dos recursos humanos não docentes das escolas.

Deveriam dizer que o rei vai nu.

Mas não dizem.

Antes pelo contrário, soltaram o Director-Mor, Álvaro Almeida Santos, para, de chapéu na mão, agradecer ao Governo o favor de colocar nas escolas desempregados a fazer o papel de auxiliares de ensino. "É uma medida fundamental para o funcionamento de muitas escolas", diz o bajulador.

A mim parece-me o contrário: o recurso do Governo aos desempregados para manter as escolas em funcionamento é uma péssima medida de política educativa: prejudica as escolas que se vêem confrontadas com a colocação de pessoal desqualificado, diminui a qualidade do ensino e põe em causa a segurança dos alunos.

A mim parece-me que o facto de haver directores de escolas cuja primeira função não é a gestão da escola mas sim dar graxa ao poder, há-de contribuir para aumentar a taxa de desemprego dos engraxadores e, necessariamente, para que os resultados escolares dos alunos sejam o que são. Péssimos.

É na escola que os portugueses aprendem, não a defender com garra os seus direitos, não a exigir competência e responsabilidade aos seus governantes, nada disto. É na escola que, desde tenra idade, os portugueses aprendem a curvar a espinha e a estar sempre de mãos abertas aos favorzinhos de qualquer governozinho.

Pobres portugueses. Mereciam melhor.

Reitor

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Dia e meio de tolerência de ponto

Nada mal em tempo de crise. Por certo ajudará o comércio.
Só não percebo porque é que, pelas mesmíssimas razões, não se oferece todo o dia 31 de Dezembro.

Reitor

100.000 euros para tratar lombalgia que, afinal, não ficou tratada

"O caso foi denunciado pela vítima, D. M., que exige 100 mil euros de indemnização, e ainda por duas enfermeiras, que estranharam o seguinte cenário: quando o indivíduo chegou junto daquelas profissionais, entregou a paciente imobilizada na maca para exame e deu-lhe duas palmadas no rabo [a vítima estava de bruços]".

Reitor

Porque razão?

«Porque razão é que um projecto de resolução que foi aprovado com urgência, que recomendava ao Governo no prazo de trinta dias ter o processo negocial concluído, é que só praticamente em cima dos trinta dias é que esse projecto foi publicado?»

Pela mesma razão de sempre. Está-lhes na massa do sangue.Não se livram da pecha.
Reitor

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Director Pastor e o Sangue Novo - Lições de Boa Pedagogia

Na EBI Vasco da Gama, em Lisboa, os professores reúnem-se e combinam que trabalho a fazer com o Magalhães; os alunos do 5.º ano (que receberam o portátil o ano passado) ainda o utilizam para fazer pesquisa na biblioteca, revela Artur Pastor, director da escola. "Quando há sangue novo é mais fácil", diz, referindo-se ao facto de ter um corpo docente jovem.

Nós sabemos bem a que "sangue novo" se refere Sr. Director Pastor. Mal seria que tivesse apenas a fama...

Reitor

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas IX

Na falta de orientações superiores, é dever de toda a aldeia inducar as crianças...
Assim, aqui deixo duas perguntas para os professores desenvolverem noutras tantas aulas de Educação sexual:

1 - Como se designa uma das modernices mais esquisitas de que algum mentecapto se poderia lembrar e que, se nos pusermos a jeito, passará rapidamente à condição de normalidade minoritária e, logo logo, ao patamar de uma normalidade tal como, por exemplo, tomar o pequeno-almoço?

Sexting - designa o fenómeno de enviar fotografias em que o dono do telemóvel está nu ou seminu a outras pessoas

2 - Como libertar os portugueses comuns, que têm que labutar o dia todo, da sensação de que estão doidos varridos, uma vez que será improvável o Governo estar todo ele maluquinho?

Casamento gay aprovado hoje pelo Governo

Preparem bem a próxima aula.
A Bem da Educação
Reitor

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas VIII

O que dizem as pulseiras coloridas: abraço ou sexo?

Amarela - Abraçar
Rosa - Mostrar o peito
Laranja - Morder com carinho
Roxa - Beijar com língua
Vermelha - Dança erótica
Verde - Chupar pescoço
Branca - Rapariga decide
Azul - Rapariga faz sexo oral
Rosa-claro -
Rapaz faz sexo oral
Preta - Sexo
Dourada - Todos de cima

Preta, Azul, Laranja... o professor deve explicar muito bem qual a melhor cor para a pulseira.

Reitor

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Perguntem Ao Agostinho. Ele Sabe.

"Os alunos da Escola Secundária Inês de Castro, em Vila Nova de Gaia, receberam da sua direcção uma carta no mínimo curiosa. Ao invés de dar notas e 20 aos alunos, pedia notas e de 20"

Agostinho Sequeira deve ser um homem simples. Um autêntico home do pobo.
Um crente em Deus Nosso Senhor e nas esmolas recolhidas pelos alunos para enriquecimento da corte. Ele próprio o afirma:

“Quando numa escola visões diferentes se unem num projecto comum, daí só poderá resultar um enriquecimento colectivo, com todos, democraticamente de mãos dadas".

A 20 euros por aluno x 700 alunos, deixa cá ver... 14.000 euros é quanto o santo queria arrecadar. Para a escola, note-se bem!

O Ramiro grita contra a

"...agenda oculta que visa a estupidificação das massas. Povo ignorante, engalanado de certificações, é mais facilmente manipulável" e defende a escola como "espaço de eleição para a transmissão da herança científica, tecnológica e artística às novas gerações".

Mas não lhe adianta nada gritar. Simplesmente porque ninguém o ouve. Faltam-lhe os óleos: não é Director de escola.

Quem sabe da poda é o Santo Agostinho, Director da Inês de Castro, um substituto hoje dos Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco de antanho. À medida.

Vejam como ele aparece perante os nosso olhos:

É imbuído de todo um conjunto de evidências humanistas, concertadas por uma vontade de servir, de aperfeiçoar, de inovar, de caminhar com intenção e audácia, que o Homem deve sonhar, pois só assim será possível cumprir a obra que Deus quer.”

E apela às "forças naturais", autênticas substitutas das Tágides do Tejo, para intervir na coisa educativa:

"Perante tal realidade, é justo o apelo às forças naturais envolvidas no processo sócio - educativo"

E lembra que continua a ser o chuchalismo que nos dá a mama!

"São pressupostos elementares que dignificam a causa educativa e dão ser e vontade à estrutura governamental, que nos tutela, no sentido de desenvolver políticas educativas, a nível local, regional e nacional, promotoras do bem-estar individual e social de todos os portugueses"

E, de caminho, dá-nos uma lição da novilíngua da moda, o Popotês da Margarida Moreira:

"Novo ano lectivo e escolar é sentido de nação, é vontade de querer vencer as adversidades encontradas".

"É movimento novo com alterações significativas nos processos e na novidade educativa".

Movimento novo com alterações na novidade!? Perceberam?

Palhaços?
Roubo na cor do dia?
Agenda oculta?

Reitor

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brevíssima Síntese Curricular do D.G.R.H.E.

Síntese curricular

Mário Agostinho Alves Pereira, 58 anos, professor do quadro de nomeação definitiva da Escola Secundária António Inácio da Cruz, é licenciado em Auditoria e Revisão de Contas pelo Instituto Politécnico Autónomo de Lisboa e obteve a profissionalização em exercício, durante dois anos, nas Escolas Superiores de Educação de Beja e de Setúbal.
Desde 1 de Setembro de 2009 que se encontra requisitado na IGE — Inspecção -Geral da Educação a desempenhar funções técnico-pedagógicas.
De 1989 a 2005 desempenhou funções docentes no ensino secundário e preparatório. Exerceu os cargos de vice -presidente e de presidente do conselho executivo, de presidente da assembleia de escola, de chefe de departamento, de delegado de grupo e de director de turma.
De Julho de 2007 a Junho de 2009 foi membro efectivo do Conselho das Escolas e coordenador da comissão da região sul. Representou as escolas do ensino secundário no Conselho Municipal de Educação de Grândola.
Desempenhou de 1997 a 2000 funções na IGE — Inspecção -Geral da Educação no âmbito das auditorias administrativas, financeiras e pedagógicas aos ensinos básico, secundário, particular e cooperativo e no ensino superior à execução dos projectos do Quadro Comunitário de Apoio III (PRODEP) e FEDER e ao funcionamento dos Serviços de Acção Social das Universidades.
De 1988 a 1997 exerceu diversos cargos de direcção em empresas e do sector dos transportes internacionais e do comércio internacional.

Ver aqui o despacho de designação do novo DGRHE

Conforme se pode observar pela síntese curricular do novo Director Geral dos Recursos Humanos da Educação, o homem está talhado para a função:
1 - Tem uma licenciatura do género "novas oportunidades" obtida numa escola autónoma. Não Independente, note-se, mas autónoma.
2 - Trabalhava na IGE desde 1/9/2009 (data em que foi corrido da escola)
3 - De Julho de 2007 a Junho de 2009 foi membro efectivo do Conselho das Escolas e "coordenador da comissão da região sul" (ainda tentei perceber que cargo era este, mas desisti)
E as notas curriculares mais relevantes:
4 - Foi Director de Turma e Delegado de Grupo!
5 - Foi quase-director de empresas de transportes
Com um currículo assim, não podia o Governo prescindir das vénias de um técnico desta craveira.
Reitor

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas VII

Sem dramas...
Reitor

Será que o Sucratas Pediu Acumulação?

O Centro Sócrates, um centro privado de explicações em Almada, colocou os alunos a vender rifas no horário de estudo, supostamente para adquirir material escolar. Estupefacto, um dos pais denunciou a situação ao CM.

Reitor

A Favor da Liberdade III

Vimos no sábado passado um dos resultados do crescimento do Estado: a indisciplina orçamental, a subida constante da despesa e da dívida públicas, o aumento paulatino dos impostos. Mas há uma outra consequência de alcance muito mais profundo: a geração de uma cultura pública de indisciplina e de compadrio

Numa cultura política de regras gerais, as pessoas procuram melhorar a sua condição através de iniciativas que possam ser úteis a terceiros. Sabem que não têm outra maneira de perseguir os seus próprios propósitos senão conquistar a preferência de
terceiros. É o que se chama trabalhar para o mercado

Numa cultura política de comandos específicos, as pessoas procuram melhorar a sua condição através da conquista ou captura de lugares com poder de decisão sobre outros, em regra, lugares com poder de alocação de inheiro dos contribuintes. Esses lugares servem então para promover os seus propósitos particulares - aos quais em regra se chama "propósitos nacionais", "interesses estratégicos", "interesse público". É o que se chama trabalhar para criar ou proteger rendas de situação.

Duas liberdades. Uma distinção ainda mais importante diz respeito aos dois conceitos de liberdade que emergem naquelas duas culturas políticas.
Numa cultura de comandos específicos, a liberdade é entendida como possibilidade de escapar aos comandos específicos. Isto só pode ser atingido de duas maneiras: ou sendo o próprio a ditar os comandos, ou, não sendo, tentando escapar aos comandos dos outros, sem que ninguém dê por isso. É uma cultura em que não existe confiança. Nunca se sabe ao certo o que os outros vão fazer: ou vão tentar mandar em nós, ou vão tentar não cumprir qualquer regra.
Numa cultura de regras gerais, a liberdade é naturalmente associada a regras gerais de boa conduta. As pessoas sabem que as regras gerais as protegem de ter de obedecer a comandos específicos.
Este é o segredo da liberdade duradoura: apoia-se na disciplina de regras gerais de boa conduta, que permitem a cada um perseguir os seus próprios propósitos. Sem essa disciplina, a liberdade degenera em licença de grupos particulares que tentam impor aos outros os seus comandos específicos, como única forma que conhecem de perseguir os seus próprios propósitos

Mais um excelente texto de JCE. Ler tudo aqui.
Reitor

domingo, 13 de dezembro de 2009

Retrato Fiel de Um País Atrasado Que, Ainda Por Cima, Escolhe O Partido Socialista Para O Governar

Com quinze dias de aulas, entra água em muitos pontos, abateu um tecto, as paredes estão já muito deterioradas, os pisos já destruídos, com portas e armários empenados”, descreve o parecer da comunidade escolar.

Em vez de uma escola melhor, é hoje visível por todos que o que está a resultar da actual intervenção é uma escola sem condições de trabalho, pouco segura, pouco funcional, pouco higiénica, de degradação rapidíssima”, lê-se no parecer.

O projecto “desrespeitou inteiramente a traça anterior da escola” - inaugurada em 1949 - e “tudo o que eram materiais e traçados antigos foram substituídos por linhas novas e materiais mais recentes”. “O problema reside em que a escolha dos materiais não obedeceu a critérios de qualidade, resistência e durabilidade e que a escola original ficou completamente desfigurada”, aponta o documento.

Sobre os materiais, especificam que “a escolha de aglomerados de madeira, ‘pladur’, plásticos, resinas, etc, em detrimento de pedra, mosaico, tijolo, madeiras sólidas, foi uma opção inadequada, com elevadíssimos custos”.

“A qualidade do pavimento (rápida e irreversivelmente danificado) e a inexistência de protecções nas paredes (nomeadamente nos corredores), aliada à escolha da sua pintura a branco (rapidamente riscadas e repletas de grandes manchas de sujidade), dão a todo o edifício escolar (acabado de fazer) um aspecto de degradação já antiga”, lê-se no mesmo texto.

Quanto aos acabamentos, consideram que “na generalidade, são de péssima qualidade”, com “pinturas deficientes ou inacabadas, rodapés sem qualificação, portas de salas e armários empenados”. “A execução de muitos aspectos da obra foi pouco rigorosa e negligente. Só assim se pode perceber que, às primeiras chuvadas do ano, entre grande quantidade de água em muitas vidraças e alguns tectos, chegando mesmo a abater o tecto de uma das instalações sanitárias dos alunos”, aponta a comunidade escolar no parecer. É também referido que “foram arrancadas várias dezenas de árvores”, tendo sido apenas plantados dois pinheiros.

Irresponsabilidade, Incompetência, Inimputabilidade, Roubo na cor do dia... Portugal no seu melhor.

Reitor

De onde é que saiu este palhaço?

A melhor a semana.

Boa Zézinha. Embora os politicamente correctos do costume te tenham criticado, eu acho que "os tiveste no sítio", perdoa-me a expressão.

Os manjericos que te criticam gostavam era de ter a tua coluna. Mas não têm

Parabéns.

Reitor

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mata-Avaliação

A dra. Margarida Moreira conseguiu uma proeza. Disse ao amigo Mata que a avaliação da DREN deveria ser de "bom". Mais não, mas bom era o mínimo que ele lhe poderia atribuir.
E assim foi. O Mata, especialista iscteano, não se fez rogado e, embora só pudesse apontar três itens positivos (Sim) em 13 possíveis, lá lhe deu o bom. Um bom muito pequenino, tipo 13,5, mas sempre um bom.
Fiquei curioso com um dos itens em que o serviço da Margarida obteve uma classificação de 4 pontos em 5 possíveis. Nem queria acreditar. No item "Apreciação por parte dos utilizadores da quantidade e qualidade dos serviços prestados", a DREN auscultou as escolas sobre a qualidade dos serviços que prestava e a classificação foi de 4. Quatro em cinco valores....
Liguei para uma amiga de longa data para saber que classificação tinha ela dado à qualidade dos serviços prestados pela DREN da dra. Margarida Moreira. Deu-lhe 4.
- Mas então, queixavas-te tanto, retorqui ...
- Que classificação haveria eu de dar? Os auscultados estavam identificados.
Se tivesse respondido ao questionário electrónico como me apetecia, teria dado uns e dois em todos os itens. Acontece, que os respondentes estavam identificados pela password da escola.
Fez-se luz: A auscultação seguiu a metodologia da des(ocultação).
Mesmo assim, Mata, foste muito benevolente. Concordares em dar um bom a quem responde certo a 3 perguntas em 13 é obra.
É por isso que os professores querem todos bom, no mínimo.
Reitor

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mário Lino Paga Campanha Eleitoral Socialista Com dinheiro da Acção Social

"Segundo a Visão, terá sido desta forma que a FCM conseguiu saldar as dívidas com as operadoras móveis Optimus e TMN que, por sua vez, e conforme estava negociado com o Governo, terão entregue aproximadamente 100 milhões de euros à JP Sá Couto"

O "proletário" Mário Lino nunca mais foi o mesmo desde que saltou o muro do PCP. Cumprindo um desígnio do "socrátes" transferiu parte dos 180 milhões de euros da Acção Social Escolar para a JP Sá Couto. Um socialista de primeira.
O Ramiro diz que a "coisa" merece censura política. É verdade.
Só espero que a comissão de inquérito chegue ao osso e nos esclareça de um "pormenor", que causaria muito escândalo num país medianamente desenvolvido.
Vamos primeiro às certezas:
1 - O governo sabe quanto pagou à JP Sá Couto pelos Magalhães.
2 - O Ministério da Educação sabe quantos PCs foram entregues às Direcções Regionais para estas os entregarem às escolas.
3 - As Direcções Regionais devem saber quantos Magalhães entregaram a cada escola.

Vamos às duas questões que incomodarão, mais tarde ou mais cedo, o Governo:
- Estará o Governo em condições de saber quantos Magalhães foram entregues aos alunos? A resposta é NÃO
- O que foi feito dos Magalhães entregues às escolas e que, pelas mais variadas razões, não foram entregues aos alunos? Hum! Perguntem às escolas.

Ainda vamos ver a Margarida "Popota Desaparecida", o "Poeta das Planícies" Verdasca e os seus compadres do Centro, de Lisboa e do Algarve a fazer contas à vida para responderem a esta questãozinha: Dos PCs que entregaram às escolas, o que fizeram àqueles que não foram entregues aos alunos?

Reitor

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Interne-se o Estado

Num poste mais abaixo citei o João Carlos Espada num artigo publicado no Jornal "I".
Nesse bonito artigo sobre liberdade, JCE faz referência à escola e à educação para ilustrar os benefícios que a livre iniciativa e concorrência poderiam trazer à qualidade e aos custos de uma e da outra.
Defende que a livre escolha da escola - um não problema para aqueles que a escolhem - e a abertura do mercado da educação às regras da concorrência seriam benéficas para a sociedade.
Alguns comentaristas desenvolveram o assunto e lá consegui algum tempo para voltar a ele.
O problema português não está no Smith, nem no Buchanan nem no Espada. O nosso problema, o problema português esteve, está e estará sempre no Estado – no Estado Paternalista da Velha Senhora, no Estado Subsídio dos Novos Senhores-que-têm-os-hábitos-da-velha.
Desde que há actividade humana organizada, o mundo só se desenvolveu e só avançou nos momentos em que os cidadãos tiveram alguma liberdade, quando foi possível o comércio livre, quando foi possível pensar, debater, viajar, trocar, competir livremente... O Homem ultrapassou-se sempre que foi obrigado a utilizar o engenho para resolver problemas. Estagnou e regrediu sempre que se submeteu ou sempre que esperou que fossem outras entidades a resolver os seus problemas, a estabelecer as suas prioridades e a definir os seus interesses, enfim, a estabelecer a sua felicidade.
Sempre que se privou o Homem da liberdade, sempre que se fecharam as fronteiras, sempre que se permitiu que o Estado (ou a Igreja) se arrogasse da obrigação e do direito exclusivos de "cuidar", de "ensinar", de "educar", de "tratar", de "alimentar", de "subsidiar", as sociedades estagnaram, regrediram e até perseguiram, como em alguns momentos históricos e como em algumas partes do globo hoje.
Não me ocorre exemplo de BEM ou SERVIÇO que seja produzido pelo Homem ou que seja útil ao Homem e que seja melhor gerido pelo Estado que pelo sector privado (e, consequentemente, oferecido em melhores condições ao cidadão). A própria Justiça exclusivamente "Estatal" tem o dias contados.
Dos PCs ao Pão, do Leite aos Aviões, da Educação à Cultura, da Saúde à Banca: os bens e os serviços ficam mais baratos à Sociedade, são de maior qualidade e desperdiçam-se menos se não estiverem sujeitos ao monopólio do Estado. Se estiverem sujeitos à livre concorrência do mercado. A Educação também.

Fosse o Estado capaz de assegurar uma sã concorrência, que não é; fosse o Estado capaz de combater eficazmente o crime, que não é, fosse o Estado capaz de proteger os mais fracos, que não é, fosse o Estado capaz de prover aos mais necessitados, que não é, e já teria muito com que se ocupar. Infelizmente, aqui, onde é preciso, não temos suficiente Estado.

Para o caso, aqui fica a seguinte máxima: O Estado estorva quando dele não precisamos e falta quando por ele chamamos.
Na Educação acontece o mesmo:
1 - O Estado assegura, como é seu dever, uma leal concorrência entre as escolas privadas e as públicas? Não.
2 – O Estado garante equidade, como seria seu dever, nas condições de acesso ao ensino superior entre os jovens que frequentam o E. Público e o E. Privado? Não.
3 – O Estado garante aos seus cidadãos a liberdade de aprender e ensinar, nos termos do nº 1 do art.º 43º da CRP? Não.
4 – O Estado apoia todas as famílias na educação e no ensino que pretendem dar aos seus filhos? Não.
5 – O Estado oferece PCs a todos os jovens em idade escolar? Não.
6 – O estado é rigoroso e objectivo na atribuição de subsídio escolar? Não.
7 – O Estado responsabiliza devidamente os cidadãos menores e as famílias? Não.
8 – O Estado respeita os professores? Não.
9 – O Estado responsabiliza? O Estado dá o exemplo? O Estado vigia o cumprimento das leis? O Estado Inspecciona? Não, não, não e não.

E nos outros sectores sociais e económicos, qual tem sido o papel do Estado?
10 - O Estado controla e regula a Banca? Não.
11 – O Estado é célere e competente na defesa do direito à saúde dos seus cidadãos? Não
12 – O Estado assegura aos seus cidadãos uma Justiça célere e justa? Não
13 – O Estado assegura a todos os cidadãos iguais condições de acesso à Justiça? Não.
14 – O Estado assegura que todos os cidadãos sejam tratados por igual perante a Lei? Não.
15 – O Estado combate a vigarice, a fraude e toda a sucata que existe no seu seio e no seio dos organismos públicos? Não.
O Estado está doente.
Reitor

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A "Coisa" Está A Ficar Bonita

O malfadado modelo de ADD parido pelo trio maravilha está a dar os estertores finais. Só não morreu ainda porque o P.S.D. lhe deu algum oxigénio.
Agora que se aproxima o Natal, chegam-me notícias de muita paz, muito amor e muitos presentes nas escolas.

- Há escolas em que os Directores estão a distribuir MB e Excelentes a rodos, ultrapassando as quotas e não dando cavaco à Comissão de Avaliação.
- Outras há em que os Directores classificam os professores com notas de 8 (MB), 9 e 10 valores (Excelente) que não são ratificadas pela Comissão. Os professores ficam com as classificações de 8, 9 e 10 valores, mas com o averbamento de Bom?!?!?! Numa escola do centro da cidade, já entraram duas reclamações sobre esta discrepância. Dizem os reclamantes que se a classificação corresponde a um Excelente, o director não lhes pode dar BOM.
- Há ainda outras em que aos directores não cabe um feijão. Estão a fazer-se esquecidos ou a empurrar até ao Ano Novo o preenchimento da ficha. Não quiseram avaliar os professores que não entregaram OIs e agora têm de os chamar à avaliação. Uma directora já afirmou no Conselho Pedagógico que as quotas já tinham sido esgotadas, pelo que os professores que não tinham entregue os OIs já nunca poderiam chegar aos MB e Excelentes.
- Há ainda escolas onde todos os professores obtiveram Bom e ninguém se queixou, numa espécie de acordo-de-cavalheiros-para-apoucar-o-Sócas.
- Também tenho referência a escolas em que os Directores só preencheram a ficha final de avaliação. Aos professores que quiseram saber as classificações em cada item, foi-lhes respondido que o "modelo simplificado" só previa uma classificação final.


A serem verdadeiros os relatos que me vão chegando, bem podem os governantes e os parlamentares substituir o modelo de ADD pensando que lhe põem uma pedra em cima, que na primeira curva da estrada ele ressuscitará e cair-lhes-á nos braços.
Já para não falar na negação absoluta do grande objectivo do ingº José "líder dos escândalos" Socrátes: a "diferenciação pelo mérito".
Ainda veremos sugir mais escândalos

Reitor

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Liberdade, Mercado, Desenvolvimento e Qualidade da Educação

"Adam Smith observou que a liberdade de empreendimento e a concorrência geram uma disciplina severa - quando comparada com a indisciplina gerada pela tutela estatal. Quando os preços são livres, não são arbitrários e, em regra, tendem a descer. Quando não são livres, tendem a ser arbitrários e, em regra, a subir.
Esta regra de ouro da economia de mercado pode ser observada em experiências muito simples. Todos sabemos que os preços de produtos fornecidos pelo sector privado em regime de concorrência tendem a baixar de geração em geração. Computadores, frigoríficos, máquinas de lavar ou televisores eram apenas acessíveis a uns poucos, há uma ou duas gerações. Ao longo deste período, tornaram-se cada vez mais acessíveis a um número sempre crescente de pessoas. O preço desses produtos, quando medido em número de horas de trabalho necessário para os adquirir, baixou dramática e ininterruptamente. O mais incrível é que essa descida dos preços foi em regra acompanhada da subida da qualidade. É, repito, o milagre da economia de mercado.

Em contrapartida, olhemos para o que se passa naqueles sectores em que os bens e serviços são fornecidos em regime condicionado ou dominado pelo Estado. A educação é um caso flagrante. A despesa pública neste sector não pára de aumentar, incluindo a despesa por aluno (a qual, sintomaticamente, é mais elevada na escola do Estado do que na escola privada). No entanto, a qualidade desce ou, pelo menos, não sobe.

James Buchanan e a escola da "Escolha Pública" argumentaram persuasivamente que a lógica dos agentes públicos é a de constantemente aumentar o orçamento dos seus departamentos. ...É isso que explica, por exemplo, o constante aumento dos custos das escolas estatais. E é esse tipo de aumento que explica o quase constante aumento dos impostos".

João Carlos Espada. Ler tudo aqui.

Reitor

O Código do Rafeiro

"Se o presidente do Supremo Tribunal nos diz que as escutas ao primeiro-ministro são ilegais e se o procurador-geral da República nos afirma, por outro lado, que não há ali matéria criminal, ou acreditamos ou então venha alguém que nos prove que somos, definitivamente, uma sociedade de malfeitores que nem sequer resguarda os lugares mais altos da magistratura portuguesa"

O rafeiro abana a cauda a quem lhe dá o pão. Nada mais simples.
O escriba marcelino, o tal que despachou a encomenda que o Sucates lhe fez denunciando o "Público", vem dizer que devemos ser crentes.
Crentes na justiça.
E o marcelino diz que temos apenas duas possibilidades: acreditar ou ser malfeitores. Um pouco como as que ele teve: Abanar a cauda ou não comer o pão.
O marcelino deve pensar que somos todos como ele. Que vivemos lambendo as botas ao "Deus" Socas.
Não pense nisso marcelino.
Para além das hipóteses que convêm à sua fé, há ainda outras . Vamos ver:
1 - Não acreditar genericamente na justiça portuguesa.
2 - Não acreditar nem um bocadinho no PGR nem, muito menos, no Presidente do Supremo.
3 - Acreditar que há agentes da justiça a fazer favores ao Sócas.
4 - Acreditar que há agentes da justiça a abanar o rabo, não porque precisem do pão, mas porque a abanaram toda a vida.
5 - Acreditar que, num Estado de Direito, o POVO deveria de ter acesso às decisões e respectivos fundamentos que a Justiça toma em seu nome.

Acredite, marcelino, há jornalistas em Portugal que escrevem para pagar favores.

Com amizade

Reitor

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ontem, mais de 100 professores estiveram no Porto a jogar Tangram à custa do erário público

E depois, vêm os sindicatos queixar-se que que o Ministério da Educação não oferece formação aos professores.
Uma grande injustiça, pois que ainda ontem, no pólo da Universidade Católica do Porto, mais de 100 - uma centena - de professores estiveram a fazer formação Fénix, paga pelos contribuintes.
O professor Matias, no âmbito de uma acção pedagógico-didáctica de fino recorte, desafiou-os a:

...rever os fundamentos antropológicos, os princípios da acção pedagógica, os desafios, os problemas, as soluções possíveis. [A contar] histórias e metáforas.


Através de um interessante jogo de tangram, devidamente documentado pela foto acima. Chovia.

Reitor

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Procura-se Amo


O Conselho das Escolas apresenta várias soluções para o problemas da Educação e do Ensino em Portugal. As mais importantes podem ser sintetizadas com se segue:

O Cúmulo da hipocrisia:
"O Conselho de Escolas "não vai imiscuir-se em nada que seja do âmbito sócio-profissional", matéria que diz respeito às organizações sindicais, disse Álvaro Almeida dos Santos". O CE sempre se intrometeu nas questões de âmbito sindical. Aliás, até se quis substituir aos sindicatos. Com a ADD teve de colocar a viola no saco e retroceder em toda a linha. Já não se limpa.

O papagaio do Valter:
"Se temos uma competência histórico-geográfica para desenvolver com os alunos, não precisamos de ter uma disciplina de História e outra de Geografia. Poderão juntar-se". Como a vizinha que sai no 5º andar é rapariga da minha geração e reside no mesmo prédio que eu, também lhe vou propor que nos juntemos...

A cegueira de quem não percebe népia da "poda":
"Em vez de termos ´x´ tempos de horas definidas por semana, podemos ter um modelo anual ou semestral para alcançar os objectivos. O importante é ser mais eficaz, proporcionar uma maior qualidade. Os caminhos poderão ser diferentes para lá chegar". Traduzindo: os alunos vão à escola quando quiserem desde que no fim do ano tenham "x" ou "y" ou "z" horas de escola

O embasbacamento dos saloios:
"O importante, sublinhou, é que a nível do Ensino Básico se consigam desenvolver as oito competências-chave definidas pela União Europeia: comunicação na língua materna e em línguas estrangeiras, competência a Matemática e competências básicas em Ciências e Tecnologia, competência em Tecnologia Digital, Aprender a Aprender (ter competências para aprender sempre), competências sociais e cívicas, espírito de iniciativa e empreendedorismo, conscencialização da identidade cultural e a sua expressão". Como o CE não sabe a quantas anda, nem tem soluções para melhorar - nas palavras de Graça Moura - a "porcaria" que as suas escolas e os seus pedagogos ajudam a fazer há anos, olha de rompante para o que se faz na UE e copia para Portugal.

Ide prestar vassalagem à Ministra e fazei como diz o vosso presidente: nada de emitir pareceres formais (que dão um trabalho do diabo).

Dêem a vossa opinião como fazem quando se encontram no café, puxem o lustro à "Sorrisos". Besuntem-na com salamaleques e não se macem muito.
Assim, pelo menos, não farão asneira nem prejudicarão as escolas.

Reitor

Socialismo

"A governação socialista tornou-se, desde há muito, um sinónimo ominoso de aldrabação sistemática dos cidadãos, de passes de prestidigitação grosseira e de manipulação descarada da opinião pública.

O nosso Governo pode pelo menos tirar uma patente europeia: a da miséria que está a tornar-se cada vez mais uma realidade social lusitana, devidamente financiada de modo absolutamente improdutivo pelo Estado e que não poderá ser erradicada tão cedo

É um facto indesmentível que este Governo adoptou como programa o paleio a mascarar o falhanço e como método de acção o falhanço mascarado pelo paleio.

A política económica e financeira da governação socialista é mais uma porcaria irresponsável, imprópria de um Governo normal de um Estado civilizado.

Vivemos num Estado cada vez mais policial que também é uma verdadeira porcaria e todos capricham em se alvoroçar muito com as porcarias de que vai havendo notícia…

É bem feito. O país votou nessa cambada. O país prefere a porcaria. Já está formatado para viver nela e com ela.

Sirvam-se.
Ponham-se a jeito. Besuntem-se

Nunca conseguiria ser tão certeiro como o Vasco Graça Moura. Na mouche.
Reitor

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Esmiuçando a Proposta

Já dei uma vista de olhos à proposta da Sorrisos e ...nem para anedota serve.
Não tem nadinha que se aproveite.
Quanto ao "objecto, finalidades e objectivos ... de avaliação", balelas e redondilhas que são ditas e escritas apenas e só porque o P.S. está a fazer marcha à ré e vale tudo. Até escrever lapalissadas.
Mais à frente, onde começa a doer, a Sorrisos não surpreende:
1 - Querer avaliar as dimensões "social" e "ética" dos professores é uma asneira pegada que se perceberá melhor quando for estabelecido o quadro de referentes sociais e éticos associados ao desempenho profissional. Já para não falar naquele pormenor que vem sempre ao de cima e que tem a ver com aceitação de avaliadores que sejam exemplos de estatura ética e profissional.
Avaliar a dimensão ética e social dos professores vai tão fácil e instrutivo como avaliar políticos com base na sua honradez, no seu exemplo cívico e nas relações privadas. Os portugueses têm conseguido fazê-lo...
2 - Gosto particularmente da avaliação da "relação do professor com a comunidade". Vão-se safar os professores que tiverem boas relações com a vizinha do 5º andar, com o dono da mercearia e com o presidente da Junta.
3 - Os novos "instrumentos de avaliação" (Relatório de Auto Avaliação e, quando for o caso, a Observação de Aulas) também são demonstrativos da exigência e seriedade do novo modelo de avaliação.
4 - Exigência e seriedade atestadas pela intenção de se pôr o Conselho Pedagógico a avaliar os professores, retirando-se essa competência ao Director das Escolas que, a bem da verdade, nada terá a dizer sobre o desempenho dos professores que "dirige".
Não exactamente o CP, mas antes uma "comissão de coordenação da avaliação", um "júri de avaliação" e um "relator". Sorrio.
5 - E haverá um Júri Especial de Recurso constituído maioritariamente pelos membros do órgão recorrido - Júri de Avaliação. Uma gargalhada.

Portantos:
O ME não tem vergonha de apresentar um modelo de avaliação em tudo semelhante ao que vigorou até Agosto de 2005 e que o seu líder tanto criticou: um "Documento de Reflexão Crítica", agora designado relatório de auto-avaliação e um mecanismo para atribuir MB e Excelente (Observação de Aulas) com estava previsto no anterior ECD e que nunca foi totalmente regulado.
O ME retira a avaliação dos professores das mãos dos Directores que impôs como dirigentes máximos e únicos das escolas.
O ME coloca nas mão do Conselho Pedagógico a avaliação dos professores.

Colocar a avaliação dos professores no CP é um pouco como colocar o governo do país no Parlamento.
Fiquemos, pois, todos descansados.


Adenda: O Ramiro Marques faz uma leitura diferente da minha.
Sugere que há uma "falsa" deslocação do centro da avaliação do Director para o CP. Falsa porque o Director sendo o presidente do CP contuinua a avaliar.
Acho que o Ramito erra duplamente:
1 - Erra quando sugere que sendo o Presidente do CP a mesma pessoa que o Director, este participa na ADD. De facto, assim não é: é irrelevante se o Presidente do CP é o Director uma vez que o Presidente do CP integra e preside a uma estrutura colectiva de ADD. A sua palavra vale um voto em 5 ou 6. Enquanto a apreciação do Director, na qualidade de responsável máximo da escola, valia por si. Valia tudo ou quase tudo.
2 - Erra novamente quando sugere que a avaliação feita pelo CP é mais justa, mais isenta, mais equilibrada e melhor para os professores que a avaliação feita pelo Director. Não nos esqueçamos: o anterior modelo de ADD nunca foi contestado pelo lado do PCE mas sim pelo lado dos pares.
Em nenhum país do mundo, em nenhum organização humana se exclui o responsável máximo de avaliar os que de si dependem. E é por aqui que a proposta morrerá e perderá, já não digo a credibilidade que nunca teve, mas qualquer sinal de seriedade.

Reitor

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

Muito Estado, Péssimo Estado.

Um excelente texto de António Barreto em favor da Sociedade Aberta e da Liberdade.
E que acerta na mouche. Aqui ficam as balas mais certeiras.

"É minha convicção que é o carácter fechado, protegido da emulação e da concorrência, avesso à comparação, governado pelos próprios interessados, organizado com modalidades de “closed shop” e submetido a muito fortes influências ideológicas que faz com a Justiça e a Educação estejam no estado em que estão, resistam à mudança, se oponham a reformas profundas e acabem por ter nefastas consequências na sociedade por inteiro.

O que têm em comum [ a Educação e a Justiça]?
São "sectores muito fortemente integrados, unificados, centralizados, regulados directamente pelo Estado, nos quais os principais responsáveis e operacionais são sobretudo funcionários públicos, estarem fechados a influências exteriores da sociedade ou das ciências, serem dominados por corpos profissionais organizados que capturaram a decisão e a organização dos respectivos sistemas"

A comparação entre a Educação e a Saúde, por exemplo, é elucidativa. Nesta última, o “ethos” científico é preponderante, enquanto na Educação é a “cartilha” ideológica que domina. A saúde está aberta e exposta à comparação internacional e às influências da ciência universal. A Educação está aberta às modas, é certo, mas as suas estruturas de poder protegem-na de transformações e mudanças"

A Justiça é imune às influências sociais, tal como a Educação é invulnerável às intervenções dos pais, dos autarcas e dos cientistas. Curiosamente, em ambos os sectores, a força dos sindicatos é enorme e traduz-se numa quase incontestada detenção do poder efectivo

... a maior crise pública do último ano, a que criou uma quase situação de guerra civil nas escolas, resulta igualmente da organização fechada, centralizada e unificada do sistema educativo, à margem dos cidadãos, dos pais, das comunidades locais, das empresas e dos autarcas, mas em proveito do ministério e dos sindicatos

Barreto sintetiza de forma eloquente os cancros da Justiça e da Educação.
Ambas se fecham à sociedade, ambas se protegem da concorrência, são avessas e repudiam as comparações, os rankings, as avaliações públicas e o confronto de resultados.
Ambas são governadas pelos próprios interessados. Interessados que gozam da irresponsabilidade e da inimputabilidade daqueles que não têm de prestar contas à sociedade, cuja manifesta incompetência acaba, na maior parte das vezes, protegida pelo próprio Estado.
Enquanto a Justiça e a Educação estiverem submetidas a fortes influências ideológicas e não se abrirem à sociedade, dificilmente se reformarão.
Ler também aqui

Reitor

sábado, 28 de novembro de 2009

D.G.R.H.E. - O princípio de Peter

Observem bem este "Expresso da Meia-Noite", entre os 7:20 e os 13:31 minutos.
Verão o Doutor Mário Pereira - especialista da IGE?! - a falar de avaliação dos professores.
Mário Pereira - fixem bem este nome - é o ex-presidente do conselho executivo da Escola Secundária de Grândola, ex- membro do CE e defensor do modelo de ADD e ex-inspector da IGE.
Quem conhece a história diz-me que a chegada de Mário Pereira à IGE e a sua permanência nesta estrutura central do ME nos últimos 4 meses se deveu a pagamento de favores políticos. Tal como aconteceu com o seu colega da Amadora. Este aqui. Diz-se.
Certo é que Mário Pereira foi literalmente corrido da Escola Secundária de Grândola, onde perdeu a eleição para Director .
Certo é que Mário Pereira concorreu a Director da Escola Secundária de Pinhal Novo e perdeu as eleições.
Certo, certinho é que não servindo para Director de Escolas foi "promovido" a inspector da IGE (especialista em ADD, ah!, ah!, ah!).
Ao fim de 4 meses e mais umas lambidelas de botas, vejam o novo Director Geral dos Recursos Humanos da Educação a botar faladura no "Expresso da Meia Noite: entre os 7:2 e os 13:31 minutos.





Reitor

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma Rapidinha...Na Terra de Um Ilustre Professor. Hum!

"Dona Laurinda, vou directo ao assunto, sem rodeios: estou apaixonado pela Fátima e decidi que vou viver com ela. Quero dizer-lhe também que já não sou padre."

"Isto foi uma coisa rápida. Ela acabou-lhe com a vocação em menos de dois meses', disse ao CM João Machado, um sexagenário que só tem a dizer 'maravilhas' do sacerdote".

Que comentário fará o Professor Marcelo Rebelo de Sousa?

Foto daqui

Reitor

Algo Me Diz Que Chove Sobre Os Foguetes

Os defensores do acordo entre o P.S.D. e o P.S. para aprovação da Recomendação sobre o ECD e a Avaliação dos professores tardam em soltar o fogo de artifício. Será que o deixaram à chuva?
Até agora só se viu um macaco aos pulos. O General soltou-o para comemorar a grande vitória dos professores: o "Ministério da Educação vai eliminar a divisão da carreira docente". Cá pra mim vai ficar exausto antes da festa.
Ainda estive para perguntar ao nosso General porque exultava ele de alegria com a notícia. Então, já não se sabia que ia acabar a divisão entre titulares e professores desde o debate parlamentar da semana passada? Não era isso mesmo que constava da proposta do PSD aprovada na Assembleia e, antecipadamente, defendida pelo Guinote?
Por que tardam as faixas?
Porque há muito se percebeu que a vitória dos professores era uma "vitória Pírrica". Daquelas que não dá pica comemorar.
Porque há muito se percebeu ser uma derrota para os professores a validação pelos sindicatos e pelo PSD de

"Uma lei má, iníqua, de resultados pedagogicamente criminosos, [que] devia ter morrido às mãos do parlamento. Por imperativo da decência, por precaução dos lesados, por imposição das promessas de todos." Santana Castilho

Os professores perderam. Mesmo a curta e cada vez mais improvável "vitória" da eliminação da divisão da carreira, há-de sair-lhes cara. E da carteira.
As primeiras granadas começaram a cair. Estão a cair em campo vitorioso: precisamente sobre o campo do Mário "Caridoso" Nogueira, que só agora percebeu que "Sorrisos" não rima nem nunca rimou com "Seriedade".
Mas há mais faixas para cair. Especialmente sobre aqueles que, parafraseando o destemperado Santana Castilho, se alistaram na ala dos que trocam os princípios de uma luta pelo pragmatismo de um lance.
Aguardemos pelas faixas então...

Reitor

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Livro De Instruções E Manobras Para Escolher A Escola Dos Filhos

"Alugam casas por semanas, simulam divórcios, pedem à avó que fique como encarregada de educação. São várias as manobras a que os pais recorrem para matricular os filhos numa escola que não a da respectiva área de residência"
"Em Portugal, há anos que as histórias de pais que forjam moradas para conseguir que os filhos entrem na escola da sua preferência circulam nos corredores dos estabelecimentos de ensino de todo o país. Muitas vezes com a cumplicidade da própria escola"

Ver o resto das manobras neste excelente texto de Natália Faria.
Este é o verdadeiro retrato da "Escola Pública" portuguesa. Um Escola para os mais poderosos e para os que têm "conhecimentos". Uma Escola da "cunha", das "manobras", da mentira e da falsificação.
Uma Escola que, desde petizes, nos ensina as regras da segregação social. Neste caso, segrega-se consoante a rua e o nº da porta.
E o Estado português, ao invés de dar liberdade aos pais para escolherem a escola dos filhos - única medida que favoreceria a igualdade, promoveria a liberdade e a melhoria do serviço público de educação - deu-nos um Valter "Excesso de Faltas" Lemos que seguiu o único caminho que sabe seguir: em noite de diarreia obrou mais um despacho contra a sociedade aberta.
Já não é apenas a morada a impor a escola que as crianças devem frequentar. São mais 7 as normas que os pais - mais ricos e mais "informados" - podem utilizar para ludibriar o Estado e fazer pouco da sociedade. (E, cara Natália Faria, estas normazinhas não se aplicam apenas aos alunos do ensino básico. Também se aplicam aos do secundário).
E porque não podia faltar, o amigo Alvino também largou uma ventosidade:

"O problema está diagnosticado mas tem os danos controlados. Antes do despacho, predominavam as cunhas", relativiza Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

Ó Vino num nos inganes: antes do despacho não eram necessárias tantas cunhas.
Por falar em cunhas, Vino, queria ler a tua "agenda parental" mas faltam-lhe algumas páginas (como sabes, ainda não colocam papel higiénico nos WC públicos). Será que me podes oferecer uma cópia. Obrigado.

Reitor

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Obviamente

"Com esta sua atitude, o PSD preservou intocável o discurso demagógico e mistificador do PS (recusado por mais de 100 mil professores e a quem o mesmo irrita particularmente), conferindo um novo ânimo ao PS para continuar a repetir que o ciclo chegou, normalmente, ao fim, que foi positivo, que se fizeram muitas aprendizagens e que é necessário aproveitar o trabalho que foi empreendido nas escolas". Octávio Gonçalves. Ler mais aqui


Reitor

domingo, 22 de novembro de 2009

A Namorada Do Sócrates Não Quer Que Se Diga Que É Namorada Dele

A Fernanda recorreu para a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas e para o Conselho Deontológico do Sindicato. Está indignada por não lhe terem dado razão na causa.
Temo que a seguir vá para o Supremo...
Está fula por a identificarem como a "namorada do Sócrates".
Compreendo bem as angustias e constrangimentos que a jornalista Fernanda "Namorada do Outro" Câncio sente e vive.
E compreendo que não queira ser associada ao ingº Sócrates.
A minha vizinha tem um filho, o João, de 7 anos e tem o marido numa Casa de Reclusão aqui perto. Constrangida com a situação pediu aos vizinhos todos para não dizerem aos filhos quem era o marido dela. Para que o João não sinta qualquer estigma na escola. Todos acedemos ao pedido e o pai do João está a trabalhar na Suíça...

Tal como a Fernanda, também acho que a Comissão de Carteira e o Conselho Deontológico querem é "...conhecer, a par e passo, as vicissitudes da [sua] vida amorosa, mascarando esse voyeurismo com preocupações deontológicas". Todos querem o mesmo.

Claro que se pode defender a tese de que a Fernanda "Namorada do Outro" Câncio está é a pôr-se em bicos de pés. E a armar-se por ter um Primeiro-Ministro inginheiro que lhe pegou.
Mas não creio que seja isso.

Reitor

Cozinhando Uma Moção

Sócrates pondera apresentar moção de confiança no Parlamento

Para tentar limpar-se da lama que o "Face Oculta" todos os dias lança sobre si.
Para encostar a oposição à parede e impedir que o quimem em lume brando durante os próximos meses.

Reitor

Se O Ridículo Matasse

Um destes dias estaríamos de gravata preta a prestar homenagem à Dra. Maria da Graça Moura, que Deus a tenha por muitos anos.



Uma directora de escola lembrar-se de publicar no DR um despacho a delegar competências nos DTs...para aplicarem "procedimentos"! Que mais irá acontecer?
Este despacho tem a sua origem numa moda que medra nas escolas por estes dias. Uma espécie de clube escolar: "Eu-gosto-de-ver-o-meu-nome-no-Diário-da-República" que ainda há-de dar muito que falar.
Mas, vamos ao despachozinho. Cada frase é uma pérola.
A primeira cavadela traçou a minhoca ao meio: cita-se o n.º 1 do art.º 52.º da Lei nº 3/2008 de 18 de Janeiro quando, a referida Lei tem, apenas, 5 artigos e não 52.
A segunda cavadela caiu no mesmo sítio e, mais uma minhoca: a delegação de competências devia escorar-se no RI e não na Lei n.º 3/2008, como prevê expressamente o n.º 1 do art.º 52.º da Lei nº 30/2002 de 20 de Dezembro, com a redacção dada pela Lei nº 3/2008 de 18 de Janeiro.
A terceira minhoca aparece logo a seguir: com que então a directora delega todas as competências... Todas de quem? Apenas as dela. Ou também as competências disciplinares que são exclusivas dos professores?
À quarta cavadela, minhoca novamente: a delegação de competências é feita nos DTs, mas a Lei que é citada prevê a delegação apenas nos "restantes membros do órgão de gestão - vá lá saber-se o que isso é - e no "Conselho de Turma". Não está previsto que as competências da directora possam ser "delegadas" na DT.
A quinta minhoca sai com a data de início do mandato delegado: desde a "colocação" e até final do ano escolar. Desde a colocação? Onde? em Diário da República?
Isto está a começar bem...
E, por estarmos a falar do Estatuto do Aluno, há uma coisa que muito me preocupa e que, por si só, define o estado a que chegamos na Educação: Será que o cidadãos portugueses sabem qual é a tarefa mais importante, ou uma das mais importantes, que os professores têm de realizar nas escolas?
Penso que não sabem. Eu designo-a por "Audição dos Cachopos".
Merecerá um postezito mais adiante.
Reitor

sábado, 21 de novembro de 2009

O General Anda Exultante

Este e este postes são exemplo disso.
Fico contente por ele. Afinal, não é todos os dias que vemos professores felizes. E há muito que não víamos tantos felizes da vida.
A alegria do Paulo é tão contagiante que ele até acha, vejam lá, que o professores foram duas vezes a Lisboa por causa da revisão do ECD e da divisão da carreira. Tss. Tss.
Fico sem saber se o devo deixar na felicidade dos ignorantes -uma espécie de Pai Natal para os petizes - ou se lhe devo lembrar que o ECD e os titulares apareceram em Janeiro de 2007 e as manifs aconteceram em Março e Novembro de 2008! Espoletadas apenas pela avaliação. Aproveitadas, em bem, para contestar o ECD e os titulares. Acho que o vou deixar na dele.

Parece-me é que os gases, não os da Quimigal, mas os da estrondosa vitória obtida pelo presciente General, lhe estão estão a afectar a moleirinha. A ponto de tresler o que escrevi: não meu caro, nem estou incomodado que os professores progridam, nem os professores vão progredir como nos Açores e na Madeira. Antes fossem.
O que eu escrevi - e o General percebeu bem mas faz-se despercebido - foi outra coisa. O que disse é que se o modelo fosse suspenso, não aconteceria o congelamento da progressão - espantalho cirurgicamente agitado pelo General e pelas suas tropas nos últimos dias - mas sim uma avaliação como na Madeira ou nos Açores. Confuso? eu?

Como sei que você não gosta de poesia mal repassada, hoje deixo-lhe uma reflexão erudita:

"vaidade é um elemento tão subtil da alma humana que a encontramos onde menos se espera: ao lado da bondade, da abnegação, da generosidade!"

Quer-me parecer que o azedume não vem deste lado... E olhe que o vencedor foi você. Alegre-se homem.

Reitor

Boa Sorte Jovens (!)

Ad duo

Reitor

Os Verdadeiros Vencedores

Com a aprovação da Resolução do PSD sobre o ECD e a avaliação dos professores pode-se já olhar para o campo de batalha e ver quem tombou e quem venceu, ainda que com algumas mazelas, a guerra governo-professores.

VENCEDORES
- Ganharam os professores com o fim anunciado da divisão da carreira. O P.S. acabou por votar a favor da resolução e, consequentemente, contra da divisão entre professores titulares e professores.
- Ganhou o P.S. porque não perdeu a face com a embrulhada que havia criado em torno da avaliação e consegue levar até ao fim o objectivo de diferenciar o desempenho dos professores, com base num modelo de avaliação cujos avaliadores não tinham competências para o efeito.
- Aliás, o P.S. vence esta disputa em toda a linha: mantém em vigor um modelo de avaliação declaradamente incapaz e mantém a divisão da carreira por mais uns tempos (ainda não se sabe até quando); mantém as quotas na avaliação dos professores e leva até ao fim - nas consequências e resultados - um dos maiores ataques que se fizeram aos professores portugueses. E tudo isto depois de perder a maioria no Parlamento e de os Partidos da oposição terem assinado declarações de intenção de suspensão da coisa.
- Vence o Governo, Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, não só por terem conseguido levar até ao fim a sua teimosia, mas também porque hão-de poder dizer, sem corar, que o modelo de avaliação deles era o único que conseguia diferenciar o mérito e o desempenho dos professores. Ao contrário do modelo que existia antes e do que veio a existir depois.
- Vencem os sindicatos de professores que, prevendo perder protagonismo na negociação protegeram a lagosta e deixaram o mexilhão à sua sorte. Como sempre, aliás.
- Vence a iniquidade, a ausência de escrúpulos, o ressentimento e a desconfiança que este modelo fez medrar entre os professores e que só uma medida poderia contrariar: A suspensão do modelo e a atribuição administrativa de BOM a todos os professores.
- Vence o Paulo Guinote que ensaiou e defendeu esta solução há cerca de um mês. Curiosamente a mesma solução que o P.S.D. viria a adoptar desde a semana passada... Por mero acaso, certamente.

VENCIDOS
- Perdeu o P.S.D. parte da pouca credibilidade de que já gozava junto dos professores. Não há qualificativo para um partido que coloca no seu programa eleitoral a suspensão do modelo de avaliação, a defende até 15 dias antes da votação e, numa espécie de flic-flac à rectaguarda, cede a outros interesses, não suspende nada e estatela-se ao comprido.
- Perdem as centenas de milhar de docentes que, genuinamente, marcharam em Lisboa contra este modelo de avaliação e viram o mesmo ser certificado por um Partido que, a bem da verdade, nunca soube o que queria.

CÚMULO DA DEMAGOGIA BACOCA
O cúmulo da demagogia e, talvez, a razão que tudo explica, está inteirinho nesta frase do Guinote "...Uma coisa que muita gente não reparou e que podia acontecer é que, se a avaliação fosse suspensa, milhares de professores podiam não progredir na carreira". Pois. Como vai acontecer na Madeira e nos Açores...
Alguém lhe lembre, porque não se trata de falta de inteligência, que o Parlamento legisla e as leis servem para isso mesmo: para fazer lei.

Reitor

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Deslumbramento Dos Boys De Guterres

José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado – a CGD –, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país

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Reitor

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cumprir As Promessas

No Teacher Should Progress At The Expense Of Colleagues


Neste momento é apenas esta a questão.
Espero que os deputados da nação o compreendam.

Reitor

Os Papagaios da Milú

Os directores completamente adesivados e mais papistas que o papa receberam ontem uma triste notícia: têm de avaliar todos os professores que entregaram o papel. Mesmo aqueles a quem tinham negado a avaliação, com base, vejam lá, em esclarecimentos do M.E.

Adenda: Chegam-me notícias que dizem que os mais adesivados dos adesivados estão a impedir os professores de apresentar, ainda, a FAA. Tomem nota do que vos digo: os Directorzecos vão ter de aceitar a FAA mesmo que os professores a entreguem até final deste mês. E têm de os avaliar.

Para eles, uma poema do grande Bocage:

Veio Muley — Achmet marroquino
Com duros trigos entulhar Lisboa;
Pagava bem, não houve moça boa
Que não provasse o casco adamantino:

Passou a um seminário feminino,
Dos que mais bem providos se apregoa,
Onde a um frade bem fornida ilhoa
Dava d'esmola cada dia um pino:

Tinha o mouro fodido largamente,
E já bazofiando com desdouro
Tratava a nação lusa d'impotente:

Entra o frade, e ao ouvi-lo, como um touro
Passou tudo a caralho novamente,
E o triunfo acabou no cu do mouro.

Reitor

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Suspenda-se a Guerra! O General Disse.

Por que razão devem ser avaliados os professores que não entregaram OIs?
Por que razão devem ser avaliados os professores que não entregaram FAA?
Por que razão devem ser avaliados os professores que entregaram OIs depois de terminadas as aulas?
Por que razão se pode avaliar um professor que entregou um relatório de 30 páginas e não a FAA, nos termos e formas legais?
E por que se hão-de avaliar aqueles que não entregaram nada?
E aqueles que entregaram uma espécie de manifesto contra o modelo de ADD, em substituição da FAA?
Por que razão se hão-de avaliar professores que não procederam como a lei dispunha?

Porque o General disse.
Porque, mesmo que o General não o tivesse dito, o modelo de ADD era tão fraco, tão rebuscado, tão inexequível, tão arbitrário que se percebeu logo, 1h após a sua publicação, que não era para ser levado a sério.
Que era impossível de aplicar nas escolas portuguesas, nos prazos previstos, com os procedimentos estabelecidos e com o know how existente.
Que a avaliação - se viesse a ser feita - nunca poderia prejudicar nem beneficiar nenhum professor relativamente aos demais.

Mas, se o modelo era injusto, se era inexequível, se foi sempre um monumento à estupidez (ouvi a ministra admitir na RTP1 que os avaliadores não eram competentes....)
Se era assim tão mau...
Por que se deve repudiá-lo, apenas, na parte que prejudica a maioria dos professores e não na parte que beneficia alguns - em prejuízo óbvio da maioria?
Por que devemos aceitar que se apliquem os artigos 1º, 3º e 5º e não os 2º, 4º e 6º?
Porque os profs estão cansados.
Porque não se pode querer esmagar o inimigo.
Porque é preciso saber fazer a paz.
Porque o General disse.

O problema é que o General tem muitos soldados.
O problema é que a sua voz é respeitada.
O problema é que a sua voz é ouvida.
Mesmo quando marcha para o precipício, como por vezes acontece até aos bons generais e aconteceu ao George A. Custer.

Fico-me por aqui. As avaliações de "mérito" não merecem mais cera.

Reitor