quarta-feira, 17 de abril de 2019

O Santana a Partir o Focinho Ao Costa


«se uma vertente nuclear da educação for (e é) tornar o ser moralmente responsável pelos seus actos, perante a sua consciência e perante os outros, resulta evidente que não o podemos deixar entregue à sua natureza instintiva. Outrossim, temos de o orientar num processo que o leve a admitir que a sua liberdade tem limites e que a entrada na sociedade supõe a aceitação de um conjunto de normas e de regras (disciplina) a que terá de obedecer. Assim sendo, o acto de educar supõe uma vertente disciplinar, que não dispensa a coerção necessária para substituir instintos (animais) por virtudes (humanas)».
É tempo de os responsáveis encararem a dureza da realidade que negam: a manifestação da crueldade de muitos pré-adolescentes e adolescentes, vinda da incompetência ou da demissão parental, não pode ser aceite na escola com os panos quentes da pedagogia romântica. Muito menos com as artes demagogicamente inclusivas, branqueadoras e flexíveis, dos tempos que correm.

Desta vez tenho de concordar com o SC.

Quando o Inverno Vier, Vai Esconder-se Na Caserna


"Marcelo Rebelo de Sousa foge dos temas difíceis, tem poderes brutais para enfrentar os problemas mas foge deles como o diabo da cruz. As fragilidades dele são notórias: tem medo de falhar, tem medo de perder e medo de sofrer".

Críticas mortais ao amigo Marcelo, um incontinente verbal.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Nada Que Não Se Saiba Em Portugal, Mesmo Que a Hipocrisia o Negue


Trata-se da desigualdade de resultados em regra produzidos pelo ensino privado — que em regra são melhores do que os resultados produzidos pelo ensino estatal. Mesmo quando não são melhores, no entanto, a simples existência de ensino privado, gerido descentralizadamente e em concorrência com o sector estatal (este em regra gerido centralizadamente) contém em sim mesma a possibilidade de obter resultados diferentes, com métodos diferentes, com opções diferentes

Tss, tss, com a flexibilidade, os resultados no público vão subir até ao céu e os portugueses vão sair do ensino privado para o público, pelo seu próprio pé, à procura do que é bom. Esperai para ver.

Mas... Algum Português Deve Esperar Alguma Coisa Decente Dessas Bandas?


Voltando ao início, no dia 16 de Abril assistiremos a mais um episódio de uma longa encenação que quase ninguém quer ver terminada, parecendo existir uma lamentável convergência de vontades em mistificar a opinião pública, em dificultar qualquer exercício de uma cidadania independente e em não desvendar os meandros ocultos das contas do Ministério das Finanças. Que isso aconteça no Parlamento é algo para lamentar


quinta-feira, 28 de março de 2019

Para Que a Realidade Bata Com a Flexibilidade, Há Que a Retorcer e, Claro, Acabar Com Os Exames





Chamam-se uns especialistas para sustentar estas requentadas e velhas ideias e dá nisto que se lê acima.
Uma tonta acha que a flexibilidade deve ter consequências na avaliação dos alunos, mas atenção, boas consequências. Se a flexibilidade é boa as notas têm de ser boas, nem que para isso se retorça a avaliação.
O outro pateta acha que os exames não se conciliam com a flexibilidade. Logo, o que está mal são os exames e é preciso acabar com eles.
O aposentado, cão velho, apoia-se no funcionário europeu para defender aquilo que, no ministério, lhe mandaram defender: acabar com os exames nacionais.