domingo, 21 de agosto de 2016

Esta Frase Assassina o Artigo, São José.


Recorde-se o que foi a campanha de descredibilização pública dos professores levada a cabo nos governos de José Sócrates, que foi prosseguida com igual afã no executivo liderado por Pedro Passos Coelho.
Sobressaem no teu texto, logo nas primeiras linhas,  as bandeiras do PCP e do sindicalismo docente,
Erradamente, colocas os professores no centro do sistema de ensino esquecendo os alunos, estes sim, o centro nevrálgico do sistema.
E depois vais por aí adiante, cega, até te esbarrares na parede.
Sem professores que se sintam dignificados e respeitados no desempenho da sua profissão não há ensino que funcione e que seja um investimento no futuro.

O ensino apenas funciona se houver professores que se sintam dignificados e respeitados na sua profissão? Ah! Agora percebo porque é que o ensino privado funciona tão bem em Portugal (sim, sim, nem todo, mas a esmagadora maioria como se vê pela preferência dos portugueses): funciona bem porque os professores sentem-se dignificados e respeitados no desempenho da sua profissão.

Mas, onde verdadeiramente assassinas qualquer veleidade de isenção é na comparação entre os governos do Sócrates e os do Passos Coelho: com que então, Passos prosseguiu com a descredibilização pública dos professores iniciada pelo inginheiro
Como? Que fez Passos aos professores que os tivesse descredibilizado aos olhos do povo?


Bom Domingo



Nas sociedades acomodadas, onde só têm voz os medíocres, indispostos a qualquer esforço, que falam mais do que trabalham, é fatal um nivelamento por baixo. Tipicamente, quando se quer resolver problemas de insucesso baixando a fasquia da exigência, para fazer passar todos, é quando se criam frustrados e incapazes de progredir. Porque ao estudante a quem se facilita passagem, em particular nas matérias estruturantes do pensar, vai avançando, com dificuldade crescente, sem bases que nunca chegou a adquirir, acumulando incompetência, vendo-se empurrado, sem nenhum domínio das bases necessárias




quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Escola Tem-Tudo


A Escola terá papel muito importante na prevenção da terrível chaga dos incêndios


E, para além da prevenção contra os incêndios,  a Escola (maiúscula, note-se) terá ainda um papel fundamental na prevenção do banditismo, da ladroagem, da malandragem, da pedofilia, do abuso de menores, da condução ilegal, do alcoolismo, do uso de drogas, da educação sexual, da educação para a saúde, da violência doméstica, da preguiça, da fraude fiscal e fuga ao fisco, do uso ilegal de armas, da higiene e salubridade, da utilização excessiva dos telemóveis,  do copianço nos exames... enfim, na prevenção dos incêndios: os florestais e os urbanos, do excesso de demagogia e da difusão do comunismo nas sociedades pobres e atrasadas

"Depois de quatro anos de empobrecimento curricular, torna-se ainda mais urgente levar por diante uma profunda revisão curricular...." de forma a que, em todas estas áreas, a escola tenha uma palavra a dizer através de disciplinas e currículos adequados.
As novas disciplinas e a vastidão curricular exigirão mais professores no "sistema" que, por sua vez terão todo o interesse em se defender do poder político e dos burocratas da 5 de outubro, sindicalizando-se.
Percebido? 


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Tipicamente De Esquerda


O governo ataca um juiz que considera seu adversário plantando notícias falsas e difamatórias. Fá-lo porque, nos jornais, encontra quem, facilitando no rigor, publica o que lhe dão a publicar. E tudo acontece com impunidade porque deste lado – o dos leitores, dos cidadãos, da sociedade civil – já está tudo entorpecido demais para reparar. São estes episódios, que rodeiam o intolerável de silêncio, que confirmam o que, tantas vezes, nos recusamos a acreditar: que, entre indignações selectivas, Portugal vai mesmo tendo o que merece.




O Que Salva Os Portugueses Da Desgraça é Terem Um Ministério Da Educação Que se Preocupa Com Eles


As AEC são de oferta obrigatória, embora a sua frequência seja facultativa, ou seja, os pais podem decidir se os filhos as realizam ou não. O ME já estabeleceu também que estas só poderão realizar-se após o termo das aulas, às 16h30, e não antes do seu início ou durante o período lectivo, como sucedia com frequência. O que nenhuma entidade promotora das AEC poderá fazer, frisa o ME, é transformar estas actividades em período de realização de trabalhos de casa. PÚBLICO

Com que então, os portugueses decidem colocar os filhos nas AEC para que ocupem a parte final da tarde em atividades de "enriquecimento curricular", note-se bem este pormenor.
O grande pai educador dos portugueses - o ministério da educação do Tiago Rodrigues!!! - decide que os velhos TPC não podem integrar estas atividades de enriquecimento curricular. Talvez por achar que a realização de TPC não enriquece o currículo, quiçá empobrece. Ou então, nem aquece nem arrefece. Ou por qualquer outra razão que, pelos vistos, não interessa aos verdadeiros pais das crianças uma vez que não foram tidos nem achados na decisão já tomada.
Assim, a partir de setembro, as crianças terão aulas de manhã e até meio da tarde. Depois terão as Atividades lúdicas de Entretenimento Curricular. Em voltando a casa, cansadas das aulas e das AEC, fazem os trabalhos de casa com a ajuda e vigilância dos pais, que tiveram um dia completo de descanso e podem trabalhar um poucochinho entre o jantar e a novela.





domingo, 7 de agosto de 2016

Cadê Os Primeiros Subscritores Da Petição a Favor Da Escola Pública?


Estado tem de garantir lugares na rede pública para todas as crianças a partir dos 4 anos. Mas há pais sem qualquer vaga disponível para os filhos. Ministério não revela números
“Fazem uma campanha brutal a favor da escola pública. A primeira vez que uma pessoa precisa, o Estado dá esta resposta”, indigna-se Carolina Louro, que optou entretanto por avançar já com uma inscrição num colégio para garantir que a filha tem aulas desde o início de setembro.
João Wengorovius Meneses, o ex-secretário de Estado da Juventude e Desporto que até há quatro meses exerceu funções no Ministério da Educação, deixou na semana passada mais um desabafo no Facebook, agora enquanto pai que também não conseguiu lugar para a filha nas escolas da sua opção. Já em abril, quando saiu do Governo, fez questão de explicar nesta rede social que saía em “profundo desacordo” com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Agora estende as críticas ao Estado. “Pela segunda vez tentei colocar a minha filha numa escola pública perto de casa e mais uma vez não foi admitida (nem na primeira, nem na segunda opção). Assim, a única solução seria inscrevê-la numa escola pública que fica a dois autocarros de distância de casa e que é no mínimo complexa e desafiante em termos de dinâmicas sociais (e educativas). Sendo o acesso à educação (pública) um direito fundamental e o nosso regime político uma social-democracia (com um nível de impostos estratosférico), não haver vaga nas duas escolas públicas de primeira opção é ridículo (e descredibiliza o Estado, claro).


Tanta pressa e fervor a favor da escola pública e agora que as pessoas precisam da escola pública por onde andarão os primeiros subscritores da petição?

Adelino Pinto (Diretor da Escola Sec. Alves Martins, Viseu), Albino Almeida (Presidente da AM de Gaia e ex-presidente da CONFAP),Almerindo Janela Afonso (Docente e Investigador da Universidade do Minho), Álvaro Almeida Santos (Diretor da Escola Sec. de Valadares), Amândio Azevedo (Diretor do AE de Idães, Felgueiras), Ana Avoila (Coord. da Federação da Função Pública), Ana Benavente(Docente e Investigadora), Ana Mafalda Pernão (Diretora da Escola de Música do Conservatório Nacional), Ana Sesudo (Presidente da Associação Portuguesa de Deficientes), Aníbal José Mendes (Diretor do AE Frei Heitor Pinto, Covilhã), Aníbal Pires (Deputado do PCP/Açores), António Borges Coelho (Historiador), António Capelo (Ator, Diretor da Academia Contemporânea de Espetáculo e Diretor Artístico do Teatro do Bolhão), António Teodoro (Professor Universitário, Investigador, ex Secretário Geral da FENPROF), Augusto Flor(Antropólogo, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades), Augusto Nogueira (Diretor da Escola Secundária D. Dinis, Coimbra), Batista Bastos (Jornalista e Escritor), Bernardino Soares (Presidente da CM de Loures), Carlos Carvalho (Diretor do AE Vale de Ovil, Baião), Carlos Pinto Sá (Presidente da CM de Évora), Daniel Oliveira (Jornalista), Daniela Aguiar (Movimento associativo de pais da RA da Madeira), David Rodrigues (Investigador, Presidente da Associação Pró-Inclusão), Élvio Sousa (deputado do JPP/Madeira),Fátima Custódio (ex-Presidente da Feder. Regional de Pais do Algarve), Fausto Bordalo Dias (Cantor e compositor), Fernando Sampaio (Diretor da Escola Sec. de Amarante), Filinto Lima (Diretor do AE Dr. Costa Matos, Presidente da ANDAEP), Filipe Martiniano Sousa (Presidente da CM de Santa Cruz, RA Madeira), Graça Gerardo (Presidente da ACAPO), Helena Roseta (Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa), Heloísa Apolónia (Deputada do PEV), Isabel Gregório (Presidente da CNIPE), Isabel Veiga Simão (Diretora do AE Coimbra Oeste), Isidoro Roque (Presidente da FRAPL), Joana Dourado (Engenheira, Investigadora e membro do grupo “Segue-me à Capela”), Joana Mortágua (Deputada do BE), João Fernando (Compositor), João Freire (Sindicato Nacional dos Psicólogos), João Jaime Pires (Diretor da Escola Sec. de Camões, Lisboa), João Loio (Professor e Músico), Joaquim Jorge (Professor, Clube dos Pensadores), José António Gomes (Escritor e Docente na Esc.  Superior de Educação do Porto), José António Pinto (Assistente Social), José Calçada (Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino), José Correia (Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local), José Luís Borges Coelho (Maestro e professor), José Manuel Mendes (Escritor, Presidente da Assoc. Portuguesa de Escritores), José Morgado (docente do ISPA – Instituto Universitário), José Morgado Ribeiro (Presidente da CIM Dão/Lafões), José Reis (Presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes), José Teixeira (Diretor do AE de Marco de Canaveses n.º 1), Kabeca (Manager de Xutos e Pontapés), Kálu (Músico de Xutos e Pontapés), Licínio Lima (Docente e Investigador da Universidade do Minho), Luís Cília (Compositor e cantor),  Luís da Conceição (Docente da Fac. de Arquitetura da Universidade de Lisboa), Luís Fagundes Duarte (Docente, ex-Presidente da Comissão Parlamentar de Educação e ex-Secretário Regional de Educação e Cultura da RA dos Açores), Luís Vicente (Ator e encenador da “ACTA”), Manuel Alegre (Poeta), Manuel Carlos Silva(Sociólogo e professor universitário), Manuel Loff (Historiador e professor universitário), Manuel Oliveira (Diretor do AE do Cerco, Porto),Manuel Pereira (Diretor do AE de Cinfães e Presidente da ANDE), Manuel Pires da Rocha (Diretor do Conservatório de Música de Coimbra e membro do Grupo Brigada Vítor Jara), Marco Nunes (Músico de Pedro Abrunhosa e Comité Caviar), Maria Antónia Mendes ‘Mitó’ (de A Naifa), Maria Calado (Professora e me mbro do CNE), Maria Cândida Brito (Diretora do AE Gardunha e Xisto, Fundão), Maria do Amparo(Cantora), Maria Emília Brederode dos Santos (membro do CNE), Maria João Pereira (Diretora do AE de Proença-A-Nova), Mário Nogueira (Secretário-Geral da FENPROF e membro do CNE), Miguel Tiago (Deputado do PCP), Norberto Pires (Docente da Universidade de Coimbra e Vereador na CM de Condeixa), Palmira Martins (Escritora de Literatura para a Infância), Paulo Cafôfo (Presidente da CM do Funchal e da Associação de Municípios da RA da Madeira), Paulo Costa (Diretor do AE Rainha Santa Isabel, Coimbra), Paulo Estevão (Deputado do PPM/Açores), Paulo Sucena (Membro do CNE e ex-Secretário-Geral da FENPROF), Porfírio Silva (Deputado do PS), Pedro Abrunhosa (Músico e compositor), Raquel Varela (Investigadora e historiadora), Renata Correia Botelho (Deputada do PS/Açores),Ricardo Franco (Presidente da CM de Machico, RA Madeira), Ricardo Paes Mamede (Economista e professor universitário), Ricardo Rodrigues (Presidente da CM de Vila Franca do Campo, RA Açores), Roberto Almada (Deputado do BE/Madeira), Rodrigo Francisco(Diretor da Companhia de Teatro de Almada), Rodrigo Teixeira (Presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve), Rui Matos (Diretor da ESECS/IPLeiria e Presidente da MAG da ARIPESE), Rui Namorado Rosa (Professor na Universidade de Évora), Santana Castilho (Docente e Investigador), Samuel (Compositor, Cantor), Sérgio Godinho (Cantor, Músico e Escritor), Sílvia Vasconcelos(Deputada do PCP/Madeira), Sofia Canha (Deputada do PS/Madeira), Sónia Sky (Cantora e compositora), Soreto de Barros (Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça), Valdemar Parreira  (Presidente da Comissão Coordenadora da Federação das Associações de Pais do Concelho de Sintra), Valter Hugo Mãe (Escritor), Vítor Pereira (Presidente da CM da Covilhã),  Zuraida Soares (Deputada do BE/Açores)


O Patusco Levou Uma Sova De Criar Bicho. Não Se Faz.

A foto é de 2002 para que o Zé não parecesse tão idoso como os atuais professores. Mesmo assim...


No estilo que lhe é peculiar, o General espetou três bandarilhas no discurso que o fénix Dr. Verdasca anda a vender ao país. Educadamente, claro, no respeito pelos argumentos e sem nunca atacar pessoalmente o homem, note-se bem, o General limpou a peça com estes três postes de categoria: 
  1. O ano do Verdasca 1
  2. O ano do Verdasca - Intermezzo
  3. O ano do Verdasca 2


E não sangrou apenas o nosso Dr. Verdasca, sangrou também  o Dr. João Costa e a política que a geringonça anda a vender ao país por intermédio deste patusco, que criou in illo tempore o primeiro programa nacional de segregação de alunos em grupos de nível (turmamamais), financiado pelo próprio ministério da educação liderado por aquela ministra que financiou um amigo para coligir legislação. 
É verdade, o morcãocrato, na falta de ideias para a educação, continuou a amamentar este monstro e a sua variante, o fénix.
A ler.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Com Mais Uns 10 cm De Pescoço Onde Se Pudessem Firmar Os Colarinhos De Uma Camisa, o Poeta Da Planície Alentejana Poderia Chegar a Ministro


“Numa apreciação na generalidade da dimensão ‘relevância pedagógica’ do plano de ação estratégica, tendo por referência os termos do edital do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, designadamente o artigo 7º, n.º 2, alíneas a), b), c), e), conclui-se que as medidas inscritas no plano cumprem 75% a 90% dos critérios de referência, pelo que se consideram pedagogicamente muito relevantes.


Nesta sonsa missiva dirigida aos directores dos agrupamentos,  o poeta da planície mostra que não estudou bem o assunto, mesmo sendo, ele próprio, simultaneamente, a equipa e o coordenador da estrutura de missão criada para lhe dar tacho.
Numa linha fala de Plano de Ação Estratégico, noutra de Plano de Ação Estratégica. Em que ficamos? É o plano que é estratégico ou é a ação?
Noutra fala numa "equipa de missão" que não existe, nem de facto nem no papel. O governo chucha não criou nenhuma equipa de missão, criou sim uma estrutura de missão. 
E em boa verdade nem estrutura há. O que há é um pato-bravo a falar em nome de uma estrutura virtual que nunca saiu do papel.
O costume.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016