segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Uma Interessante Medida De Combate ao Insucesso Escolar


Sete alunos da Escola Professor Gonçalo Sampaio, na Póvoa de Lanhoso, com notas negativas passaram com 11, 14, 15, 17 e 19 valores. O caso está a ser investigado pelo Ministério Público após a denúncia de um professor.




Luísa Maria Monteiro Rodrigues Sousa Dias
Diretora do Agrupamento de Escolas Gonçalo Sampaio, Póvoa de Lanhoso

Sete alunos? Só?
Hum! É pouco o sucesso. Ou são mais os alunos ou a participação da diretora não foi tão ativa como devia, comprometando os resultados.

sábado, 19 de agosto de 2017

Olhem Como Os Radicais Extremistas Estão Tão Caladinhos




Quem lê as notícias na comunicação social sobre a renovação de contratos com técnicos percebe logo que a Alexandra está a dar uma ajudinha ao Governo, dando a ideia de que vão ser contratadas centenas ou milhares de pessoas pelo Estado. Uma ajudinha para as autárquicas que aí vêm.
A nota informativa emitida pela dgae a mando da secretária de estado da educação já reduz imennnnnso o número de pessoas a renovar contrato. Deve ser difícil encontrar técnicos especializados que tivessem tido horário completo e anual.

 A DGAE é a ferramenta que operacionaliza a coisa
Por isso não estranho nada que o partido comunista e os radicais do bloco de esquerda estejam tão caladinhos: também contam ganhar uns votos autárquicos à custa do anúncio da renovação dos contratos. Se serão em número ínfimo, não é relevante agora.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tiro Nos Pés


Na verdade, senhor diretor, a ideia do sorteio não é grande espingarda. Dará uma trabalheira enorme para os serviços e agrupamentos de escolas e o ministério protocumunistabloquista da educação não irá na sua conversa. Mais valia defender a ordenação pelas notas, com faz o seu homólogo e ex-presidente do conselho de escolas, professor Esperança, que defende a ordenação dos alunos pelas classificações
"Quem me dera a mim que também pudessem entrar em função das notas, mas como continuamos a ter medo de premiar o mérito geralmente nunca chegamos lá", comentou o professor.
O sorteio não concitará grandes apoios nem resolverá nenhum problema porque se agora se falsificam moradas, nem queira saber como seria com os sorteios. Veja como ficou dorido o General. Com azia, veio dizer que a ideia até seria boa se tivesse sido ele a defendê-la...
Podia defender que a ordenação fosse feita pela altura dos alunos, entravam primeiro os mais baixitos que ocupavam as filas da frente e só depois os mais altos para as filas de trás. Ou então pela ordem de inscrição. Qualquer uma é melhor que o sorteio.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Táticas Totalitárias


O aproveitamento político é de facto o nosso maior problema. Falimos várias vezes, morreram dezenas de pessoas num incêndio florestal; o SNS gasta consigo mesmo o que devia gastar com os utentes; a polícia é chamada às escolas públicas porque sendo os alunos oficialmente todos iguais uns são mais iguais que os outros; o Governo (de Portugal não o do Qatar) considera que pode estar numa situação de pobreza severa alguém que é proprietário de uma viatura no valor de 25 mil euros e como tal reunir as condições para receber RSI… mas o que é isso quando comparado com o aproveitamento político?




Escola Pública Versus Escola Pública


Mostra, aliás, algo que digo há muito tempo, precisamente a respeito da apaixonada discussão escola pública versus escola privada: não há só uma escola pública; com efeito, há escolas públicas e escolas públicas. Ao contrário do que para aí tantos alvitraram, isto nada tem a ver com os rankings e a sua publicação. Podem até pasmar, mas a verdade é que há várias escolas públicas dentro da mesma, da mesmíssima, escola pública.

Dá que pensar este artigo de Paulo Rangel. Já sabíamos que os ricos escolhiam a melhor justiça, a melhor saúde, a melhor educação. O que não sabíamos é que a escola pública era a arena onde a classe média treina para se juntar aos ricos.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Mais Um a Lançar-nos Areia Para Os Olhos


Este problema tem causas, por muito que custe à voracidade mediática. A rede escolar tinha densidade, apesar da péssima organização do território, até à chegada dos barrosistas que "reformaram" a eito e implodiram (com erros graves na escolha dos alvos) a lei orgânica do ministério: acabaram com 23 estruturas (centros de área educativa) que tinham massa crítica na organização da rede e os anos que se seguiram foram tragicómicos

Portanto, senhor professor Prudêncio, o problema não tem origem nos critérios chuchalisto-comunisto-burrucráticos que vexa defende, que estão em vigor e que permitem todas as manigâncias possíveis e imaginárias. Não senhor, o problema tem a ver com os boys do PS e PSD que o sr. prudencioprofessor gostaria de engrossar com a reposição de mais "estruturas". Assim mais "funcionários" poderiam ser colocados para colocar os filhos dos amigos no topo das listas.
Afinal, o senhor professor ensina o quê?
A quem? 
Já pensou que a moléstia de que padece o país pode ter a ver com os professores que os portugueses têm tido nos últimos, sei lá, 40 anos?.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

"Costa Não Foi Feito Para Isto. Nem Feito Nem Eleito, Recorde-se"


Peixinho de aquário
António Costa não acredita em nada. A bajulação mediática que em Portugal passa por “comentário político” costuma transformar este vazio amoral numa virtude celestial, “génio político”, “inteligência tática”. Lamento, mas não é inteligência tática, é só a mais completa inexistência de convicções. Os cínicos como Costa são os seres mais flexíveis da Criação, porque não têm um centro moral; são feitos de uma pasta viscosa e escorregadia que se adapta a gregos e a troianos. O cínico pode assim desenvolver um discurso liberal de manhã, almoçar com comunistas e fazer promessas socialistas à tarde. Há dias, nas Américas, Costa parecia um libertário a defender os benefícios da globalização. Estamos a falar do homem que, quando necessário, recorre às linguagens e às políticas do PCP e BE.
Costa fez campanha contra a austeridade e a favor de uma nova política assente no consumo interno. Perdeu as eleições. Para sobreviver, fez a negociata mais oportunista da nossa história democrática, rasgando pelo meio décadas de regras não escritas. Quando chegou ao poder, manteve a política de Passos (exportações) e reforçou a austeridade. Sim, devolveu partes dos salários aos funcionários públicos, mas, em troca, impôs a austeridade mais rígida de sempre ao nível do investimento público e dos gastos intermédios do Estado. Ou seja, os funcionários recebem mais dinheiro, mas, quando chegam aos seus postos de trabalho, não têm meios para fazer o seu trabalho. Não havia material no centro de saúde de Castanheira de Pera, não havia câmaras e redes em Tancos, etc., etc. Na política normal do dia a dia, esta fórmula cínica estava a funcionar em benefício do próprio Costa: a devolução de rendimentos mantinha clientelas eleitorais satisfeitas, apesar da evidente degradação dos serviços. Só que acontecem sempre imprevistos e tragédias, como Pedrógão e Tancos. Estes dois episódios minaram por completo a relação de confiança hobbesiana entre os cidadãos e o Estado. Se as pessoas continuarem a sentir que não têm segurança, não há devolução de rendimentos que valha a Costa. Manter a sociedade acima do medo é a primeira tarefa do Governo. E a Costa está a falhar miseravelmente nessa tarefa.
Quando foi forçado a sair do aquário lisboeta, Costa mostrou que não tem fibra de líder, só transmitiu insegurança. Para agravar essa sensação de desnorte e fraqueza, meteu férias como se fosse o António, cidadão privado, e não o António Costa, primeiro-ministro de um país a sofrer uma inédita falha na estrutura hobbesiana. O Ministério da Administração Interna e o Exército parecem sacos de gatos corporativos, o país está com medo e envergonhado perante os parceiros da NATO, mas Costa desertou para Palma de Maiorca. Lembra uma reportagem que passou há anos na SIC. A cena é assim: na rotunda do Marquês, o edil Costa inaugura uma obra, mas alguém aponta para um defeito óbvio; sentindo o embaraço, Costa vira costas e deixa a vereadora sozinha. A cena define a cobardia da personagem, mas é desculpável. Já não é desculpável abandonar o país após dois choques como Pedrógão e Tancos. Costa não foi feito para isto. Nem feito nem eleito, recorde-se. 
Henrique Raposo
EXPRESSO, 8 de julho 07