quinta-feira, 6 de maio de 2021

Quem Te Mandou a Ti, Sapateiro, Tocar Rabecão?

 


O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Leiria mandou repetir a eleição do director do Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, reconhecendo irregularidades que tinham sido denunciadas por um dos professores candidatos. Os problemas eram do conhecimento da Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE), mas não impediram o organismo tutelado pelo Ministério da Educação de homologar o processo dois meses antes.


De um Estado que aposta e fomenta uma administração pública pejada de boys, só se pode esperar incompetência e prejuízos. Somos nós e não os agentes escolares, nem os dirigentes da DGAE que pagamos a fatura pelas centenas, sim, centenas, de decisões ilegais que se tomam anualmente nas escolas e no ministério da educação, que não tem rival em todo o Portugal em matéria de ilegalidades e irregularidades processuais.

 

 

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Não Convence Porque o Mal Está No Sangue

 


quinta-feira, 8 de abril de 2021

Não Inventem Histórias Que Desonrem a Memória do Homem



O Presidente da República salientou o "contributo singular para a democracia portuguesa" que foi a demissão de Jorge Coelho após a tragédia de Entre-os-Rios. "Assumiu em plenitude a responsabilidade política pelo que se tinha passado sem uma dúvida, sem uma hesitação ou subterfúgio".


Mais umas tristes declarações de circunstância do Marcelo. Jorge Coelho ao demitir-se por causa da tragédia de Entre-os-rios não deu contributo nenhum para a democracia portuguesa, nem sequer para o Partido Chuchalista. Depois do "contributo singular" do Jorge Coelho, tivemos o Sócrates e tivemos um Governo socialista pejado de familiares (cônjuges e filhos), só para dar dois exemplos singulares para a democracia portuguesa. 
A verdade é bem mais simples: Jorge Coelho aproveitou a tragédia de Entre-os-Rios para sair do pântano guterrista, foi uma decisão de interesse exclusivamente pessoal e político e não de preocupação com o país ou com a democracia portuguesa.
Foi um grande político e, enquanto tal, prestou relevante serviço ao país, o que já não seria pouco para uma homenagem. O resto são interpretações interesseiras de ações políticas de um defunto para se ficar bem na fotografia dos condolentes.



quinta-feira, 18 de março de 2021

Um Lastimável Editorial



A possibilidade de presidentes travados pela limitação de mandatos se candidatarem a outras câmaras prova que os princípios é que se submetem ao interesse partidário e não é o interesse partidário que se submete aos princípios


O Manel Carvalho não percebe bem o que é a democracia. Acha que a existência de regras eleitorais torna o regime menos democrático. Tontice.
E vê-se que não percebe bem que é o sistema partidário, e não os putativos candidatos, partidários que tornam o regime político português uma lástima.
Fala em caciques, renovação do pessoal partidário, círculos de interesses viciosos, carreirismo e tantos outros chavões que cegam olhos mais puros.
Vai dormir um sono, Manel

segunda-feira, 15 de março de 2021

Fabulosx


  1. Deita o creme de barbear numa das mãos. A mão com que te sintas menos desconfortável pela acto íntimo que é a afagar a tua face.
  2. Olha-te ao espelho e repete para ti própria que és fabulosa.
  3. Esfrega o creme na tua face sem que este toque nas tuas delicadas narinas, nos teus carnudos maternais-africanos lábios e nos teus olhos que ocultam os segredos do mundo em todo o teu potencial de pessoa fabulosa.
  4. Pega na lâmina com a mão que normalmente discriminas em operações como escrita e dá-lhe uma oportunidade de ser tão válida como a outra, talvez até mais.
  5. Passa-a no sabão pressionando suavemente, como se fosse o toque de uma das tuas colegas a gentilmente medir-te a anca.
  6. Quando vires sangue, isso é normal, é sinal de que és fabulosa.
  7. O número do 112 é cento e doze. Pegas no telefone, desligas o Tik Tok, procuras uma aplicação chamada “telefone” e metes os números por esta ordem: um, depois outro um (são dois uns, não confundas com um dois) e depois um dois.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Não Inventem!

«A reversão da decisão encerra o assunto? Não sem antes se sublinhar duas conclusões. A primeira é a óbvia desorientação de quem toma estas decisões ziguezagueantes e inconsistentes. Acaba por ser até intrigante imaginar o que leva um Conselho de Ministros, após um ano de pandemia, achar acertado contradizer-se face ao que dissera antes e excluir uma parte dos alunos e dos professores dos apoios para cumprir as regras de desconfinamento — com óbvio prejuízo para a saúde pública.
A segunda conclusão é que, no debate político, não somente não nos livramos dos velhos preconceitos contra o ensino privado como temos um Estado que os promove. Seja na oferta dos manuais escolares somente para os alunos do ensino público. Seja na aquisição de equipamentos (computadores e ligação à internet) no âmbito do programa Escola Digital, que não prevê distribuição de kits para os alunos do ensino privado (e que inicialmente até excluiu os dos contratos de associação, situação posteriormente rectificada). Seja no tom crítico com que o Governo se referiu em Janeiro ao ensino privado — proibindo-o de dar apoio aos alunos e depois dando o dito por não dito. Seja agora no acesso aos apoios para a testagem de professores e alunos. Em vez de uma visão integrada do sistema educativo, as decisões e o discurso do Estado geram afastamento e colocam o ensino privado numa ilha à parte do sistema educativo».

OBSERVADOR


"Não foram Enterrados, Mas Andam Mortos, Desertaram...

Ao longo da carta, os atletas revelaram-se desiludidos com as atuações do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e do secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, referindo terem constatado que aquelas personalidades "não representam o desporto no seio do Governo da República".


O senhor Pinto da Costa, que Deus tenha por muitos anos, é que sabe.


sexta-feira, 5 de março de 2021

Este Cretino Não Se Mede



A ponte fatídica que atravessei durante quatro anos consecutivos, professor a iniciar a carreira (século passado), e não raras vezes via as águas do rio por entre as fendas do piso


Mais um pouco, tinha estado lá e tinha-se lançado ao rio para salvar um par de vidas. Quiçá a vida de algum dos seus ex-alunos que nunca o esqueceram pois, segundo o poeta

a "Educação é feita de memórias relevantes, perpetuadas, principalmente na sua faceta positiva, no aconchego do coração ".

Deus tem para dar a todos. A este deu a cretinice.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Com Esse Arzinho Entre o Saloio e o Pacóvio, Só Faltou Explicares Porque Suspendeste As Aulas 11 Dias e Agora Acrescentaste 12 Dias Ao Calendário



Mais tarde, o Ministério da Educação divulgou uma nota às redacções onde confirma que a actividade lectiva irá continuar durante o Carnaval. Por outro lado, haverá uma interrupção na Páscoa, entre 29 de Março e 1 de Abril. Quanto ao final do terceiro período, está marcado para 8 de Julho no ensino pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos; para 23 de Junho para os 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade; e para o dia 18 de Junho para o 9.º, 11.º e 12.º anos.


Estás a contar com uma nova paragem forçada de mais um dia, ou é apenas mais uma calinada?


Os Portugueses Fazem Excelentes Escolhas Políticas

Este é um exemplo de quebra de compromisso político e de Estado, tal como o são as falhas na distribuição de computadores às escolas. Poderia dar outros, apoiando-me nos dados da execução orçamental, onde se percebe que, em inúmeras alíneas de investimento público, o Governo gastou muito menos do que anunciara. Mas o meu ponto é sobre mais do que promessas incumpridas. É, sim, sobre um Estado que, num momento de grande aflição da sua população, falha em auxiliar os mais frágeis, enganando-os com metas que não cumpre e com prazos que não respeita. É, na verdade, sobre aqueles que, porque os compromissos do Estado não foram cumpridos, ficarão ainda mais para trás, com horizontes encurtados e aspirações reduzidas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O Ministro Da Educação Não Tem Vida Fácil

O JN fez uma pergunta a dois conselheiros do Governo na área da Educação, sobre as aulas online:

1. Considera que as escolas estão mais bem preparadas para o ensino à distância comparativamente com o período em que estiveram fechadas em 2020?

«Estão certamente mais bem preparadas porque tiveram pelo menos essa experiência anterior», diz Emília Brederode 

«Penso que estarão pouco melhor», diz José Lemos
Como decidir bem a via a prosseguir quando uma conselheira vê uma realidade colorida e outro a vê em tons de cinza? Como decidir as melhores políticas se uns aconselham que se guine para a esquerda e outros para a direita? 
Com especialistas destes está o país bem servido, sem dúvida.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Quando a Vaidade Não Tem Limites, Faz-se Este Papel

 
Este notável zeco fez um requerimento ao diretor da sua escola e publicou-o nas redes sociais. Alguns seguidores, órfãos, fizeram o mesmo maravilhados por tão nobre iniciativa.
O seu requerimento foi deferido e o stôr recebeu um computador que não vai utilizar.
Uma retumbante vitória que o levou ao céu onde agora passeia e debate com Thoreau, Rosa Parks, Gandhi e Luther King.
Dai-lhe senhor o eterno descanso.


Porque Não Te Calas, Manuel?

“Alguns dias por semana, queremos que esses alunos possam ser acompanhados pelos professores”, adiantou o responsável. Portugal espera a chegada de 335 mil portáteis, cuja entrega foi atrasada por problemas do fabricante. Esta quinta-feira, o Governo procedeu à compra de 15 mil dispositivos adicionais, tendo já entregado 100 mil computadores a alunos carenciados do ensino secundário.


Os alunos vão à escola alguns dias por semana? Talvez à 2.ª 3.ª e 6.ª?
Não há computadores por causa dos fabricantes? Deixaram de fabricar?
O Governo já entregou 100 computadores aos alunos carenciados? Mentira.

Uma tristeza stôr Pereira. Era preferível estar calado do que dizer tanta asneira (algumas mentirolas) só para lamber as botas ao ministro.


domingo, 24 de janeiro de 2021

O Erro Crasso De Ana Gomes

 


Três sondagens, um 'resultado'. Marcelo vence e Ana Gomes fica em segundo.

Veremos quando terminar a contagem se fica em 2º ou não.

Um Artista Tipicamente Tuga


Este amigo andou em campanha todo o fim de semana. Hoje deslocou-se do norte profundo, Celorico de Bastos, até Lisboa, sempre a fazer sorrisos.
Alguém me sabe dizer porque é que este senhor pode votar em Celorico, sendo a sua residência em Cascais?
Pode não chegar...

O Essencial Fica Dito

 


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

domingo, 10 de janeiro de 2021

Há Um Ano Pediam Para Antecipar As Férias Da Páscoa, Em Dezembro Reclamavam o Adiamento do 2.º Período Para 11 de Janeiro, Agora Acham Que Todos Devem Confinar Menos As Escolas. Entendam-se Porra!

 


Directores aplaudem confinamento sem fecho de escola

“Não foi pelas escolas que chegámos a esta situação”, afirma o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, que vê nas declarações de António Costa um sinal de confiança naquilo que foi feito nas escolas no 1.º período. Os primeiros quatro meses do ano lectivo “deram boas indicações”, concorda Filinto Lima, que lidera a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), classificando de “boa notícia” o anúncio feito pelo chefe do Governo.

 

sábado, 9 de janeiro de 2021

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Yo No Creo En Brujas, Pero Que Las Hay Las Hay

 


Ele há coincidências do diabo. Ou então é outra coisa diferente. Mas não há dúvida que é difícil explicar a relação do PS com o Estado de Direito a não ser que acreditemos em bruxas.

É que as coincidências são muitas. Assim de repente lembro-me da “coincidência” da não recondução de Joana Marques Vidal como procuradora-geral da República depois de um mandato unanimemente elogiado, assim como da “coincidência” não recondução do presidente do Tribunal de Contas, um homem íntegro e exemplar, Vítor Caldeira, que servira para cumprir dois mandatos como presidente do Tribunal de Contas europeu mas não serviu para exercer dois mandatos em Lisboa.
Por “coincidência” os dois responsáveis afastados eram daqueles que costumavam cortar a direito, sem olhar a conveniências e sem tratar de cuidar se estavam, a não, a “meter-se com o PS”. Por coincidência, foram despedidos por entre elogios sonsos e mal disfarçados suspiros de alívio.
Claro que não podemos esquecer estas coincidências quando recapitulamos as muitas “coincidências” do processo que levou à nomeação de José Guerra para a Procuradoria Europeia.
Desde o início que se sabia que esta escolha pressupunha a independência desse magistrado e, por isso, o processo europeu não entregou aos governos o poder de designar os procuradores de cada país – não se espera que o vigiado designe o vigilante. Cada Estado devia sim indicar três nomes, esses nomes deveriam depois ser avaliados por um comité de peritos, e a escolha final seria feita pelo Conselho Europeu seguindo a recomendação desse comité de selecção.
Sabe-se há muito como Portugal provocou escândalo ao ser um dos três países que recusou essa escolha e impôs outro nome. O que se sabe menos é que a cronologia do caso – aliás todo o caso – está cheio de imensas “coincidências” difíceis de explicar.
A primeira “coincidência” estranha é o Conselho Superior do Ministério Público, que seriou as três as candidaturas portuguesas, só ter definido os critérios de seriação depois de conhecidos os candidatos, o que altamente irregular. Depois é estranho que tenha dado pouco peso a critérios como a experiência ao combate à corrupção, quando esse será precisamente o objecto do trabalho da Procuradoria Europeia, o que explica que tenha classificado pior a candidata que o júri europeu viria a considerar como a mais qualificada. Por “coincidência”, vejam lá, pelo menos dois dos cinco membros do júri português são ou do PS (o advogado Magalhães e Silva) ou do círculo da ministra Van Dunem (a jurista Maria João Antunes).
Mas como o regulamento europeu não previa que se seguisse qualquer preferência prévia por parte dos Estados, o júri internacional avaliou livremente e, a 19 de Novembro de 2019, o governo português tomava conhecimento que a escolhida era Ana Carla Almeida – e que ainda por cima ela fora muito elogiada e considerada “a melhor para a função”.
Imagina-se o calafrio: essa era a procuradora que dois meses antes, a 18 de Setembro, ordenara à Polícia Judiciária que passasse a pente-fino o gabinete do ministro Eduardo Cabrita no âmbito do caso das golas inflamáveis. Ou seja, entre o envio do seu nome para Bruxelas como candidata a esse lugar europeu e a recomendação do júri de peritos, Ana Carla Almeida cometera o erro de “meter-se com o PS”.
Sabemos hoje que, certamente mais uma vez por coincidência, Francisca Van Dunem não perdeu tempo. No dia 26 de Novembro realizou-se uma reunião no seu gabinete, como a sua presença, para combinar os argumentos que iriam ser invocados junto do Conselho Europeu para fazer cair o nome de Ana Carla Almeida e impor o de José Guerra. É nessa reunião que Miguel Romão recebeu as instruções para escrever o documento que tanta controvérsia tem suscitado nos últimos dias.
A tese oficial – a tese da ministra e a que resulta também da leitura da nota de demissão de Miguel Romão – é que os “lapsos” foram apenas isso, lapsos. Mais uma vez, no entanto, foram “lapsos” que, por “coincidência” convergiam todos para reforçar a narrativa desejada pelo Governo português: a de que José Guerra tinha mais qualificações do que Ana Carla Almeida.
Sabendo-se hoje que Francisca Van Dunem esteve na reunião em que se combinaram os termos em que o documento devia ser elaborado ainda mais inverosímil se torna a versão, veiculado em comunicado pelo primeiro-ministro, que esse documento só passou pelo seu gabinete “para arquivo”. Ela teve de o ter lido e teve de ter notado que lá se apresentava José Guerra como procurador-geral adjunto, categoria que ele não tinha e ela não podia deixar de saber que não tinha, pois fez toda a sua vida profissional no Ministério Público. Ora, por “coincidência”, ser ou não ser procurador-geral adjunto é um detalhe importante no processo, pois era uma condição para ser procurador europeu que nenhum dos candidatos portugueses antes preenchia. Passando a preenchê-la José Guerra passava automaticamente para a frente de Ana Carla Almeida. É o chamado “lapso” altamente conveniente.
Agora perguntar-se-á: mas porquê José Guerra? Já percebemos porque não Ana Carla Almeida, mas haverá “coincidências” que ajudem a explicar José Guerra?
Digamos que sim. Primeiro, ele é, seguramente por coincidência, irmão de João Guerra, o procurador do caso Casa Pia a quem António Costa dizia que era preciso ligar com urgência a ver se se conseguia evitar a prisão iminente de Paulo Pedroso.
Por coincidência também, é irmão de um outro Guerra, Carlos Guerra, que era o presidente do Instituto de Conservação da Natureza no tempo em que este torceu pareceres para viabilizar o Freeport – o famoso Freeport. E já que falamos do Freeport, José Guerra trabalhou no Eurojust sob a liderança de José Lopes da Mota, que por acaso integra hoje o gabinete de Francisca Van Dunem apesar de ter sido condenado a uma pena de suspensão de 30 dias por ter pressionado os procuradores do Ministério Público que estavam a investigar, olha a coincidência, o Freeport e José Sócrates.
Eu podia continuar. Entre “lapsos”, “coincidências”, “narrativas” que depressa se transformam em efabulações rocambolescas, há aqui um padrão antigo de gente que se comporta como se fosse dona do Estado, das instituições e do país. Estão tão habituados que nem percebem que estão a dar cabo do Estado de Direito, que estão a minar a própria democracia». José Manuel Fernandes