quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Chega-te Para Lá

Estado incapaz de cobrar multas de trânsito que valem 28 milhões de euros

por não proceder

"...com o cuidado a que, segundo as circunstâncias, estava obrigado e de que era capaz...".

Em jeito de conclusão:

1 - O Estado Português que não consegue cobrar as multas de trânsito que aplica aos portugueses - tarefa aparentemente simples - ainda se julga capaz de assegurar a educação dos jovens, de tratar da saúde das crianças, adultos e idosos e da segurança de todos nós; de gerir empresas petrolíferas, de transportes, de extracção, de serviços, etc., etc... E de cuidar do nosso (des) emprego, do nosso rendimento e dos nossos direitos...

Há quem acredite nisso!

2 - Cá por mim, penso que é serviço a mais para o Estado. É um fardo demasiado pesado.

Reitor

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Revolta-te, Douro, revolta-te! Ou continua a chorar!

O professor Gaspar Martins Pereira (GMP) escreveu um belíssimo artigo de opinião no PÚBLICO de hoje (sem link), relativo ao descarrilamento de uma carruagem na linha do Tua, cujo título "Chora, meu Douro, chora! Ou revolta-te!", adulterei.
Trancrevo duas passagens notáveis:

"Não são aceitáveis mais mortos e feridos graves na linha do Tua, ou em outras linhas do Douro, onde se circula a velocidades de 20 ou 30 quilómetros hora"

"Não é mais uma acidente. É mais um crime. Estas mortes são resultado da incúria, do desleixo, da irresponsabilidade política, dos jogos de interesses, inaceitáveis quando estão em causa o serviço público, o património, a imagem da região e, sobretudo, a segurança das vidas humanas"

O texto de GMP é um grito de desespero cívico de milhares de durienses esmagados pelo desinteresse e abandono a que foram votados pelo Estado e por aqueles que o dirigem.
É uma acusação pública ao governo (aos governos) que, ano após ano, desertificam o interiror sugando-lhe as energias e os recuros.
É um libelo acusatório contra aqueles que fecham hospitais, maternidades, escolas, postos dos ctt e todo o tipo de serviços públicos a que têm direito as populações que vivem no interior do país. Direito acrescido diria eu.
É a denúncia do ultraje que os nossos políticos dirigem a todas as regiões, e aos seus povos, onde o número de votos não é suficiente para os colocar à mesa do orçamento.

Vimos no passado domingo, na TV, um grupo de jovens durienses a recolher parafusos, alguns soltos, na linha do Tua, desapertando-os à mão. Ofereceram-nos ao chefe da estação para entregar ao presidente da CP.
Há imagens que valem por mil palavras...

Já foi entregue pelos técnicos ao Ministro Mário Lino o relatório preliminar das causas dos "acidente". As conclusões afastam "a existência de qualquer problema com a automotora e com a linha", como seria de esperar num país que aceita, sem respingar, ser governado por políticos que que os inundam de mentiras. Mentiras sobre os seus negócios privados, mentiras sobre os negócios públicos.
O exemplo dos políticos há-de servir aos técnicos por eles nomeados ou que deles dependem.
Há imagens que valem mais de mil palavras...
Não chores Douro. Revolta-te.
Reitor

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Não sei se te ouvem, mas continua a gritar

"Se queremos um Portugal vencedor, alinhado pelos primeiros, é virtuoso colocar o país sob desafio, sob pressão, sempre"

Num excelente artigo no EXPRESSO de sábado passado, António Pinto Leite discorre sobre globalização, concorrência, competição, desafio e mérito - tudo conceitos tabu na Educação em Portugal, no discurso e na prática.

Reitor

domingo, 24 de agosto de 2008

A liberdade de escolha e a autonomia NÃO passam por aqui

Esta notícia publicada no Jornal de Espinho fez-me pensar que estávamos, apenas, perante mais uma asneira da inevitável DREN que, na ânsia de mostrar serviço político – que não educativo, note-se - convenceu o pobre Conselho Executivo da Escola Secundária Manuel Laranjeira de Espinho a fazer um disparate: literalmente, pescar alunos à linha. Não lhe liguei nenhuma…

Acontece que outros ligaram… E, pelo que leio hoje no Umbigo, até ligaram em demasia.
Paulo Guinote (PG) deu-lhe a importância que não tinha, amplificou-lhe os particulares efeitos e as ténues consequências na defesa, obvia, da sua indefensável tese: a possibilidade de os pais escolherem as escolas dos filhos é prejudicial à educação dos portugueses e do sistema educativo pois gerará a ampliará “fenómenos de elitização/guetização entre estabelecimentos de ensino e das turmas no seio dos próprios estabelecimentos de ensino” e não melhorará o “desempenho ou a harmonia do sistema”.

No melhor pano cai a nódoa. E ao Paulo só faltou explicar como é que uma asneira da inefável Margarida Moreira, acolitada pelo esconso conselho executivo de uma única escola do país, pode vir a ter consequências tão trágicas para a educação dos portugueses.
Diz o Paulo que quando se advoga uma postura de «liberdade de escolha» por parte de escola e famílias, e uma maior autonomia na gestão dos estabelecimentos de ensino, o resultado - em especial quando validado pelas DRE -acaba por ser este.
Este qual? Em que parte da notícia vê você, Paulo, liberdade de escolha dos pais? Eu só vejo tentativas de limitar a liberdade dos pais. Só consigo ver acções que mostram como o Estado – através das suas repartições políticas – DREN e administrativas – Escolas – tem tendência a controlar, a condicionar e, no fundo, a enganar os pais e os portugueses. Não no interesse da educação dos seus filhos, não no interesse da educação daqueles portugueses, mas sim no interesse de insignificantes políticos e no interesse de breves objectivos de agentes pouco escrupulosos.
Em que parte da notícia vê o Paulo “competição” ou “concorrência” entre estabelecimentos de ensino? Será que há concorrência quando se telefona em surdina para alguns pais convidando-os para matricular os filhos numa escola? Será que há competição quando todas as escolas envolvidas não conhecem as “regras do jogo”? Quando se pretende jogar um “jogo” diferente daquele que está previsto na Carta Educativa?
Só se for competição viciada e concorrência desleal .

Penso que apenas se deve falar em competição e concorrência entre escolas quando as regras forem claras para todas e os critérios de acesso a cada escola puderem ser escrutinados e contestados também por todos.
Não tenha dúvidas de que a competição e a concorrência entre estabelecimentos de ensino e, a todos os níveis, no interior do próprio estabelecimento, serão benéficas e melhorarão a qualidade geral do ensino.
E, ao contrário do que sugere PG, mesmo que melhorasse apenas a qualidade de algumas, isso também seria benéfico para o desempenho e a harmonia do sistema educativo, no seu conjunto.
Porque tem medo que os pais escolham as escolas dos filhos? Você não escolheu a escola dos seus filhos? E não escolhe os seus médicos? E a sua seguradora? E o seu Banco?
Contrariar a possibilidade de os portugueses escolherem os serviços públicos que mais lhes interessam é negar um direito de cidadania apenas a alguns - os portugueses mais fracos e de menor condição social e económica - e proteger uma boa parte que, através do conhecimento, da cunha, do dinheiro e de outros expedientes, faz todos os dias aquilo que todos os portugueses deviam poder fazer e não podem: escolher, tomar decisões, acertar, errar, crescer...
Reitor

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Plano Tecnológico da Educação 3

Ontem na Edição impressa do PÚBLICO

Listas de espera na rede pública continuam a existir e em 2006 havia 72 mil crianças que não estavam nem no público nem no privado

E na edição online

No ano passado mais de uma em cada dez crianças inscritas (11,8 por cento) num jardim-de-infância público não conseguiu lugar, segundo a Inspecção-Geral de Educação, que analisou uma amostra representativa de escolas. E quase metade (47,6 por cento) das 263.887 que em 2006/07 frequentavam o pré-escolar estavam na rede privada (lucrativa ou de instituições de solidariedade social). O Ministério da Educação não disponibilizou dados mais actualizados.


Reitor

Uma Excelente Notícia Neste Morno Verão

A ideia de que o calor do Verão aumenta o desejo sexual não é um mito. A tese é facilmente comprovada pelas vendas de preservativos e pílulas do dia seguinte: ambos os produtos atingem o seu pique em Agosto.

"As mulheres sentem-se, em geral, fisicamente mais atractivas, o que tem mais a ver
com o contexto do que com questões hormonais. Muitas planeiam as férias já com a expectativa de ter uma aventura e saem em excursões deliberadamente sozinhas ou com pequenos grupos de amigas, levando já a contracepção planeada".

Reitor

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Um Texto de Antologia

O infinito disparate do tribunal de Loures de tratar da mesma maneira o militar da GNR que tentava deter um grupo de assaltantes e os próprios assaltantes ilustra o maior problema de Portugal nesta fase da sua vida democrática.

Se juízes e procuradores em Loures não conseguem distinguir entre crime e ordem mantendo as suas decisões num limbo palavroso de incoerências politicamente correctas e medos de existir, nada nos defende da desordem. A disléxica significância actual do estatuto de "arguido" que permite na mesma penada dar rótulos idênticos a criminosos e agentes da ordem pública é um absurdo em qualquer norma civilizada

Delicie-se com o resto do excelente texto de Mário Crespo aqui

Mário Crespo põe o dedo na ferida, literalmente.

Um justiça que trata da mesma forma (como arguido) o GNR e o meliante assaltante; uma justiça que trata como arguido o meliante foragido à justiça e a autoridade que lhe dá caça não pode ser credível aos olhos do povo. Enfim, talvez com excepção do Sr. Professor Fernando Rosas e de outros portugueses da esquerda caviar.
O arguido meliante tem de ficar numa posição jurídica diferente, mais constrangedora, que o "arguido" defensor da segurança pública.
A actual justiça, os seus procedimentos, regras processuais e burocracias põem objectivamente em causa a segurança do país, fragilizam o Estado e convidam, todos os dias, os portugueses a aplicarem a velha lei de Talião.
E o problema já não se resolverá a bem
Reitor

domingo, 17 de agosto de 2008

Ok. Estas desculpado. Venham as dos outros

Francis Obikwelu anunciou hoje o fim imediato da carreira no atletismo e pediu desculpa aos portugueses por não ir à final dos 100 metros, com o argumento de que era pago por eles para estar nos Jogos Olímpicos.

Grande atleta e grande homem.
Com este pedido de desculpas, já só faltam... deixa ver... aí uns 74 dos 77 colegas que acompanharam Obikwelu, mais aí uns outros 50 dos"dirigentes" que acomopanharam a missão à China, alguns deles na dupla condição de treinador; mais umas centenas de jornalistas que trataram de enganar a população criando-lhe falsas espectativas; mais Laurentino Dias; mais uns quantos portugueses que, embora ganhem ordenados europeus, continuam a tratar-nos como se vivessemos em terra de cegos...
Reitor

sábado, 16 de agosto de 2008

Todos somos iguais mas uns são mais iguais que outros...

Gilberto Madaíl acumula com o salário da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) – mais de 11 mil euros – uma pensão de reforma de funcionário público, na ordem dos quatro mil euros por mês.

Nada mal para funcionário público ...
Pena é que nem todos possam acumular: nem funções nem, muito menos, vencimentos e pensões.
Só uns poucos afortunados é que se podem dar a estes luxos...

E fico-me por aqui para que não se diga que estou com inveja.
Reitor

terça-feira, 12 de agosto de 2008

É para isto que lhes pagamos...

O deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas considerou hoje que a segurança dos cidadãos pode estar em risco pelo "uso desproporcionado e aparentemente incompetente" das armas de fogo pela GNR.

É triste, é de asno, que um deputado venha dizer que a segurança dos portugueses pode estar em risco por culpa da polícia, nomeadamente da GNR.
Se fosse assaltado ou molestado por assaltantes não diria o mesmo, pois não sr. professor Rosas?
A GNR agiu correctamente. É de lamentar que os meliantes, para além do acto criminoso, tenham colocado uma criança a praticar assaltos. São eles, os meliantes, que põem em risco a segurança dos portugueses e que devem ser acusados de homicídio, ainda que involuntário, e não a GNR.
Obviamente, com estas declarações, o Sr. deputado F. Rosas também põe em causa a segurança dos portugueses que deveria proteger.
Reitor

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Os Portugueses Não São Asnos Senhores

"A ideia do dinheiro como isco é como a da cenoura que se pendura à frente do burro. Um truque de quem, com a consciência pesada de pouco fazer pelos piores, e por nada mais ter feito pelos melhores, os trata como se fossem asnos", Rui Moreira no "PÚBLICO" de hoje, via netpress.

Neste excelente artigo de opinião, Rui Moreira (RM) acerta na mouche. De facto e como já aqui disse, este prémio, em nome dos melhores alunos da escola, não distingue o mérito, nem distingue a qualidade do ensino/educação nem melhora a (in)disciplina escolar. É a acção mais fácil, mais superficial, mais descontextualizada e MAIS BARATA que um governo pode levar a cabo para deixar a Educação na mesma. Como bem acerta RM, se fosse um governo de direita a propor semelhante asneira seria apodado de demagógico. Acrescento: seria acusado de implementar uma política retrograda e insensível à pobreza e aos mais desfavorecidos, mercantilista, um retrocesso pedagógico, enfim, enfim.
E gostei do exemplo do político (Valentim Loureiro) que ofereceu electrodomésticos na campanha eleitoral que o levou a ganhar as eleições (Câmara de Gondomar). Na altura, a esquerda bem-pensante achou essa atitude escandalosa. Disse que era uma inadmissível "compra" dos eleitores. Agora não se ouve ninguém dizer que o Governo se preprara para "comprar" os alunos.
Acontece, porém, que o dito político se comprou alguns eleitores com os electrodomésticos fê-lo com o dinheiro dele (ainda não era Presidente da Câmara) e os actuais querem fazê-lo com o dinheiro de todos nós. Essa é que é a diferença.

Reitor

sábado, 9 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Avaliação de Desempenho dos Professores - Contributos

Fisgas de Ermelo, Mondim de Basto

O professor Ramiro Marques iniciou aqui um debate interessante sobre a avaliação de desempenho dos professores, apresentando modelos alternativos ao modelo de avaliação em vigor. E continuou aqui.
Penso que é este o caminho que deve ser trilhado e que o ME não soube fazer: debater, encontrar pontos de consenso, assentar ideias e avançar gradualmente. Avançar gradualmente é a melhor forma para se alcançar o objectivo de avaliar o desempenho dos professores.
Porque é que discordo de algumas teses de Ramiro Marques?
1 – Independentemente do caldo político/funcional em que se desenvolve a acção educativa, não será possível implementar um modelo de avaliação do desempenho dos professores “a sério” se se negar ao principal responsável pela escola (diria até, único responsável) – Director - a função de avaliar o desempenho de todo o pessoal, docente e não docente, do estabelecimento de ensino. Por conseguinte, é errado (e burocrático) dar preponderância na avaliação do desempenho dos professores à Inspecção, ao ME, ao Conselho Pedagógico e a quaisquer outros indivíduos ou instituições. Podem um papel específico na matéria, um papel de consulta, de aconselhamento e até de co-decisão. No entanto, deveria ficar claro, desde já, que a última palavra institucional em termos de avaliação de desempenho dos professores (salvo se houver recurso) caberá ao director.
2 – Considero que a “justiça/injustiça” na avaliação do desempenho dos professores é uma variável independente do processo e que pode ser alegada em qualquer circunstância pelo avaliado, pelo que a considero uma questão irrelevante na avaliação (irrelevante na avaliação mas, note-se, potencialmente relevante em sede de recurso a essa avaliação).
3 – Concordo que haverá, no futuro, uma maior politização da gestão escolar; concordo que vivemos num país demasiado partidarizado, demasiado corrupto e quase democrático. Mas, caro Ramiro, não será por colocar mais pessoas a avaliar: inspectores, especialistas, personalidades e painéis, que sararemos as feridas do sistema. Nem me parece que possa haver uma relação de proporcionalidade directa entre o número de avaliadores ou intervenientes na avaliação e a justeza dessa mesma avaliação.
4 – A avaliação externa das escolas é, ela própria, injusta e iníqua. Por duas razões. A primeira salta à vista pela leitura dos relatórios de avaliação: escolas que conhecemos por terem fracos resultados, mau ambiente escolar e fracos dirigentes (ou seja, escolas onde não poríamos os nossos filhos nem netos) foram classificadas com notas de Bom e Muito Bom em vários itens. A segunda razão foi-nos dada pelo ME que, ao contrário das recomendações do CNE, premiou as escolas melhor avaliadas com quotas mais elevadas de MB e Excelente, sem ter assegurado previamente uma instância de recurso a essa avaliação externa, nos termos do CPA, aliás.
5 - Ou seja e resumindo: sem ter havido ainda descentralização de competências para as autarquias nem “politização” da gestão, já existe um ME injusto, parcial e cego na sua acção junto das escolas.

Por isso...

Reitor

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Propaganda Perigosa Paga Pelos Contribuintes

A Ministra da Educação criou um novo prémio com a interessante designação de Prémio de Mérito Ministério da Educação - PMME.
Não. Não há engano. É mesmo "Mérito".
São 1000 euros por escola secundária: 500 euros para o melhor aluno dos cursos científico-humanísticos e 500 euros para o melhor aluno dos cursos profissionais ou tecnológicos.

O dia 12 de Setembro de 2008 vai ficar na história: Maria de Lurdes "Fotogénica" Rodrigues; Valter "Excesso Grave de Faltas" Lemos e Jorge "Sinistro" Pedreira vão correr o país com sorrisos de orelha a orelha, oferecendo cheques a esmo dando, sim, dando, o bodo aos pobres: quinhentinhos para aqui, quinhentinhos para ali, mais 50o para acolá, enfim, vai ser uma festa. Junte-se o livrinho para todos os alunos do 1º ano e o diploma para todos os alunos que terminaram o 12º ano e o trio não vai ter descanso. Cá para mim vai ser preciso chamar o mais importante "inginheiro" português e alguns dos seus ajudantes para fazer a festa. Afinal serão centenas de cheques de 500 euros e centenas de prendas para distribuir pelo país.

Há, contudo, um facto que me intriga: porque vai o Governo desperdiçar tantos foguetes num único dia? Como sei que a agência de propaganda do Governo não dorme, só vejo uma resposta plausível: para o Governo, todos os dias até às eleições serão dias de festa...

Vamos lá ao PMME.

Este prémio é prejudicial ao país, seja qual for o ponto de vista de análise.

1 - Do ponto de vista educativo e pedagógico é um retrocesso. Nunca se deveria entregar dinheiro aos alunos por obterem boas classificações. Este péssimo serviço está a ser feito por pais que têm dinheiro mas não têm tempo para os filhos. Pagam explicadores, pagam classificações, pagam para não se chaterarem com nada. A escola tem contrariado esta tendência de alguns pais abastados nunca oferecendo prémios em dinheiro. Vem agora o Governo desmentir todo o discurso e contrariar todas as práticas escolares dos últimos anos.

2 - É um prémio que carrega uma mensagem perniciosa: a de que as notas, as boas notas se compram.

3 - É um prémio injusto e iníquo que não distingue a qualidade das aprendizagens nem, muito menos a qualidade das notas. O melhor aluno de um curso profissional, ou outro, de uma escola pode concluir o 12º ano com média de 12 valores (e não será caso único). Porque é o melhor aluno dessa escola, receberá 500 euros. Por outro lado, nada receberão os alunos que, noutras escolas, concluiram o mesmo curso com médias muito superiores a 12 valores.

4 - É um prémio políticamente estúpido pois, ao invés de puxar a educação e a sociedade para cima, rebaixa-as ao nível de umas miseráveis centenas de euros oferecidos, não aos melhores alunos, não em bolsas de estudo, não em estágio e emprego; não em experiências científicas e ou profissionais, não. Nada disto.

É um prémio do género do insígne concurso "O Preço Certo em Euros". Simples, fáci e barato.

É um prémio tão básico, tão pouco académico, tão descontextualizado que só pode ser estúpido.

E existe porque quem o oferece não é quem o paga, não és verdad

Reitor

Sugestões para a construção de uma proposta de avaliação de desempenho justa e equilibrada

Fisgas de Ermelo - Mondim de Basto

O professor Ramiro Marques deixou um interessante desafio aqui, ao qual roubo o título. Também já tinha aflorado este assunto aqui.
Pergunta Ramiro Marques:

A avaliação dos professores. Quem a deve fazer? Quando? Como?
Não tenho dúvidas nenhumas que os professores, cada professor, só podem ser avaliados pelos responsáveis pelas escolas onde trabalham: pelos Directores. Pode haver outros intervenientes na avaliação do desempenho dos professores - deve haver - mas será sempre em última instância o Director que deve avaliar os professores.

Ao contrário do Ramiro, penso que o Director não será um “avaliador externo”. Pelo contrário, será o avaliador interno com mais legitimidade e autoridade para avaliar os professores da escola.

A primeira nota é esta: o Director será um Avaliador Interno, mas NÃO é PAR.
Não há dúvida que sendo o coordenador de departamento um professor titular com responsabilidades organizacionais superiores à dos professores do respectivo departamento, também ele há-se interferir de alguma forma na avaliação dos professores.

Dito de forma resumida: também me parece óbvio que coordenador que não avalia não coordena.
A questão que deve ser colocada é a seguinte: Em que medida e de que forma é que o coordenador avalia os professores que coordena?
MEDIDA: Na avaliação de cada docente, o peso da avaliação efectuada pelo coordenador deveria ser, obrigatoriamente, inferior ao peso da avaliação efectuada pelo Director. Na minha opinião, não menos que 30% e não mais que 40% do peso da avaliação deste último.
FORMA: O coordenador avalia o professor na parte que lhe compete coordenar e para a qual detém experiência e/ou qualificações superiores. Note-se que a “articulação e gestão” curriculares – funções dos departamentos – ocorrem, sobretudo, antes das aulas e não durante as aulas. Durante as aulas executa-se o currículo de acordo com uma planificação previamente estabelecida.
Daqui resulta que a assistência às aulas não carece de ser feita pelo coordenador, nem revelará se o currículo está a ser devidamente articulado ou gerido por cada docente – tarefas que incumbem ao departamento e não a cada professor.
Resulta também daqui que uma aula, seja ela qual for, pode ser assistida e avaliada pelo coordenador, pelo inspector, pelo director e, pasme-se, até pelos alunos…
Se não quisermos desviar a atenção daquilo que verdadeiramente importa, teremos de admitir que a assistência às aulas só interessa por duas razões: para se saber se o docente cumpre a planificação e para se saber se o docente sabe ensinar ou não. Esta última é a questão que, por assim dizer, incomoda os professores. Pode haver alguns (poucos certamente) que tenham má nota neste segundo quesito.
Calma. Calma. Não disparem já.
Vamos ver.
1 – A assistência às aulas só tem sentido em duas situações raras: a) para se avaliar se um professor excede a mediania. Ou seja, para sustentar classificações superiores a Bom e: b) para fundamentar classificações inferiores a Bom.
2 – Daqui resulta que a assistência a aulas não deveria ser um item ordinário de avaliação, mas sim pontual e extraordinário, requerida pelo docente que pretende obter classificação superior a Bom ou ordenada pelo Director, no caso de se antecipar classificação inferior ou superior a BOM.
3 – Por conseguinte e do meu ponto de vista, a assistência às aulas, quando necessária, deveria ser da responsabilidade conjunta do Director, do Coordenador e de um outro especialista na área do docente.
Reitor

Reitor

domingo, 3 de agosto de 2008

Plano Tecnológico da Educação - 1

Diário de Notícias - 30 Out 06

As escolas básicas portuguesas estão a dar um novo sentido ao ditado "o barato sai caro". A prática de fazer cobranças indevidas no acto da matrícula aos encarregados de educação generalizou-se. As associações de pais começam a questionar-se: "O que aconteceu ao ensino público gratuito?"

Blogue da AE da Escola Sec. de Felgueiras (sim, sim dessa Felgueiras...), Nov. 2006

Onde estão as luvas e o chapéu que as funcionárias do Bar têm que usar?Onde está o sabonete e o papel higiénico nas casas de banho?Tudo isto nos foi prometido, mas até agora continua a faltar higiene no Bar e nas casas de banho. As funcionárias do Bar têm que usar luvas para servir os alunos e deixar de uma vez por todas aquele pequeno hábito de pegar no guardanapo depois de levar o dedo a boca de modo a que fique molhado, como se fosse virar a página de um jornal! É inadmissível, que falte papel higiénico e sabonete nas casas de banho, pois são dois bens necessários á higiene pessoal dos alunos.

No Diário de Notícias de 24-01-2007

Escola pede papel higiénico e guardanapos a alunos Por causa da "escassez dos recursos", os pais foram convidados a colaborar com o estabelecimento de ensino Data: 24-01-2007 A directora do Conselho Executivo da Escola Básica do 1º Ciclo da Lombada, concelho da Ponta do Sol, enviou um 'comunicado' aos encarregados de educação a pedir "um rolo de papel higiénico" e "um maço de guardanapos" por cada período.A ideia foi discutida entre todos os professores que fazem parte do Conselho Executivo e bem aceite pelos docentes

"O Mirante", Edição de 22-11-2007

Escolas de Santarém pedem papel higiénico aos alunos É o que acontece quando se descentraliza poderes. Os lá de cima estão sentados à secretária e têm tudo e os cá de baixo, se quiserem ir à casa de banho têm que trazer o papel higiénico de casa. Boa!! Qualquer dia temos que levar os jornais velhos em vez de os mandarmos para a reciclagem...

Portugal Diário, 24/01/2008

Pais fecham escola por falta de segurança"
Os pais dos alunos da Escola Básica Rio Tejo, no bairro Padre Cruz em Carnide, Lisboa, encerraram hoje a escola por falta de condições e segurança para as cerca de 200 crianças que frequentam o estabelecimento, noticia a Lusa

Uma pequena amostra da escola-r (escola real) que o Governo tenta esconder lançando poeira tecnológica nos olhos dos portugueses.

Reitor