domingo, 29 de dezembro de 2013

Desenbaralha-te Abelhinha Do Estado

Este amigo está baralhado com as coisas do mercado e do liberalismo. E, as três balas de prata que dispara contra as abelhinhas liberais ricocheteiam e atingem, afinal a abelhinha estatal que ainda continua a ser.

Primeiros: o Governo, de cariz fortemente estatista, não confia nos diplomas concedidos pelas instituições de ensino superior (a maioria estatais), pelo que exige aos professores provas para poderem lecionar. Notem, abelhinhas estatistas, que este Governo liberal cria/amplia um nova estrutura estatal para elaborar, realizar, corrigir e classificar provas dos professores. Mais Estado, portanto.
abelhinha não confia na PACC estatal para avaliar "a qualidade efectiva de um professor em sala de aula ou no trabalho numa escola". Acha que duas provas escritas - da responsabilidade exclusiva do Estado - não servem para avaliar professores.
Donde, concluo, o Estado está a mais.

Segundos: nem a agência estatal de certificação de cursos consegue avaliar a qualidade dos curos, nem a ADD estatal avalia a qualidade dos professores.
Donde, concluo, o Estado nem f. nem sai de cima.

Terceiros: a expansão da formação de professores diminuiu a qualidade média dessa formação.
Donde, concluo, um Estado responsável deve deixar às escolas a escolha dos seus professores
 
Ainda estás baralhado?


Reitor

sábado, 21 de dezembro de 2013

Mastim Figueiredo Sai à Rua Sem Açaime e Ataca Professores, Mordendo-os Em Várias Parte Do Corpo



O EXPRESSO relata esse ataque feroz, ao qual já se referiu, com rigor analítico, o professor Guinote.
Cientistas alvitram que, com o choque intenso provocado por este animal feroz, algumas professoras e até professores, dizem da Universidade de Campinas, podem vir a gerar fetos da mesma espécie do Figueiredo, o que muito agradaria Crato, que passa por enormes dificuldades, e resolveria muitos dos problemas por que passa a Educação em Portugal.


Reitor

Um Certa Ideia De Sociedade


A mulher nasceu homem. O homem nasceu mulher. O casal teve agora o seu primeiro filho: uma menina que nasceu na passada quinta-feira na Argentina.



 Reitor

Uma Certa Ideia De Escola


Reitor

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Crónicas De Uma Palhaçada



As imagens que nos chegaram via RTP mostram a total insensatez desta prova e retiraram qualquer margem de recuo aos governantes do MEC.
A prova não tinha dignidade, rebaixava os professores e foi motivo de chacota pessoal e profissional.
As condições de algumas escolas / espaços onde se realizaram eram impróprias e indignas.
Uma palhaçada oficial que deveria fazer rolar cabeças.


Reitor

Já Foste. E Ficaste Tão Perturbado Que Nem Vês Que Te Tramaram...



Alguém tinha de ser imolado, já se sabe.
Mas devias ter esperado pela Páscoa para fazeres de cordeiro.


Reitor

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Uma Mensagem Que o Ministro Crato Não Desdenhará

Acompanho, nesta época do ano, do meu retiro do Alto-Ádige, a polémica em torno da Prova de avaliação de conhecimentos e competências (PAAC), a que vão ser submetidos os professores contratados, uma pequena parte deles, este mês. Veremos.
Entretanto e ao ler umas notas do insigne mestre, Matias Alves, de quem partilho da visão de que "o filme ainda não começou", veio-me à cabeça, literalmente, a seguinte reflexão filosófica:
Não podendo todos os cidadãos de um país trabalhar para o Estado, este deve escolher os melhores de entre os melhores recorrendo, para o efeito, a provas e exames de avaliação  de conhecimentos, competências, capacidades e atitudes. Todos os funcionários públicos e não apenas os jovens que almejam vir a ser professores, um dia.
Até os professores do quadro deveriam ser alvo de reciclagem, de quatro em quatro anos, fosse através de PAAC ou de provas públicas perante júri.
Lançado nesta reflexão, ocorreu-me que poderá estar nos planos do menistrocrato a  reciclagem dos diretores dos agrupamentos e, porque não, sujeitá-los também a uma  PACC.
Adivinho uma PACCd  específica para diretores, dividida em duas partes: uma de formação geral, com um custo de inscrição de 49,99 euros e, outra, direcionada às funções específicas de diretor, com um custo de inscrição de 49,98 euros.
Obviamente, também me ocorreu que esta prova poderia causar prejuízos ao país e à sociedade em geral. Basta pensarmos na possibilidade de algum diretor ficar retido na PACCd. Uma tragédia.
O guião da reforma do Estado, que alguns apelidaram de "O Manifesto de Portas", documento circunspecto, vago e abstracto q.b., atinge (tipo bala no meio dos olhos ou tipo tijolo lançado de um andaime?) todas as áreas desde a Administração Pública aos Impostos, passando pela Saúde, Justiça, Economia, Segurança Social e Educação. Na Educação, está prevista uma revolução a sério, com dois objectivos principais: tornar os professores donos das escolas e aplicar o cheque-ensino, ou seja, a concretização de algo de que há muito se vem falando: a caminho da privatização da Educação (…algo que há muito se vem falando: a caminho da privatização...? Hum? Parece um caso de dislexia!). Na minha opinião, há dois factores que serão grande obstáculo a estas intenções: um de carácter objectivo e outro de carácter estratégico. (Este último, sendo estratégico, tem alguma objetividade ou é de caráter subjetivo?).
Desde logo, o Governo terá de se desenvencilhar em relação (stôr: deve dizer “desenvencilhar de” e não “desenvencilhar em”) e ao artigo 75.º da Constituição que aborda o ensino público, particular e cooperativo referindo no n.º 1 que "O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população". Parece-me incompatível com a ideia avançada. (ideia avançada? Que ideia stôr?) O segundo factor que promete não dar tréguas a esta intenção (Eram duas intenções, não eram? A qual delas se refere, stôr?) é de cariz estratégico, tendo em conta a revolução que se pretende efectuar na Educação. A História ensina-nos que as revoluções bem sucedidas partem da base, do povo e não dos generais (Como, por exemplo, a mundialmente famosa Animal Farm), muito menos sem sentir (quem é que sente? A História ou as revoluções?) o pulsar de quem vive no terreno todos os dias. Perguntaram aos professores se queriam ser "donos de escolas" (só se pergunta quando não se sabe a resposta) Os professores indiciaram ou manifestaram interesse na mudança? (que mudança? A de escalão? A de escola?) A par do que acima foi dito, desconheço a existência de estudo que sustente as modificações propostas. Não existiu debate sério em redor desta pretensão de alteração (pretensão de alteração? Hã? Como?) e, mesmo assim, anunciam uma revolução. Mas a culpa não é do guião! A culpa é de quem coloca num documento a que chamaram guião (afinal é “guião” ou é “O Manifesto Portas”?) ideias desgarradas, confusas e descontextualizadas (Quais são essas ideias, stôr?) mas supostamente ancoradas na importação de modelos (ancoradas na importação ou ancoradas nos modelos? Ou em ambos?) falando em charter schools (americanas) e em free schools (britânicas), (Como nem o Governo nem o guião falam em charter nem em free schools, só posso pensar que o stôr se está a armar em sabichão...) sem explicar o que se pretende, ou do cheque-ensino, que à primeira vista parece ser algo do outro mundo mas é gato escondido com rabo de fora. Fala em escolas independentes (Quem é que fala, stôr?), sem clarificar o que isso é, esquecendo-se (Quem é que se esquece?) de que as instituições educativas necessitam de efectiva autonomia e o Estado deverá ter papel importante, também regulador, na Educação.
.....


Reitor

Agora Já Sabemos, Cara Sem Vergonha, Porque Voltaste Para o Parlamento


Agostinho Branquinho ganhou concurso para o programa de Relvas que está a ser investigado pelo MP



Os deputados não podem ser perseguidos pela justiça, pois não.


Reitor

domingo, 15 de dezembro de 2013

Se Não Querem Cair Na Esparrela, Façam Como Odisseu

A prova de avaliação e conhecimentos e competências começou por ser um assunto sério.
"Para serem colocados em escolas, os professores contratados vão, a partir de Janeiro, ser obrigados a realizar uma prova de avaliação. O Ministério da Educação anunciou ontem que não haverá excepções"
Com o tempo foi esmorecendo e, aquilo que começou por ser uma prova para todos, passou a ser para quem tinha menos de 5 anos de trabalho e, com mais alguma paciência, ninguém a fará. Veremos no dia 18.
O MEC, percebendo que há elevado risco de fiasco e, na falta de sereias disponíveis que atraíssem os incautos, ficou-se pelas modernas contramedidas e  já colocou ao largo, estrategicamente, alguns roncadores acústicos para evitar estragos.
"... mas Filinto Lima não acredita numa adesão elevada, até porque, explicou, como a realização da prova será considerada o serviço prioritário do dia, fazer greve implica perder um dia inteiro de vencimento e não apenas as duas horas nas quais decorre a PACC".
 
 
Talvez os professores prefiram fazer uma prova estúpida do que perder um dia inteiro de vencimento.
 

Reitor

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Tens Feito Brilhantes Análises Ao PISA, Porém, Todos Sabemos Que No Melhor Pano Cai a Nódoa...


ão foram as ACND do tempo de Guterres, nem sequer foi a tão desvirtuada reforma de Roberto Carneiro. Mas foi um pouco de tudo, o próprio desenvolvimento da profissionalidade docente – com a progressiva diminuição dos biscateiros dos tempos em que até muitos opinadores jornalísticos actuais deram aulas nos intervalos de outras ocupações – e a percepção pela sociedade, pelas famílias e por muitos alunos de que a Educação poderia ser um verdadeiro factor de mobilidade social.
E saíste-te com estas duas conclusões de antologia, erradas claro.

Primeiro, porque hoje há mais biscateiros do que havia no tempo do Guterres: conta os "técnicos especializados" e todos os biscateiros contratados pelos agrupamentos que dão aulas sem carteira profissional, compara-os com os contratados sem profissionalização - únicos biscateiros do tempo de Guterres, presumindo que é a estes que te referes - e verás como estou certo.
Segundo, porque a perceção da sociedade e das famílias sobre o papel da educação, obtida na escola, como fator de mobilidade e ascensão social é negativa. O papel da Educação como ascensor social tem vindo a retroceder desde 1974 até aos nossos dias. Precisamente ao contrário daquilo que afirmas, a sociedade e as famílias não veem hoje a escola e a educação como fator de mobilidade social. Antes pelo contrário, perceberam que há outros fatores de mobilidade social que a preferem, de longe: o amiguismo, o compadrio, o nepotismo, a cunha e a corrupção é que são, aos olhos do povo, o melhor ascensor social.
Não há um único português - excetuando os que mamam no orçamento do Estado - com mais de 55 anos que não perceba, sem qualquer dúvida, que hoje o que verdadeiramente interessa é a cunha, o conhecimento e as luvas.  Muito mais que no tempo da outra senhora.
Por isso é que o país está pobre e depenado e que os que têm mais elevado níveis de educação ... emigram.
Ainda não tinhas percebido?

 
Reitor

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

É Este o Filho Da Terra Que Vai Valorizar a Vossa Instituição?


"A proposta do engenheiro Sócrates enquadra as duas vertentes: por um lado porque, como se sabe, ele é dali e, por outro lado, pelo impacto público que ele tem. No fundo, é um filho da terra que é reconhecido em Portugal e no estrangeiro", apontou. 
O presidente do conselho geral da UBI referiu ainda que a "intenção é a de que José Sócrates venha valorizar a instituição".

Não me façam rir...


Reitor

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Garotada

Professores com cinco ou mais anos de serviço dispensados da prova de avaliação




Ninguém te percebe ó Crato. És um troca-tintas.
Tem-te quieto para ver se te percebemos. Portantos, ainda vai haver exame. Só que é para metade dos professores. É isso?
As crianças do 8º ano continuam a acertar na maioria das questões, certo?



Reitor

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Destas Manifs Até o Governo Gosta

Polícias invadem escadaria da Assembleia da República



Uma manif ordeira e contida.
Rostos distendidos e sorridente.
Forças da ordem despreocupadas.
Agentes da ordem a cumprimentar manifestantes.

Não fosse vivermos num país a sério e dir-se-ia que estava tudo COMBINADO.
Combinado com os irmãos das forças de segurança, combinado com o Governo, combinado com os deputados.
Uma grande ENCENAÇÃO.

Reitor

domingo, 3 de novembro de 2013

Chiu! Tá Calado Grancho. Não Digas Parvoíces.


João Grancho garante à Antena1 que a ideia não é reduzir o conjunto das necessidades educativas especiais, mas sim prevenir que as escolas se tornem cenários terapêuticos



Estás a ficar como eles. 
Era preferível dizeres que, para cumprires as ordens que te deram de cortar no teu setor, optaste por cortar na educação especial. É uma opção. De asno, mas uma opção.
Vires dizer que vais cortar na educação especial para prevenires que as escolas se tornem "cenários terapêuticos" é para levarmos tanto a sério como dizeres que te escolheram para o lugar por teres currículo. Uma barrigada de riso, como sabes, não se desse o caso de o assunto ser sério.
A demagogia é tão torpe e tão habitué que fico na dúvida se és tu que mandas no teu pelouro ou se estás a fazer o que o Casanova te bufa aos ouvidos. 
Tem juízo e pensa pela própria cabeça e, se não fores capaz, anda-te embora. Deixa esse cenário terapêutico em que te encontras e anda pra casa.
 
Não faças figuras tristes.

Reitor

sábado, 2 de novembro de 2013

Porque Não Nacionalizar Os Restaurantes e Passá-los a Cantinas Públicas?



Numa prosa em que a sabedoria e a ironia andam lado a lado, Henrique Monteiro explica ao povo que todos os escândalos que existem em Portugal - e que preocupam os portugueses -  têm a ver com dinheiros públicos, governantes públicos, serviços públicos, entidades públicas e personalidade públicas.

Os privados são santinhos ao pé dos figurões que mamam no orçamento.


Reitor

domingo, 20 de outubro de 2013

Envergonhai-vos Portugueses





Da entrevista do sucratés já muita coisa foi bem dita 1, 2, 3.
Em suma, estamos perante um bandido que nos empobreceu e há de envergonhar para muitas gerações que vive bem e feliz da vida boa que leva. Usual neste país.

Para mim o facto mais marcante desta entrevista - e que me envergonha mais profundamente - são os botins à oliveirasalazar que o gajo usa e que dizem tudo do cromo.


Reitor

sábado, 19 de outubro de 2013

Abominável Intrujão


No aventar também se escrevem coisas boas.

... Sócrates, com a sua máquina mediática furiosa que debitava treta de entreter vinte e quatro por vinte e quatro horas, sete dias na semana, varria os pobres e a paisagem do real feio para debaixo do tapete nas inaugurações-croquete, dos anúncios repetidos, do optimismo vácuo, da mensagem charlatã e do luxo com que se rodeava e a que se não poupava.
...
Pois, mas no singular caso Português, meu caro Abominável Primadonna Sr. Bancarrota, o que mata o Estado é a Corrupção de Estado, coisa com o 25 de Abril ainda larvar mas que levedou sob o chupcialismo sistémico e as lógicas clientelares que estrangularam as nossas hipóteses de crescimento, realismo nas opções, e uma vida assente na riqueza gerada efectivamente e não num financiamento a escalar anualmente. O que mata o Estado, pá, Neurótico Narrador, é o que se esteja disposto ou não a fazer para abraçar o mundo com as pernas, contentar tudo e todos, especialmente a escandalosa Húbris do BES sobre o cangote geral dos contribuintes, verdadeira OPA à nossa liberdade pelas próximas décadas. Para todos os efeitos, Charlatócrates, nesse tácito e recorrente casamento Governo Chupcialista-BES, tudo foi possível, e foi por essas e por outras que assassinaste a Face de Portugal, apostando alto nesse teu poker político cretino.
E bastou isso para não teres qualquer moral para falar e muito menos para te absolveres. É uma sorte que a impunidade seja o nome do meio do Regime. Uma pena.


Reitor

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Depois De Um Arranque 'Trubolento', O Balanço Que Se Impõe


 
 
Diálogo possível:
João: o problema é a lista de professores.
Filinto: sim, é preciso antecipar a publicação da lista,
João: vamos dizer aos jornalistas que convergimos  numa análise crítica,
Filinto: boa ideia. Atenção temos de falar também na escola pública  
João: é verdade. Já ninguém compreende que os problemas se repitam todos os anos
Filinto: eu falo-lhes das perspetivas do futuro ano letivo
João: Eu falarei do planeamento estratégico
Aldomiro: aicho bem que faleis do próximo ano letibo, pois neste ainda bai prá í muita cunfusão...
 
 
Reitor

sábado, 5 de outubro de 2013

O Exercício de Funções No Estabelecimento É Ou Não é Critério Válido?


Clique no texto


O porta-voz do DGAE está sempre a denunciar os critérios ilegais na contratação de professores e agora que se vão contratar tarefeiros não os denuncia?

Ou há moralidade ....


Reitor

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estas Eleições Autárquicas Foram Muito Úteis Porque, Resumidadamente,

Foram uma verdadeira lufada de ar fresco, um hino à democracia e uma lição de sobriedade e honradez em alguns locais:



Foram o cúmulo do ridículo e do nonsense noutros:

 
 
 
 
 
Reitor

domingo, 29 de setembro de 2013

O Coração Do ToZé (ro) Desfaz-se Em Lágrimas De Crocodilo Em Castelo Branco


A caridadezinha artificial, a peninha forçada até à lágrima e a bondade a pataco, são absolutamente antirrepublicanas e contrárias à doutrina chuchalista  perfilhada por esta nulidade política.
O próprio Valter "Excesso de Faltas" Lemos, na sua proverbial incapacidade para ver as coisas simples, percebeu a figurinha que o toze(ro) estava a fazer e afastou-se um pouco.
Uma senhora, professora aposentada, está desesperada por descontar 1.000 euros por mês. Como bem diz o Ramiro, chora por ganhar cerca de 2.000 euros líquidos por mês.
Esta atitude política - de tão estúpida - põe de rastos qualquer político sério, descredibiliza a atividade política e é o um sério ataque ao carater e à autenticidade dos políticos, perpetrado por um político que julga poder ser primeiro-ministro.
Reitor


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tesourinho Deprimente

Cada vez mais me convenço de que aquilo que parece ser um serviço público de educação - às vezes é-o, sejamos justos - muitas vezes, demasiadas vezes, não é mais do que uma caixa de ressonância do MEC e das suas estruturas.
Não há dia nenhum em que o seguidor do Diretor Geral da Administração Escolar - em boa verdade não desdenharia trabalhar diretamente com ele, talvez como porta-voz oficial - não venha interpretar, e esclarecer legislação e procedimentos, desbravando caminho para a DGAE aumentar o seu volume, asfixiar a sociedade e maltratar os funcionários públicos docentes.
Portantos:
O problema, atual, devidamente atestado por voz autorizada, da haver muitos alunos sem professor (meio milhar de turmas) não é do MEC, nem da DGAE, nem do sistema centralizado e absolutamente cego à eficiência, da responsabilidade deste dois, antes é das escolas e da contratação pelas escolas, segundo defende o tesourinho.
Cá para mim, tens um pouco de herói e, bá lá, de azarento.
 
 
Reitor

As 'Analses' Do Porta-Voz Mostram Que o MEC Gasta, Mais Coisa Menos Coisa, 1.495.500,00 Euros / mês Em Professores De Que Não Precisamos

 
O porta-voz do MEC tem feito analses às listas de colocações. Recentemente verificou que ainda havia  997 horários zero, ou seja, 997 professores sem aulas para dar.
Ou, dito de forma mais pedagógica, os portugueses pagam ordenado a 997 professores para não darem aulas.
Claro que podia colocar o problema de forma a que a dimensão social ganhasse relevo e desvalorizasse a dimensão pedagógica. Assim: é melhor ser o MEC a pagar o ordenado a 997 professores do que ser a segurança social a pagar 997 subsídios de desemprego.
Andando...
Se fizermos as contas a uma média de vencimento líquido mensal de 1.500,00 euros líquidos, segundo informação fidedigna, fácil será concluirmos que deitamos pela janela fora a módica quantia de 1.495.500,00 euros / mês.
Gente rica.
 
 
Reitor

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ZarcoFénix





Sim, Maria Rosa, os vossos filhos mais burrinhos vão para as turmas de burros, os mais inteligentes vão para as turmas dos espertos.
É o projeto fénix da escola João Zarco.
Para não copiarem o fénix e o tur mamais a quem o Crato dá volumosos subsídios, inventaram uma estirpe - tão maligna como estoutras - para melhor segregarem os jovens: o zarcompensa. Os canastrões e tapadinhos são apartados dos restantes alunos e colocados numa espécie de lar, designado zarcompensa. Levam com mais aulas de apoio, os professores fazem vista grossa na avaliação e... surgem os resultados.
Ao longo do ano, são retirados do sistema regular de ensino e encaminhados para as "ofertas qualificantes". De imediato surgem visíveis melhorias nos resultados escolares das escolas com estes projetos de segregação intelectual.

Simples e eficaz.

Reitor

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma Aparente Alteração Estratégica Ou Uma Evolução Tática


Ainda bem que se aceita a liberdade de escolha com base em boas práticas.
Por exemplo, a boa prática de deixar os pais escolherem a escola dos filhos sem pôr em causa o direito de todos os alunos portugueses terem acesso a uma escola.
Por exemplo, a prática de, mesmo as escolas privadas, terem uma parte das suas vagas disponíveis para alunos com dificuldades económicas.
Por exemplo, a boa prática da transparência , especialmente dando a conhecer os critérios de  seleção de alunos  previamente às matrículas.
Por exemplo, a boa prática de estabelecer métodos de seleção escrutináveis e objetivos.
E muitas outras boas práticas, sempre, sempre, melhores que as atuais práticas da cunha, do conhecimento, do número da porta, do atestado de falsa residência, do falso encarregado de educação, da fatura da eletricidade da falsa residência, do esquema...



Reitor

sábado, 14 de setembro de 2013

Manuel Esperança Sublinhou Que Este Ano As Coisas Estão Melhores



Muito melhores:

"Faltam professores em escolas do 1º ciclo e pré-primárias em Lisboa o que impede alunos de começar as aulas a tempo, revelou o presidente do Conselho de Escolas"
"Com cinco professores é impossível abrir a escola e prefiro assumir e dizer que não tenho condições para os receber", diz Manuel Esperança


Reitor

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sábias Palavras Que Políticos e Professores Deveriam Escutar



... João Carlos Espada

Que o ensino público seja identificado com o ensino oferecido por escolas do Estado é um raciocínio que se compreende por parte do Partido Comunista e, presumo, do Bloco de Esquerda. Esses partidos são contra a economia de mercado e a iniciativa privada. Mas obviamente não pode ser subscrita pelos outros três partidos - o PS, o PSD e o CDS - pois estes são contrários ao monopólio estatal sobre a sociedade civil. Como eloquentemente explicou aqui, na passada quarta-feira, o socialista Francisco Assis, o socialismo democrático defende a economia social de mercado.

À luz do conceito de economia social de mercado, o papel do Estado é supletivo, ou complementar, relativamente à sociedade civil - não visa substituir a sociedade civil. No plano educativo, isto é entendido hoje como o dever do Estado de garantir o acesso universal à educação, pelo menos no período da escolaridade obrigatória. Mas isso não significa que os serviços educativos tenham de ser estatizados, ou fornecidos universalmente por escolas do Estado. É um pouco como o dever de garantir o acesso universal à habitação: só os comunistas entendem esse dever como equivalente a defender que o Estado deve ser o único, ou principal, fornecedor de habitações (e o resultado ficou à vista).
Esta é a questão crucial, no plano programático. E ela não separa a esquerda da direita, como uma vez mais explicou Francisco Assis. Ela separa as famílias políticas democráticas das famílias políticas estatistas (para evitar o termo desagradável de autoritárias). Aquelas, tal como estas, podem ser de esquerda ou de direita.
À luz destes princípios, não há qualquer razão para identificar o ensino público, ou o serviço público de ensinar, com a escola do Estado ou com o serviço educativo fornecido apenas pelas escolas do Estado. Todas as escolas - estatais, privadas ou cooperativas, desde que aceitem certos princípios de serviço público, a definir pelo Parlamento - podem fazer parte do sistema público de educação, ou prestam um serviço público na esfera educativa. Não existe por isso, entre as famílias democráticas, qualquer razão de princípio que negue a possibilidade de o Estado financiar directamente os alunos para que estes possam frequentar a escola pública - isto é, estatal, privada ou cooperativa - da sua escolha.
Em rigor, como explicou Karl Popper, a ideia do financiamento ao aluno, e não à escola, é originariamente uma ideia de esquerda, muito comum entre os socialistas não-marxistas de Viena da década de 1920. Só mais tarde Milton Friedman retomou o conceito com uma justificação não-socialista.
A defesa socialista do financiamento ao aluno reapareceu na década de 1990, primeiro na Suécia, depois em Inglaterra, quando os trabalhistas de Tony Blair e os sociais-democratas suecos se tornaram defensores do voucher ou financiamento ao aluno. A justificação é a mesma de Viena em 1920, e é também fundada na justiça social: se o Estado só financia as escolas do Estado, estas tenderão a receber apenas, ou sobretudo, os alunos mais carenciados, enquanto as não- estatais tenderão a tornar-se exclusivas das famílias mais confortáveis. Além de criar um fosso desagradável na conversação social, essa divisão pode condenar os alunos das zonas mais carenciados a um espécie de gueto social e educativo. Acresce ainda que, se as escolas do Estado tiverem o financiamento garantido e não tiverem de concorrer entre si e com as não-estatais para conquistar alunos, correm o risco de passar a estar ao serviço da burocracia e não dos alunos a quem devem servir.

Reitor

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bem Visto

Esta notícia - França quer intervir na Síria mas só se for acompanhada - é reveladora do estado do estado francês e, em particular, do seu actual presidente. Manietado pelo secular intervencionismo, os dirigentes do estado francês buscam desesperadamente oportunidades de se colocar em bicos de pés para recordar que a França não desapareceu e que continua a perseguir a sua grandeur. (Escrevi umas linhas sobre isto aqui, há um par de meses, a propósito de declínio económico do país afogado num estatismo crescente.)

Aqui


Reitor

domingo, 1 de setembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Justas Palavras


A Contagem dos Corpos

Custa-me ver portugueses a alegrar-se com a perda de outro português, António Borges, com valor reconhecido internacionalmente, apenas porque viveu as suas convicções a fundo, sem o cínico diplomatismo dos que deslizam no grande trânsito existencial sempre de bem com Deus e com o Diabo.
E em que é que Borges acreditava? Numa sociedade de mérito, na livre concorrência, com uma pitada de darwinismo económico, por oposição ao assistencialismo estatista-socialista alargado, bastante corrupto e decadente, o qual, depois de minar o autonomismo individual e a responsabilidade pessoal, tarde ou cedo, conduz os países à falência.
Então por que fazem festa e atiram foguetes os que, conotados com uma certa Esquerda Primária e Imbecil, se habituaram à contagem festiva de cadáveres adversários?! Vingança? Mas adianta? No limite, não haverá aí, caríssimos camaradas, uma base humanística mínima, sem Esquerda e sem Direita, sem Liberalismo nem Socialismo, que jamais celebre a morte de um adversário ideológico?!
Que os presos políticos e os mortos políticos de Fidel Castro vos perdoem, se puderem. Eu perdoo-vos a sanha perdulária de ir matar os que já morreram.
Joaquim Carlos Santos


Medra nalguns espaços merdiáticos a mórbida ideia de que fica bem dizer mal de António Borges. Especialmente agora que está morto.
Portugueses imbecis e mal-educados.

ADENDA:
Os merdiáticos Ricardo Ferreira Pinto (o tal que entregaria mais depressa as filhas para adoção a mil casais homossesuais do que a uma heterossexual) e Fernando Cardoso dos Santos fazem aqui um ataque cerrado, nojento e cobarde, ao defunto António Borges.
Fui ao avental para saber o que tinham comido ao almoço e, no caminho, obrei sobre os andores.
Cardoso: 
És mau. (Fraco mesmo)
queres colocar antolhos em praticamente todos os que te leem, escravizando-os à asneira e ao disparate
és um ser insensível e seguidista
defendes os corruptos da banca, do banco e do fundo de desemprego
para ti os pobres contam como contam para o filipe meneses
nunca serias capaz de dar a vida pelo país. Jesus, nunca serias capaz de dar um dedo por ninguém
nunca serias capaz de levantar o cu da cadeira para ajudar o vizinho a apagar o fogo na sua casa
nunca fizeste nada útil ao país
és arrogante e talvez te tenhas enchido de dinheiro duvidoso
talvez sejas criminoso fiscal ou até mafioso
certamente, és um figurão sinistro
que Deus te perdoe as alarvidades e, na sua infinita omnipotência, faça gente de um simples monte de merda
por favor, não entendas estas palavras como plágio da descrição que fizeste de António Borges



Reitor
 

sábado, 24 de agosto de 2013

Certeiro




 De facto, ao fim de dois anos de cratocasanova governo, o que se fez na educação de diferente e de melhor que nos governos sócrátiques: apenas os exames no final de todos os ciclos
Tudo o resto piorou.



Reitor

Nortista, Parolo e Repugnante


«Só Foi Dado Dinheiro a Uma Idosa Doente»
 
 
DO ESPÍRITO E DA PRÁTICA DEMOCRÁTICAS, DA RETIDÃO, DA HONRADEZ, DO CARÁCTER, DA HONESTIDADE INTELECTUAL, DA MORALIDADE, DA INVICTA CIDADE DO PORTO, DO FUTURO DE MILHARES DE JOVENS...
 
 
 
Reitor

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Lógica da Batata

 


David Justino diz uma coisa tão óbvia que só não a compreende quem está no sistema e dele depende.
Se os melhores cérebros fossem capazes das melhores ideias, seríamos governados por uma sofocracia.
Mas, porque os mais sábios não são sempre os mais ponderados, temos de lhes dar um desconto - grande - até que fiquem mais maduros e consigam ver o mundo com mais perspicácia e equilíbrio.
Vem isto a propósito deste cinzento postezinho do general.
O general não pode escolher os seus alunos - e ainda bem - porque não é responsável por eles (esta é direta às canetas). Mais exatamente: apenas é co-responsável por eles na pequeníssima parte do dia em que lhes dá aulas. Se ainda não tinha percebido isto, não percebe nada.
A entidade responsável pela educação dos seus alunos, stôr Guinote, chama-se PAIS. Para além destes, e subsidiariamente, a entidade responsável pela educação dos seus alunos é a escola que lhe paga o ordenado e não o senhor.
Por isso, o David Justino tem razão: deveriam ser as escolas a contratar os professores, tal como acontece nos países desenvolvidos.
Aliás, não há um único cidadão europeu ou imigrante português que perceba  o que o stôr defende e que se pode resumir assim: a educação está para os portugueses como o euromilhões para quem nele joga.


Reitor

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Existem Não-Docentes a Mais Nas Escolas! Faltam Não-Docentes Nas Escolas! Você Decide.


Qualquer pai ou avô que leve os filhos ou os netos às escolas e parques escolares, não apenas os do norte, mas também os do centro e sul,  percebe que, em todas, ou na esmagadora maioria, há falta de contínuos.
Portanto,  a maioria dos portugueses adultos revêem-se na notícia de que falta pessoal nos centros escolares e nos agrupamentos.
Este Governo também assim entende: como há funcionários em falta nas escolas, o Governo, através do M.E. Crato, abriu um "procedimento concursal comum de recrutamento para ocupação de postos de trabalho em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado" , em abril de 2012, há pouco mais de um ano.





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Através desse "procedimento" foram recrutados, presume-se, mais de 400 assistentes operacionais e cerca 70 assistentes técnicos para umas dezenas de agrupamentos escolares em todo o país. Se faltam quase mil, e entraram cerca de 500, a conclusão é óbvia: faltavam em 2012 cerca de 1500 ou perderam-se entretanto 500 por reforma.

Até aqui tudo bem.

Acontece, no entanto, que recentemente o país ficou a saber que, afinal não só não há funcionários a mais como, pelo contrário, é preciso reduzir os funcionários das escolas...




Confusão?
Irresponsabilidade?
Incompetência?


assitente técnico está a desenvolver uma base de dados que mostra bem a calma falta de vergonha completa deste M.E.C.:
a) No Agrupamento de Escolas de Amadeo de Souza Cardoso, há três operacionais excedentários embora seja de notar que este Governo autorizou, em abril de 2012, o recrutamento de cinco assitentes operacionais para este mesmo agrupamento.
b) O mesmo acontece no agrupamento de Escolas do Castelo da Maia: diz o MEC que há 5 funcionários a mais, mas, em abril de 2012, autorizou a contratação de 5 novos funcionários.
c) No agrupamento de escolas de Sernacelhe contrataram-se três funcionários em abril de 2012 e agora, descobre-se que, afinal, há cinco a mais!!
d) E, diz quem sabe - muito convenientemente e por estaca - que, em Moimenta da Beira, há 53 a mais.

E esta hem!



Reitor

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Curso De Verão Para Sindicalistas, Políticos e Lambe-Botas Militantes

O general Guinote compôs três interessantes sebentazinhas para apoiar os alunos do curso de verão sobre administração escolar para sindicalistas (lutadores encartados e militantes), políticos (raposas e rapazolas), todo o tipo de lambe-botas, papagaios e ditadorzecos.

Capítulo I - o papel das melgas
Capítulo II - a periclitância do mexilhões
Capítulo III - o estado das lapas
 
 
 
Reitor

Um Socialista Acidental. Uma Advogada Intencional.





Reitor

sábado, 17 de agosto de 2013

A Dor De Cabeça Do Tozé e De Toda a Esquerda



Advém da perceção, nítida, de que a economia está a dar a volta e o Passos Coelho chegará a 2015 como o herói que salvou o país da miséria.
 
E, ao contrário de uns recém chegados do Portugal profundo, acho muito bem que todos os portugueses, mesmo os de primeira, percebam que as barreiras que se colocarem no caminho seguido até aqui prejudicarão sobretudo os de segunda, que são a esmagadora maioria.


Reitor

Demagogia q.b.



E haveria crianças em número suficiente para todas as escolas da rede pública e para todas as da rede privada? Obviamente que não.
Se os pais optarem pelas escolas públicas, as privadas fecharão portas por falta de clientela. Se os pais optarem pelas escolas privadas, para que havemos nós de manter as escolas públicas abertas? Se estas não têm alunos, só se for para dar emprego a pessoal docente e não docente. Será este o objetivo do Estado? Se for, o Governo que o assuma.
O Estado português deve promover e reforçar uma educação pública de qualidade, independentemente da instituição de ensino onde é oferecida/adquirida.
 
 
Reitor

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Caricaturas: "Adjuntos", "Adjunta da Direção" e "Adjuntos do Agrupamento"













Três diretores, ou melhor, três inventores, que usam o diário da república para criar "cargos" e preenche-los com pessoas de carne e osso. Reparem que a responsabilidade é de tal monta que os inventores citam legislação para fundamentarem as nomeações que fazem para cargos que não existem.
Será que as Dras. Maria Páscoa, Maria Silva, Maria Seixo e Drs. João Lopes e José Nunes recebem pelo exercício de funções que não existem? Quem lhes paga?



Reitor

domingo, 11 de agosto de 2013

«Quando os Defensores da Liberdade de Escolha Afirmam que a sua Existência é em si mesma Um Bem para os Cidadãos, TÊM RAZÃO».

 
Em mais um excelente artigo, dos mais acutilante se assertivos que já li sobre a matéria, Paulo Guinote, apresenta-nos a sua visão sobre a liberdade de escolha da escola.
Num brevissíma recensão crítica às teses do prof. Guinote, gostaria de sublinhar os seguintes aspetos:
A liberdade de escolha precisa de ter instrumentos práticos de concretização, de modo a ser operacionalizada, testadas as suas alegadas qualidades, detectados os seus potenciais defeitos
Errado: a liberdade de escolha vale por si própria. é um direito dos cidadãos, concretiza-se como eles bem entenderem e não precisam que os funcionários do Estado, quem haveria de ser?, definam "instrumentos" para ser operacionalizada. As qualidades e defeitos das escolhas dos cidadãos a eles próprios responsabilizam.  
Os elementos mais comuns da liberdade de escolha colocam-se nos dois pontos deste processo: por um lado, a liberdade de escolher a escola por parte dos alunos/famílias; por outro, a liberdade de as escolas escolherem os seus alunos.
Errado:  A liberdade de escolha reside nos cidadãos e não nas escolas. Estas limitam-se a estabelecer critérios (prévios) para admissão de alunos. Obviamente, reconheço que nem todos os alunos poderão aceder a uma determinada escola; da mesma forma, nem todos nós poderemos ter um ferrari, ou aceder ao curso de medicina: todos somos livres de escolher o carro e o curso que queremos - sem que sejam os funcionários do Estado a dizer-nos o que é melhor para nós - mas , porque nem todos poderemos concretizar as nossas escolhas, uns ficam-se pelo Fiat Punto e pelo curso de psicologia, outros pelo ferrari e pela cardiologia.
O consenso mínimo que é possível extrair das dezenas de estudos, relatórios e pontos da situação é que os maiores ganhos para os alunos se encontram nos que são originários de grupos sociais desfavorecidos
Errado: Esta afirmação é um autêntica casca de banana. Querer justificar /refutar a liberdade de escolha da escola pelos melhores/piores resultados escolares ou "ganhos para os alunos" é o mesmo que fez a MariLu com o Projeto da Matemática: era tão bom, tão bom que até melhoraram os resultados nos exames.
A liberdade de escolha da escola pelos pais dos alunos está para a educação como o Governo está para os portugueses: foram estes que o escolheram; devem ser aqueles a escolher a escola dos filhos. Ponto.
É minha convicção que, numa sociedade dual como a nossa, a atribuição de cheques-ensino com um valor padrão, sem uma selecção dos destinatários por escalões de rendimento, servirá principalmente os objectivos de uma classe média ou média-alta que já actualmente opta pelo ensino privado.
... Para além disso, é difícil não reconhecer que a liberdade de escolha de escola já existe entre aqueles que podem mover instrumentos mais ou menos informais de pressão ou sedução junto dos respectivos órgãos de gestão
Errado, Errado:  A nossa sociedade é dual? Só de te estás a referir aos privilégios e ao tratametno de favor que o Estado concede a alguns (milhares) portugueses. Queres maior injustiça de que a atribuição de subsídios pelos escalões de rendimento? Deves pensar que todos os portugueses, ou a maioria, são funconários públicos. E que o Estado controla os seus rendimentos.
Afirmas que a classe média-alta atualmente opta pelo ensino privado, ou seja escolhe a escola para os seus filhos. Então porque queres impedir que as restantes classes, nomeadamente a média, a média-baixa e a baixa também possam optar pela escola que preferem para a sua prole?
Não são capazes de fazer as suas escolhas? Não têm meios? Não há diversidade de oferta? Não têm informação? Não têm transportes? Blá, blá, bla. É isto que queres para os portugueses de menor estrato social?
Quando os defensores da liberdade de escolha afirmam que a sua existência é em si mesma um bem para os cidadãos, têm razão. Mas... falta depois tudo o resto que permite que essa liberdade de escolha seja exercida de forma consciente e livre, na verdadeira e completa acepção do conceito.


Sabes o que nos falta mesmo: cidadãos livres e capazes de fazer as suas opções.

O que temos a mais são funcionários públicos que sabem o que é melhor para cada português do que os próprios.

Adenda: O Ramiro também acerta na mouche


Reitor
 

sábado, 10 de agosto de 2013

Afinal, o Sócrates, a MariLu Rodrigues e o Valter "Excesso de Faltas" Lemos é Que Sabiam Governar.





Pena é, Nuno, que estejas desde 2008 em contramão com a lei,


Reitor

Razões Bastantes Para Ser Contra a Falsamente Designada "Prova De Ingresso"


• Os actuais cursos de formação de professores são especificamente delineados para a docência e os seus diplomados saem com uma profissionalização e não com uma licenciatura numa qualquer área disciplinar como aconteceu durante muito tempo. Mesmo os professores que assim se licenciaram e mesmo que ainda sejam contratados já foram obrigados a fazer profissionalizações indicadas e aprovadas especificamente pela tutela. Não me parece correcto deixar profissionalizar milhares de pessoas para depois lhes negar o exercício dessa profissão em nome de um mecanismo teoricamente aferidor do que aprenderam, sem que isso passe sequer por uma avaliação prática do seu trabalho em sala de aula.

• O Estado refugia-se na autonomia do ensino superior – que desrespeita em tanta outra coisa – para justificar a não avaliação, durante muito tempo (a da agência A3ES é recente e tem contornos por vezes curiosos), do funcionamento dos cursos de formação de professores, quantas vezes criados – é bom que se diga – para manter certos mandarinatos académicos, quantos deles baseados em clientelas político-partidárias, centrais ou regionais. Apresentar dúvidas sobre a qualidade desses cursos e sobre a avaliação dos seus diplomados, não me parece a atitude mais honesta por parte de quem se absteve de cumprir os princípios mais básicos da sua missão de certificação e regulação.

• Considero ser de uma hipocrisia profunda que a prova de ingresso ao exercício da docência seja defendida – e muito possivelmente colocada em prática – por gente que fez toda a sua vida profissional a formar professores e agora quer fazer um exame para demonstrar a má qualidade do trabalho que fez. Ou que insinua “outros” fizeram. Até porque algumas dessas pessoas, em boa verdade, não sabem o que é leccionar numa escola básica há muito tempo, apesar de todas as teorizações debitadas em auditórios com escasso contraditório, pois a sua ligação
ao quotidiano escolar do ensino básico e secundário é remota.

• Uma prova de tipo selectivo para determinar quem pode exercer ou não a docência só faz verdadeiro sentido em um de dois momentos: ou perto da conclusão do curso, num contexto de avaliação em conjunto com um estágio prático, ou, mais tarde, numa situação de verdadeira possibilidade de candidatura e ingresso na carreira. Feita a meio do caminho, numa espécie de limbo, em que nem sequer está em causa a possibilidade de ocupar uma vaga real, uma prova deste tipo roça a desonestidade e é de uma evidente falta de respeito em relação a todos aqueles que cumpriram um curso de profissionalização de cuja qualidade o Estado só pode duvidar na directa proporção do incumprimento das suas obrigações.

Excelente artigo do general


Reitor