segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como Não Tens Idade Para Acreditar No Pai Natal, Só Podes Estar A Lançar Areia Para Os Olhos Do Povo

"O novo estatuto vai trazer a autoridade e o rigor que são precisos na escola”, diz o director presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas


Enquanto os senhores directores das escolas esperarem que seja o estatuto do aluno, o estatuto do professor, as novas instalações, a banda larga, as bibliotecas e tantas outras modernidades que este Governo tem feito chegar às escolas, a resolver os problemas da indisciplina, da autoridade e do rigor, podemos ficar descansados com a segurança dos nossos filhos e com o bom ambiente que se vive ns escolas...
Tá bem, tá.
Reitor

domingo, 29 de agosto de 2010

A Sociedade Aberta E Os Seus Inimigos

Obviamente, todos os professores com dois dedos de testa perceberam já que os sindicatos de professores, nomeadamente a sua principal federação, a FENPROF, e o seu líder, o professor primário Mário Nogueira, hipotecaram dois anos de luta intensa, e única em 36 anos de democracia, contra a aberração legislativa que foi o anterior modelo de avaliação dos professores.
O Octávio Gonçalves já explicou porquê em muitos postes. O mesmo já fez dezenas de vezes o Paulo Guinote. Basta acompanhar estes bloggers e ler os seus textos sem os antolhos que alguns tentam colocar nos incautos.
Nesta matéria da avaliação dos professores, a avaliação dos sindicatos, da FENPROF e do Mário Nogueira em particular é simples de fazer: simplesmente MEDÍOCRE. Veja-se como não conseguiram contariar a aplicação do modelo de avaliação, com 100.000 professores a sustentá-los. O simples facto de aceitarem negociar o merdosomodelo deu-lhe credibilidade e permitiu ao M.E. três coisas: aplicá-lo durante dois anos, considerá-lo na avaliação dos professores e estender um seu sucedâneo por mais dois anos. Tudo, note-se com 100.000 professores a apoiá-los.
Criticar os sindicatos pelos péssimos acordos que fizeram com o ME sobre a avaliação dos profs é não só ser fiel à verdade como exercer um direito que assiste a qualquer um.
Criticar os sindicatos e o Governo e os bloggers e o Papa é saudável, reforça a democracia, dá alento ao povo e é um dos maiores exercícios de liberdade que se pode fazer.
Ninguém está acima da crítica. E os poderosos, os que têm voz, os que têm espaço mediático, os que representam outros, são os que primeiro devem estar sujeitos à crítica.
Por isso é que este poste do Ramiro Marques merece um forte reparo. Não por defender os sindicatos. Tem esse direito. Mas por conter um subreptício ataque àqueles que os criticam. Por se constituir como um ataque à liberdade dos que criticam os sindicatos.
O que o Ramiro vem dizer aos críticos dos sindicatos é: calem-se que as vossas críticas prejudicam os sindicatos. Lamentável.

Reitor

"Despatrimónio Europeu"

O que a governação socialista conseguiu foi inventar o princípio da asfixia pela carga fiscal e transformar a despesa pública num atoleiro sem nome. Ninguém alimenta expectativas favoráveis quanto ao futuro. O futuro dos portugueses e dos seus filhos nunca se apresentou tão negro e tão hipotecado como agora.

Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura, nem indústria, está em vias de se tornar a escória da Europa. E essa é mais uma das faces de um problema sério que com este Governo nunca será resolvido: no que toca à política, à sociedade, à economia e à cultura, Portugal tornou-se o mais sério candidato a despatrimónio
europeu.

Acho que este tipo tem toda a razão.

Reitor

Um Funcionário de Serviço Refém da Mama




Reitor

sábado, 28 de agosto de 2010

"Puta Deputada"

“Vai ser difícil, mas acho que vale a pena para dar uma sacudida. Vai ser uma baita luta política e eu gosto de fazer tudo com desejo e tesão. Acho que isso vai ser um baita tesão”, afirmou a sorrir.

Gabi. Ocê é uma pessoa muito sensível e devotada a causas nobres.
Boa sorte pra si e pra sua luta.

Reitor

"Puta Deputada"

“Vai ser difícil, mas acho que vale a pena para dar uma sacudida. Vai ser uma baita luta política e eu gosto de fazer tudo com desejo e tesão. Acho que isso vai ser um baita tesão”, afirmou a sorrir.

Gabi. Ocê é uma pessoa muito sensível e devotada a causas nobres.
Boa sorte pra si e pra sua luta.

Reitor

Elementar, Meu Caro General... Depois De o Dizeres

1 - Na verdade não são as pequenas escolas que necessitam de fechar por razões económicas directas: são os Centros Escolares que necessitam ser construídos para aplicar verbas comunitárias e gerar indirectamente emprego e receita fiscal.
2 - Na verdade não são os mega-agrupamentos que permitem grandes poupanças na gestão: é a Parque Escolar que assim alarga a sua área de influência sobre mais umas dezenas de estabelecimentos de ensino, entrando no mercado das EB2/3.

Uma liçao de política que pode ser apreciada na totalidade aqui.

Adenda: E ainda se poderia dizer mais (desta isento o General)

3 - Na verdade os encerramentos de escolas e e os mega-agrupamentos só se levaram a cabo - contra todas as razões de racionalidade, de pedagogia e de bom-senso -porque havia que criar obra pública que permitisse retribuir os imensos favores que firmas amigas nos fizeram durante uma campanha eleitoral extenuante e, na impossibilidade de se fazerem pontes, aeroportos e tgves, havia que ser imaginativo.

Reitor

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nome De Código: GISELE

Nem sinal de Lima, Rosalina e Gisele no Hotel Jangada


Vamos procurar aqui:

Uma viúva rica
5 milhões de euros em trânsito
Uma morte sangrenta
A "massa" que todos querem
Um Governo socialista desacreditado, podre...
Um primeiro ministro sem qualquer credibilidade
O escândalo da investigação do freeport a ocupar todas as notícias
Eleições presidenciais
Um político português do PSD ... fiel a Cavaco Silva.

Poça, Mingos, há mais de quinze dias (logo depois do escândalo que foi o relatório sobre o freeport) que a máquina socialista desvia o olhar do povo da economia, da educação, da justiça e do Sócrates com a história da velhota rica que mataram no Brasil.
Não fosses tu um homem que vai à missa semanalmente (às vezes diariamente), recebe o Senhor, canta e toca orgão na igreja e até se poderia pensar - tantas são as referências à tua pessoa - que tinhas alguma coisa a ver com o assunto (com os 5 M, naturalmente)...

Mas, isso seria apenas para quem não te conhece, a ti e à tua obra social e religiosa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Três Textos Preciosos: Um Contra o Obscuratismo, Outro a Favor da Liberdade, Outro Sobre O Incêndio Que Consome o País

Só há um grande problema em Portugal, todos os outros derivam dele e serão resolvidos por acréscimo: a educação.
No entanto, a solução deste problema fundador foi deixada a um grupo de pessoas de duvidosa formação, chocante insensatez, gritante incapacidade de gestão, desígnio ideológico inconfessável. Durante mais de trinta anos. Guilherme Valente (surripiado aqui)


Alguém perguntou aos pais?
A educação das crianças é um direito das famílias consagrado em todos os documentos fundamentais. Se as famílias querem quê os seus filhos se mantenham em escolas mais pequenas mas que lhes dão garantias de uma boa educação, o Estado tem de agir em conformidade. Nuno Lobo (surripiado daqui)


Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o grau de absurdo absoluto que atingiu o funcionamento da Justiça com o caso Freeport e chego tarde para adiantar qualquer tese original. Mas permaneço absolutamente atónito ao verificar que, num Estado de Direito, tudo se possa ter passado às avessas das regras mais elementares de investigação e decisão judicial e em que todos, rigorosamente todos – desde um Procurador-Rainha de Inglaterra aos seus comparsas mais próximos e distantes –, aparecem do lado contrário do bom senso e da razão. Vicente Jorge Silva (aqui)


Por se falar em pessoas de duvidosa formação, alguém ouviu ontem o ingº falar no caso "freeport"? Ou no "face oculta"? Ou no caso "Casa Pia" ou na situação da justiça? Ai não!

Reitor

domingo, 22 de agosto de 2010

Encerrar Escolas Será Sempre Um Crime, Excepto Se For Opção Das Populações

São muitos os que, perante mais uma afronta do Governo, preferem olhar para o lado e falar de "reorganização", de "requalificação", de melhorias pedagógicas, de transportes, de refeições... Alguns sem-vergonha, vendidos, até nos atiram directamente areia para os olhos.
Outros há que preferem ver a afronta em si mesma: como um ataque às pessoas em concreto, como um eloquente desmentido à propalada solidariedade regional, como uma traição aos que vivem na província, enfim, como um atentado contra a unidade nacional e a todos os que a promoveram no passado.

Os primeiros, os que valorizam o acessório em detrimento do essencial, têm tendência a procurar escalpelizar os prós e os contras do encerramento de escolas, sobrevalorizando as vantagens materiais e reduzindo os custos sociais, culturais, educativos, geográficos e económicos, ao custo dos tranportes e das refeições e do tempo de marcha de e para a escola.
Outros vão por aí fora montados ...em números: uns a defender que o encerramento de escolas com mais de 20 alunos é errado mas se for com menos de 10 já não é errado. É, antes, uma medida de bom senso. Caso para se perguntar se o encerramento de escolas com um número entre 10 e 20 alunos, será um medida de senso médio + ?
Outros a defender os mega-agrupamentos escolares, dando a entender que a medida do Governo em agrupar as escolas básicas e secundárias não é uma medida errada em si mesma. Que, até aos 2.000 alunos é possível agrupar escolas e governá-las. Que apenas será problemático e errado - excepto se houver casos que o justifiquem - se os ajuntamentos ultrapassarem os 2.000 alunos: "uma organização com mais de 2.000 alunos é ingovernável. Pode haver casos que o justifique..."

Os que olham para o que está verdadeiramente em causa - a boa qualidade de ensino, o bom e saudável ambiente escolar, a governabilidade das instituições de ensino, a personalização e individualização do acto pedagógico, a qualidade do apoio educativo, o bom acompanhamento dos alunos com deficiência ou carência de qualquer ordem, a segurança das crianças e jovens, etc. - só podem ser contra qualquer mega-agrupamento de escolas, excepto quando a iniciativa e a vontade partem dos interessados, nomeadamente dos pais e das instituições sociopolíticas locais.
Os que olham para o que está verdadeiramente em causa - a necessidade de estancar a desertificação das regiões mais interiores do país, a necessidade de pôr em prática uma política de solidariedade e coesão regional, a necessidade de incentivar (e pagar parte dos custos) a fixação de pessoas e instituições nas regiões mais deprimidas do país, a necessidade de combater as fortíssimas assimetrias regionais, a urgência de povoar o país, de integrar todas as populações, de difundir o desenvolvimento, o bem-estar e a mobilidade social - só podem estar contra qualquer encerramento de escolas (seja qual for o número de alunos que a frequentam) excepto quando a iniciativa e a vontade partem dos interessados, nomeadamente dos pais e das instituições sociopolíticas locais.

Reitor

sábado, 21 de agosto de 2010

Afinal, Se Encerrar 2.500 Escolas Foi Uma Medida De Bom Senso, Como Afirma o Ramiro


«Quando Maria de Lurdes Rodrigues deu continuação ao processo iniciado por David Justino de fecho das escolas com menos de 10 alunos, encerrando, durante um período de quatro anos, 2500 escolas, limitou-se a tomar uma medida de bom senso»


Encerrar 700+1 -(3+15+2+8) = 673 escolas, não pode ser um erro pedagógico de grandes dimensões - como diz também o Ramiro, antes pelo contrário!

Confesso, Ramiro, que não percebo os meandros do teu pensamento sobre o encerramento das escolas. Começou por ser uma medida desertificadora, depois passou a ser um erro pedagógico deslocar crianças, etc., etc. E, por fim, vens dizer que encerrar 2.500 escolas foi uma medida de bom senso (como se alguma lurdesmedida tivesse sido de bom senso).

Fazes-me lembrar os Presidentes das Câmaras, esses "estadistas" locais que vêm as escolas dos seus concelhos a fechar e, em vez de se erguerem contra o isolamento das suas aldeias e contra a sangria das suas populações, olham avidamente para os tostões que o Governo lhes vai dar para transporte e refeições das crianças, como o faminto olha para o naco de pão que lhe põem na frente dos olhos.

Mesmo que todos tenhamos consciência que o transporte e as refeições escolares são uma fonte de rendimento para as Câmaras, esperar-se-ia dos "estadistas" locais a defesa dos interesses presentes e futuros dos seus concelhos... Pobre povo.

Ou aquele jovem que acompanhava o sábio num passeio pelo campo e, quando este apontou ao céu para que o outro visse uma uma estrela cadente, o infante olhou espantado para o dedo...

Vá lá, define-te e diz-nos em que ficas. Se no erro pedagógico ou nas medidas de bom senso.

Reitor

"Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos." (Isaías 43 : 8)

«Temos muitos munícipios arrependidos de terem assinado os protocolos com as direcções regionais de educação»

Reitor

"A Caminho Do Terceiro Mundo"

Portugal está hoje muito pior do que estava há 30 anos: a indústria tradicional vidro, têxteis, calçado, etc.) ficou obsoleta e não foi substituída por nada, a agricultura não resistiu às tropelias decorrentes da PAC, as pescas entraram em crise prolongada, a marinha mercante afundou-se, a construção naval fechou
Faça-se o exercício contrário: o que estará melhor do que há 30 anos?
Talvez alguns serviços.
Mas aí, como se sabe, tudo é muito incerto porque a base é volátil.
Diz-se que as pessoas vivem melhor – e é verdade.
Mas isso à custa de quê?
De um brutal endividamento externo que não pode continuar e já vai condicionar as próximas gerações.
Mas o mais assustador – e me fez começar por dizer que estamos a caminho do Terceiro Mundo – é que esta decadência económica foi acompanhada por uma degradação generalizada das instituições.
Veja-se o que se passa na justiça, veja-se o que se passa na política, veja-se – até – o que se passa no desporto.
Na justiça a situação é mais do que calamitosa.
Não são só os casos Casa Pia, Apito Dourado, Operação Furacão, Freeport, Face Oculta – nenhum dos quais foi conduzido de forma célere, eficaz e que transmitisse a ideia de se ter feito justiça.
Não é só o facto de o PGR ser um homem que não se faz respeitar pelos subordinados e em cuja independência os portugueses deixaram de acreditar: cabe na cabeça de alguém, por exemplo, que não tenha sequer lido um processo tão relevante como o Freeport, que envolvia o nome do primeiro-ministro, e depois tenha anunciado um inquérito aos magistrados sob a sua dependência?

Magnífica reflexão de JAS no SOL. Ler tudo aqui.

Este texto de José António Saraiva deveria ser lido em voz alta a todos os alunos do 5º ao 12º ano, semanalmente, na primeira aula de 2ª feira, durante o próximo ano lectivo.

A bem da Educação

Reitor

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tens Toda A Razão: Eles Mentem. E Mentem Com Quantos Dentes Têm


"Falam em assegurar a igualdade de oportunidades. É mentira. Isto é exactamente o inverso"


Num brilhante libelo, o Paulo Guinote põe a nu a mentira, a falta de escrúpulos e a visão mesquinha dos nossos governantes que desertificam o país, que levou 900 anos a povoar, e paulatinamente, sangram o interior do bem mais precioso que possui: a sua gente.

Já em dois textos anteriores, neste e neste, tinha mostrado a aliança entre alguns "estadistas" concelhios e as medidas economicistas - avulsas, sem princípio e baseadas no saque ao contribuinte - empreendidas por este Governo. Governo liderado por um mentiroso, "estadistas" que apenas querem é mais dinheiro.
Não, não se trata de medidas políticas de racionalização da rede escolar. O encerramento de escolas aliado ao encerramento de estações dos CTT, de maternidades e de outros serviços públicos, constitui-se como um fortíssimo e persistente ataque ao equilíbrio demográfico, à harmonia e solidariedade regionais e, no futuro, à unidade territorial.

Pobre Portugal.

Reitor

Fechem Mais Escolas...

O monte do Soajo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, está transformado num impressionante manto escuro, de onde emana um intenso cheiro a queimado, fruto do pior incêndio de que há memória na freguesia.


Reitor

Tivesses Tu Vergonha...

"Queiroz suspenso um mês e multado em mil euros "


E poupar-nos-ias à afronta de termos um seleccionador suspenso por impropérios...

Reitor

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Um Exemplo Para Todos Os Portugueses



Certificados do 12º ano vendidos na Internet por 400 euros


Ainda em Julho, Sócrates esteve em Matosinhos a entregar certificados de competências a alunos das Novas Oportunidades e considerou o esforço dos formandos um "exemplo para todos os portugueses".


Reitor

domingo, 15 de agosto de 2010

Sebenta De Apoio À Melhoria Das Escolas ou Manual Para Venda De PCIs

O professor José Matias Alves concedeu uma entrevista ao DN no passado dia 6 de Agosto, já o Verão ia a pino.
O Professor Matias Alves é um professor de gabarito. Edita o Terrear , é Coordenador do Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas da UCP, tem responsabilidades de destaque, juntamente com o Major Valentim Loureiro, na definição dos destinos do município de Gondomar, entre outros serviços à comunidade.
Portanto, aconselha o bom senso que devemos ouvir/ler com muita atenção as suas entrevistas.
E esta que concede ao DN, não só mantém as elevadas expectativas como também se constitui como uma autêntica sebenta que as escolas (e os políticos e toda a sorte de técnicos que se penduram nas várias estruturas do M.E.) podem utilizar para vender o Projecto de Combate ao Insucesso (PCI), perdão, para apoio à melhoria das escolas...
Que diz então de notável o professor José Matias na entrevista ao DN?
- Diz que o Fénix se funda no princípio de que todos têm de aprender mais. Para isso criam-se turmas homogéneas com alguma... diversidade. E compõe com chave de ouro: "o modelo pedagógico baseia-se no princípio da diversidade da resposta, mas há uma grande mobilidade" (sic).
- Diz que em turmas de 8 alunos cada todos aprendem mais (a turma base é dividida em três grupos ou, de outra forma, diz o professor Matias que uma turma de 24 alunos tem três professores por disciplina).
- Diz que os PCI exigem mais recursos mas ficam mais baratos que os chumbos (só não percebe isto quem estiver com reserva moral).
- Diz que, cada aluno custa cerca de 3.300 euros por ano.
Nota aos economistas da educação: Fica sempre bem a um professor universitário apresentar números. Como ninguém sabe ao certo o custo efectivo de cada aluno ao erário público - nem a própria Ministra - o professor atirou um número, digamos, mais ou menos. Eu preferiria o valor de 5.000 euros. Sempre é um número mais redondinho.
-Diz que fica mais barato ao país [do que 3 300 euros, subentende-se] investir em projectos que evitem a retenção.
Nota aos jornalistas: esta é a afirmação menos conseguida do professor pois, apenas por lapso da jornalista, note-se, divulgou o custo por aluno mas não divulgou o custo dos projectos que evitam a retenção. Diz apenas que são mais caros...
- Diz que os PCI têm como objectivo que nenhum aluno fique para trás.
Nota aos incautos: os PCI que o nosso professor lidera e de que é mentor não têm como objectivo, como maldosamente alguns pensam, angariar fundos extra para manterem os lugares nas universidades, escolas superiores de educação, e outras instituições, privadas nos lucros e smipúblicas nos financiamentos, que vivem muito encostadas ao Estado e à custa de projectos inovadores que conseguem - dadas as circunstâncias de tempo e modo - vender aos políticos amigos. Não, nem pensar. Estes projectos pedagógicos põem todos os alunos nos lugares da frente.
- Diz que os pais, inicialmente, eram contra a discriminação dos alunos por grupos de nível de conhecimentos - como resulta objectivamente dos projectos de combate ao insucesso que estão em voga - mas, melhorando os resultados, os pais compreendem e aceitam a coisa.
Nota aos desatentos: Há quem pense que a única forma de os vendedores de PCIs terem mercado é a obtenção de resultados escolares positivos. Em conformidade, para se manter o financimento é necessário dar umas positivas aos alunos. Este pensamento só pode estar errado, pois, a estar certo, destruiria a credibilidade dos projectos TurmaMais e Fénix, ambos apadrinhados pelo M.E.
- Diz que os alunos não são todos iguais.
Nota aos professores mais jovens: vocês que por vezes não têm a paciência que se exige ao sábio, tomem nota desta asserção do prof. Matias: um aluno que viva em Bragança, reside em Bragança e outro que viva em Setúbal, reside em Setúbal. Portanto, não são iguais.
- Diz que Mega-agrupamentos até 2 000 alunos são governáveis e podem justificar-se. Com 2001 alunos já a porca torce o rabo.
Pronto. Este é o resumo dos aspectos principais focados pelo Professor José Matias na entrevista ao DN. Qualquer lapso ou falha de interpretação são da minha inteira responsabilidade.
Reitor

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

«Resolver a questão do insucesso na Educação, é como acabar com o cancro na Saúde»

O professor Telmo Bértolo, o do Partilha do Saber, num comentário a uma entrevista do prof. Matias Alves ao DN, consegue um feito raro: em 4 parágrafos, 4 postulados.
À pergunta: Estará o Ministério da Educação verdadeiramente interessado em prevenir o insucesso?

Responde o Prof. Telmo: Nim

A avaliar pelas medidas tomadas nos últimos anos pelos responsáveis do Ministério da Educação, parece sedimentar-se a tendência de dificultar cada vez mais a retenção dos alunos, do que procurar prevenir o insucesso dos mesmos.

Como se diminuir a retenção não concorresse para a prevenção, combate e redução do insucesso. Tome nota, professor Telmo: se o M.E. dificulta a retenção dos alunos também previne o insucesso.

Segue-se a segunda minhoca.

"Se o ME optar verdadeiramente por prevenir o insucesso, terá de abrir os cordões à bolsa!... Não estamos a ver o Governo a seguir esse caminho, sobretudo numa altura de acentuada crise económica"

O seu colega José Matias diz no texto que você comenta que é mais barato prevenir o insucesso do que reter o aluno. Você vem dizer que para prevenir o insucesso o M.E. terá de ... "abrir os cordões à bolsa" e que "não estamos a ver o Governo a seguir esse caminho..." Em que ficamos afinal? Prevenir o insucesso fica mais caro ou mais barato que a retenção?

Terceira cavadela, outra minhoca:

Tal como diz o Povo, «De boas intenções, está o Inferno cheio».
Se não "estamos a ver o Governo" a seguir o caminho da prevenção e combate ao insucesso [porque é caro, diz você. Não esqueça que o Matias diz que é mais barato] como podemos aplicar o ditado " de boas intenções está o inferno cheio". É que... você não vê o Governo com intenções de ...

Mas, se o Prof Bértolo escreveu quatro parágrafos, deste último sairá, provavelmente, a quarta minhoca. Ora vejam:

"Resolver a questão do insucesso na Educação, é como acabar com o cancro na Saúde"

Esta, prof. Telmo Bértolo, é de antologia.
Nunca ninguém se lembrou, até à data, de associar o combate ao insucesso escolar com o combate ao cancro da mama, do estômago ou da pele, como faz o senhor com mestria. Parabéns pela sua argúcia.
Agora que fez esta associação magistral, ocorreram-me outras associações, possíveis, embora com menos impacto que a sua, e que convosco confidencio: resolver o insucesso na Educação é como acabar com a guerra no mundo, com a malária, com a pedofilia perpetrada por alguns bandidos portugueses, com a corrupção, com os governantes mentirosos, com o míldio e com a borboleta da batata, Apenas para dar alguns exemplos mais próximos.
Dada a gravidade da questão do insucesso escolar até me atrevo a dar mais ênfase e, sem qualquer imodéstia, a universalizar a sua teoria. Proponho esta formulação:

Resolver a questão do insucesso na Educação, é como acabar com a doença nos Homens (incluindo as mulheres, naturalmente)

Que lhe parece?
Sempre a considerar, apresento-lhe os protestos da minha maior estima.
Reitor

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Ilustre Ramiro Marques, Professor, Pensador e Blogueiro dos Sete Costados Distinguiu Este Blog! E Esta Hem?

Obrigado meu caro. Não resisto a fazer-te duas chamadas de atenção:
1 - Este blogue não é o mais anti-socratino do país. Essa distinção fica para o blogue deste marmanjo. O Educação S.A. é, simplesmente, um blogue anti-corruptos, anti-mentirosos, anti-compradores-de-habilitações literárias, anti-socialista, anti-encobridores da república, anti-abusadores de menores e anti-mamões da república, enfim, um blogue sério. Ora, a menos que estejas a pensar em fazer a ligação entre estas antipatias todas e uma pessoa que cá conhecemos...
2 - Tu sabes quem é o Reitor: é um dos editores do blogue Educação S.A.. Eu não te disse que já sabias?

E, mesmo não indo sempre à tua missa, o ProfBlogue presta um excelente serviço à educação. Parabéns.

Reitor

Desvinculação Cognitiva versus Afectação das Sinapses versus Conclusões Revolucionárias

Photobucket

- Como explica o aumento de 15% dos processos disciplinares aplicados a alunos?
- Na sequência do desafio lançado pelo procurador-geral da República, Pinto Monteiro, as escolas deixaram de ter medo de agir, a malha da disciplina apertou, os professores ficaram mais assertivos, e para os alunos acabou a sensação de impunidade.
– Na sua leitura dos números do Ministério da Educação, conclui que a violência nas escolas não aumentou?
Exacto. Nem tão-pouco a gravidade dos casos em si.

Reitor

Elementar, Minha Cara Ana

"Era elementar que o procurador-geral e a directora do DCIAP se demitissem. Se não, que fossem demitidos e substituídos por quem fosse capaz de reformular a justiça"

A eurodeputada [Ana Gomes]do PS está perplexa: vive-se a situação mais grave depois do 25 de Abril e continua tudo a banhos.

Qualquer dia, Ana, temos de ir novamente à Fonte Luminosa denunciar os criminosos e os que os encobrem.

Reitor

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Unicidade Associativa Não!

Escolas pedem aos pais para criar "megassociações"

Aqui está um exemplo de um péssimo ensinamento. Há umas dúzias de anos atrás fomos, muitos de nós, para a rua gritar contra a unicidade sindical - que os comunistas nos queriam impor, para melhor defesa dos nosso interesses enquanto trabalhadores, diziam.
Agora, volta-se a defender - professores! - uma outra unicidade. A unicidade associativa.
E as CAP lá vão dizendo aos pais que esta unicidade associativa também é boa para os associados. Tal como a outra era boa para defender os interesses dos trabalhadores.
Que os pobres pais tenham mais que fazer, sejam jovens e não estejam para perder tempo com as associações de pais, compreende-se. Que as CAPos estejam a aconselhá-los a fazerem uma única associação só pode ter uma leitura: juntar o gado para melhor o apascentar.
Tal como há uns anos se fez com o hino, o Estado deveria promover o ensino da Constituição da República Portuguesa:
Artigo 46.ºLiberdade de associação
1. Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal.
....
Reitor

Dois Diagnósticos Gratuitos

De como a excessiva dor de cotovelo e a cada vez mais acentuada falta de públicos podem, em certos e determinados casos - normalmente casos de idêntica raiz ideológica - dar origem a notórias e generalizadas crises digestivas, cujos sintomas são, genericamente e sem maçar os leitores com excessiva terminologia científica: dor de barriga e forte azia.

Mais raramente, quando o cotovelo doi mesmo e o público se conta pelos dedos de uma mão, pode-se generalizar a crise e estender-se a todo o aparelho, afectando, primeiro, o funcionamento do piloro e, logo de seguida, a ileocecal de que resultará, por certo, uma inversão completa das respectivas funções e, claro está, do trânsito digestivo, como foi o caso supracitado.
Alguns dias de repouso e muita água fresca serão suficientes para repor o sistema.
Reitor

sábado, 7 de agosto de 2010

A Evolução Em Alta Dos Resultados Escolares Na Lima De Freitas

A EB23 Lima de Freitas aderiu ao projecto TurmaMais.
Isto significa que a direcção da escola e os professores envolvidos se comprometeram perante o ME a reduzir em, pelo menos, um terço o número de chumbos dos alunos do 7º ano.
Por incrível que possa parecer a alguns pedagogos descrentes, não é que o insucesso nesta escola diminuiu mesmo mais de um terço? Leiam o que diz a Adjunta Eduarda Fidalgo - e não subdirectora, como refere erradamente Patrícia de Jesus:

«os resultados "superaram as expectativas - ou seja, fizeram cair em mais de um terço as retenções no 7.º ano»

Aleluia! Aqui temos mais um PIN-E Projecto de Interesse Nacional-Educação que, tal como o Fénix, servirá de exemplo para o país.
Aguarda-se, agora, que a ministra da Educação anuncie a difusão destes projectos maravilhosos por todas as escolas do país. Afinal, todos os portugueses têm direito ao sucesso escolar. Mais ou menos como à habitação.
Depois de ler esta notícia no DN só não percebo uma coisinha que me parece simples mas me está a consumir a mioleira.

- Como é possível haver 7,7% de escolas (5 em 65) que não conseguiram atingir o objectivo de diminuir em 1/3 o insucesso escolar?

É preciso serem escolas muito fraquinhas (não, não são os alunos que são fraquinhos...) para não alcançarem os resultados estabelecidos para os projectos Turma Mais e Fénix.
É que, nunca o esqueçamos, são as próprias escolas envolvidas que:
- Contratualizam os objectivos;
- São responsáveis pelos resultados dos alunos uma vez que são elas
a) que avaliam os alunos
b) que decidem quais deles (alunos) é que têm ou não têm sucesso
Porque será então que não atingem as metas que estabeleceram?
Se são as próprias escolas envolvidas quem parte e reparte, porque será que nem sequer são capazes de ficar para si com a parte contratualizada?
É esta a dúvida que me apoquenta e me faz atrasar uma hora a ida à piscina para o mergulho matinal.
Reitor

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Caça Aos Mentirosos e Intrujões é Serviço Público de Educação. Pague-se Ao Caçador.

Pelo Ramiro cheguei a estes nove postes do Guinote.
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito e nove.
Os nove textos materializam, cada um por si, o velho ditado: "apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo". E, todos eles, destroem a argumentação utilizada pelos governantes socialistas, pelos instalados rangeis e todos os outros criados que são lançados pela trupe chuchalista para limpar o caminho.
Estes nove postes constituem-se, também, como um serviço público de educação tal qual as estatísticas do Gabinete de Estatística, os relatórios e estudos elaborados pelo GAVE e pelos vários Grupos de Trabalho, Conselhos e Órgãos de apoio ao Governo.
Na qualidade de cidadão português só tenho de agradecer ao Guinote e a todos os que, pelo seu esforço pessoal, permitem desocultar a realidade e esclarecer os cidadãos.
Proponho que o governo português atribua ao P. Guinote uma tença anual pelos serviços públicos que presta ao país.
Reitor

domingo, 1 de agosto de 2010

O AlvinoAlfa e a CONFAPGama

Animais

Isto é a maior reforma que pode ser anunciada em educação no nosso país, porque implica um outro conceito de escola. Uma escola que dá condições de trabalho aos professores e aos alunos para que as retenções sejam eliminadas. Sem muito trabalho não é possível chegar lá”, comentou à agência Lusa o presidente da Confap, Albino Almeida.

Bonitas palabras Vino. Lê o Ramiro e vê o papel que fazes. Tu e a tua Confarpas. E não matem a cabeça a pensar se são Alfas ou Gamas. No vosso caso são uma espécie de hermafroditas Alfagamas.

Reitor