sábado, 17 de janeiro de 2009

"Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu"

"O actual modelo deve ser revisto", afirmou Álvaro Almeida dos Santos, em declarações à agência Lusa, adiantando que, por ser "complexo e difícil", os resultados da sua aplicação "poderão ficar aquém do esforço realizado" pelas escolas

Este "professor" é contorcionista, já se sabe. Reparem bem na nuance: o modelo deve ser "revisto", não "suspenso" como defendem os PROFESSORES mas sim revisto como defende o Presidente do Conselho Nacional das Escolas.

Leia-se: o "professor" Álvaro, qual João Baptista dos dias de hoje, vem dar-nos a boa nova: o Ministério da Educação pode rever o modelo, mas não suspendê-lo.

Até porque os "os sindicatos deveriam apresentar uma proposta alternativa que fosse justa, credível e séria", o que até agora não aconteceu", diz Álvaro Santos.
E todos ficamos a perceber o "fino" raciocínio deste servo: não é à entidade patronal que compete apresentar um instrumento que permita avaliar os seus funcionários - para os qualificar, dizem os mais cínicos. Não! É aos representantes dos trabalhadores - os sindicatos - que incumbe apresentar um modelo para avaliar aqueles que representam. Tal como Abraão levou Isaac para o Monte Moriá, são os sindicatos que devem levar ao sacrifício os seus sócios.
Bonita religião esta. Digna de um Pedreira.
Mas, o sabujo tem tanto brio na escova que maneja que a polidela removeu a graxa: os sindicatos deveriam apresentar uma alternativa JUSTA, CREDÍVEL e SÉRIA. Ou seja, uma alternativa que satisfizesse os princípios que nunca satisfez nem satisfará o modelo de avaliação apresentado pelo seu amo.

A asneira é tanta, as moções e contestação dos professores estão a atingir patamares tais que eu começo a não saber bem que é que está com medo, se são os pobres professorzecos, ou o trio maravilha e os seus fieis servidores.
Reitor

6 comentários:

  1. O problema começa a ser este:

    http://porquemedizem.blogspot.com/2009/01/e-depois-do-adeus.html#links

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  2. Este senhor, abespinhado por lhe apagarem um comentário, afinal é um mero contabilista. Raio de entretem andar a contar as escolas que... ou os pce que...Afinal o senhor precisa mesmo de um rebanho!
    Fiquei até sem perceber qual é a opinião que tem sobre tudo isto. Terá mesmo uma opinião ou só lhe interessa saber quantos são?, quantos são? para os seguir ou não.

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  3. Senhor anónimo, ainda sobre os comentários que aqui republica - que bom seria se os pce que foram eleitos pelos pares e agora contra eles se colocam se demitissem. Seria uma conclusão óbvia que revelaria elevada experiência política, não lhe parece? Olhe, alguns daqueles 13 que visitaram a ministra e que são pce deviam demitir-se. Querem à força avaliar os professores que os elegeram para o cargo e que não querem ser avaliados - deviam sair, não acha?

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  4. Cara setora

    Não são os números por si que incomodam. É a relação significativa entre um número e outro.

    Do nº de PCEs que reuniram em Santarém – de134 anunciados, só estiveram 128.
    Pergunto: a QUEM interessa o esconder que não foram os 134 anunciados?

    Porquê 11 nomes de escolas ou agrupamentos repetidos no conjunto de 122 referências? Que critérios na elaboração dessa lista? Que credibilidade já que nem reconhece as escolas?

    E só 26 referências coincidem numa lista – a dos PCEs – e noutra – a das escolas/agrupamentos. Não acha isso estranho, setora? Eu acho. DEMASIADO estranho que no conjunto dos 127 PCEs só 26 são as mesmas escolas/Agrupamentos.

    A quem interessa que isso não seja denunciado?

    Cara setora, é licenciada, de certeza que percebeu isso muito bem.

    O comentário foi apagado. Por causa dos números? Não sei se acredite nisso. Acho que foi apagado por não estar de acordo com a linha política do círculo do blog em questão. Foi isso que foi censurado.

    Diz que ficou “até sem perceber qual é a opinião que tem sobre tudo isto”.

    Atente nestes indicadores:
    - um movimento sempre crescente para as mesmas ideias nos diferentes blogs

    - a cópia dos posts de blog para blog

    - a inundação dos mails dos professores com textos de professores sindicalistas incluindo declarações a fazer, algumas delas passando pela desobediência a deveres profissionais (como avaliar os alunos)

    - a surdez psicológica a ouvir o outro, se não estivesse do seu lado

    - a mesma arrogância de que acusam ao ME

    - a pressa em arrolar as posições das escolas

    - o insulto fácil e imediato

    - a certeza divulgada de que são os únicos detentores de VERDADE, LIBERDADE, DEMOCRACIA.

    Cara setora, não julgue quem não conhece.

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  5. " Professor que não cria no processo de avaliação que o envolve, nunca fará seus os resultados e, por consequência, nunca vai utiliza-los para a sua qualificação profissional"
    Héctor Rizo
    Deste modo, é inviável avaliar contra os docentes, é inviável avaliar desvirtuando o principio primeiro da qualidade educativa em nome de interesses externos á educação. A avaliação de desempenho só será credível e reconhecida se orientada para a melhoria efectiva do desempenho, se tiver no seu horizonte o desenvolvimento e o progresso das instituições, e nesse sentido, ela terá de ser intrínseca aos professores e educadores, participada e co - construída pelos próprios agentes educativos.
    LM

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  6. Caro anónimo,
    Fico sempre sem saber a sua posição sobre as medidas governamentais que têm caído em cima das "escolas".
    Olhe, eu sou contra a avaliacão, contra a divisão titulares/não titulares, contra a plantação de todos na escola por 28 ou 30 horas, contra o estender do serviço letivo até aos 65 anos...
    E você? Está contra ou apoia?
    Quero lá saber quantos isto ou quantos aquilo.
    Vamos discutir a escola, as condições para as aprendizagens dos alunos, as condições para da melhor forma possível desenvolvermos a nossa atividade.
    A sua contabilidade é um bocado mesquinha. Poderá haver dados incorretos mas não é por aí que o gato vai às filhós. Mentiras mesmo estou eu farta de ouvir aos "nossos" dirigentes. Ganhe distância e preocupe-se com a essência das coisas.

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