quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

É passá-los a todos

"É preciso que haja a noção nas escolas de que a retenção é um fenómeno de último recurso. Só que o discurso que passa é que mais rigor implica mais retenção, o que é totalmente falso." . Há muitos países onde não há retenção ou esta só existe em final de ciclo. (...) a retenção é uma solução extrema e de último recurso. É preciso que as escolas assimilem a ideia de que a retenção não é normal."
(Jorge Pedreira, Público & DN, 05-12-2007
)
Jorge Pedreira é Secretário de Estado Adjunto e da Educação. Custa perceber que, sendo a retenção (reprovação/chumbo) uma solução extrema, de último recurso e anormal. o Dr. Jorge Pedreira ainda não tenha acabado com ela?
Porque é que o governo não põe termo ao chumbo e nos retira dos últimos lugares dos estudos internacionais?
O governo devia assumir-se e mostrar a verdadeira face: se já permitiu que os alunos faltem às aulas e passem de ano, se se prepara para obrigar os alunos a andar na escola até ao 12º Ano, mesmo contra a sua vontade, também pode impedir que chumbem.
A educação portuguesa marcha de costas, por isso é que está mal: o "estado educador" preocupa-se com os malandros e os preguiçosos (Ah! Pois. Não são malandros e preguiçosos, são antes jovens com falta de motivação e com problemas sócio-económicos) e nunca se preocupa com os milhares de jovens que podiam atingir patamares de excelência, superiores aos dos seus vizinhos europeus, e que ficam ,"quase lá" porque o Estado não lhes deu apoio, nem lhes abriu o caminho para correrem e chegarem longe. Não. O Estado está preocupado com os que não querem "correr" e, para que acompanhem os que mais "correm", trava o passo a estes proporcionando a todos uma falsa "igualdade de sucesso".
Os governantes do nosso "estado educador" emitem opiniões e escrevem artigos nos jornais em vez de fazerem. Em vez de opinarem, deviam fazer aquilo para que são pagos. É isso que se espera deles. Se o governo acha que não devia haver retenções, proceda em conformidade e não nos venha atirar areia para os olhos.
Reitor

domingo, 25 de novembro de 2007

Mais um prego...

A mãe de todas as asneiras acaba de parir mais uma "ideia luminosa" que, por força do aumento das habilitações dos portugueses, "elevará" o nível da educação em Portugal. Pobres diabos que, à força de quererem ficar bem na fotografia de conjunto com os parceiros europeus, fabricam sucesso escolar e habilitações a martelo. Com este malfadado decreto-lei 357, apenas menorizam a educação e os portugueses, dando fracos e contraditórios sinais aos jovens. Não se trata apenas de facilitar a conclusão o ensino secundário, o que até seria louvável se os meios fossem pedagógica e socialmente lícitos. Não. Trata-se sim de um gritante facilitismo que permitirá aos "jovens" obter o diploma do 12º Ano sem realizarem os exames a que estiveram sujeitos todos os seus colegas. A partir de agora e com este decreto, será possível a um aluno dos extintos currículos do ensino secundário, que não concluiu o curso por não conseguir obter aprovação no exame de Matemática, por exemplo, obter o diploma 12º Ano sem mais, sem ter de se submeter a exame como fizeram os seus colegas até ao ano passado, bastando que a classificação interna nessa disciplina seja igual ou superior a 10 valores.
São estas as novas oportunidades cujo objectivo NÃO É melhorar a educação dos portugueses mas, tão só, as suas habilitações. O nosso governo comporta-se como o vitivinicultor sem escrúpulos que, à falta de uvas para produzir o vinho necessário para encher os tonéis do costume, junta-lhe água.
As habilitações a "martelo" produzidas pelo governo, mal-guiado pela DGDIC, mãe de todas as asneiras, elevarão as habilitações dos portugueses, mas deixá-los-ão no mesmo sítio e pior do que aquilo que estão.
Reitor

domingo, 4 de novembro de 2007

Ai os oportunistas...

A TMN (das outras não falo proque não conheço), com o beneplácito do Governo, através da "Iniciativa Novas Oportunidades" entregou a milhares de professores e alunos PCs da marca Fujitsu-Siemens.
Consta por aí que, na execução de alguns programas e jogos pré-instalados, os PCs encravam de tal modo que têm de ser desligados com o botão on/off.
Mas o pior é que se liga para a TMN (que passou a factura e recebeu os 150 euros) e "não é nada connosco, o PC é da Fujitsu, portanto, é a eles que deve reclamar". Da Fujitsu: "não não é connosco. A TMN instalou software inapropriado e é por isso que o PC não funciona. O problema é deles". Ai os malandros... Então não é com ninguém.
Cheira-me a que vamos ter chuva.
Mais um projecto para ir aos bolsos de milhares de portugueses... Só em telefone e reclamações...
É devolver os PCs e pedir os euros.
Reitor

domingo, 28 de outubro de 2007

A Direcção dos Rankings

Deram de si, os conselheiros... De uma penada, dois pareceres.Paulo Guinote coloca bem a questão: o comunicado é da Direcção ou o Conselho reuniu-se para opinar sobre o assunto? O comunicado não pode ser do conselho pois, a menos que já se realizem reuniões por vídeo-conferência, dificilmente se poderia realizar uma reunião entre 3ª feira(dia de publicação dos ranks) e sexta-feira (dia da publicação do comunicado). A hipótese de o nobre Conselho ter tido acesso às bases de dados antes dos jornais e ter redigido o comunicado antes de publicados os rankings também não se coloca, pois seria admitir que o comunicado foi redigido antes de se saber que tipo de rankings se publicariam.
Curiosamente, por mero acaso, o comunicado vai na linha do pensamento da equipa ministerial. Se eu pensasse mal de Maria de Lurdes Rodrigues, de Valter "Excesso de faltas" Lemos e de Jorge "Sinistro" Pedreira diria, agora mesmo, que me cheirava a esturro e que a ilustre "Direcção" do Conselho das Escolas - vá lá saber-se o que isso é - assinou o papel que lhes enviaram por mail do Ministério.
Como estou em dia de boa disposição, sigo a linha mais suave sugerida pelo Umbigo: Provavelmente, a "Direcção" do Conselho das Escolas manifestou-se contras os rankings porque as escolas que estes directores dirigem não ficaram bem na fotografia. Ora vamos ver: pela lista dos membros do Conselho das Escolas e pelos nomes no comunicado,vemos que os elementos da "direcção" são: Álvaro Almeida dos Santos, João Paulo Mineiro, Maria Teodolinda Silveira (esta última ex-assessora de Augusto Santos Silva na Secretaria de Estado da Educação). Pelos rankings da SIC online, ficamos a saber o resto:



Reitor


Entre o parecer e o ser...

Ora aqui está o "parecer" do Conselho das Escolas sobre o já aprovado diploma da Avaliação de Pessoal Docente.O parecer é, em si mesmo, incipiente. Nada diz de relevante sobre o novo regime de avaliação de professores, excepto se quisermos considerar "relevante" as duas referências explícitas e uma implícita ao "tempo" que parece não haver para aplicar o diploma.

Os Conselheiros reconhecem que é preciso mudar as práticas da avaliação de desempenho, mas que para as escolas puderem fazer esssa tarefa é preciso tempo. E atiram para 2009. Os Conselheiros nada dizem sobre o mérito do diploma.
Por mais que puxe pela cabeça, não consigo perceber o porquê desta omisão. Mesmo que a Ministra tenho pedido parecer, apenas, sobre a aplicabilidade do diploma, como é dito logo na entrada, não se percebe muito bem que um Conselho tão importante nada diga quanto ao conteúdo de um diploma que vai, pura e simplesmente, revolucionar as escolas como nunca depois do 25 de Abril.
Obviamente, interessa à Ministra que o Conselho se pronuncie sobre as pequenas coisas, não vá o dito lembrar-se de emitir precer sobre coisas sérias.
Uma má impressão....

Reitor

sábado, 29 de setembro de 2007

Impostor

«O Governo nunca apresentou qualquer proposta para a substituição do senhor PGR. Como não apresentou essa proposta, o Governo mantém a confiança política nele», José Socrates, 19/11/2005.
"Escutas provam que Sócrates faltou à verdade. José Sócrates e o PS moveram influências, desigandamente junto do Presidente da República,para demitir o PGR, Souto Moura, substituindo-o por Rui Perreira" SOL, 29/09/2007

Porque é que os políticos precisam de mentir?
R: para ganhar eleições.
Será que todos os políticos mentem?
R: Não.
Porque elegemos nós políticos mentirosos?
R: Porque somos masoquistas e vivemos num país ligeiramente atrasado.
Porque é que os políticos portugueses não se demitem por mentirem?
R: Porque são políticos portugueses.

Reitor

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Mais Autonomia III - A "relação de inquirição"

O Ministério da Educação vai introduzir nas escolas um novo "tipo de relação social específica - a relação de inquirição" - como se pode ver pelo Despacho nº 15 847/2007 de 23 de Julho. Mais uma obra-prima deste governo e mais um avanço para a autonomia das escolas!

Este despacho vem impedir as escolas de aplicarem inquéritos, de qualquer espécie, sem prévia autorização da DGIDC, a mãe de todas as asneiras. Ou seja, a levarem à letra este despacho, as escolas têm de pedir autorização à DGDIC para aplicar aqueles inquéritos sócio-economicos de início de ano e, sem margem para dúvida, todos aqueles que aplicam no âmbito da avaliação interna, tão em voga nos dias de hoje. Como se pode ler na página oficial do Ministério da Educação, na área das escolas:


Palavras para quê...

Reitor

domingo, 26 de agosto de 2007

Todos os nomes

Ontem, no Correio da Manhã lemos uma interessante notícia: Existe uma escola no Porto que tem uma antena de telemóveis activa no recreio. E como a do Viso, há mais 11 escolas no Porto
que têm antenas dentro das suas instalações. Algumas estão mesmo localizadas no topo dos edifícios.
Está ou não está desligada? Eis a questão que preocupa a responsável pela escola do Viso.
Fala-se de tudo: das radiações, do cancro, de uma escola espanhola, da DREN, da Associação de Pais, da Óptimus; de medições, de contrapartidas, etc,, etc....
Só há uma pergunta que não é feita. Aliás, duas:
Afinal, quem deu autorização pela colocação e quem é responsável pela manutenção de uma antena de telemóveis no pátio de uma escola?
Estas perguntas e as respostas consequentes nem sequer foram afloradas na peça. E eram estas as questões a que urgia dar resposta.
Tão importante como saber se está a funcionar ou não, é saber os nomes das pessoas que autorizaram e permitiram que a antena esteja colocada num espaço público frequentado por crianças.
Reitor

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Mais uma cavadela e ...minhoca

Valter Lemos, o inimitável Secretário de Estado da Educação, acaba de mandar às malvas, mais uma vez, as leis desta república.
Tem sido hábito deste governante, expert em educação, passar por cima das elementares regras do Estado de Direito (as leis) e desprezar os mais elementares princípios da vivência pacífica em sociedade, como os direitos de igualdade, isenção e imparcialidade devidos a todos os cidadãos, como o têm comprovado as sentenças sobre a legislação excepcional que este iluminado Secretário de Estado criou, no ano passado, beneficiando, objectivamente, alguns alunos no acesso ao ensino superior em prejuízo de outros; e sobre a recusa de pagamento de horas extraordinárias aos professores que substituiram outros em m2005/2006.
Agora pariu outra: foi publicado hoje mesmo na DGRHE um despacho deste preclaro ajudante de governo que impõe a cessação do mandato dos Coordenadores de Departamento Curricular, eleitos nos termos do Decreto-Lei nº 115-A/98, alguns com mandato de 3 anos.
Ou seja. Mais uma vez, não sei se por sua iniciativa ou por iniciativa de outrem, este Secretário de Estado - iluminado, é certo - vem dar ordens e estabelecer regras que atentam claramente contra a legislação em vigor. O Regime Jurídico de Administração e Gestão das Escolas (DL 115-A/98), estabelece que os coordenadores de Departamento são eleitos e o seu mandato pode ser de um ou mais anos. E não prevê a cessação de mandato por ordem do Governo.
O Secretário de Estado da Educação vem dizer, através do tal despacho, que, até 11 de Setembro, p.f., as escolas vão ter de fazer eleições para Coordenador de Departamento, nos casos em que os actualmente eleitos não venham a ser professores titulares.
O Secretário de Estado baseia a sua decisão no facto de, nos termos do novo Estatuto da Carreira Docente, os vários cargos de coordenação nas escolas terem de ser exercidos por professores titulares. No entanto, o Decreto-Lei 115-A/98, que tem a mesma força legal que o ECD ainda não foi alterado nem revogado!
E as incongruências não se ficam por aqui: então se o ECD é tão importante nesta matéria que até se fazem cessar mandatos à pressa, porque é que, no mesmo despacho, a luminária permite expressamente que noutros cargos de coordenação - ciclo, ano ou curso - se possam manter nas funções de coordenação professores não titulares. O ECD já não vale para estes?
E as escolas? Como se vão fazer horários e iniciar as aulas sem perturbações havendo eleições de Coordenadores até 11 de Setembro?
É com medidas destas - apaixonadas, intempestivas, incompreeensíveis e injustificáveis à luz do direito - que o Ministério da Educação, este e outros, tem governado.
Reitor

domingo, 15 de julho de 2007

Retrato do país

Há pouco tempo, na sede de campanha de António Costa, em Lisboa, a SIC ia enchendo a edição da noite com directos de reportagem, interpelando as dezenas de pessoas presentes no interior do Hotel Altis.
E o senhor de que freguesia é?
Sou de Famalicão.
Ah! E porque veio até aqui?
Vim numa excursão do partido socialista.
E a senhora, de que freguesia é?
Sou de Celorico de Basto.
E o senhor?
Sou de Teixoso.
E a senhora aqui ao lado. Também veio com o PS?
Vim. Sou do Arco de Baúlhe.
E que veio fazer?
Não sei.
Palavras para quê? O PS organizou excursões de idosos a Lisboa... no dia das eleições.
Reitor

domingo, 8 de julho de 2007

O Conselho

Voz amiga, por sinal uma das poucas presidentes de Conselho Executivo que fazem parte do Conselho das Escolas disse-me que foram chamados a Lisboa para tomar posse, na passada 6ª feira. E, como aqui se disse, também estranho que o ME nada diga a este respeito.
E, por sinal, tantas novidades (e algumas delas curiosas) poderiam ser noticiadas:
- Esteve toda a equipa ministrial presente na tomada de posse e, também, no almoço que se lhe seguiu, nas próprias instalções na zona de Cascais. A minha amiga veio bem impressionada com o Valter (neste encontro achou-o muito distendido.
- Foi um almoço "tipo casamento": a Sra. ministra e ajudantes passeavam-se pelos corredores e pelas mesas convivendo em amenas cavaqueiras com os neófitos e ilustres conselheiros.
- Tiraram-se "fotos de família" para assinalar a efeméride (Estou mortinho para as ver. Já lhe pedi uma, mas disse-me que foi o serviço do ME que as tirou).
- Viram-se, antes e após o almoço, algumas movimentações de "candidatos" a Presidente do Conselho. Muitos sorrisos e simpatias, cumprimentos daqui e dali, enfim, pré-campanha.
- Apareceram 4 candidaturas a Presidente: uma do Porto; outra de Lisboa; outra de Setubal e outra de Santarém.
- Foi eleito à primeira o candidato do Porto. Foi um dos cabeças das listas do Porto, chamado Álvaro Almeida Santos (fiz busca, mas não encontro foto nenhuma na net. Encontrei que o dito é membro do Conselho Municipal de Educação de Vila Nova de Gaia e Presidente desta Escola).
Portanto, havia algumas coisas para dizer...
E sendo este Conselho um órgão de aconselhamento novo, criado pela própria ministra, até me admiro que o ministério, que é pródigo a noticiar o que ainda vai acontecer, esteja tão caladinho num contecimento destes.
O mais natural seria o ME dar publicidade (e que publicidade!) à coisa.
Será que esta ausência de publicidade é a medida da importância que o órgão vai ter?
Será que o silêncio do ME é o sinal da importância que concede a um órgão que ele próprio, ME, criou? Não me parece.
O Me deve estar a guardar o trunfo, para o apresentar em momento politicamente mais oportuno. Agora são os exames que estão na agenda... É preciso deixar render...
Quanto à importância do Conselho das Escolas, que o órgão não vai ter importância quase nenhuma, não tenho dúvida.
Se o ME não dá importância aos sindicatos (organizações que é obrigado a ouvir), porque a daria a um conselho de professores que ouvirá quando e para o que muito bem quiser?
Cá para mim, este conselho será um órgão a quem se pedirão os conselhos que interessam; a quem se incumbirá de pequenas e insignificantes coisas e que se cilindrará ao mais pequeno sinal de autonomia e voz própria.
Oxalá me engane.
Reitor

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Poupança

O dr. Carlos Pinto Ferreira, Director do Gabinete de Avaliação Educacional - GAVE, primo direito da mãe de todas as asneiras e estrutura educativa responsável pela elaboração e definição de critérios de correcção dos exames nacionais, veio dizer ao Público que:
O Custo dos exames nacionais será significativamente reduzido este ano

Continuamos a ler o resto da notícia, interessados, pois não é todos os dias que a administração pública vem dizer que está a poupar (!?!?!) e ficamos a saber qual o segredo desta poupança: por um lado, reduziu-se o número de provas que passou de 56 para 38 e, por outro, os critérios de classificação já não são distribuídos em papel, mas apenas disponibilizados na Internet.
Ah! pois. Então os critérios foram disponibilizados pela internet! Muito bem.
E como fizeram os professores correctores para corrigir as provas? Será que tinham o computador ligado à internet, enquanto corrigiam as provas para poderem aplicar os ditos critérios? Ou será que o professor imprimiu os critérios? E se o fez, onde o fez? Na sua impressora particular ou na impressora da escola?

Dr. Carlos, olhe lá. Não é o GAVE e os Agrupamentos de exame que dão instruções aos professores e às escolas para imprimirem os critérios na escola, antes de corrigirem as provas? É.
Quem será que paga a impressão dos critérios de correcção?
É o GAVE? Não.
É a escola? Sim.
E o GAVE não é um organismo estatal? É.
E as escolas são organismos estatais? São.
Então, pagarem as escolas ou o GAVE não é a mesma coisa? Não.
Mas não são ambos do estado? São.
E o orçamento de ambos não é também Orçamento do Estado? É.
Então onde está a poupança? Está no GAVE?
E as Escolas não poupam? Não, as escolas desperdiçam.
E como fica a despesa do estado? Mantém-se.
E se as escolas não quiserem assumir os custos de impressão dos critérios? Não podem.
Porquê?
Porque têm autonomia para cumprir as ordens do Dr. Pinto Ferreira.
E o GAVE pode dispensar-se de pagar os seus custos? Pode.
Porquê? Porque sim.

Reitor

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Números convenientes

A IGE (Inspecção Geral da Educação) publicou os dados relativos à greve do seu pessoal no passado dia 30 de Maio. Dos 310 funcionários (tantos?) fizeram greve uns míseros 16.
Este facto não teria a mínima importância. Nenhum português quer saber se a IGE esteve de greve ou não. Penso até que haveria portugueses a exultar de alegria se a IGE estivesse de greve todos o 7 dias da semana, mas enfim.
A questão é outra. Porque é que o Mestre José Maria Azevedo, Inspector-Geral e homem inteligente, colocou cá fora estes números? Porque a alínea b) do n.º 6 do Despacho de 15 de Maio de 2007 o exigia, escreveu ele. Mas eu não acredito no que ele escreveu.
Cá para mim, a percentagem de adesão à greve na IGE foi tornada pública, apenas e só, pela sua insignificância.
Ou seja, a IGE quis fazer o papel de menina bonita e aluna aplicada. O Mestre José Maria Azevedo quer ser visto pelo poder e, vai daí, pôs-se em bicos de pés.
Vai chegar longe.

Reitor

sábado, 16 de junho de 2007

É desta, ou ainda demora?


No ano passado, por esta altura muitas vozes se levantaram contra o despacho do Secretário de Estado, Valter "excesso de faltas" Lemos, que permitiu que alguns alunos pudessem realizar exame na 1ª e 2ª fases, na mesma disciplina, escolhendo depois a melhor nota para acesso ao ensino superior. O que não era permitido a todos. Na altura, desconfiou-se que esta mudança pontual, localizada e intempestiva das regras dos exames nacionais, para além de manifestamente ilegal, parecia feita à medida de alguns candidatos ao ensino superior.
Um acórdão do Tribunal Constitucional classificou, terça-feira, como «inconstitucionais» as normas que permitiram repetir os exames de Física e de Química do 12º ano, no final do ano lectivo 2005/2006, apenas aos alunos que optaram pela primeira chamada.»
O dito despacho "contraria o princípio da segurança jurídica e o princípio da igualdade de oportunidades", segundo o TC. Ou seja, é ilegal. Não deveria ter sido aplicado.

Muito bem. E agora?
Que vão fazer os três governantes que juravam a pés juntos que o despacho era legal? Como se sentirão estes três políticos que, objectivamente, prejudicaram milhares de jovens não lhes dando uma 2ª oportunidade para realizar os exames como deram a outros jovens, igualmente portugueses, igualmente cidadãos?
Será que estes responsáveis pela educação não se sentem?
Os portugueses pagam bem aos seus políticos. Os políticos têm total liberdade de decisão. Até para cometer ilegalidadades. Saibam assumir os políticos as suas responsabilidades.
Vão-se embora, se fazem favor.
P.S. - Espero que ninguém envie um sms à dren - Dra? Margarida Elisa - informando-a daquilo que aqui escrevi hoje.

Reitor

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Suave como uma pluma

A dra? Margarida Moreira, Directora Regional de Educação, deu mais um impulso à educação dos portugueses e ao desenvolvimento social e político do país.
Ao abrir um processo disciplinar a um funcionário com base numa piada dita por este, dá "nobre exemplo" educativo aos portugueses da firmeza e do rigor com que devem ser exercidas funções de direcção. Veremos se o processo se segura de pé?
Ao suspender o dito funcionário, sem proposta de instrutor nem decisão governamental nesse sentido é certo que ultrapassa a lei mas, por outro lado, dá uma "exemplo" educativo aos portugueses daquilo que deve ser o exercício de poder, na versão "solidária" e "justa" do PS mais paroquial e mesquinho de que há memória.

Margarida Moreira, de quem não se conhece uma única linha escrita, uma ideia, ou um pensamento sobre educação ou o que quer que seja, na ansia zelosa de proteger o eng? Sócrates deu-lhe mais um pequeno empurrão, colocando-o no lugar que é o dele: um indivíduo de duvidoso carácter que exerce as nobres funções de 1º ministro.
E, como comissária política do PS, que se preza, Margarida Moreira veio recolocar a atenção dos portugueses sobre um assunto que, de facto e ao contrário do que muitos dizem, também interessa ao país: a forma como o eng? Sócrates obteve as suas "habilitações", a forma como usou e permitiu que se usasse, indevida e censuravelmente, títulos que não possuía.
Mas ainda fez mais: veio lançar mais uma acha na fogueira da vaidade, da descortesia e tremenda falta de chá que, inexoravelmente, a vai consumindo de vitória em vitória até à derrota final.
Já falta pouco.
Reitor