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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O Chumbo Também Pode Ser Um Bom Negócio

Da Recomendação do CNE

Venha lá o Fénix 1 - … é sustentável que se defenda uma intervenção no sentido de substituir, pelo menos parcialmente, a prática da retenção por medidas de combate ao insucesso, as quais poderão revelar-se mais eficazes e menos dispendiosas do ponto de vista da utilização de recursos
Chumbar compensa - Diversos estudos indiciam, no entanto, que, a curto prazo e em anos mais avançados na escolaridade, em alguns casos, os efeitos da retenção podem induzir alguma melhoria no desempenho académico, embora temporária e de reduzida expressão.
Chumbar prejudica - Apesar dos estudos, investigações nacionais e internacionais e indicadores referirem a retenção como uma medida ineficaz e ineficiente, a cultura de retenção, ou seja, a “crença comum de que a repetição de um ano é benéfica para a aprendizagem dos alunos” (EACEA/Eurydice, 2011), está patente na sociedade portuguesa, em particular na cultura escolar
Conversa de café - Com efeito, é recorrente a ideia da retenção como sinónimo de exigência, qualidade das aprendizagens em oposição a um sistema “facilitista”, fomentador do desleixo, da promoção de ano sem aprendizagem
Cá está um novo paradigma: a Transição Responsável - a transição responsável de alunos com baixo rendimento escolar acarreta uma maior exigência, uma vez que pressupõe, por parte de todos os intervenientes, um esforço acrescido no desenvolvimento de estratégias e medidas de apoio e reforço das aprendizagens
Venha lá o Fénix 2 - Estes argumentos conduzem-nos no sentido de uma mudança da cultura de retenção para o investimento em programas contextualizados de combate ao insucesso e de melhoria das condições de ensino e aprendizagem, num quadro de baixo rendimento escolar
Precisamos de um Fénix que dê respostas aos diversos estágios de desenvolvimento sexual - É possível constatar que a taxa de retenção difere em função do sexo, com maior incidência nos homens, que se vai agravando ao longo da escolaridade, com particular evidência no 2.º ciclo

E de um outro Fénix para o pré-escolar - Assim, a determinação e aplicação de medidas específicas para prevenção e intervenção aos primeiros sinais de dificuldades, nomeadamente no último ano do pré-escolar e nos dois primeiros anos de escolaridade, parecem ser as formas mais eficazes de combate ao insucesso

Estou Com o Ethos Contaminado

A mais recente Recomendação do CNE é um tratado de lugares comuns e de sensações que o CNE designa de "constatações". Infundadas, naturalmente.

Tenho a sensação que...  - Regista-se, ainda, que existe uma maior probabilidade de retenção de alunos com piores condições socioeconómicas, bem como de alunos provenientes de países estrangeiros. Tal constatação permite-nos inferir que a aplicação da medida da retenção poderá agravar as situações de iniquidade no sistema educativo
O ethos também se contamina - Sabe-se, ainda, que a retenção potencia comportamentos indisciplinados, fruto de uma baixa autoestima, desenquadramento em relação à turma de acolhimento, o que dificulta, ainda mais, a aprendizagem. Esta situação favorece, ainda, a emergência de alunos com lideranças divergentes da cultura escolar, que contaminam os pares e o ethos das turmas

Delírio sem freio - Assim, embora na sua génese a retenção tenha como pressuposto a criação de uma oportunidade adicional para a melhoria das capacidades e do nível de aprendizagem dos alunos, esta comporta problemas de equidade e de igualdade de oportunidades e tem um efeito negativo (no máximo nulo) como medida pedagógica, não só em termos de desempenho, mas também em termos afetivos e comportamentais


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Uma Ideia Foleira, Por Assim Dizer



Pensava eu que o Conselho das Escolas já tinha sido extinto. Afinal, parece não foi. Prova provada de que o país ainda não está a passar por uma verdadeira crise.

O presidente do Conselho das Escolas, ateu e materialista, vem defender que as férias escolares não devem ser referenciadas aos feriados religiosos.
Preferiria ele, por certo, que as férias fossem refernciadas a grandes momentos históricos da humanidade, como foram, por exemplo, a revolução russa e à revolução cubana.
Aí sim, as férias escolares cairiam em Outubro, em Janeiro e no pagão Verão. Servia assim?

Ou então, que fossem referenciadas às férias judiciais ou parlamentares ou ainda ao capricho do director de cada agrupamento escolar...

Manuel, Manuel, bem podias ter escolhido outra fila, sei lá, por exemplo, a dos miolos...

Reitor

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Belisquem-se! Estão Mesmo Acordados!

Apreciação Final

O Conselho das Escolas reitera que o projecto de despacho relativo à «organização do trabalho nos agrupamentos ou escolas não agrupadas» não se constitui como um instrumento para a boa e eficiente gestão das Escolas, antes pelo contrário.
Este projecto de diploma preconiza uma redução drástica dos recursos humanos e financeiros (disponibilidade em crédito de horas lectivas) actualmente à disposição das Escolas.
Embora compreendendo a necessidade, do momento, de racionalização / rentabilização dos recursos, não se compreendem os cortes radicais previstos no crédito horário, os quais comprometem o eficaz funcionamento das Escolas, restringem a autonomia dos órgãos de Administração e Gestão, desvalorizam os Regulamentos Internos e, consequentemente, afectam a qualidade dos serviços educativos prestados, principalmente o desenvolvimento de actividades de apoio educativo.
O Conselho reforça que redução do crédito horário disponível surge em contraciclo com os objectivos das políticas educativas que têm vindo a ser defendidas pelo Governo. Com efeito, as propostas ora apresentadas comprometem o apoio educativo, a escola a tempo inteiro, as actividades de substituição, o desporto escolar, o desenvolvimento de projectos educativos, o cumprimento das “metas de aprendizagem”, os objectivos a atingir até 2015 e, ainda, dificultam sobremaneira a gestão e administração da Escola Pública.
Este projecto de diploma retira aos Directores e às Escolas os meios necessários a uma gestão de qualidade e à consecução dos objectivos a que se propuseram.

Que bicho mordeu os senhores e as senhoras do conselho das escolas? Estão a sair da casca.
Ou é o Governo que anda distraído?

Reitor

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Enquanto Não Removerem o Sócrates (o ing.º) o País Não Será Credível

Juros da dívida nos 7%, o limite para chamar o FMI

Os juros cobrados pelos mercados internacionais para comprar dívida pública portuguesa ultrapassaram, esta manhã, os 7%, o máximo aceitável, segundo Teixeira dos Santos, antes de levar Portugal a recorrer ao FMI.


Reitor

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ou Comem Todos Ou Não Haverá Moralidade

Corte salarial vai incidir sobre a totalidade das remunerações dos funcionários públicos

Podem dar as voltas que quiserem. Enquanto a medida não for extensiva a todos os salários e a todos os trabalhadores, do sector público e privado, será inconstitucional.

Bem faria Passos Coelho se optasse pela táctica que utilizou Rui Rio nas SCUTs - ou pagam todos ou não paga ninguém - e encostasse o sucatas à parede.

Reitor

domingo, 26 de setembro de 2010

Afinal, Parece Que Os Directores Das Escolas Também Se Abatem

Esta noticiazinha pode vir a fazer-me acreditar no pai natal.

É que não achava possível, até hoje, que algum Conselho Geral, em alguma parte do país, tivesse a ousadia, sei lá, aquele pingozinho de sangue nas veias, de dar um espirro mais forte e um pontapé nos fundilhos do director.

Será que o homem matou alguém? Ou roubou? Tinha que ser coisa muito grave porque os directores estão bem alapados e protegidos pelo M.E.

Afinal, o temor dos sindicatos, sim, sim e também de grandes vultos da blogosfera (esta serve de alfinete para ver se acordam...) por este modelo de gestão que não era democrático e coiso e tal...cai fragorosamente por terra: houve um conselho geral de uma escola em Trofa que demitiu o director.

Mas, não seria só este milagre - o "órgão de administração" das escolas, onde se sentam os representantes da comunidade educativa dar um murro na mesa e demitir o Director - que me tornaria crente do Pai Natal. Segurem os queixos: até a DREN deu cobertura à coisa!!


"...director da Escola Secundária da Trofa foi destituído do cargo pelo Conselho Geral..."



Obrigado F.


Reitor

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Semideuses


Uma ex-directora fogosa
Um substituto anémico
Um seguidor
Um jogador de equipa
Um regressado
Um perdedor ambicioso
Um Leitão apostado em ganhar
Um candidato forte
Dois directores importantes


Decidam-se e enviem foto tipo passe para substituir a do Palito Ortega

Reitor

sábado, 24 de outubro de 2009

Não, Meu Caro, O Resto Não É Pouca Coisa

O Paulo Guinote já disse aqui e aqui o que queria: eliminar divisão da carreira, eliminar quotas e deixar em paz quem não entregou OIs.
Eu penso que é pouco.
O modelo de avaliação do desempenho dos professores foi, que me lembre, o maior ataque que algum dia se fez aos professores portugueses.
Foi um ataque mais abjecto do que todas as declarações raivosas que maria de lurdes rodrigues e os seus secretários de estado, Deus os tenha, proferiram contra os professores, juntas.
Foi o ataque mais nojento, imoral e traiçoeiro que Sócrates se atreveu a fazer contra aqueles que têm uma licenciatura limpa e boas habilitações, obtidas em universidades e escolas superiores decentes.
A avaliação dos professores foi pior, mais injusta, mais violentadora da consciência, da decência e do profissionalismo dos professores que o novo modelo de gestão das escolas, que a divisão da carreira e que as quotas.
E todos sabemos bem porquê.
Porque levaria ao empobrecimento ético de uma classe profissional que, ao correr atrás do falso mérito e da falsa progressão na carreira - ambos travados pelas quotas - não olharia a meios para atingir os "dourados" fins.
As escolas viveriam um clima de cortar-à-faca, desapareceria o trabalho colectivo, desapareceriam as realizações conjuntas, o ciúme e a meledicência campeariam, trair-se-iam amizades e elos profissionais... Desapareceria a escola tal qual a conhecemos hoje.
Se, a este "quadro avaliativo" juntarmos o Director, então sim, é fácil admitir que o direito, a lisura, a transparência e a equidade seriam absolutamente desprezados em muitas escolas do país.
O modelo de ADD, para além de não ser aplicável - como se viu - é demasiado injusto e não é adequado para distinguir o mérito.
Por isso, Paulo, concordo com o que dizes. Aqueles que atingiram o mérito podem emoldurar os diplomas.
O que não podem é querer que esse diploma lhes traga benefícios.
É que há alguns que já estão a polir os diplomas de mérito para os mostrar nos concursos, nas contratações, na candidatura a cargos, na progressão da carreira...
Por isso, Paulo, concordo que não penalizar os que não entregaram OIs é o que interessa.
Não concordo é que os resto seja pouco.
Também é fundamental, de todo o interesse e de inteira justiça, que os diplomas de mérito obtidos com este modelo de avaliação se mantenham, apenas, pendurados nas paredes lá de casa.
É necessário que se revogue o modelo de ADD e se suspendam ad aeternum todos os seus nefastos efeitos.

Quanto à estratégia do Governo, o que está verdadeiramente em causa para os professores - utilizando um cenário porcino - é a matança do porco. Ou se mata ou se fere o porco.
A oposição tem a faca. Saiba espetá-la no sítio certo.
Nota: Não sei se já assitiste a uma matança? Se sim, perceberás, se não, abstenho-me de a decrever aqui por óbvias razões.
Reitor

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Falta de vergonha


O Ministério da Educação (ME) pretende recrutar professores reformados para, em regime de voluntariado, colaborarem no apoio aos alunos nas salas de estudo, em projectos escolares ou no funcionamento das bibliotecas, entre outras actividades


Um Ministério e um Governo que, desde Março, lançaram mais de 5.000 professores na reforma, alguns com fortes penalizações - "não dá mais para aturar a política do Ministério da Educação" - vêm agora chamá-los à escola para prestar serviço voluntário. E serão avaliados (relatório de onde conste a autoavaliação). A sério!

«Nenhum enfermeiro, médico ou assistente social é substituído por existirem voluntários num hospital», exemplificou Valter Lemos, acrescentando que o projecto de despacho «nasce de uma proposta» de um grupo de professores aposentados que querem exercer voluntariado nas escolas

Quando a falta de vergonha é tão descarada, pouco mais haveria a dizer desta "medida" valteriana...
Espera aí. Alto lá.
Há dois factos relevantíssimos nesta notícia do DESTAK:
1 - "Para a coordenação do trabalho voluntário será criada ao nível de cada Direcção Regional de Educação uma estrutura própria"
2 - "O projecto de despacho foi remetido para o Conselho das Escolas, tendo em vista a emissão de um parecer".

Hum! A criação de uma estrutura própria nas DRES (dizem-me as más línguas que na DRELVT já está criada) e a intervenção do Conselho das Escolas no assunto dão-nos garantias da qualidade do projecto. Se é piada? Nem pensar!
O Assunto é tão sério que me vêm as lágrimas aos olhos.
Reitor

terça-feira, 18 de março de 2008

A voz dos que perdem

Um leitor enviou-me a seguinte declaração de voto de dois membros do Conselho de Escolas. Segundo as minhas fontes é verídica e torna mais perceptível, até justificável, aquela "mudança de agulhas" feita à última hora nos discurso oficial.

Aqui vai ela:

"Declaração de Voto de vencido"

Votei contra o parecer aprovado pelo Conselho das Escolas (CE) relativo ao processo de avaliação de desempenho do pessoal docente, em reunião extraordinária em 12/03/2008, pelas seguintes razões:
Quem está no terreno constata diariamente da insatisfação e perturbação que todo o processo de avaliação do pessoal docente tem causado nas escolas, recentemente visíveis nos desenvolvimentos político-laborais que são de todos conhecidos.
A deliberação tomada pelo CE não descortina uma solução que apazigúe este clima de descontentamento, pelo que vejo com preocupação o futuro, nomeadamente quanto ao normal funcionamento da escola e ao seu prestígio social.
Sobre o processo de avaliação do pessoal docente, o Conselho das Escolas pronunciou-se em de 21/01/2008, tendo aprovado e dirigido ao Governo um conjunto de Recomendações que, pela sua actualidade e pertinência, se sublinham:
1 - O Ministério da Educação deve diferir o processo de avaliação de desempenho do pessoal docente, entretanto iniciado, para momento posterior ao da publicação de todos os documentos, regras e normas legais previstos no Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro.
2 - Cumprida que esteja a publicação das normas referidas no ponto anterior, deve o Ministério da Educação conceder às escolas um período de tempo mínimo e necessário à adequação e actualização dos seus instrumentos de regulação internos, designadamente o Projecto Educativo, o Regulamento Interno e o Plano Anual de Actividades.
3 - O Ministério da Educação deve suspender, até que sejam corrigidas, as informações que estão a ser veiculadas no fórum criado pela DGRHE sobre esta matéria e que se reputam de erróneas.
4 - Mais uma vez, este Conselho reitera junto do Ministério da Educação, o entendimento de que é manifestamente inexequível a aplicação do novo modelo de avaliação do pessoal docente, nos termos, prazos e procedimentos com que está actualmente a ser aplicado.

Ou seja, este Conselho já se pronunciou, inequivocamente, pela inexequibilidade do processo de avaliação, tal como ele se apresentava.
Cumprida que foi a sua função e por razões que o ultrapassam, constata-se que as Recomendações então emitidas não foram consideradas em toda a sua extensão pelo Ministério da Educação. Nem tinham que o ser, diga-se em abono da verdade.
Decorrido este lapso de tempo, foi por demais evidente o crescimento progressivo de um forte descontentamento nas escolas e o surgimento de claros constrangimentos organizacionais, no que tange, nomeadamente, à complexidade do sistema de avaliação, à operacionalização das fichas de avaliação, à qualidade e pertinência dos itens de avaliação, à definição de indicadores de escola, aos prazos de aplicação do modelo, à utilização como objectivos individuais de avaliação dos resultados escolares dos alunos, à definição e competência dos avaliadores e, ultimamente, a todo o quadro de contestação legal de que tem sido alvo o processo.
Tal como à data afirmámos, um processo de avaliação de desempenho do pessoal docente de tal importância e dimensão exige da parte de todos os interessados e intervenientes um cabal conhecimento do mesmo, de modo a ser compreendido e interiorizado por todos os actores, sob pena de a sua eficácia ficar irremediavelmente comprometida, dele resultarem situações jurídico-legais dificilmente sanáveis e sérios e previsíveis prejuízos no normal funcionamento das escolas.
Acresce que os últimos desenvolvimentos vieram mostrar, também, que os próprios destinatários do processo de avaliação não lhe reconhecem mérito.
Com base nestes considerandos, entendo que o CE deveria ter aconselhado a Sra. Ministra da Educação a:

1 - Suspender o presente processo de avaliação dos professores, criando assim as condições necessárias à promoção de um modelo de avaliação capaz de suprir as principais debilidades
2 - Contabilizar integral e retroactivamente, a título excepcional, o tempo de serviço prestado até à entrada em vigor do modelo de avaliação referido no número anterior para efeitos de progressão na carreira, nos termos da avaliação efectuada.
3 - Exigir aos professores contratados, a título excepcional, uma avaliação nos termos do último modelo de avaliação aplicável.

Caparide, 12 de Março de 2008
José Eduardo Lemos, Conselheiro do Distrito do Porto
José Alfredo Mendes, Conselheiro do Distrito de Braga
Fim de citação

Pena é que não que estes conselhos sejam subscritos apenas por 2 dos 50 conselheiros!! Cadê os outros?

Reitor

domingo, 28 de outubro de 2007

A Direcção dos Rankings

Deram de si, os conselheiros... De uma penada, dois pareceres.Paulo Guinote coloca bem a questão: o comunicado é da Direcção ou o Conselho reuniu-se para opinar sobre o assunto? O comunicado não pode ser do conselho pois, a menos que já se realizem reuniões por vídeo-conferência, dificilmente se poderia realizar uma reunião entre 3ª feira(dia de publicação dos ranks) e sexta-feira (dia da publicação do comunicado). A hipótese de o nobre Conselho ter tido acesso às bases de dados antes dos jornais e ter redigido o comunicado antes de publicados os rankings também não se coloca, pois seria admitir que o comunicado foi redigido antes de se saber que tipo de rankings se publicariam.
Curiosamente, por mero acaso, o comunicado vai na linha do pensamento da equipa ministerial. Se eu pensasse mal de Maria de Lurdes Rodrigues, de Valter "Excesso de faltas" Lemos e de Jorge "Sinistro" Pedreira diria, agora mesmo, que me cheirava a esturro e que a ilustre "Direcção" do Conselho das Escolas - vá lá saber-se o que isso é - assinou o papel que lhes enviaram por mail do Ministério.
Como estou em dia de boa disposição, sigo a linha mais suave sugerida pelo Umbigo: Provavelmente, a "Direcção" do Conselho das Escolas manifestou-se contras os rankings porque as escolas que estes directores dirigem não ficaram bem na fotografia. Ora vamos ver: pela lista dos membros do Conselho das Escolas e pelos nomes no comunicado,vemos que os elementos da "direcção" são: Álvaro Almeida dos Santos, João Paulo Mineiro, Maria Teodolinda Silveira (esta última ex-assessora de Augusto Santos Silva na Secretaria de Estado da Educação). Pelos rankings da SIC online, ficamos a saber o resto:



Reitor


Entre o parecer e o ser...

Ora aqui está o "parecer" do Conselho das Escolas sobre o já aprovado diploma da Avaliação de Pessoal Docente.O parecer é, em si mesmo, incipiente. Nada diz de relevante sobre o novo regime de avaliação de professores, excepto se quisermos considerar "relevante" as duas referências explícitas e uma implícita ao "tempo" que parece não haver para aplicar o diploma.

Os Conselheiros reconhecem que é preciso mudar as práticas da avaliação de desempenho, mas que para as escolas puderem fazer esssa tarefa é preciso tempo. E atiram para 2009. Os Conselheiros nada dizem sobre o mérito do diploma.
Por mais que puxe pela cabeça, não consigo perceber o porquê desta omisão. Mesmo que a Ministra tenho pedido parecer, apenas, sobre a aplicabilidade do diploma, como é dito logo na entrada, não se percebe muito bem que um Conselho tão importante nada diga quanto ao conteúdo de um diploma que vai, pura e simplesmente, revolucionar as escolas como nunca depois do 25 de Abril.
Obviamente, interessa à Ministra que o Conselho se pronuncie sobre as pequenas coisas, não vá o dito lembrar-se de emitir precer sobre coisas sérias.
Uma má impressão....

Reitor

domingo, 8 de julho de 2007

O Conselho

Voz amiga, por sinal uma das poucas presidentes de Conselho Executivo que fazem parte do Conselho das Escolas disse-me que foram chamados a Lisboa para tomar posse, na passada 6ª feira. E, como aqui se disse, também estranho que o ME nada diga a este respeito.
E, por sinal, tantas novidades (e algumas delas curiosas) poderiam ser noticiadas:
- Esteve toda a equipa ministrial presente na tomada de posse e, também, no almoço que se lhe seguiu, nas próprias instalções na zona de Cascais. A minha amiga veio bem impressionada com o Valter (neste encontro achou-o muito distendido.
- Foi um almoço "tipo casamento": a Sra. ministra e ajudantes passeavam-se pelos corredores e pelas mesas convivendo em amenas cavaqueiras com os neófitos e ilustres conselheiros.
- Tiraram-se "fotos de família" para assinalar a efeméride (Estou mortinho para as ver. Já lhe pedi uma, mas disse-me que foi o serviço do ME que as tirou).
- Viram-se, antes e após o almoço, algumas movimentações de "candidatos" a Presidente do Conselho. Muitos sorrisos e simpatias, cumprimentos daqui e dali, enfim, pré-campanha.
- Apareceram 4 candidaturas a Presidente: uma do Porto; outra de Lisboa; outra de Setubal e outra de Santarém.
- Foi eleito à primeira o candidato do Porto. Foi um dos cabeças das listas do Porto, chamado Álvaro Almeida Santos (fiz busca, mas não encontro foto nenhuma na net. Encontrei que o dito é membro do Conselho Municipal de Educação de Vila Nova de Gaia e Presidente desta Escola).
Portanto, havia algumas coisas para dizer...
E sendo este Conselho um órgão de aconselhamento novo, criado pela própria ministra, até me admiro que o ministério, que é pródigo a noticiar o que ainda vai acontecer, esteja tão caladinho num contecimento destes.
O mais natural seria o ME dar publicidade (e que publicidade!) à coisa.
Será que esta ausência de publicidade é a medida da importância que o órgão vai ter?
Será que o silêncio do ME é o sinal da importância que concede a um órgão que ele próprio, ME, criou? Não me parece.
O Me deve estar a guardar o trunfo, para o apresentar em momento politicamente mais oportuno. Agora são os exames que estão na agenda... É preciso deixar render...
Quanto à importância do Conselho das Escolas, que o órgão não vai ter importância quase nenhuma, não tenho dúvida.
Se o ME não dá importância aos sindicatos (organizações que é obrigado a ouvir), porque a daria a um conselho de professores que ouvirá quando e para o que muito bem quiser?
Cá para mim, este conselho será um órgão a quem se pedirão os conselhos que interessam; a quem se incumbirá de pequenas e insignificantes coisas e que se cilindrará ao mais pequeno sinal de autonomia e voz própria.
Oxalá me engane.
Reitor