Este Ministério da Educação pauta a sua acção por um constante apoucamento dos professores e um persistente desrespeito pelos princípios da verdade e da honradez em que deve assentar o relacionameto político entre governantes e governados.segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Queriam as recomendações, pois aí as têm
Este Ministério da Educação pauta a sua acção por um constante apoucamento dos professores e um persistente desrespeito pelos princípios da verdade e da honradez em que deve assentar o relacionameto político entre governantes e governados.domingo, 27 de janeiro de 2008
Lei nº 3-"Porreiro Pá"/2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Uma sua criada...
Desempenhou vários cargos na Administração Pública, tendo presidido à Comissão Negociadora do ME para a regulamentação do ECD com as organizações sindicais. É Mestre em Ciências da Educação na especialidade Educação e Desenvolvimento, Conselheira Nacional de Educação, Professora universitária e desempenhou, recentemente, o cargo de Inspectora-Geral da Educação.
Agora é também a Presidente do "Inexistente" Conselho de Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP). Inexistente mas tão activo tão activo que até já publicou um conjunto de convenientes "recomendações" para serem seguidas pelos Conselhos Pedagógicos das escolas na avaliação dos professores. Estas recomendações que, nos termos da lei, deveriam ser aprovadas pelo CCAP mas não foram pois, como disse, o dito cujo Conselho não tem existência física nem material, apareceram agora mesmo na página do ME.
Estranha coincidência e rapidez fulminante, induzida, também ela, por um pertinentíssimo despacho do Sr. Secretário de Estado, Jorge "Sinistro" Pedreira, exarado 1 segundo antes de serem publicadas as ditas "recomendações". Não pode haver maior hipocrisia.
Ele há pessoas que vivem do erário público há tantos anos que já têm a espinha gasta de tantas vezes se vergarem aos desmandos dos políticos de ocasião.
No capítulo das atitudes, dou um valor à Dra. Conceição Ramos por se pôr a jeito dos políticos. . No capítulo da subserviênca ao poder político, a Dra. Conceição Ramos leva nota máxima.
Reitor
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Niguém deu por nada. Estão todos calados?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
"Apropriação das pessoas pelo Estado"
Aqui vai a Petição que é um hino à liberdade, á confiança do Estado nos cidadãos, à livre escolha; ao exercício do direito de cidadania, enfim, ao bom-senso e à razão próprios dos cidadãos maiores.
Só tenho pena é que não possa ser assinada online. Tinha já a minha assinatura.
Esta pretensão traduz-se na petição dos pontos seguintes:
1 - Consagração da liberdade de escolha para as famílias, relativamente aos tempos livres dos seus filhos que frequentam a escola do 1º ciclo do ensino básico, recusando-se a ideia de ocupação pelo Estado de todo o tempo educativo das crianças deste País e defendendo a Educação em Liberdade;
2 – Exigência de que o Governo assegure que a componente de apoio à família do 1º ciclo do ensino básico, em prolongamento do horário escolar, como resposta social desenvolvida sob responsabilidade directa das autarquias, seja desenvolvida em obediência aos requisitos técnicos e de qualidade em vigor nos regulamentos do Ministério da Solidariedade Social, para benefício das crianças e das suas famílias, e objecto de fiscalização nos mesmos termos em que esta é realizada relativamente aos ATL das IPSS;
3 – Consagração do princípio de que uma instituição particular de solidariedade social, pela sua relação com as famílias, no domínio da educação e da acção social, está mais bem preparada para prestar um serviço público de proximidade, com eficiência e qualidade, em comparação com alternativas desenvolvidas pelo Estado central e local, como decorre do princípio da subsidiariedade, princípio estabelecido na Lei;
4 – Aplicação do princípio de que “serviço público” não significa ter de ser prestado, necessariamente, pelo sector público, podendo, prioritariamente, ser contratualizado com uma instituição de solidariedade social que lhe acrescente mais valor;
5 – Petição ao Governo para que, no âmbito da promoção de novas políticas de apoio à natalidade, torne gratuitos os serviços de apoio à família na área da infância, nomeadamente de creche, préescolar e ATL, no âmbito dos acordos de cooperação com as instituições de solidariedade social;
6 - Representação ao Governo de que, enquanto não tiver condições para assegurar a gratuitidade dos serviços de apoio à família, garanta que todos, autarquias e instituições, cumpram a legislação em vigor, no que respeita aos requisitos técnicos e às comparticipações dos serviços de apoio à família no ensino pré-escolar, resolvendo a actual descriminação praticada entre as famílias, em desfavor das que frequentam a rede solidária, com violação do princípio das mesmas oportunidades para todos;
Reitor
sábado, 19 de janeiro de 2008
O discurso dos cínicos, parte II
As alterações ao Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário,publicadas no Diário da República, reforçam a autoridade dos professores e a autonomia das escolas,ao mesmo tempo que simplificam e agilizam procedimentos,conferindo maior responsabilidade aos pais e encarregados de educação
3— Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário não docente, tem competência para advertir o aluno, confrontando -o verbalmente com o comportamento perturbador do normal funcionamento das actividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, alertando -o de que deve evitar tal tipo de conduta.
4 — A aplicação da medida correctiva da ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar, é da exclusiva competência do professor respectivo e implica a permanência do aluno na escola, competindo aquele, determinar, o período de tempo durante o qual o aluno deve permanecer fora da sala de aula, se a aplicação de tal medida correctiva acarreta ou não a marcação de falta ao aluno e quais as actividades, se for caso disso, que o aluno deve desenvolver no decurso desse período de tempo.Ou seja, nem o futuro Director da Escola nem o DT terão competência para ordenar a qualquer aluno que esteja a perturbar que saia das instalações onde decorre a actividade. Passou a ser uma competência exclusiva do professor respectivo. E funciona tipo cartão amarelo no basquetebol: sai durante 3 minutos e volta a entrar. Edificante para a educação dos jovens portugueses.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
O discurso dos cínicos
Foi publicado ontem o Novo Sistema de Avaliação de Desempenho dos Professores. Confesso que ainda não o li. No entanto, pelo que vou lendo na imprensa e nos blogues, os professores serão avaliados com base em objectivos constantes dos Planos de Actividades e do Projecto Educativo. Sim. Eu sei que é ridículo, para além de totalmente impossível que os Planos de Actividades e os PEs - elaborados antes de haver avaliação dos professores - possam conter ojectivos de avaliação!? Aliás, bastará lêr alguns para se perceber o rídiculo de tal desiderato.quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Autonomia, Administração e Gestão das Escolas III
A "eleição" do Director da escola é um processo esquisito e estranho. Algo que nunca vi!domingo, 6 de janeiro de 2008
Autonomia, Administração e Gestão das Escolas II
A reboque dos acontecimentos, como vem sendo hábito, veio a FENPROF pronunciar-se sobre o novo RAAG das Escolas, em discussão pública desde final de Dezembro. E fê-lo com os discurso do costume: é contra porque desrespeita os professores, liquida a gestão democrática, concentra poderes num todo-poderoso Director que avaliará os professores, etc, etc..terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Mais um ataque à liberdade de educação
No penúltimo dia do ano, Paulo Guinote publicou um pequeno “manifesto” contra a liberdade de educação. Comentando um texto de Gonçalo Portocarrero (GP), Vice-Presidente da CNAF, lança algumas pedras a todos os que defendem a liberdade de ensinar e aprender, nos quais me incluo.Tentando refutar a tese defendida por GP: «Se as escolas mais bem classificadas recebessem os piores alunos, estes, decerto, não seriam tão maus»
Faz um cerrado ataque à liberdade de educação, ao esforço de melhoria que deve ser exigido à escola pública e à necessidade, absolutamente fundamental, de se introduzirem práticas de concorrência e de competitividade na escola pública.
Antes de mais, a liberdade de educação: liberdade de ensinar e de aprender, é um direito constitucional.
Artigo 43.º(Liberdade de aprender e ensinar)Depois, andam muitos políticos e educadores preocupados com o estatuto das escolas – públicas ou privadas – e pouco preocupados com a qualidade da educação e com a qualidade do que se aprende e ensina em cada escola. Eu preocupo-me com a qualidade da educação e não com o estatuto da escola. E estou convencido que, qualquer pai, escolherá uma escola pública em desfavor de uma privada se a qualidade for a mesma. Estou farto do pessoal da “esquerda” caviar e bem-pensante que verbera a escola privada e mesmo a escolha da escola pública, mas que sabe bem as voltas a dar para colocar os filhinhos nas melhores escolas, segundo o seu juízo.
1. É garantida a liberdade de
aprender e ensinar.
2. O Estado não pode programar a educação e a cultura
segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou
religiosas.
3. O ensino público não será confessional.
4. É garantido o
direito de criação de escolas particulares e cooperativas
E, se as escolas boas estão todas no Porto e em Lisboa, isso não é problema, antes pelo contrário, deve ser um desafio para as restantes escolas se esforçarem para ser melhores.
O acesso às boas escolas deveria ter como único critério o mérito - as classificações dos alunos - e não outros critérios de falsos e mais que falsos "contornos" administrativas: morada, local de trabalho dos pais, etc., etc. Atenção: no caso das privadas, quem estabelece o preço por aluno são elas próprias, pelo que no acesso a estas também entram em causa factores económicos. Mas, neste caso, é ao Estado que compete assegurar que um aluno que tem mérito mas a quem faltam os recursos económicos a ela possa aceder.
O Estado daria um enorme passo em direcção ao desenvolvimento e ao progresso se permitisse a livre concorrência entre as escolas públicas. A livre escolha da escola pública seria uma das medidas que melhor favoreceriam a melhoria da qualidade das escolas portuguesas.
Quanto à escolha da escola privada e à comparticipação do Estado na educação de cada aluno (cidadão), deixo um desafio: porque será que o Estado não torna públicos os valores que gasta com cada aluno na escola pública?
Olhem que quando soubermos quais os custos por aluno na escola estatal e os compararmos com os custos na escola privada, vamos ter SURPRESA.
Porque será que...
de manhã (bem, bem, pelo meio-dia), enquanto tomava o café, os fumadores do costume continuavam em despreocupadas fumaradas?Se é proibido fumar em locais fechados, porque se fuma?
Faz bem o Estado em proteger a saúde dos portugueses. E já não se compreendia que o próprio Estado aceitasse que nos serviços públicos, nos seus serviços, se continuasse a fumar. Medida positiva que, espero eu, seja um bom sinal para 2008.
Quanto ao fumo, já se vê, só quando começar a haver notícia de multas é que os portugueses vão pensar em respeitar a lei.
Reitor
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Não sou Mentiroso, nem Impostor, nem Falso, nem Intrujão, nem Hipócrita, nem...
Sócrates e o seu governo têm sido acusados de mentir. De mentir quanto aos impostos e às portagens, mentir quanto à OTA, mentir quanto à substituição do Procurador da República, mentir quanto ao número dos empregos a criar, quanto à estatística da sinistralidade, da violência escolar e dos crimes; mentir quanto à reorganização do turismo regional; mentir quanto à reestruturação da rede de urgências; mentir quanto às Estradas de Portugal; mentir dobre os aumentos salariais; Sócrates mentiu quanto às suas habilitações literárias; mentiu quanto à avaliação dos professores; mentiu na campanha eleitoral; mente por coisa nenhuma e estou com a impressão que vai continuar a mentir. Parece que lhe está no sangue.- Engana-os porque lhes cria a ilusão de que ficam a saber mais;
- Engana-os porque lhes cria a ilusão de ficarem mais habilitados para arranjar emprego;
- Engana as estatísticas, portuguesas e europeias, inchando os números de diplomados;
- Engana os portugueses com um falso "investimento" na educação e na formação;
- Engana os portugueses que ainda pensam que os fundos europeus serão empregues em "Formação". Não. Não. Servirão, apenas, para encher os bolsos de milhares de xicos-espertos.
- Engana as escolas que, à procura de clientela, de computadores e verbas do QREN, instalam Centros Novas Oportunidades nas suas instalações. Estas escolas "CNO" ainda não perceberem o mal que fazem a si próprias, à educação e aos jovens que não precisam de "novas oportunidades". Participam elas próprias no engodo, transmitindo à sociedade a imagem de escolas de 2ª categoria, escolas em que não é necessário esforço para ter sucesso educativo; escolas onde bastam 3 meses para obter um diploma...
sábado, 22 de dezembro de 2007
Autonomia, Administração e Gestão das Escolas I
Começando pelo preâmbulo, destaco as 3 linhas que o governo assume como orientadoras deste projecto e com as quais concordo genericamente:
1 - Reforço da participação das famílias e das comunidades na direcção estratégica das escolas.
O governo transfere para um novo órgão a criar - Conselho Geral (CG) - uma espécie de Assembleia de Escola, competências claras de direcção: escolha do gestor da organização - director executivo (ainda se movem alguns fantasmas com a designação de "Reitor"). É neste órgão que estão representados os interesses da escola: alunos, professores, funcionários, pais, autarquia e comunidade local. Como já aqui , aqui e aqui defendi, é neste órgão, e não noutro, que se materializam os princípios da democracia e da representatividade, previstos na Constituição e LBSE. Concordo que os interessados na escola não são só os professores nem os que lá trabalham mas também aqueles que dela beneficiam: os alunos e os pais (que são constitucionalmente os responsáveis pela educação dos filhos menores); a comunidade onde está inserida (sim, sim, também os políticos têm importantes e legítimos interesses na escola que serve as suas populações).
Por isso, parece-me bem que sejam os interessados a dirigir a escola, a estabelecer-lhe metas e objectivos, a nomear (e não a "eleger") o gestor (concordo que deve ser um professor, qualquer um e não, como já li, apenas do sector público) e a demiti-lo ,sem apelo nem agravo, caso ele não cumpra os objectivos com que se comprometeu, ou se desvie daquilo que são os interesses da comunidade (alunos, professores, funcionários, pais, autarquia...), por ela, comunidade, definidos, e não por outros - órgão de gestão - como agora acontece.
2 - Reforço da liderança. Órgão unipessoal ao qual são assacadas responsabilidades pelos recuros geridos e resultados alcançados. Também concordo com este princípio assumido pelo Governo. É verdade que a história da gestão escolar desde o 25 de Abril convie com péssimas histórias de "gestão escolar democrática e colectiva". Também é verdade que são conhecidos excelentes casos de sucesso de lideranças "colectivas". Contudo, nestes casos, destaca-se sempre uma das figuras do órgão colectivo que "arrasta" a escola atrás de si. Ou seja, mesmo no modelo actual em que predominam esmagadoramente os órgãos colegiais, nas boas lideranças e nos bons exemplos, destaca-se sempre uma pessoa, um indivíduo. Mesmo nas "escolas de futuro".
Haver um rosto a quem assacar responsabilidades pelos resultados obtidos é fundamental para credibilizar a gestão das escolas. E a única forma de responsabilizar alguém.
Obviamente, a ser assim, deve ser o Director a nomear todos os responsáveis intermédios da gestão da escola, desde os coordenadores passando pelos directores de turma até aos chefes dos funcionários (e aqui vejo a primeira falha do projecto: nada diz quanto à nomeação desses importantes responsáveis intermédios que são os chefes dos funcionários).
3 - Maior autonomia das escolas. Também defendo a tese de que as escolas precisam de mais autonomia, ou seja, de mais poder de decisão, nomeadamente na gestão diária. Discordo do projecto na parte em se refere que "do reforço da autonomia das escolas tem de resultar uma melhoria do serviço público de educação". Não se pode permitir que a uma maior autonomia corresponda pior serviço público de educação. Mas também podemos não ter melhor. Bastará que o serviço não piore nem fique mais caro para já se justificar a autonomia.
Aliás, a autonomia não convém às DREs, às Direcções Gerais e aos Serviços Centrais, não porque o serviço público de educação possa melhorar ou piorar (estão-se nas tintas para isso), mas porque perderão pessoal, orçamento, poder e influência.
A autonomia não põe em causa a qualidade do serviço público de educação, mas o seu custo.
É aqui que bate.
Reitor
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Não olhes para o que eu digo...
Antes de ontem, saiu no JN o artigo “Escolas oficiais escolhem alunos com base em notas e origem social”, o qual relata as conclusões de uma estudo efectuado por dois investigadores portugueses, especializados em Sociologia da Educação.À medida que se desenvolve o artigo, somos surpreendidos por algumas preocupantes curiosidades:
1 – Que o estudo assentou numa visita a “cinco estabelecimentos de ensino (três escolas públicas dos 2.º e 3.º ciclos e dois colégios privados) … próximos uns dos outros”
2 – Que a investigação levada a cabo durante essa visita permitiu se estabelecer as seguintes teses:
a) As escolas seleccionam alunos com base na “análise do percurso escolar
anterior – ao arrepio da legislação e da própria Constituição”, note-se
b)
Esta selecção faz com que existam estabelecimentos de ensino muito próximos com
populações estudantis muito distintas o que “dá origem a nichos de excelência
como a guetos de exclusão".
c) O comportamento selectivo das escolas é “pouco
democrático”, injusto e originador de graves “assimetrias na rede de ensino”,
agravadas pela diferenciação social na constituição de turmas.
d) A escolha
dos estabelecimentos de ensino [pelos pais] é, cada vez mais, objecto de lutas e
pressões sociais.
e) Que metade dos alunos de classes sociais desfavorecidas
tinham sido recusados por uma outra escola, frequentada por alunos das classes
média ou alta.
O investigador remata o seu estudo com duas inusitadas conclusões:
1 - O sistema educativo que deveria ser “supostamente igual para todos”, afinal cria nichos de excelência e guetos de exclusão, o que é um risco para a escola inclusiva e integradora”.
2- A constituição das turmas obedece a uma “lógica perversa”; por um lado, constituem-se turmas com "filhos de professores, médicos e juristas e outras onde predominam alunos problemáticos". Por outro, os professores mais velhos ficam "om as turmas de excelência, cabendo aos mais novos as restantes".
Para aqueles experts que defendem o status quo do actual sistema educativo e que se abespinham todos, mal se fala em qualquer reforma ou alteração, quer à forma como se organizam as escolas, quer à avaliação do professorado, quer à liberdade de escolha da escola, este “estudo” deveria ter causado um choque brutal.
Afinal, a escola actual não serve. É injusta, geradora de guetos, de assimetrias sociais, de desigualdades ...de iniquidades.
Deveria ter sido um choque, mas não foi. Numa entorse ideológica, vêm defender que, afinal, aquilo que está mal não é a escola actual, idealizada por uma esquerda aburguesada, dispersa pelo “centrão político”. Não. O que está mal é a escola que alguns opinadores ditos liberais defendem.
Preferem que se mantenha o actual (de décadas!) estado das coisas em que, apenas, alguns escolhem as escolas e os professores dos filhos: os “habilidosos”, os que conhecem bem os estreitos caminhos do favor, do interesse, da cunha.
Preferem as escolas sem autonomia, telecomandadas à distância pelos serviços desconcentrados do M.E., em que nunca nenhum (ir)responsável foi alguma vez condenado pelas actuais (de décadas!) práticas de segregação de alunos, de base social e económica, às escolas com autonomia com rostos, nomes e pessoas concretas a quem pedir responsabilidades pela prática destas injustiças e discriminações, se se viessem a verificar.
Ele há cada coisa...
Reitor
