terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ó Santinho, Atão o Artigo Não Era Sobre a Redução De Alunos Por Turma?


Take 1 - os políticos e os sindicatos não sabem o que andam a fazer. Ó pra mim
Take 2 - os sindicatos estão a dormir, não defendem os sócios como eu defendo
Take 3 - os sindicatos estão sem ideias, ou com ideias gastas. Olhem como são luminosas as minhas
Take 4 -  os sindicatos recorrem a expedientes abusivos, retirando-me protagonismo
Take 5 - muitos diretores odeiam os sindicatos, mas eu não. Admiro a sua coerência

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Uma Idiotice Com Chancela Do Estado


Despacho n.º 436-A/2017 
Melhorar a qualidade da democracia, nomeadamente através do desenvolvimento de novos mecanismos de participação cívica a nível nacional, constitui uma prioridade clara deste Governo. O défice de participação e o afastamento e desconfiança dos cidadãos relativamente às instituições democráticas são, hoje, fenómenos transversais à Europa aos quais todos os Governos têm que saber dar resposta.A este propósito, a Constituição da República Portuguesa estipula, no n.º 2 do artigo 73.º, que «o Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos,contribua para [...] a participação democrática na vida coletiva» e, através do n.º 1 do artigo 77.º, que «Os professores e alunos têm o direito de participar na gestão democrática das escolas, nos termos da lei».A Lei de Bases do Sistema Educativo assume como princípio organizativo do sistema, na alínea l) do artigo 3.º, «contribuir para desenvolver o espírito e a prática democráticos, através da adoção de estruturas e processos participativos na definição da política educativa, na administração e gestão do sistema escolar e na experiência pedagógica quotidiana, em que se integram todos os intervenientes no processo educativo, em especial os alunos, os docentes e as famílias». Relativamente à gestão das escolas, este princípio é concretizado através do artigo 48.º, segundo o qual «em cada estabelecimento ou grupo de estabelecimentos de educação e ensino a administração e gestão orientam-se por princípios de democraticidade e de participação de todos os implicados no processo educativo, tendo em atenção as características específicas de cada nível de educação e ensino».



Coitados daqueles que terão de mastigar este nojo.
Paulatinamente, a democracia está a chegar às escolas. Fujam.

É Preciso Maturidade. Muita Telinho, Muita.


"Julgo que os portugueses não perdoariam se os políticos não tivessem maturidade suficiente para lhes pouparem histórias tão complicadas por aquelas que passámos no passado recente", defendeu o líder do PSD, Passos Coelho.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Edificante


Ministério confirma que funções irregulares serão contabilizadas


Um bom exemplo para as jovens gerações. E uma coisa legal, como há de vir explicar a especialista em direito constitucional, Alexandra Leitão.

Sim, Mas Nem Pensar.



O Estado pode produzir manuais escolares mas não o deve fazer.
Porque não é uma empresa.
Porque se o fizesse não faria qualquer sentido que as escolas escolhessem outro manual que não o estatal.
Porque deve promover e não matar a concorrência entre editoras.
Porque, mesmo que o fizesse, não se evitaria a "promiscuidade de autorias de metas e manuais, programas e livros de apoio.
Porque já chega de tanto Estado nas nossas vidas.


domingo, 22 de janeiro de 2017

Há Quem Veja Os Professores Do Ensino Privado Como Portugueses De Segunda


Se os professores do ensino privado podem concorrer em igualdade com os do ensino público para a rede pública, então quero concursos públicos, em igualdade de circunstâncias, para concorrer para a rede privada.

E não perceba que o Estado, esse grande pote de ouro, é de todos e para todos os portugueses e que os privados têm dono e são daqueles e para aqueles que os donos quiserem.
Claro está que, muito embora qualquer cidadão possa ser dono de colégios privados, curiosamente apenas alguns, não só mas também professores - quiçá por nascerem com uma pintinha em qualquer parte do corpo - podem ser funcionários públicos e daí obter as benesses que os do privado nem sonham. 


domingo, 15 de janeiro de 2017

Surpreeeesa!


O barómetro revela, aliás, que os governantes com mais notoriedade são aqueles que estão no topo da lista em ambas as categorias: melhor e pior ministro. Assim, o pior ministro é o da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Está na ata dos professores da turma:
"O professor de português referiu que o aluno nº 30,  Tiago Rodrigues, está com dificuldades de aprendizagem ao nível da leitura e interpretação de textos. Proponho que passe da Turma-mãe para o ninho durante seis semanas".


Portugal Também Acredita



E sim, acredito mesmo que a maioria dos professores escolhe as opções de manuais que considera as melhores para o seu trabalho diário

Que linda declaração. Fiquei tão sensibilizado que me vieram as lágrimas aos olhos.
E pensei cá com os meus botões: os professores são sem sombra de dúvidas a classe profissional mais séria de todas. Vejam lá que, num negócio de milhões, num "mercado opaco e prisioneiro de interesses", os professores imunizaram-se e escolhem os manuais escolares com base naquilo que consideram ser o melhor para fazer o seu trabalho diário. Claro que os resultados podiam ser melhores se pensassem menos neles próprios e mais nos alunos uma vez que seria para a melhorar as aprendizagens destes que deviam servir os manuais, mas adiante que se faz tarde.   

E repararam nos outros dois participantes no debate do sexta às onze? 
Viram o senhor Rui Martins da CNIPE e o Sr. João Paulo Batalha a defender que devia ser o Estado a imprimir os manuais? 
Expliquem lá a estes dois patetas que não se trata de saber quem imprime mas sim do que há para imprimir.


sábado, 14 de janeiro de 2017

A Gestão Das Notas Dos Alunos


"Da teoria e prática das notas congeladas, dadas por defeito, para eventual compensação no período seguinte..."


O professor Guinote veio confirmar uma verdade de que há muito suspeitávamos: os professores são também "gestores de notas". Os alunos não são avaliados, propriamente, pelo que sabem, nem pelo que aprenderam, nem pelo trabalho que fizeram, nem pelas competências que adquiriram. Tudo isso pode ser irrelevante porque os professores dão notas como quem dá esmolas ou rebuçados aos alunos.
Uns congelam as notas, outros aquecem-nas, outros guardam as melhores para mais tarde ou para os alunos preferidos. Enfim cada um faz o que quer.
Bonito exemplo de transparência, de justiça e de equidade.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Puseste-te a Jeito, Mário. Agora a Peça Usa-te a Seu Bel-prazer










Enquanto Houver Portugueeeeses, Tu Serás o Seu Amor!


Na história recente da democracia portuguesa, dificilmente encontraremos momentos em que tivesse havido mais democracia nas escolas do que aquela que há atualmente.


Está enganado stôr Lemos. Em tempos idos, mormente na década de oitenta, o presidente do conselho diretivo, normalmente o último a chegar à sala, era eleito por votação secreta, 10 minutos depois de ter acordado os presentes com o bater da porta. Nas atas reza assim, mas os leitores merecem ficar a saber que a eleição era de braço no ar para não se perder tempo a cortar papelinhos quando só havia um candidato instantâneo. 
Enfim, há um produto que os radicais de esquerda e, vá lá, o Prof. Mário, ainda não puseram à venda: num modelo de gestão verdadeiramente democrático, os alunos devem escolher o diretor de turma e os pais dos alunos devem escolher os professores dos seus filhos e os coordenadores de entre os professores do agrupamento. 
Sim, também devem ser os funcionários a escolher as chefias.
Ãh! Não concordam?
Assim é que seria uma verdadeira democracia
Claro, sempre por votação secreta como se faz ainda hoje nos congressos e nas reuniões do comité central do PCP.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Os Socialistas Têm Filhos De Geração Espontânea



- Sabes, Hortênsia, faleceu Mário Soares, o"pai da Democracia", Deus o tenha.

- Soube agora mesmo, Castanha, porque vi o António Arnaut, "pai do Serviço nacional de saúde", na TV a lamentar-se da morte do Soares, um pouco compungido.


- Foi uma perda para Portugal e para os filhos e as filhas da Democracia. 

- E prá mãe, com certeza.

- Castanha, a Democracia apenas tem pai, não tem mãe. É uniparental, assim como o SNS. Morreu Soares, a democracia ficou órfã. Se e quando morrer Arnaut, ficará órfão o SNS.

Uma Brincadeira de Crianças, Portanto.


Com o envolvimento de diretores, docentes, famílias e comunidades, o Ministro espera propostas tão criativas quanto necessárias, tão irreverentes quanto justas, numa equação que, acredita, se traduzirá em melhores cidadãos e melhores escolas.

Os alunos vão ter voz no orçamento dos agrupamentos escolares. Os professores, os funcionários, os pais continuarão irreverentemente à margem. 
O Mário Nogueira virá já a correr pedir um orçamento participativo para os professores. E o Ascensão seguir-lhe-à os passos para os pais. Afinal, todos devem estar envolvidos na vidas das escolas.