sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Último Apaga A Luz


Mais um Valterianodespacho, neste caso, a reconhecer o tempo de serviço prestado por profissionais RVCC para concursos e selecção de pessoal docente.
O resto está aqui...


ContagTempoServProfRVC


Reitor

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Milú Supera Ana Malhoa e Luciana Abreu...Juntas


O Paulo escalpelizou tanto a entrevista encomendada ao DN que... fiquei sem nada para dizer.
Excepto...
Reitor

As Novas Funções dos Directores: Comissários Políticos Confessos

Ó pra eles: A Milú na ponta esquerda da mesa e, esparramada na cadeira, à esquerda do empossado, a Popota..

Muitas pessoas ligadas à educação e às escolas o pressentem. De forma mais ou menos explícita, não falta quem considere que o Director será, não um representante da Comunidade que o elegeu para dirigir a escola mas, antes, um comissário político do Governo e das DREs. E, se perguntarem aos futuros Directores qual o seu papel perante o Governo e a Administração Educativa, todos dirão, entre outras, que têm obrigação de cumprir as orientações legais emanadas quer do Governo quer da Administração.

Até ao dia de hoje, apostaria que nenhum Director, nem os mais lambuzas, assumiriam serem suas funções ou "eixos" de actuação, a representação política das "entidades" que tutelam a Escola, ou seja, do Governo e dos seus apaniguados.
Pois, teria perdido a aposta.

Um Director maneirinho e, há muito, inimigo activo da Escola Pública - e também dos que mais falam nela - assumiu, preto no branco, no discurso de tomada de posse, o seu papel enquanto Director de uma Escola de VN Gaia: o de representante político do Governo (ver p. 2).
E assumiu este papelinho junto das "entidades" competentes, como o comprovam as fotos (estão aqui) da efeméride: Maria de Lurdes "Sobre-terra" Rodrigues e Margarida "Popota" Moreira.
Daqui a nada, o discurso será uma espécie de página necrológica da Educação.

Reitor

sábado, 25 de julho de 2009

Utilizando Uma Pulga Para Sustentar Um Elefante

A esmagadora maioria dos argumentos utilizados para manter as regras de distribuição dos alunos pelas escolas públicas resume-se à dificuldade da sua operacionalização.
Os comentários ao post anterior suscitaram-me algumas reflexões sobre a liberdade de escolha das escolas e os problemas a jusante dessa escolha.

1 - O Estado tem obrigação de assegurar a todas as crianças e jovens portugueses o ENSINO e a EDUCAÇÃO.
2 - Assegurar a todos o Ensino e a Educação não é o mesmo que assegurar que todos os portugueses frequentem uma escola do Estado.
3 - Esta distinção é essencial: o Estado assegura a educação/ensino de todos e os pais escolhem a escola onde querem que isso aconteça. Ou optam por não escolher escola nenhuma, o que também é possível no actual quadro legal.
4 - Para se compreender bem o que está em jogo, pode-se colocar a questão assim: O Estado reconhece constitucionalmente aos pais (e não a ele Estado) a responsabilidade primeira pela educação dos filhos.
5 - Assim sendo, não se pode aceitar que seja o Estado a escolher a escola onde os cidadãos hão-de colocar os filhos. Mesmo que essa escolha seja feita pelo critério do número da porta.
6 - O critério da rua ou do número da porta, é um critério como outros critérios. Apenas mais estúpido, mais facilmente subvertido, enfim, um descarado balde de areia para os olhos...
7 - As classificações anteriores, o sorteio, a altura e a cor dos olhos seriam critérios incomparavelmente melhores que ao critério da residência. Por um motivo apenas: são escrutináveis.
8 - "Todas as escolas têm a obrigação de serem boas". Mas não são. Ou melhor, são todas tão boas como os políticos são todos sérios.
Reitor

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quando o pragmatismo se sobrepõe aos princípios

O Paulo Guinote não acredita na liberdade de escolha. Especialmente na liberdade de escolha da escola pelos pais. Já escreveu bastante sobre o assunto e, há dias, voltou a insistir.
São poucas as questões me afastam daquilo que o Paulo tem defendido no Umbigo. Lembro-me apenas de duas dissensões: uma delas é esta. Sei que aguardamos que se dirima o assunto...
A outra dissensão, mais funda, é a da liberdade de escolha da escola. O Paulo é contra. Ou, mais exactamente, o Paulo não acredita na liberdade de escolha da escola.

"só não consegue escolher a escola dos seus filhos quem não a poderia escolher de qualquer maneira, mesmo com um método de escolha livre. Porque ou não teria meios para o efeito – e os efeitos de um eventual cheque-ensino seriam quase residuais – ou então porque os métodos de selecção das escolas melhores os manteriam fora, por não cumprirem os critérios mínimos ou serem indesejáveis"

Eu defendo-a. Como defendo a liberdade de escolha do médico, do hospital e de qualquer outro serviço público ou privado. Aceito mal que escolham por mim. E recuso a ideia de que a escola a frequentar pelos nossos filhos possa depender mais de critérios burocráticos e facilmente manejáveis - como sempre são pelos burocratas de serviço, do que pelo critério do interesse dos pais.
Obviamente e em qualquer dos casos, o Estado, nos termos constitucionais, há-de assegurar a educação de todas as crianças portuguesas, como lhe compete. Não o faz sempre com qualidade.
A liberdade de escolha vale por si. É um valor em si mesmo que o Estado deveria defender para todos os cidadãos. Não é uma questão de métodos de selecção nem de meios. É uma questão de princípio.
Obviamente, não é verdade que "só não consegue escolher a escola dos seus filhos quem não a poderia escolher de qualquer maneira". Nem é isso que interessa à discussão. O problema não está naqueles que podem escolher a escola para os filhos mas sim nos que não podem escolher.
E, o post seguinte, relativo à escola de Gualtar é demonstrativo de que apenas os chico-espertos do costume podem fazer escolhas. Por caminhos ínvios mas devidamente protegidos por lei, como é usual em Portugal.

As questões principais são estas:
1 - A liberdade de escolha da escola é um direito decorrente da liberdade de educação.
2 - Independentemente das questões organizativas e operativas que se poderiam levantar a partir do momento em que as organizações educativas permitissem aos pais escolher as escolas dos filhos, subsistirá sempre a questão de haver ou não haver liberdade.
3 - Ou seja, a liberdade de escolha pode ser uma coisa chata, pode dar trabalho aos cidadãos e vai responsabilizá-los pelas escolhas que fizerem. Tal como acontece com as escolhas de Parlamento, de Governo, ou do restaurante, ou do dentista...
Liberdade.

Reitor

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Obviamente demitia-os

O Paulo deu conta de duas escolas com boas práticas na ADD. Ver aqui e aqui.
Uma é a Escola Secundária Ferreira de Castro. A directora é a Dra. Ilda Maria Gomes Ferreira.
Outra é a Escola é a escola Secundária Seomara Primo. O director é o Dr. Luís Filipe Fontinha
Nestas duas escolas e em dezenas de outras pelo país, talvez centenas, os Directores estão a protelar a entrega dos objectivos individuais da ADD para finais de Julho (e ainda veremos alguns a serem entregues em Setembro).
Para que conste:
1 - O período de avaliação do desempenho é de dois anos: 2007/2008 e 2008/2009
2 - A legislação que impunha a entrega de objectivos foi publicada em Janeiro de 2009
3 - Há directores que alargam o prazo de entrega dos objectivos para momento posterior ao termo do ano lectivo.

É certo que, num país civilizado, esta ADD nunca teria chegado até aqui.
Mas o cúmulo da hipocrisia e do desrespeito pelos professores não se atinge com o modelo de ADD nem com as manobras políticas dos gualteres e pedreiras. Não, não.
O cúmulo da hipocrisia, o cúmulo da indigência profissional e da falta de ética são apanágio de alguns directores de escola. Daqueles que não têm vergonha de estabelecer prazos para entrega de objectivos de avaliação depois de terminado o período em que o desempenho será objecto dessa mesma avaliação.

Meus senhores, a porta de saída é serventia da casa.
Reitor

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pura e simplesmente não é esta a solução

Escola de Vila Nova de Anha passou um aluno com nove negativas e garante que foi a melhor solução

O Ramiro já tinha falado nisto.
Pode haver muitas soluções para os problemas sociais e familiares que apoquentam as crianças.
As escolas até podem ter uma palavra a dizer sobre estes problemas e as respectivas soluções.
Mas passar alunos com nove negativas, nunca será solução para problema nenhum.
Será, sim, um meio eficaz para lançar o descrédito sobre a Escola, não sobre o ajuntamento de escolas de Monte da Ola que sai pessimamente na fotografia, mas sim sobre todas as escolas públicas do país.

É previsível que todos os alunos da escola de Vila Nova de Anha que tenham tirado 8, 7, 6 , 5, 4, 3, 2, 1 e zero negativas também tenham "transitado". É previsível, mas não provável.
Esta espécie de "solução final" lançada sobre as Escolas tem autor conhecido: o Director do ajuntamento da escolas de Monte da Ola, Augusto Sá de sua Graça.
Veremos como é que a "comunidade educativa" desta escola -representada no Conselho Geral - avalia a acção deste insigne Director. A menos que... a responsabilidade não seja dele mas sim de uma coisa designada Conselho de Turma, para a qual seja sacudida a água do capote do Gusto.

Tenho a certeza que o distinto Director Augusto Sá está de consciência tranquila. Com a consciência de ter feito uma boa acção.
Reitor

"A farsa está a chegar ao fim"

Estou de acordo com esta prosa, só tenho dúvida que seja possível avaliar professores tão cedo:

É que queira ou não o trio Lurdes, Pedreira & Lemos, o modelo de avaliação que tentaram impor está morto e enterrado. O que é uma enorme vantagem para a Escola Pública e para a juventude portuguesa, porque depois de os três se irem embora voltará a ser possível avaliar os professores e as escolas


Este "trio maravilha" deixou tantas marcas negativas na escola com o modelo de avaliação imposto que tenho sérias dúvidas que seja possível avaliar professores durante os próximos 10 anos. Será re-introduzido o "Relatório Crítico" e pouco mais. Esperemos para ver....

Reitor

Mais uma "dupla candidatura", neste caso "alavancada" pelo Conselho das Escolas

Que dirá a Dra. Maria de Lurdes Rodrigues deste Director recém-empossado que faz parte da coligação à Câmara Municipal de Faro, com a sugestiva designação "Faro Com Macário"?
E, note-se, não ocupa qualquer lugar da lista. Não senhor. Vai em segundo lugar e, pode ser que, em 11/10/2009 o Prof. Rogério Bacalhau Coelho seja candidato a um outro empossamento: o de vereador com os pelouros "da Educação, Recursos Humanos e Finanças".

Claro que o currículo também ajuda:

"Já Rogério Coelho (independente) é actualmente Director da Escola Secundária Pinheiro e Rosa e membro do Conselho Municipal de Educação e do Conselho das Escolas..."

Já agora, porque será que se esqueceram deste cargo? Hum! Em política o que parece é...
Cada vez mais os Directores das escolas se imiscuem em questões políticas, o que é péssimo para as escolas. Estou até em crer que o crescente envolvimento dos Directores das Escolas nas questões políticas/partidárias - por acção ou por omissão - tem prejudicado a escola na mesma medida em que a colonização da Administração Pública por pessoal político a tem colocado ao nível da indigência.
Tenho a certeza que o envolvimento político activo dos directores das escolas públicas é muito mais prejudicial a estas que o novo modelo de gestão que tantos criticam.
Algo me diz que esta última não vai ser do agrado de todos...
Reitor