sábado, 22 de junho de 2019

O Resto é Paisagem


Governo reitera que “não vão encerrar maternidades em Lisboa

A notícia de que as maternidades iriam encerrar parcialmente em Lisboa no próximo verão, deixou o governo em cuidados. O trocatintas também veio a liça mostrar muita preocupação. Borraram-se todos e num piscar de olhos lá se arranjaram as coisas para manter tudo em funcionamento.
As mulheres de Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo branco e de toda a corda interior podem ter os bebés nas ambulâncias ao cuidados dos bombeiros.
Bahhh. País bipolar.


Um Egoísta Com Carinha De Mamão



O representante da FESAP vai mais longe e acrescenta que esta medida seria o fim do SNS: "A tentativa de procurar criar um seguro de saúde, diria até nacional, acabaria com o SNS, o que seria uma asneira completa. Seria provavelmente o fim do Serviço Nacional de Saúde."

E é assim que vai o país. Este lambão quer a ADSE para ele e para os familiares, os outros ques e lixem.
Sem vergonha, vem dizer-nos que o alargamento da ADSE a todos os portugueses colocaria em causa o SNS. A ADSE dele e dos amigos não coloca o SNS em crise, só colocaria em crise se se abrisse aos restantes portugueses.
Há muitos que, por menos, se suicidam. 

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Cara Sem Vergonha. Irresponsável.


Teixeira dos Santos não se arrepende de gestores que nomeou na CGD e não deve nada a Sócrates. Aponta dedo à crise, mas assume responsabilidade política. "Todos falhámos", ainda que não de propósito.

Se eu te visse nomear o Santos Ferreira e o Vara para teus gestores de conta, era capaz de pensar que eras apenas burro. Acontece que não tiveste pejo em os nomear, a mando do outro borrado, para gestores das nossas contas. E ainda não te arrependeste. 
Tu falhaste. nós não.

Carta Aberta a Cristas, a Rio e, Claro, ao Trocatintas


«Uma direita conservadora democrática não precisa de ler Hayek ou contraler Keynes. Basta impedir o Estado de controlar tudo e todos, a começar pela economia e os patrões “amigos” da influência e dinheiro do Estado. Basta explicar que a produtividade se obtém quando se respeitam
os empregados e se remuneram os empregados e que a participação destes nos lucros e resultados pode resultar em mais lucros em vez da tirania e desqualificação sistemáticas que imperam no sistema de trabalho, onde o
ressentimento e o privilégio impedem a saudável progressão capitalista e a ambição é um defeito. O capital não existe sem o trabalho. 
Basta aliviar a carga fiscal dos portugueses, explicando que o Estado não pode devorar os rendimentos e que o Estado social é, no futuro, demasiado caro de manter. Precisa de uma reforma de cima para baixo, precisa de instituir novos sistemas de copagamentos, precisa de obrigar os cidadãos
a apreciarem e pagarem certos serviços, a participarem no governo local, o do bairro, da terra, precisa de destruir o clientelismo partidário das autarquias e da administração central, precisa de mudar a lei eleitoral e acabar com os deputados de assinatura e banco e cabeças vazios, precisa de abolir os protecionismos da classe social criada pelos partidos depois do 25 de Abril, e que fornece emprego e negócio, precisa de extinguir instituições e institutos inexistentes, precisa de avaliar e regenerar o funcionalismo, diminuindo em vez de aumentar, precisa de usar a inovação tecnológica, precisa de privatizar e contratar com regras, precisa de rever as parcerias com privados, remunerar bem, muito bem, a atividade política para que atraia os melhores e não os que procuram fazer render a política das portas rotativas, precisa de recrutar nas melhores escolas, tal como fazem os privados, instituindo um sistema de mérito que não faça dos medíocres os primeiros-ministros do futuro. Precisa de criar uma escola de governação pública com acesso por mérito, inteligência e disciplina, que estabeleça um programa de mentores de todas as cores políticas e ensine os candidatos a governar em vez de aprenderem quando se sentam nos ministérios.
Precisa de cooperar e dialogar com os bancos de modo a impedir futuras bolhas e futuros polvos como o do BPN, BES e da Caixa Geral de Depósitos, punindo exemplarmente os prevaricadores em vez de os preservar, dotando o Banco de Portugal de um corpo de governadores com moralidade e autoridade em vez de comissários políticos que não viram, não sabiam e não se recordam.
Os poderes corporativos em Portugal nunca foram tão poderosos e falaciosos. Para criar a independência é preciso começar pela autoridade, a responsabilidade e a sanção. É preciso dotar o Tribunal de Contas de poderes efetivos e, em conjugação com a Justiça, de um sistema de punições que ultrapasse a multa e a admoestação. É preciso dotar a Justiça de meios humanos e financeiros que lhe permitam investigar e punir sem pressões o crime económico e não apenas a criminalidade comum, salvando o Estado de direito. É preciso acabar com a disfuncionalidade da lentidão e desorganização, como ter um único juiz na instrução de processos complexos como a ‘Operação Marquês’. É combater a alta corrupção em rede com task forces de elite. É preciso preservar a independência dos juízes e não aceder a todas as reivindicações salariais e corporativas, por terror da represália. É preciso dar formação às forças policiais e remuneração adequada, impedindo derivações sindicais. É preciso colaborar com os sindicatos, libertando o sindicalismo das garras de um partido para serem emanações dos trabalhadores. É preciso proteger o ambiente e o património, incluindo protegê-lo do turismo predatório e incorporar a ecologia como valor primordial, é preciso acabar com a “cultura” oficial de gosto, bem comportada e subsidiada.»
(Revista expresso de 15-6-19)

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Não, Caro Leitor, Não Está a Assistir a Uma Discussão Sobre Diferentes Ideias. Está a Viver Um Pesadelo.



O destinatário deste certeiro texto do padre Gonçalo P. Almada é o secretário de estado da educação, João Costa de sua graça.
Que faz ou que diz o governante, um pregador da ideologia de género, para rebater as acusações do padre Gonçalo. P. Almada ou para contestar os factos que apresenta? Nicles.
Apenas balbucia um ataque pessoal ao padre. Esperava-se melhor de um intelectual de esquerda.





sexta-feira, 14 de junho de 2019

O Desvanecimento De Um Sonho: Take 1


Os primeiros responsáveis pela educação dos mais jovens são os pais e a família em que a criança ou o adolescente está inserido. Em segundo lugar estará a escola com os seus professores e todo o corpo técnico e auxiliar que apoia a ação educativa. Em terceiro lugar estamos todos nós, ou seja, todas as instituições e todos os protagonistas de uma sociedade que se quer livre e em que praticamente tudo tem a ver com educação

Num excelente texto, um homem da esquerda e muito ligado ao P.S., Marçal Grilo, consegue falar de Educação, diagnosticar os seus problemas e apontar as linhas de uma política educativa coerente, decente e consistente. Uma análise de ministro da educação.
Curiosamente, ao longo dos 16.694 caracteres do texto, Marçal Grilo nunca utiliza as palavras "Perfil" nem "Flexibilidade", mantras dos discursos político e educativo . É obra e só pode ter um significado!

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Olha, Olha. Adivinhem Quem Vai Receber o Prémio De Maior Vendedor Do Ano

EXPRESSO, 8-6-19

Ariana Cosme, pois claro.
Então,  anda a vender a autonomia e flexibilidade curricular como se fossem tupperwares, sem qualquer interesse político ou partidário, note-se.
Ganhou o prémio. Costa vai chamá-la à lista de deputados do partido chuchalista.
Numa ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão
No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido 
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
ver com música

Aleluia. Finalmente, As Escolas Terão Autonomia Para ...Pedir à Tutela Mais Autonomia


O próximo ano letivo vai trazer mais autonomia às escolas e, entre outras coisas, os estabelecimentos de ensino terão liberdade para organizar o ano escolar segundo regras próprias. Para isso, terão de apresentar planos de inovação pedagógica à tutela. Sendo aceites, estes abrem a porta a uma autonomia superior aos 25% já existentes 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Escrutine-se. Já.


O titular age como se fosse o dono-disto-tudo. 
«Goste-se ou não do desempenho presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, está-se a tornar urgente um escrutínio real à sua actuação política, nomeadamente às linhas vermelhas que tem sucessivamente pisado. Exemplos? Aqui vão alguns. Exemplo 1: no dossier da transparência no exercício de cargos políticos, Marcelo apresentou ao governo uma iniciativa legislativa da Presidência, condicionando a acção do governo e parlamento, visto que legislar não é uma prerrogativa sua. Exemplo 2: Marcelo coloca-se na posição de co-titular das decisões do governo, na medida em que envia notas ao parlamento e emite avisos de “vetos antecipados” (como no caso da descentralização ou na Lei de Bases da Saúde), de modo a condicionar decisões e processos legislativos em curso (nos quais não deveria interferir). Exemplo 3: Marcelo não resiste a imiscuir-se na vida interna dos partidos, em particular do PSD, como fez no momento em que a liderança de Rui Rio foi contestada. Exemplo 4: apesar de ser o guardião da Constituição, Marcelo renunciou completamente à fiscalização preventiva da constitucionalidade dos diplomas que promulga – é ele que os avalia, qual juiz do Tribunal Constitucional, tornando o processo exclusivamente político e permitindo até prováveis inconstitucionalidades como esta, aqui explicada por Vital Moreira. Exemplo 5: Marcelo chegou mesmo a tomar decisões que são da esfera exclusiva do governo, sobrepondo-se ao primeiro-ministro e orientando a actuação de ministros – fê-lo, concretamente, no dossier do teatro da Cornucópia, no qual Marcelo patrocinou uma resolução excepcional para o financiamento desse teatro, menorizando o ministro da Cultura. E muitos mais exemplos existem, desde questões protocolares (convites a chefes-de-Estado estrangeiros) à imposição de soluções para bloqueios políticos (fê-lo em 2016 com as provas de aferição)».

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Apontamentos Sobre Uma Escola Socialista, Digo, Facilitista



Estamos perante um monumental embuste em que alguns enganam muitos. Neste caso, Costa, o intrujão és apenas tu que tentas enganar quem te lê.
Como devias saber, Costa, a alternativa a reprovar não é aprender mas sim aprovar. Pela simples razão de que há quem aprenda alguma coisa mas não o suficiente para obter aprovação. E há jovens que aprendem muito e ainda assim reprovam no final do ano. 
Olha lá se o que aprendem os meliantes dos gangs e das claques lhes chega para saber o mínimo de matemática e de português.