segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como Não Tens Idade Para Acreditar No Pai Natal, Só Podes Estar A Lançar Areia Para Os Olhos Do Povo

"O novo estatuto vai trazer a autoridade e o rigor que são precisos na escola”, diz o director presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas


Enquanto os senhores directores das escolas esperarem que seja o estatuto do aluno, o estatuto do professor, as novas instalações, a banda larga, as bibliotecas e tantas outras modernidades que este Governo tem feito chegar às escolas, a resolver os problemas da indisciplina, da autoridade e do rigor, podemos ficar descansados com a segurança dos nossos filhos e com o bom ambiente que se vive ns escolas...
Tá bem, tá.
Reitor

domingo, 29 de agosto de 2010

A Sociedade Aberta E Os Seus Inimigos

Obviamente, todos os professores com dois dedos de testa perceberam já que os sindicatos de professores, nomeadamente a sua principal federação, a FENPROF, e o seu líder, o professor primário Mário Nogueira, hipotecaram dois anos de luta intensa, e única em 36 anos de democracia, contra a aberração legislativa que foi o anterior modelo de avaliação dos professores.
O Octávio Gonçalves já explicou porquê em muitos postes. O mesmo já fez dezenas de vezes o Paulo Guinote. Basta acompanhar estes bloggers e ler os seus textos sem os antolhos que alguns tentam colocar nos incautos.
Nesta matéria da avaliação dos professores, a avaliação dos sindicatos, da FENPROF e do Mário Nogueira em particular é simples de fazer: simplesmente MEDÍOCRE. Veja-se como não conseguiram contariar a aplicação do modelo de avaliação, com 100.000 professores a sustentá-los. O simples facto de aceitarem negociar o merdosomodelo deu-lhe credibilidade e permitiu ao M.E. três coisas: aplicá-lo durante dois anos, considerá-lo na avaliação dos professores e estender um seu sucedâneo por mais dois anos. Tudo, note-se com 100.000 professores a apoiá-los.
Criticar os sindicatos pelos péssimos acordos que fizeram com o ME sobre a avaliação dos profs é não só ser fiel à verdade como exercer um direito que assiste a qualquer um.
Criticar os sindicatos e o Governo e os bloggers e o Papa é saudável, reforça a democracia, dá alento ao povo e é um dos maiores exercícios de liberdade que se pode fazer.
Ninguém está acima da crítica. E os poderosos, os que têm voz, os que têm espaço mediático, os que representam outros, são os que primeiro devem estar sujeitos à crítica.
Por isso é que este poste do Ramiro Marques merece um forte reparo. Não por defender os sindicatos. Tem esse direito. Mas por conter um subreptício ataque àqueles que os criticam. Por se constituir como um ataque à liberdade dos que criticam os sindicatos.
O que o Ramiro vem dizer aos críticos dos sindicatos é: calem-se que as vossas críticas prejudicam os sindicatos. Lamentável.

Reitor

"Despatrimónio Europeu"

O que a governação socialista conseguiu foi inventar o princípio da asfixia pela carga fiscal e transformar a despesa pública num atoleiro sem nome. Ninguém alimenta expectativas favoráveis quanto ao futuro. O futuro dos portugueses e dos seus filhos nunca se apresentou tão negro e tão hipotecado como agora.

Assim, um país analfabeto, predisposto à mendicância e propenso à falta de vergonha, desertificado e macrocéfalo, desequilibrado em todos os aspectos, que não trabalha, não produz, não tem agricultura, nem indústria, está em vias de se tornar a escória da Europa. E essa é mais uma das faces de um problema sério que com este Governo nunca será resolvido: no que toca à política, à sociedade, à economia e à cultura, Portugal tornou-se o mais sério candidato a despatrimónio
europeu.

Acho que este tipo tem toda a razão.

Reitor

Um Funcionário de Serviço Refém da Mama




Reitor

sábado, 28 de agosto de 2010

"Puta Deputada"

“Vai ser difícil, mas acho que vale a pena para dar uma sacudida. Vai ser uma baita luta política e eu gosto de fazer tudo com desejo e tesão. Acho que isso vai ser um baita tesão”, afirmou a sorrir.

Gabi. Ocê é uma pessoa muito sensível e devotada a causas nobres.
Boa sorte pra si e pra sua luta.

Reitor

"Puta Deputada"

“Vai ser difícil, mas acho que vale a pena para dar uma sacudida. Vai ser uma baita luta política e eu gosto de fazer tudo com desejo e tesão. Acho que isso vai ser um baita tesão”, afirmou a sorrir.

Gabi. Ocê é uma pessoa muito sensível e devotada a causas nobres.
Boa sorte pra si e pra sua luta.

Reitor

Elementar, Meu Caro General... Depois De o Dizeres

1 - Na verdade não são as pequenas escolas que necessitam de fechar por razões económicas directas: são os Centros Escolares que necessitam ser construídos para aplicar verbas comunitárias e gerar indirectamente emprego e receita fiscal.
2 - Na verdade não são os mega-agrupamentos que permitem grandes poupanças na gestão: é a Parque Escolar que assim alarga a sua área de influência sobre mais umas dezenas de estabelecimentos de ensino, entrando no mercado das EB2/3.

Uma liçao de política que pode ser apreciada na totalidade aqui.

Adenda: E ainda se poderia dizer mais (desta isento o General)

3 - Na verdade os encerramentos de escolas e e os mega-agrupamentos só se levaram a cabo - contra todas as razões de racionalidade, de pedagogia e de bom-senso -porque havia que criar obra pública que permitisse retribuir os imensos favores que firmas amigas nos fizeram durante uma campanha eleitoral extenuante e, na impossibilidade de se fazerem pontes, aeroportos e tgves, havia que ser imaginativo.

Reitor

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Uns Amigos Com Quem Poderás Contar Em Qualquer Ocasião, Isabel


Pelo rol, vê-se que muitos são repetentes, relativamente a 2007!
E já há movimentações em campo. Deve ser o aquecimento...

Reitor

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não, Não Posso Dizer Quem Lá Vi


Mas dou pistas: político com ar de tardojovem, separado, dois rebentos filiados na JS

Reitor

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nome De Código: GISELE

Nem sinal de Lima, Rosalina e Gisele no Hotel Jangada


Vamos procurar aqui:

Uma viúva rica
5 milhões de euros em trânsito
Uma morte sangrenta
A "massa" que todos querem
Um Governo socialista desacreditado, podre...
Um primeiro ministro sem qualquer credibilidade
O escândalo da investigação do freeport a ocupar todas as notícias
Eleições presidenciais
Um político português do PSD ... fiel a Cavaco Silva.

Poça, Mingos, há mais de quinze dias (logo depois do escândalo que foi o relatório sobre o freeport) que a máquina socialista desvia o olhar do povo da economia, da educação, da justiça e do Sócrates com a história da velhota rica que mataram no Brasil.
Não fosses tu um homem que vai à missa semanalmente (às vezes diariamente), recebe o Senhor, canta e toca orgão na igreja e até se poderia pensar - tantas são as referências à tua pessoa - que tinhas alguma coisa a ver com o assunto (com os 5 M, naturalmente)...

Mas, isso seria apenas para quem não te conhece, a ti e à tua obra social e religiosa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Três Textos Preciosos: Um Contra o Obscuratismo, Outro a Favor da Liberdade, Outro Sobre O Incêndio Que Consome o País

Só há um grande problema em Portugal, todos os outros derivam dele e serão resolvidos por acréscimo: a educação.
No entanto, a solução deste problema fundador foi deixada a um grupo de pessoas de duvidosa formação, chocante insensatez, gritante incapacidade de gestão, desígnio ideológico inconfessável. Durante mais de trinta anos. Guilherme Valente (surripiado aqui)


Alguém perguntou aos pais?
A educação das crianças é um direito das famílias consagrado em todos os documentos fundamentais. Se as famílias querem quê os seus filhos se mantenham em escolas mais pequenas mas que lhes dão garantias de uma boa educação, o Estado tem de agir em conformidade. Nuno Lobo (surripiado daqui)


Já tudo ou quase tudo foi dito sobre o grau de absurdo absoluto que atingiu o funcionamento da Justiça com o caso Freeport e chego tarde para adiantar qualquer tese original. Mas permaneço absolutamente atónito ao verificar que, num Estado de Direito, tudo se possa ter passado às avessas das regras mais elementares de investigação e decisão judicial e em que todos, rigorosamente todos – desde um Procurador-Rainha de Inglaterra aos seus comparsas mais próximos e distantes –, aparecem do lado contrário do bom senso e da razão. Vicente Jorge Silva (aqui)


Por se falar em pessoas de duvidosa formação, alguém ouviu ontem o ingº falar no caso "freeport"? Ou no "face oculta"? Ou no caso "Casa Pia" ou na situação da justiça? Ai não!

Reitor

domingo, 22 de agosto de 2010

Encerrar Escolas Será Sempre Um Crime, Excepto Se For Opção Das Populações

São muitos os que, perante mais uma afronta do Governo, preferem olhar para o lado e falar de "reorganização", de "requalificação", de melhorias pedagógicas, de transportes, de refeições... Alguns sem-vergonha, vendidos, até nos atiram directamente areia para os olhos.
Outros há que preferem ver a afronta em si mesma: como um ataque às pessoas em concreto, como um eloquente desmentido à propalada solidariedade regional, como uma traição aos que vivem na província, enfim, como um atentado contra a unidade nacional e a todos os que a promoveram no passado.

Os primeiros, os que valorizam o acessório em detrimento do essencial, têm tendência a procurar escalpelizar os prós e os contras do encerramento de escolas, sobrevalorizando as vantagens materiais e reduzindo os custos sociais, culturais, educativos, geográficos e económicos, ao custo dos tranportes e das refeições e do tempo de marcha de e para a escola.
Outros vão por aí fora montados ...em números: uns a defender que o encerramento de escolas com mais de 20 alunos é errado mas se for com menos de 10 já não é errado. É, antes, uma medida de bom senso. Caso para se perguntar se o encerramento de escolas com um número entre 10 e 20 alunos, será um medida de senso médio + ?
Outros a defender os mega-agrupamentos escolares, dando a entender que a medida do Governo em agrupar as escolas básicas e secundárias não é uma medida errada em si mesma. Que, até aos 2.000 alunos é possível agrupar escolas e governá-las. Que apenas será problemático e errado - excepto se houver casos que o justifiquem - se os ajuntamentos ultrapassarem os 2.000 alunos: "uma organização com mais de 2.000 alunos é ingovernável. Pode haver casos que o justifique..."

Os que olham para o que está verdadeiramente em causa - a boa qualidade de ensino, o bom e saudável ambiente escolar, a governabilidade das instituições de ensino, a personalização e individualização do acto pedagógico, a qualidade do apoio educativo, o bom acompanhamento dos alunos com deficiência ou carência de qualquer ordem, a segurança das crianças e jovens, etc. - só podem ser contra qualquer mega-agrupamento de escolas, excepto quando a iniciativa e a vontade partem dos interessados, nomeadamente dos pais e das instituições sociopolíticas locais.
Os que olham para o que está verdadeiramente em causa - a necessidade de estancar a desertificação das regiões mais interiores do país, a necessidade de pôr em prática uma política de solidariedade e coesão regional, a necessidade de incentivar (e pagar parte dos custos) a fixação de pessoas e instituições nas regiões mais deprimidas do país, a necessidade de combater as fortíssimas assimetrias regionais, a urgência de povoar o país, de integrar todas as populações, de difundir o desenvolvimento, o bem-estar e a mobilidade social - só podem estar contra qualquer encerramento de escolas (seja qual for o número de alunos que a frequentam) excepto quando a iniciativa e a vontade partem dos interessados, nomeadamente dos pais e das instituições sociopolíticas locais.

Reitor

sábado, 21 de agosto de 2010

Afinal, Se Encerrar 2.500 Escolas Foi Uma Medida De Bom Senso, Como Afirma o Ramiro


«Quando Maria de Lurdes Rodrigues deu continuação ao processo iniciado por David Justino de fecho das escolas com menos de 10 alunos, encerrando, durante um período de quatro anos, 2500 escolas, limitou-se a tomar uma medida de bom senso»


Encerrar 700+1 -(3+15+2+8) = 673 escolas, não pode ser um erro pedagógico de grandes dimensões - como diz também o Ramiro, antes pelo contrário!

Confesso, Ramiro, que não percebo os meandros do teu pensamento sobre o encerramento das escolas. Começou por ser uma medida desertificadora, depois passou a ser um erro pedagógico deslocar crianças, etc., etc. E, por fim, vens dizer que encerrar 2.500 escolas foi uma medida de bom senso (como se alguma lurdesmedida tivesse sido de bom senso).

Fazes-me lembrar os Presidentes das Câmaras, esses "estadistas" locais que vêm as escolas dos seus concelhos a fechar e, em vez de se erguerem contra o isolamento das suas aldeias e contra a sangria das suas populações, olham avidamente para os tostões que o Governo lhes vai dar para transporte e refeições das crianças, como o faminto olha para o naco de pão que lhe põem na frente dos olhos.

Mesmo que todos tenhamos consciência que o transporte e as refeições escolares são uma fonte de rendimento para as Câmaras, esperar-se-ia dos "estadistas" locais a defesa dos interesses presentes e futuros dos seus concelhos... Pobre povo.

Ou aquele jovem que acompanhava o sábio num passeio pelo campo e, quando este apontou ao céu para que o outro visse uma uma estrela cadente, o infante olhou espantado para o dedo...

Vá lá, define-te e diz-nos em que ficas. Se no erro pedagógico ou nas medidas de bom senso.

Reitor

"Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos." (Isaías 43 : 8)

«Temos muitos munícipios arrependidos de terem assinado os protocolos com as direcções regionais de educação»

Reitor

"A Caminho Do Terceiro Mundo"

Portugal está hoje muito pior do que estava há 30 anos: a indústria tradicional vidro, têxteis, calçado, etc.) ficou obsoleta e não foi substituída por nada, a agricultura não resistiu às tropelias decorrentes da PAC, as pescas entraram em crise prolongada, a marinha mercante afundou-se, a construção naval fechou
Faça-se o exercício contrário: o que estará melhor do que há 30 anos?
Talvez alguns serviços.
Mas aí, como se sabe, tudo é muito incerto porque a base é volátil.
Diz-se que as pessoas vivem melhor – e é verdade.
Mas isso à custa de quê?
De um brutal endividamento externo que não pode continuar e já vai condicionar as próximas gerações.
Mas o mais assustador – e me fez começar por dizer que estamos a caminho do Terceiro Mundo – é que esta decadência económica foi acompanhada por uma degradação generalizada das instituições.
Veja-se o que se passa na justiça, veja-se o que se passa na política, veja-se – até – o que se passa no desporto.
Na justiça a situação é mais do que calamitosa.
Não são só os casos Casa Pia, Apito Dourado, Operação Furacão, Freeport, Face Oculta – nenhum dos quais foi conduzido de forma célere, eficaz e que transmitisse a ideia de se ter feito justiça.
Não é só o facto de o PGR ser um homem que não se faz respeitar pelos subordinados e em cuja independência os portugueses deixaram de acreditar: cabe na cabeça de alguém, por exemplo, que não tenha sequer lido um processo tão relevante como o Freeport, que envolvia o nome do primeiro-ministro, e depois tenha anunciado um inquérito aos magistrados sob a sua dependência?

Magnífica reflexão de JAS no SOL. Ler tudo aqui.

Este texto de José António Saraiva deveria ser lido em voz alta a todos os alunos do 5º ao 12º ano, semanalmente, na primeira aula de 2ª feira, durante o próximo ano lectivo.

A bem da Educação

Reitor