sexta-feira, 14 de março de 2008

Outro anjinho

Nas últimas semanas fomos brindados com sucessivas declarações do Presidente do Conselho das Escolas, qual delas a melhor!
Hoje vejo no Público que este"grande presidente" das escolas tem muita fé nas escolas e no ME :
- "Importa confiar nas escolas", diz Álvaro Santos.
Pois bem, só falta saber se este "entendimento" é genuino ou se se trata do "entendimento" corrigido de que aqui se fala?
Reitor

quinta-feira, 13 de março de 2008

Liberdade e Responsabilidade

Diz a ministra que os professores não querem ser avaliados. Provavelmente tem razão a senhora ministra. Mas os professores apenas se limitam a fazer seus os princípios básicos do ministério. Durante quantos anos o ministério tentou que não fossem conhecidos os dados que permitem elaborar os rankings? E , por acaso, deixa Maria de Lurdes Rodrigues que os pais avaliem as escolas? Quando digo avaliar não falo de preencher fichas ou dar notas a professores. Falo da única forma que conheço de avaliação dum serviço: termos a liberdade de o trocar por outro. O critério da escolha das famílias – instituindo o cheque ensino e dando liberdade às escolas públicas para se organizarem consoante as necessidades daqueles que as procuram – é a única forma de se poder avaliar o trabalho duma escola e dos seus professores.

Neste pertinente texto de Helena Matos, publicado no Jornal Público e que fui roubar ao Blasfémias, estão sintetizados de forma brilhante todos os problemas que marcaram a escola / educação desde o 25 de Abril e que são os factores do seu atraso:

1 - A inexistência de avaliação dos professores. Durante estes anos, bastou esperar que o calendário passasse para sabermos quando e como iriam ser avaliados os professores. Não por culpa destes, mas por culpa de um Estado gordo, pesado, irresponsável, perdulário, paternalista e incapaz de cuidar das funções básicas da segurança, justiça saúde equidade fiscal. Muito menos da educação dos portugueses.
2 - Um Estado que, em vez de se preocupar com a educação de todos os portugueses, está preocupado com as escolas públicas portuguesas, numa clara inversão dos papéis que lhe cabem.
3 - Um Estado que se diz democrático e que é incapaz de oferecer aos portugueses a possibilidade de escolher a escola para os seus filhos, o médico para lhes tratar da saúde e um tribunal para os julgar.
4 - Um Estado que odeia, combate e esconde a concorrência e a competitividade, não vá haver quem eduque melhor e mais barato que ele.
Reitor

segunda-feira, 10 de março de 2008

Hum! Afinal que querem os socialistas disfarçados de anjinhos?

A maioria dos estabelecimentos de ensino pediu o adiamento do processo de avaliação dos professores, alegando «grandes dificuldades» na sua aplicação este ano lectivo. A revelação foi feita pelo presidente do Conselho das Escolas. Os problemas reportados levaram o CE a requerer à tutela uma reunião extraordinária, a realizar quarta-feira, na qual vai salientar «a necessidade de serem dadas condições para o desenvolvimento mais eficaz da avaliação. (TSF)



Em que ficamos afinal? O processo vai ser adiado ou vai prosseguir?
Vai ser definida a forma como o processo vai avançar ou o processo vai ser adiado?
Entendam-se se faz favor senão... fazemos outra marcha.

Expliquem-me isto: numa reunião que se vai realizar na 4ªfeira, vai-se salientar a "necessidade de serem dadas condições para o desenvolvimento mais eficaz da avaliação". Hum! Vai-se realizar! Vai-se salientar! Percebi. E tu vizinho, percebeste?

Reitor

Já não resta outra saída

Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de
educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função. Porque é um facto
insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração.
Isso esvazia de conteúdo as suas funções. Já não está em causa a eficácia da sua
política

Num excelente artigo de opinião no JN de hoje, Mário Crespo coloca verdadeiramente o dedo na ferida. Após 08/Março/08, o problema que temos na educação é só um: A ministra MLR não tem condições políticas, nem funcionais, nem de confiança pessoal para continuar a dirigir a Educação. Ninguém lhe dará crédito e todos estarão à espera que se vá embora. São estes os dados políticos: não adianta a Sócrates dizer que a segura, nem a ela dizer que quer trabalhar, nem se é uma excelente técnica ou não, nem se fez muito ou pouco, nem nada. A esmagadora maioria dos professores e a generalidade da população não acreditam que ela seja capaz, não a vêem como interlocutora válida para resolver os problemas políticos, só políticos, que ela própria e os dois asnos políticos que a rodeiam criaram.

Este é o úinico problema no momento. Resolvido este, logo surgirá uma miríade de novos problemas, é certo, mas serão sempre pequenos problemas.
Reitor

domingo, 9 de março de 2008

Mãozinha? Só se for de vaca e com grão

Um bocaaaaaado atrasadamente, o DN vem recuperar a mãozinha que João Lobo Antunes (JLB)deu ao Governo e que este não pegou:
Por
isso, neste momento dramático para as escolas portuguesas valeria a pena pensar
seriamente no recurso à disponibilidade manifestada por João Lobo Antunes para
mediar este conflito. Além de lúcida, a proposta tem o peso de vir da boca do
ex-mandatário nacional de Cavaco Silva, que já deu sinais de estar muito
preocupado com a situação. Uma arbitragem participada e aceite pelas partes em
conflito permitiria aos professores porem em cima da mesa as suas propostas (até
agora desconhecidas) relativamente aos temas mais quentes, como a avaliação, a
gestão das escolas e o estatuto da carreira docente. Chegou a hora de a ministra
ouvir e explicar e de os professores demonstrarem que estão interessados em
melhorar o nosso sistema educativo e não em atirar a sua luta para um perigoso
beco sem saída.

Não duvido que JLB tenha disponibilidade e peso para mediar conflitos. Deve ter. O problema é que uma das partes já não aceita negociar com a outra. Quem esteve ontem no Terreiro do Paço percebeu, definitivamente, que o trio maravilha já não tem margem para negociar o que quer que seja, seja com quem for.
Curiosamente, defende-se neste editorial, vá lá, apenas ligeiramente favorável ao Governo, que "chegou a hora da ministra ouvir e explicar".
Mas ouvir quem? Explicar a quem?
Ontem a ministra ouviu o que tinha a ouvir de 100.000 gargantas: tá na hora, tá na hora tá na hora da ministra ir embora. E explicou na entrevista à SIC “não ser relevante” a participação de 100 mil professores na Marcha da Indignação, este sábado em Lisboa. Mais explicou que compreendia “muito bem as razões da manifestação”.
Os professores também compreendem e, neste ponto, todos estão de acordo com a ministra. Portanto, não deve haver nada a explicar, digo eu! A menos que, quais coelhos saídos da cartola, um Albino Almeida, um acelerado Director ou uns cordeiros pascais se ponham a jeito para ouvir explicações e falar in the name of da people.
Reitor

Um Director Acelerado ou Como se Pode Gerar um Filho Saudável

Ora bem O novo modelo de gestão ainda não entrou em vigor, mas já temos um Director. Fernando Sampaio de seu nome.
E, nas fraldas do Marão, na escola Secundária de Amarante, o Director Fernando, a Coordenadora Eugénia e a Professora Fátima foram os primeiros a iniciar o processo de avaliação dos professores (ver vídeo), como se lhe quisessem dar uma gota da vida que Fátima transporta dentro de si. Atenção SPN. Não ponham o Prof. Fernando em Tribunal. Ele limitou-se a fazer uma boa acção a uma colega que lhe pediu muito.

Claro que o Prof. Fernando Sampaio não é um Director socialista. E, obviamente, não está a dar graxa à ministra, nem a responder a uma encomenda (embora aqui não seja muito de fiar, pois estamos no feudo da DREN de Margarida Moreira). Não, não. Fernando e Eugénia avaliaram a professora porque esta lhes pediu. E a um pedido de uma grávida nunca se diz não. Oh! Que bonito! Que linda acção de solidariedade.

Fátima, faço votos que tenha boas horinhas, porque do enxoval tratarão os padrinhos Fernando e a Eugénia.
Espero que o menino ou a menina que vai nascer tenha o juizinho todo, porque infelizmente há alguns em que medra o musgo onde devia morar o juizo.

Reitor

Idiota Util

Emídio Rangel, sim sim o do berbequim, esse mesmo, escreveu uma peça no DN. Diz este amigo: Tenho vergonha destes pseudo-professores que trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações.
Atenção: O Rangel foi aluno e também professor de liceu. Só que, neste último papel, não era professor como são estes que participam na Marcha. E diz o Dr. Emídio "Berbequim" Rangel que a manifestação foi contra, vejam lá,
uma ministra sábia, tranquila, dialogante, que fala com uma clareza tal que só
os inúmeros boatos, a manipulação e a leitura distorcida do que propõe podem
beliscar o que de boa-fé pretende para Portugal

Boatos, manipuação e leituras distorcidas por 100.000 "soldados do Partido Comunista" que se fizeram à rua, alguns a mais de 600 Kms de casa
E este soldado do Partido Socialista - que, quando saiu da RTP recebeu uma compensação financeira para não exercer funções em televisões concorrentes - não pára. Arremete contra os moinhos com a força e a convicção dos que partilham os favores do orçamento do Estado. Mais um amigo socialista.
Reitor

sábado, 8 de março de 2008

O Democrata Útil




Augusto Santos Silva acusa professores manifestantes de não distinguirem "entre Salazar e os democratas".
Ele sim, distingue-os. E lutou, side by side, com Mário Soares e Salgado Zenha, Jorge "Desaparecido"Sampaio, Manuel Alegre e todos os socialistas de que há memória contra os democratas. Digo contra Salazar. Lembram-se, não se lembram?
Reitor

Ministra com NEE

Participei hoje na minha maior manifestação de sempre. Professores e professoras de mãos dadas, solidários com ar de felicidade gritavam e cantavm: Está na hora... Está na hora da ministra ir embora. Gargantas doridas com vozes graves, roucas e algumas quase mudas, cantavam pela avenida abaixo com a convicção e com força daqueles que têm razão.
Claro que também gritei e cantei muito. E conheci uma professora do departamento de "línguas", uma fogosa e lindíssima moçoila alentejana que deixará muitos amigos de beiço caído.
Acabei de ver o último estertor da ministra Maria de Lurdes "Fria, Rígida e a Xanax" Rodrigues que, numa lamentável - e na linha do costume - entrevista à SIC: Disse “não ser relevante” a participação de 100 mil professores na Marcha da Indignação, este sábado em Lisboa. “Compreendo muito bem as razões da manifestação”, disse ela. Pois, pois, os professores também compreendem. Vejam lá que, num ponto todos estão de acordo.
Estas declarações míopes e de um arreigado cinismo revelam um quadro de necessidades educativas especiais bem mais profundo de que o do autismo de que, visivelmente, sofria a ministra e os seus adjuntos: o Jorge "Sinistro e com os Dias Contados" Pedreira e o inenarrável Valter Victorino "Excesso Grave de Faltas" Lemos
Quer-me parecer que Ingº Sócrates não vai dormir hoje.
Reitor

Feios Porcos e Maus

Ufa. Estou derreado e tenho os pés inchados de tanto andar. E fico danado só de ler esta notíca no Expresso:
Estes chuchalistas são do piorio. E não adianta virem para cá com cânticos e hossanas ao socialismo, à solidariedade, aos valores de esquerda. Borrados é o que estes são.
Reitor

Eu já sabia...

"PS é pior que PSD a lidar com a Justiça", diz António Cluny
E com a Educação, o emprego, a saúde, a democracia e a liberdade também não tem lidado muito bem....
A lida é como o azeite.
Reitor

quinta-feira, 6 de março de 2008

GREVE - Novas formas de luta 2

No outro dia, apresentei aqui uma ideia de autor anónimo, que sugeria uma nova forma de se combater o Ministério da Educação mais propagandista de que há memória. Era muito simples: em vez de se perder dinheiro e dar "razões" aos pais para reclamação e se esgrimirem números, que se aplicasse o salário dos que estão em greve numa campanha publicitária (com cartazes e tudo) contra o ME. É uma boa e original ideia.
Hoje uma amiga deu-me uma outra ideia, aplicada já por professores espanhóis:
Que tal os sindicatos marcarem uma greve durante tempo indefinido? Bem, indefinido...
Os professores teriam o seu salário assegurado por empréstimo bancário para o efeito.
Os sindicatos tratavam de fazer as consultas bancárias para ver quem praticava os melhores juros de empréstimo para manter os professores em greve durante, por exemplo, um mês. Em contrapartida, os professores a quem o banco emprestasse o montante do salário em melhores condições comprometiam-se a depositar lá o seu salário durante um ano.
Os sindicatos seriam os gestores deste negócio.
Imaginem o que seria os habitantes das grandes cidades a terem de cuidar dos rebentos durante, vá lá, uma semana.
Reitor

quarta-feira, 5 de março de 2008

A "retrectacção"

Diz aqui que o professor Manuel António Magalhães Gouveia Cardoso, da Escola Básica (EB) com 2.º e 3.º ciclos, de Ribeirão, retractou-se da acusação feita a um inspector durante a sua intervenção no programa Prós e Contras, emitido pelo canal 1 da RTP, na passada 2.ª feira, dia 25 de Fevereiro, em carta enviada ao delegado regional do Norte da Inspecção-Geral de Educação (IGE).
A comissária política, Margarida M., não brinca em serviço. Embora não se consiga encontrar o nome dela na página oficial da DREN, que dirige, tenho a certeza que foi ela que pegou no telefone e falou com os boys que coordenam a área pedagógica de Ribeirão, se não erro a visualizar o google, no "novo" concelho da Trofa, e lhes disse:
- chamem o Cardoso e ele que assine um papel a retractar-se.
- E se não o fizer, perguntou-lhe o boy?
- Abre-se-lhe um processo disciplinar que ele até "charrua".
E assim se fez.
Falta saber onde pára o papel?

Reitor

segunda-feira, 3 de março de 2008

Rap do Titular


Sou professor, só professor
E muito amigo deste meu coordenador.
Esta sincera amizade é quase amor…
Tenho que ser por ele avaliado
Portanto, não serei prejudicado.
Ele é o meu herói, meu herói, meu herói…
E é pra ele que este rap é dedicado.

Penso, com alguma ciência e sabedoria,
que o meu desempenho é a minha mulher que avalia.
Altero, todavia, o meu pensar
Já que agora a competência
para avaliar a minha experiência
nunca será de um professor doutor qualquer
nem de um sábio inspector do M.E.
E muito menos da minha santa mulher…
Mas de sua eminência, o meu coordenador!

E para resolver a grave situação
sendo o objectivo a mudança de escalão,
vou mostrar-lhes a conveniência desta solução:
Tendo consciência que só cabem um ou dois na quota
E tendo em conta que é só isso o que conta e o que importa,
É só marcar mais uma reunião,
E lá organiza-se um leilão,
sem oportunidade de corrupção, nem subjectividade,
muito às claras, sem imparcialidade
e com total justiça e dignidade, como exige a razão.

E quem dá mais? Quem me dá mais por isso?
Um lhe dará um gordo chouriço…
Outro, um retrato emoldurado da sinistra, mulher má.
E quem dá mais? Quem mais me dá?
Quanto a mim, eu ofereço desde já
ao meu senhor doutor coordenador, com todo gosto, minha casa de férias na praia,
em Agosto.

E dou-lhe um… e dou-lhe dois…
E quem dá mais? Ninguém mais dá?
E dou-lhe… três!
E ganho eu! Ganho eu! Viva eu! Esse lugar é meu!
Gente, sou excelente!
Sou titular! Titular!
TITULAR!

Reitor

sábado, 1 de março de 2008

GREVE - novas formas de luta

Mão amiga fez-me chegar um texto anónimo que considero muito actual e útil para os sindicatos, pois aponta uma nova forma de luta sindical: contra a propaganda, PROPAGANDA.
Aqui vai:

Os professores deviam fazer uma nova modalidade de greve. A greve por objectivos:
Os professores convocam a greve para um dia pré especificado com os objectivos bem definidos.
Nesse dia os professores comparecem na escola e dão as aulas normalmente, mas a adesão traduz-se pela compra de insígnias de greve.
A insígnia pode ser um autocolante ou outro qualquer símbolo, que o professor pode utilizar para identificar a sua adesão.
Cada insígnia tem o valor monetário equivalente ao que o professor aufere num dia de trabalho.
O produto apurado com a compra dessas insígnias, será utilizado exclusivamente para pagar uma campanha na comunicação social, desenvolvida por uma agência de comunicação (tipo “Cunha Vaz”), com vista a divulgar junto de todos os meios de comunicação social, de forma diversificada, articulada e prologada no tempo, a justeza dos pontos de vista dos professores, relativamente aos objectivos definidos para a greve.
Vantagens desta nova forma de luta:
- A greve não penaliza os alunos e as suas famílias, logo não há “inocentes”.
- Os professores não podem ser acusados de não quer trabalhar.
- Pode ser facilmente quantificada a adesão, pois é possível de ser contabilizada em euros.
- Os órgãos de comunicação social serão os mais interessados em que a greve seja divulgada e tenha adesão, pois é dinheiro que se injecta no sector da comunicação social.
- A mensagem pode ser prolongada no tempo
- A campanha pode ser contratualizada em função do grau de consecução dos objectivos.
- O governo não poupa dinheiro com a greve
.

Nestes tempos em que mentiras se fazem passar por verdades e verdades por mentiras, talvez seja um método eficaz de combater a propaganda que todos os dias nos entra pela casa adentro.

Reitor