domingo, 29 de setembro de 2013

O Coração Do ToZé (ro) Desfaz-se Em Lágrimas De Crocodilo Em Castelo Branco


A caridadezinha artificial, a peninha forçada até à lágrima e a bondade a pataco, são absolutamente antirrepublicanas e contrárias à doutrina chuchalista  perfilhada por esta nulidade política.
O próprio Valter "Excesso de Faltas" Lemos, na sua proverbial incapacidade para ver as coisas simples, percebeu a figurinha que o toze(ro) estava a fazer e afastou-se um pouco.
Uma senhora, professora aposentada, está desesperada por descontar 1.000 euros por mês. Como bem diz o Ramiro, chora por ganhar cerca de 2.000 euros líquidos por mês.
Esta atitude política - de tão estúpida - põe de rastos qualquer político sério, descredibiliza a atividade política e é o um sério ataque ao carater e à autenticidade dos políticos, perpetrado por um político que julga poder ser primeiro-ministro.
Reitor


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tesourinho Deprimente

Cada vez mais me convenço de que aquilo que parece ser um serviço público de educação - às vezes é-o, sejamos justos - muitas vezes, demasiadas vezes, não é mais do que uma caixa de ressonância do MEC e das suas estruturas.
Não há dia nenhum em que o seguidor do Diretor Geral da Administração Escolar - em boa verdade não desdenharia trabalhar diretamente com ele, talvez como porta-voz oficial - não venha interpretar, e esclarecer legislação e procedimentos, desbravando caminho para a DGAE aumentar o seu volume, asfixiar a sociedade e maltratar os funcionários públicos docentes.
Portantos:
O problema, atual, devidamente atestado por voz autorizada, da haver muitos alunos sem professor (meio milhar de turmas) não é do MEC, nem da DGAE, nem do sistema centralizado e absolutamente cego à eficiência, da responsabilidade deste dois, antes é das escolas e da contratação pelas escolas, segundo defende o tesourinho.
Cá para mim, tens um pouco de herói e, bá lá, de azarento.
 
 
Reitor

As 'Analses' Do Porta-Voz Mostram Que o MEC Gasta, Mais Coisa Menos Coisa, 1.495.500,00 Euros / mês Em Professores De Que Não Precisamos

 
O porta-voz do MEC tem feito analses às listas de colocações. Recentemente verificou que ainda havia  997 horários zero, ou seja, 997 professores sem aulas para dar.
Ou, dito de forma mais pedagógica, os portugueses pagam ordenado a 997 professores para não darem aulas.
Claro que podia colocar o problema de forma a que a dimensão social ganhasse relevo e desvalorizasse a dimensão pedagógica. Assim: é melhor ser o MEC a pagar o ordenado a 997 professores do que ser a segurança social a pagar 997 subsídios de desemprego.
Andando...
Se fizermos as contas a uma média de vencimento líquido mensal de 1.500,00 euros líquidos, segundo informação fidedigna, fácil será concluirmos que deitamos pela janela fora a módica quantia de 1.495.500,00 euros / mês.
Gente rica.
 
 
Reitor

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ZarcoFénix





Sim, Maria Rosa, os vossos filhos mais burrinhos vão para as turmas de burros, os mais inteligentes vão para as turmas dos espertos.
É o projeto fénix da escola João Zarco.
Para não copiarem o fénix e o tur mamais a quem o Crato dá volumosos subsídios, inventaram uma estirpe - tão maligna como estoutras - para melhor segregarem os jovens: o zarcompensa. Os canastrões e tapadinhos são apartados dos restantes alunos e colocados numa espécie de lar, designado zarcompensa. Levam com mais aulas de apoio, os professores fazem vista grossa na avaliação e... surgem os resultados.
Ao longo do ano, são retirados do sistema regular de ensino e encaminhados para as "ofertas qualificantes". De imediato surgem visíveis melhorias nos resultados escolares das escolas com estes projetos de segregação intelectual.

Simples e eficaz.

Reitor

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma Aparente Alteração Estratégica Ou Uma Evolução Tática


Ainda bem que se aceita a liberdade de escolha com base em boas práticas.
Por exemplo, a boa prática de deixar os pais escolherem a escola dos filhos sem pôr em causa o direito de todos os alunos portugueses terem acesso a uma escola.
Por exemplo, a prática de, mesmo as escolas privadas, terem uma parte das suas vagas disponíveis para alunos com dificuldades económicas.
Por exemplo, a boa prática da transparência , especialmente dando a conhecer os critérios de  seleção de alunos  previamente às matrículas.
Por exemplo, a boa prática de estabelecer métodos de seleção escrutináveis e objetivos.
E muitas outras boas práticas, sempre, sempre, melhores que as atuais práticas da cunha, do conhecimento, do número da porta, do atestado de falsa residência, do falso encarregado de educação, da fatura da eletricidade da falsa residência, do esquema...



Reitor

sábado, 14 de setembro de 2013

Manuel Esperança Sublinhou Que Este Ano As Coisas Estão Melhores



Muito melhores:

"Faltam professores em escolas do 1º ciclo e pré-primárias em Lisboa o que impede alunos de começar as aulas a tempo, revelou o presidente do Conselho de Escolas"
"Com cinco professores é impossível abrir a escola e prefiro assumir e dizer que não tenho condições para os receber", diz Manuel Esperança


Reitor

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sábias Palavras Que Políticos e Professores Deveriam Escutar



... João Carlos Espada

Que o ensino público seja identificado com o ensino oferecido por escolas do Estado é um raciocínio que se compreende por parte do Partido Comunista e, presumo, do Bloco de Esquerda. Esses partidos são contra a economia de mercado e a iniciativa privada. Mas obviamente não pode ser subscrita pelos outros três partidos - o PS, o PSD e o CDS - pois estes são contrários ao monopólio estatal sobre a sociedade civil. Como eloquentemente explicou aqui, na passada quarta-feira, o socialista Francisco Assis, o socialismo democrático defende a economia social de mercado.

À luz do conceito de economia social de mercado, o papel do Estado é supletivo, ou complementar, relativamente à sociedade civil - não visa substituir a sociedade civil. No plano educativo, isto é entendido hoje como o dever do Estado de garantir o acesso universal à educação, pelo menos no período da escolaridade obrigatória. Mas isso não significa que os serviços educativos tenham de ser estatizados, ou fornecidos universalmente por escolas do Estado. É um pouco como o dever de garantir o acesso universal à habitação: só os comunistas entendem esse dever como equivalente a defender que o Estado deve ser o único, ou principal, fornecedor de habitações (e o resultado ficou à vista).
Esta é a questão crucial, no plano programático. E ela não separa a esquerda da direita, como uma vez mais explicou Francisco Assis. Ela separa as famílias políticas democráticas das famílias políticas estatistas (para evitar o termo desagradável de autoritárias). Aquelas, tal como estas, podem ser de esquerda ou de direita.
À luz destes princípios, não há qualquer razão para identificar o ensino público, ou o serviço público de ensinar, com a escola do Estado ou com o serviço educativo fornecido apenas pelas escolas do Estado. Todas as escolas - estatais, privadas ou cooperativas, desde que aceitem certos princípios de serviço público, a definir pelo Parlamento - podem fazer parte do sistema público de educação, ou prestam um serviço público na esfera educativa. Não existe por isso, entre as famílias democráticas, qualquer razão de princípio que negue a possibilidade de o Estado financiar directamente os alunos para que estes possam frequentar a escola pública - isto é, estatal, privada ou cooperativa - da sua escolha.
Em rigor, como explicou Karl Popper, a ideia do financiamento ao aluno, e não à escola, é originariamente uma ideia de esquerda, muito comum entre os socialistas não-marxistas de Viena da década de 1920. Só mais tarde Milton Friedman retomou o conceito com uma justificação não-socialista.
A defesa socialista do financiamento ao aluno reapareceu na década de 1990, primeiro na Suécia, depois em Inglaterra, quando os trabalhistas de Tony Blair e os sociais-democratas suecos se tornaram defensores do voucher ou financiamento ao aluno. A justificação é a mesma de Viena em 1920, e é também fundada na justiça social: se o Estado só financia as escolas do Estado, estas tenderão a receber apenas, ou sobretudo, os alunos mais carenciados, enquanto as não- estatais tenderão a tornar-se exclusivas das famílias mais confortáveis. Além de criar um fosso desagradável na conversação social, essa divisão pode condenar os alunos das zonas mais carenciados a um espécie de gueto social e educativo. Acresce ainda que, se as escolas do Estado tiverem o financiamento garantido e não tiverem de concorrer entre si e com as não-estatais para conquistar alunos, correm o risco de passar a estar ao serviço da burocracia e não dos alunos a quem devem servir.

Reitor

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bem Visto

Esta notícia - França quer intervir na Síria mas só se for acompanhada - é reveladora do estado do estado francês e, em particular, do seu actual presidente. Manietado pelo secular intervencionismo, os dirigentes do estado francês buscam desesperadamente oportunidades de se colocar em bicos de pés para recordar que a França não desapareceu e que continua a perseguir a sua grandeur. (Escrevi umas linhas sobre isto aqui, há um par de meses, a propósito de declínio económico do país afogado num estatismo crescente.)

Aqui


Reitor

domingo, 1 de setembro de 2013