terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Frases Célebres

'Trata-se de uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas. Mas o absurdo não se fica por aqui.'

Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre.'

'Não se trata apenas de uma questão jurídico-constitucional. Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania.'

'A ser assim, a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés.'

'Fiz tudo ao meu alcance para defender os superiores interesses do Estado.
'

A dissolução da Assembleia é a boma atómica em política. E o caso não era para tal. Mas, como é possível termos um Parlamento tão mau assim?
Porque pagamos a estes senhores?
Cavaco Silva fez o que se impunha e que outros não conseguiram fazer - veja-se o que fez o pior Presidente da República de Todos os Tempos- respeitou a Constituição.
E disse aos portugueses o que havia a dizer - que escolheram, livremente, o que de pior havia na sociedade para os representar. E disse-o com a elevação que se exige a um Presidente da República.

Reitor

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Conclave Dos Presidentes

Reitor

Um Bom Exemplo

É professor. Chama-se Miguel Loureiro. Tem 61 anos de idade e 36 anos e 4 meses de serviço. Tem o tempo todo para se poder aposentar mas não o fez. Preferiu ficar e dar o corpo ao manifesto. Em vez de carpir, escolheu lutar.

Vejam as declarações que fez na reunião do CP (roubado ao Ramiro)


Ainda há professores em Portugal.
De boa cepa.
Que lutam.
Que ensinam os seus alunos a lutar.
Reitor

Avaliadora Avaliada

Excelente texto de Mário Crespo. Veja-se a polivalência do modelo de avaliação dos professores...

Nas secções C e D da Ficha de Avaliação do Ministério da Educação, nos quatro subgrupos, a avaliada obteve oito classificações de Nível 3, pelo que, feita a média aritmética dos dezasseis parâmetros cotados lhe é atribuída a classificação geral de Insuficiente. Recomenda-se que sejam propostas à Doutora Maria de Lurdes Rodrigues as seguintes opções: integrar o quadro de mobilidade especial até colocação em Baucau; frequentar um curso das Novas Oportunidades e/ou filiar-se no Movimento Esperança Portugal; aceitar o 12º lugar na lista de espera para o próximo Conselho de Administração da FLAD; frequentar o curso de formação do INA - Limites da Autonomia Regional; ser animadora de As Tardes de Maria de Lurdes na RTP África; integrar a quota ainda disponível para antigos executivos socialistas na Mota Engil, Iberdrola ou BCP

Por mim, apostava na frequência de um curso das Novas Oportunidades...
Reitor

sábado, 27 de dezembro de 2008

The Law West of the Pecos




Pasme-se! A reunião terminou com a decisão de abrir um inquérito? Isto quer dizer o quê? Que, eventualmente, poderia não haver inquérito depois de toda a gente ver o que viu? Abrir um inquérito é um acto mais do que óbvio. Não me digam que se os meninos tivessem chorado mais um bocadinho, se os pais prometessem que durante duas horas lhes retirariam as consolas de jogos, ainda poderia haver uma hipótese de não haver inquérito? Brincamos?!!!


Essa do "alguém imparcial" também tem piada. As pessoas da escola não são confiáveis? Esteve na mesa a hipótese de ser um aluno a dirigir o inquérito? Algum professor poderá estragar a pistola de plástico que deverá ser devolvida em bom estado? Poderá existir algum torcionário na escola que arranque uma confissão aos alunos obrigando-os a confessar uma coisa que não fizeram como, por exemplo, apontar uma pistola à cabeça de um ser humano?

Se assim é, de facto, não estão reunidas as condições para que a escola garanta a imparcialidade de um processo de averiguações.

Já agora uma pergunta? Há enquadramento legal para se ultrapassar o Estatuto do Aluno e ir procurar alguém fora da escola para levar para a frente o inquérito? Ou esse "alguém imparcial" será a Inspecção Geral de Ensino, e então não se compreende a razão pela qual não foi logo apontada, ou então não se vê como é que a Escola do Cerco vai dar a volta à sua incompetência declarada e impor uma "personalidade imparcial"? Será um precedente interessante. As escolas enquanto organizações, mesmo no âmbito das competências que lhes são atribuídas por lei, dizem-se incapazes, incompetentes, ou seja lá o que for, para não dirimirem os conflitos gerados no seu seio. Poupa-se trabalho à escola, manda-se às malvas a perspectiva pedagógica das medidas disciplinares, aparece aí um juiz-de-fora (porque não o Roy Bean, himself?), as Associações de Pais até podem patrocinar uns out-sourcings para chamar os marshall's... Eh pá, porreiro.

Porque é que ninguém se lembrou disto, antes?

Director-geral

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Que chatice! Se ninguém tivesse visto...

A dra. Ludovina está com azar. Vai ter de trabalhar. Que chatice.
Doze alunos da escola do Cerco, no Porto, apontaram apontaram uma pistola à professora, em plena sala de aula.
Lamentável e criminosamente, um outro aluno da turma recolheu as imagens e publicou-as no youtube. Um bandido que deveria passar uns dias na choldra pelo abuso de filmar pessoas sem lhes pedir licença, segundo as "autoridades". Uma "irresponsablidade", segundo a directora da Escola. Para mim é absolutamente inqualificável a atitude e o modo como esta senhora doutora vê o mundo e exerce as suas funções.
Quanto aos alunos que ameaçaram a professora com uma arma, coitadinhos,

São 12 alunos normais e simpáticos, dos quais todos os professores gostam, e que se dão muito bem com a professora, que também é muito brincalhona", explica a Dra. Ludovina

Neste triste retrato só falta a Directora Regional lá do sítio: há-de chegar Margarida Moreira para nos vir dizer, como disse Paulo Guinote, certamente pelo excesso de doçaria que ingeriu nesta quadra, que não houve nada de grave.
Que foi uma simples brincadeira de miúdos como disse a pateta da directora da escola, que deveria ser demitida de imediato pela gravidade e irresponsablidade das palavras que proferiu.
Pobre escola pública portuguesa. Eu sei que não tens culpa dos desmandos daqueles que te dirigem e que fazem de ti o alfobre da violência e da preguiça. Não tens culpa que em ti medre o desrespeito, a facilidade, a violência, a indisciplina, o subsídio... Uma total inversão de valores, uma inadmissível relativização da maldade e da malfeitoria que faz dos criminosos vítimas e das vítimas algozes.
Bandidos é o que são os jovens que apontam armas a professores e a quem quer que seja.
É de plástico, dizem os de raciocínio boto que não percebem, nem nunca perceberão, que a gravidade do crime está em apontar a arma à docente e não em saber se a mesma era de plástico, porcelana ou aço. Se estava carregada ou descarregada.
Relativistas morais que ainda não perceberam que todas as armas são de brincadeira, excepto as que são empunhadas por mãos com vontade e capacidade para as disparar.
O Paulo Guinote sabe isto muito bem...
Este acto constitui-se, de facto, como uma ameaça armada dirigida a um professor no exercício de funções. Nada mais.
Reitor

Adenda em 26/10/2008
A Directora Regional sempre apareceu nesta fotografia. E também não nos surpreende: tudo "não passou de uma brincadeira de mau gosto que excedeu os limites do bom senso".

A directora regional de Educação do Norte (DREN) classificou o caso dos alunos queapontaram uma arma de plástico à professora de Psicologia durante uma aula na Escola Secundária do Cerco, no Porto, como uma "brincadeira de mau gosto", que "excedeu os limites do bom senso".

O Ramiro pede uma discussão serena e "sem "insultos" sobre a violência escolar. Sim, concordo. No entanto, para além da proibição de "insultos"acho que deveríamos estabelecer outros limites à discussão. Limites mínimos, patamares de decência: não desculpar a violência. Não relativizar a má educação e a indisciplina. Defender a punição dos responsáveis por actos de indisciplina e violência. Censurar todos os que velam e acobertam actos de violência, actos de indisciplina, actos de falta de respeito e de malvadez.
Estes também devem ser limites mínimos para se fazer uma discussão honesta sobre o assunto.

Comecemos por ouvir algumas das vítimas . Um pai, o filho e uma outra mãe:

"...como explica Mário Cardoso, (os pais) estão "demasiado habituados a ouvir histórias destas, quase todos os dias, mas com pistolas verdadeiras. E com navalhas e facas e cadeiras e vasos. Tudo serve para agredir professores e funcionários".

Diogo, o filho de 13 anos, confirma: "Se mostrares medo é pior. Por isso, entendo que os professores nunca façam queixa. Fazem como eu: afastam-se". O pai ...confessa que só "sossega quando ele chega a casa". E acrescenta: "A arma até pode ser de brincar, mas este comportamento numa sala de aula não pode ser considerado uma brincadeira. Mando o meu filho para a escola para ser bem comportado; não para fazer isso".

Justamente esse receio de contaminação, agravado pelo medo de ver alguém fazer mal à filha de seis anos, que leva uma mãe do Cerco (não quis dar o nome, tal é o receio) a colocar a criança na escola do Lagarteiro. "Fica mais longe de casa e a miúda até tem que dormir em casa da avó. ... Mas qual era a minha alternativa?", pergunta. "Metê-la aqui no Cerco, onde já vi um porteiro e uma professora a irem de ambulância para o hospital depois de terem sido espancados por alunos?" Para a mulher, que não deixa sequer a filha passear no bairro, "brincar com uma arma não é brincadeira nenhuma." E culpa os pais por isso: "São os primeiros a ir à escola bater nos professores. Quem não tem educação, não a pode dar, não é?"

Nada melhor que ouvir as vítimas para ser ver a dimensão do crime. Pois trata-se de crime e não de uma brincadeira, como disse a irresponsável que dirige a educação no norte do país.
Não são os cidadãos, nem os alunos violentos e indisciplinados que causam os maiores danos à Escola Pública. Não, não são estes.
Os responsáveis pelo desinvestimento e pela descredibilização da Escola Pública; aqueles que lhe lançam lama, que a pintam com as cores da iniquidade, do facilitismo, da má qualidade e da violência são os que dirigem a educação, nomeadamente as extensões locais do Governo - como é esta DREN. São estes que causam os maiores e mais graves danos à escola Pública Portuguesa. E que fazem com que os pais, mesmo os mais pobres, queiram mudar os seus filhos para escolas limpas, seguras, onde haja respeito e educação.
Não há pai nenhum, não há aluno nenhum não há cidadão nenhum que considere uma brincadeira apontar uma arma a um professor. Excepto se não estiver bom da cabeça, se a fidelidade ao Governo for tão canina (espero, Ramiro, que nenhum cão se sinta insultado) que lhe cegue o espírito ou como paga de favores, como é o caso de Miguel Valente, Presidente da Federação das Associações de Pais do Porto que deve favores, certamente:

«Este é um processo encomendado, não é por acaso que tudo aconteceu no dia 18 e só no Natal, um dia de festa, surge este problema para a comunicação social»,

O presidente da Federação das Associações de Pais do Porto admite que esta situação foi «encomendada por quem quer neste momento a política de terra queimada nas escolas, nomeadamente os próprios sindicatos, que lhes interessa um caso destes».

Só nestes casos de patologia clínica e de acentuada patologia de cidadania é que podemos encontrar respostas que desculpablizem actos desta gravidade ou, mais grave, que lancem sobre os inocentes e as próprias vítimas o estigma e a culpa.
A indisciplina e a violência - depois de verificadas - só podem ter uma resposta: censura social e penalização disciplinar/legal. O resto é conversa.
Reitor

sábado, 20 de dezembro de 2008

Cada tiro, cada melro

O Director-geral já nos deu nota de uma entrevista de fundo que Margarida Moreira, Directora da DREN e uma das mais conhecidas comissárias políticas do P.S., deu a um improvável jornal com a singular designação de “Labor”.
Como seria de esperar, Margarida Moreira, deseducadora de crianças e jovens , dada a maus exemplos e num registo excessivamente boçal fala-nos mal, muito mal, das matérias em que mexe diariamente.
São vários os momentos eloquentes mas eu ri-me particularmente com três:

À pergunta: Quais são os concelhos mais problemáticos? Sai logo o primeiro melro.

Os centros metropolitanos são sempre mais problemáticos porque são uma mistura da população estudante residente e daquela que acompanha os pais na sua hora de trabalho.

Que confusão senhora directora: nem os concelhos são centros metropolitanos; nem são uma “mistura da população estudante residente" com a outra população.
Os problemas educativos dos grandes centros urbanos têm a sua origem na falta de autoridade nas escolas, no Estatuto do Aluno e nos fracos serviços centrais e regionais de que dispõe o ME.

O segundo melro chega com o segundo tiro: De que forma é que isso se reflecte nos jovens (a emigração que se verifica no interior da região norte)?

Muito (sic). Hoje temos muitos jovens na miragem de que se derem um saltinho a Espanha vão ganhar três ou quatro vezes mais e, por isso, não precisam da escola para nada. Se os pais também foram para lá com a quarta ou a sexta classe, eles podem fazer o mesmo. Com a diferença de que a emigração dos anos 60 era de longa duração e esta é sazonal. Um jovem não está preparado para durante meio ano ter um nível de vida que de repente sobe e logo a seguir ter um trambolhão.

Como sabem todos os portugueses com dois dedos de testa, nem os jovens que frequentam as escolas do interior norte dão um “saltinho” (salta Margarida, salta Margarida…) a Espanha para ganhar 3 ou 4 vezes mais; nem os pais dos jovens em idade escolar têm a 4ª ou a 6ª classe (têm sim o 6º, 7º, 8º e 9º ano); nem os pais dos jovens em idade escolar emigraram para Espanha na década de 60 (emigraram, quando muito, os avós. E para França e não para Espanha.). Quanto a trambolhões, não sei. Sei de alguns trambolhos, é verdade, a exercer funções públicas apenas porque têm cartão do P.S.

E continua...
Sobre o Magalhães: a atitude dos professores é mesquinha, diz a nossa Margarida.

Vou dizer uma coisa que os professores não vão gostar... Acho que houve aí algum
aproveitamento …de algumas forças, para encontrarem mais um estratagema um
bocadinho foleiro, passando a expressão, de pôr os professores em reboliço.

Sobre a avaliação, aqui está um conselho:


O que eu tenho que fazer enquanto directora regional é dizer façam a avaliação como souberem, com a nossa ajuda. Uma coisa é certa, a avaliação é para ser feita até ao fim deste ano civil.

Perdoai-lhe Senhor que ela não sabe o que diz.
Reitor

Rápido! Rápido Srs. Futuros Directores

DREN again

De: DSGM (DREN) [mailto:dsgm@dren.min-edu.pt]
Enviada: segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008 16:35
Para: Escolas Sede e não Agrupadas (DREN - Externo)
Assunto: Actualização - Dados da Greve
Importância: Alta

Exmo. Sr. ou Sr.ª Presidente do Conselho Executivo:

Solicitamos que envie informação relativa ao número de docentes com serviço lectivo distribuído que apresentaram documento considerado legalmente justificativo de faltas, da parte da manhã e da tarde do dia 3 de Dezembro.
No caso de Agrupamento de Escolas a informação deve ser enviada em termos dos totais dos docentes do Agrupamento.Esta informação deve ser enviada até às 10 horas de amanhã, dia 16 de Dezembro.
Com os melhores cumprimentos,
A Direcção.

Reitor

As singularidades de uma rapariga loira "platinada"

Margarida Moreira continua impagável nas suas intervenções. Recomenda-se a leitura de uma entrevista da dita ao jornal “O Labor” de S. João da Madeira. Nela se vê como o labor mental da dita se revela em profundíssimas perorações sociológicas da realidade portuguesa ao nível dos melhores tratados sobre o assunto. O seu diagnóstico sobre as relações dos jovens com a emigração em Espanha é um achado que bem poderia inspirar trovadores de grande categoria.
Quem não se comove?
Outra:
“(…) Foi dizer que a escola pode ser uma escola de totalidade. Cada vez mais defendo que uma escola, um mesmo conselho executivo, deve ser responsável pelas crianças desde que elas entram no sistema educativo até que elas saiam. E quando digo a mesma escola posso estar a falar de uma escola com mais do que um edifício. Porquê? Porque os professores de português vão ter que se juntar todos e, portanto, se eles vêm ou não mal preparados eles vão ter que encontrar estratégias em conjunto para que deixem de vir porque a responsabilidade passa a ser de todos.”
Quem é que vem mal preparado? Os cachopos? Os professores de português (sic)?
Solução: Tudo ao molho e fé em Deus. Juntam-se os professores de português e encontram-se estratégias para que deixem de vir mal preparados, (suponho que a cachopada toda, não os professores, embora não tenha a certeza pela forma como isto é dito) mesmo que venham bem preparados (se eles vêm ou não mal preparados terá sempre que haver estratégias, diz a Maggy). Confuso? Eu não. Acho a trouvaille profunda, brilhante… Estou em crer até que a Maggy não estaria em desacordo que para esta geração educada a ver filmes de tiros, bombas e murros nas trombas, uma boa estratégia seria a aplicação coordenada de uns pares de chapadas nos putos, grandes e pequenos, todos juntos, percebessem ou não os motivos de estarem a “comer”, para ver no que dava o assunto. Só discordo de uma coisa. Porque é que só os professores de Português é que terão de afinar estratégias. Então os professores de Espanhol ou de Informática se quiserem enfiar dois bilhetes na tabuleta de um aluno estarão disso inibidos? Não acho justo… Se é uma escola da totalidade ou há moralidade ou comem todos.
Acho até que na DRE do Norte , já que foi aí que nasceu a ideia, a Maggy deveria moderar um debate ao jeito dela. A iniciativa poderia começar na Escola Secundária da Covilhã (modelo de virtudes) e terminar com um debate alargado na DREN moderado pela Directora ela própria.

Director-geral

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Demagogia feita à maneira...

O Primeiro-ministro engoliu uma cassete. Repete à saciedade que é necessária a avaliação dos professores. Ora, nunca ninguém, muito menos os professores, disse ou diz o contrário.
As intervenções de Sócrates sobre o assunto, simplistas e repetitivas, vão sempre no mesmo sentido: (1) os professores não querem ser avaliados; (2) a avaliação é importante para o futuro da educação.
A técnica é por demais conhecida dos profissionais da Propaganda e Sócrates, nesse aspecto, bebe de mestres: repetir, até à exaustão se necessário, uma ideia simples, aparentemente lógica e sensata. A técnica do martelamento produz junto dos mais incautos e/ou menos informados resultados favoráveis para o seu emissor, sobretudo, se este gozar de prestígio institucional. Quando as características da mensagem são adequadas ao público-alvo a quem se dirige e quando se trata de alegadamente "pôr na ordem", "retirar privilégios" a uma classe supostamente favorecida, fazendo-se assim justiça, então a receita funciona às mil maravilhas.
Note-se que Sócrates nunca se refere aos méritos ou deméritos do modelo de avaliação em causa, às habilidades ou inaptidões de quem o formulou e quis pôr em prática.
Isso, obviamente, não lhe interessa. O que interessa é fazer passar a mensagem de que se tem "sentido de estado" (o que, ainda segundo Sócrates, a toda a sociedade civil parace faltar), que os professores são uns calaceiros e que, contra todos, ele lutará sem desfalecimentos a "bem da nação".

Tal desonestidade intelectual, tal demagogia, tal esperteza saloia são lamentáveis.
Diria mais: EXECRÁVEIS.

Director-geral

Corrigir a Avaliação? Actos Inválidos? Violação da Lei?

De: DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt[mailto:DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt]Enviada: sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008 19:01
Assunto: Avaliação do Desempenho Docente 2007/2008 - Não cumprimento doDespacho nº 20131/2008, de 30 de Junho de 2008

Exmo Senhor Presidente do Conselho Executivo

No âmbito da avaliação dos docentes contratados, em 2007/2008, constatou-se que, por parte de algumas escolas, não foi cumprido o estipulado no nº 4 do artº 21 do Decreto - Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro e no Despachonº 20131/2008, de 30 de Junho de 2008, no que diz respeito às percentagens máximas a atribuir às menções de "Muito Bom" e "Excelente".
Assim, nos termos do artigo 141º do Código do Procedimento Administrativo (CPA) importa corrigir as avaliações efectuadas, porque se consubstanciam em actos inválidos por violação da lei e, desse modo, promover a adequada avaliação,aos termos do referido diploma.
Nas escolas em que tal incumprimento se tiver processado, devem ser imediatamente desencadeados os necessários procedimentos para que a avaliação final atribuída cumpra os desígnios legais, tendo em conta que o prazo para a sua revogação é de um ano a contar da data da sua produção.
Com os nossos melhores cumprimentos,

A DGRHE - Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação
ATENÇÃO: por favor, não responda a este email, pois o endereço utilizadopara o seu envio NÃO ESTÁ configurado para recepcionar emails.
Mas, a a avaliação dos 7.000, ou seriam 12.000 ou, então, 20.ooo professores contratados não tinha sido um sucesso?
Agora diz a DGRHE que é preciso corrigir a avaliação? Corrigir o quê? Corrigir quem?
Actos inválidos? Violação da lei?
Alguém faz o favor de explicar.
Obrigado.
Reitor

Não há almoços grátis, pois não Armandina?


Treze professores!?
Estiveram mais a assitir à cerimónia de entrega do Prémio Nacional de Professor do ano de 2007? O prémio é de 25.000 euros, não é verdade, Armandina?

Reitor