quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Força Dos Factos

Os ideólogos da Educação, da Pedagogia, do Eduquês e da Escola Pública não estão em estado de choque. Nem sequer preocupados com a realidade que surge nos jornais e nos estudos do ME.
É o ensino privado que faz subir as taxas de transição e conclusão nos ensinos básicos e secundários. No privado, entre os dois anos analisados, a taxa para o básico sobe de 93 para 97 por cento. No secundário, a evolução é de 73 para 89 por cento. No público, a taxa sobe de 86 para 92 por cento no básico e de 66 para 78 por cento no secundário.

Relativamente às taxas de retenção, o privado também fica melhor no retrato dos 12 anos analisados. No básico a taxa desceu de sete para 3,5 por cento no básico; e de 27 para 11 por cento no secundário. Comparando com o público, a taxa de retenção no secundário é de 22,3, em 2007/2008.

Verificou-se uma “evolução positiva” no rácio professor/aluno no ensino público, atingindo valores de 15,1 e 14,1 no pré-escolar e no 1.º ciclo respectivamente. No secundário, há 7,7 alunos por docente. Há 50 anos esses valores eram de 29, 34 e 19 alunos para o pré-escolar, 1.º ciclo e secundário, respectivamente. No privado, um educador de infância tem em média 17 crianças, igual número para o 1.º ciclo e no secundário o rácio é de 18,6.

A realidade recente, crua e simples, mostra-nos a todos:
a) - Que as escolas privadas têm melhores resultados escolares que as públicas
b) - Que, consequentemente, a taxa de reprovação é menor nas escolas privadas que nas públicas
c) - Que o número de alunos por turma é maior nas escolas privadas que nas públicas
Estes números esmagam duas das ideias mais falsas que os pedagogos encarteirados vendem ao país:
1 - Que as escolas públicas são melhores que as privadas (quase apetece dizer: só se for nas taxas de reprovação!)
2 - Que quanto menor for o número de alunos por turma, melhores serão os resultados escolares
E mais números haveria que nos surpreenderiam:
  • aposto que as taxas de abandono e desistência são menores nas privadas que nas públicas
  • aposto que os índices de indisciplina e violência são menores nas escolas privadas que nas públicas
  • aposto que o índice de satisfação dos "utentes" das escolas privadas é mais elevado que nas públicas
  • aposto que a educação/formação de cada aluno tem menor custo nas escolas privadas que nas públicas
  • aposto que a responsabilidade "parental", como diz o luminoso pai, é mais elevada/efectiva nas escolas privadas que nas públicas
Escola Pública versus Escola Privada. Qual a melhor opção?

Reitor

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Altas Taxas de Insucesso, Altas Taxas de Indisciplina e Altíssimas Taxas de Subsidiados

Li aqui que a Maioria das escolas de intervenção prioritária tem altas taxas de insucesso escolar e e altas taxas de indisciplina (e escandalosas taxas de alunos subsidiados)


A minha preocupação foi tal que me dei ao trabalho de ler o relatório da IGE.
Fiquei muito mais descansado: os problemas do insucesso escolar e da indisciplina vão ser resolvidos a breve trecho. Não, não vai ser necessário lançar mais dinheiro sobre as TEIP; nem dar mais subsídios aos alunos e às famílias, nem novo "programa" governamental.
Bastarão os recursos existentes nessas escolas para se debelarem todos os problemas. Reparem na página 28 do relatório. As escolas TEIP têm:
1 - Visão estratégica
2 - Motivação e empenho
3 - Prioridades, planos de acção e metas bem definidas
4 - Bom conhecimento do contexto
5 - Corpo docente motivado
6 - Lideranças "participadas"


Não dou 6 meses para se acabar com a indisciplina e o insucesso escolar.

Reitor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"O ingrato merece indulgência, realmente; o que ele faz, tão-somente, é confundir-se com o seu benfeitor"


O Presidente da República, Cavaco Silva, visita hoje a região do Oeste para se encontrar com associações de agricultores e visitar algumas empresas.

O Presidente da Associação de Agricultores do Oeste não está feliz com esta visita.
Diz ele:

Para Feliz Alberto, «tudo isto são operações de marketing político para ir desviando a atenção dos problemas reais do país».
«Eu gostava era que o senhor Presidente da República viesse visitar as empresas que estão em dificuldades, no sentido de chamar à atenção da Opinião Pública e dos poderosos da política e da economia para fazer algo para mudar esta situação senão Portugal corre o risco de estar a criar verdadeiros conflitos sociais», sugeriu o representante dos agricultores do Oeste

Arre!
É pena que até as Associações estejam infectadas pela "velha esquerda" que empata o país há mais de 30 anos.
E é inadamissível que o Presidente de uma Associação lance ataques políticos deste jaez ao Presidente da República. Bora c´o ele.


Reitor

sábado, 16 de janeiro de 2010

Allegro Ma Non Troppo, Un Poco Maestoso


aqui escrevi sobre Manuel Alegre. Um excêntrico.
Vai candidatar-se à presidência da república.
Boa sorte Manel. É tempo de regresso.

E contudo perdendo-te encontraste.
E nem deuses nem monstros nem tiranos
te puderam deter. A mim os oceanos.
E foste. E aproximaste.

Antes de ti o mar era mistério.
Tu mostraste que o mar era só mar.
Maior do que qualquer império
foi a aventura de partir e de chegar.

Mas já no mar quem fomos é estrangeiro
e já em Portugal estrangeiros somos.
Se em cada um de nós há ainda um marinheiro
vamos achar em Portugal quem nunca fomos.

De Calicute até Lisboa sobre o sal
e o Tempo. Porque é tempo de voltar
e de voltando achar em Portugal
esse país que se perdeu de mar em mar.

Reitor

Até que enfim. Alguém com juízo!

"Patriarcado não vai participar no evento das Noivas de Santo António, uma iniciativa que este ano se abre aos casais homossexuais"

A mama vai continuar mas já não com a colaboração da Igreja. Graças a Deus.

Reitor

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Contas Furadas

O Paulo Guinote está a ficar zangado com o Ministério da Educação.
Diz ele que não pode ser. Que a escala de classsificação dos professores, tal como o SIADAP, vai até às décimas.
Não vai não. Quando muito, ia.
Vejam os nºs 3 e 4 do anexo XVI do Despacho nº 3006/2009 de 23 de Janeiro:

3 — Nas fichas de avaliação, a classificação de cada parâmetro é expressa pelas menções qualitativas previstas no artigo 46.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário e no artigo 21.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.
4 — A cada uma das menções qualitativas referidas no número anterior corresponde um determinado número de pontos, a saber:
a) Excelente — 10 pontos;
b) Muito bom — 8 pontos;
c) Bom — 7 pontos;
d) Regular — 6 pontos;
e) Insuficiente — 3 pontos.

Ou seja, tudo números inteiros. E não quaisquer números: apenas o 10, 8, 7, 6 e 3.
A 3ª simplificação (Janeiro de 2009) chegou também às fichas e ao modo como se classificam os parametros de avaliação.
Portantos, o Governo decidiu simplificar também as contas que cada director tinha de fazer para avaliar os professores.
Penso eu de que...

Reitor

Estado Promove Uso de Preservativos Recorrendo a Gays

Ver aqui



Triste figura faz o Estado ao promover o uso de preservativos por dois panisgas, perdão, por dois gays, que têm relações sexuais (implicitamente) dentro de um automóvel em local público.
Não se trata de homofobia. Nada disso. Trata-se sim de salubridade pública.
De uma questão de higiene, neste caso, de falta dela.

Reitor

Meneses Again!

O P.S.D. está mesmo mal.
Tão mal, tão mal que este pobre coitado, absolutamente excepcional, admite recandidatar-se à liderança.

Um Partido como o P.S.D. não deveria ter necessidade de repescar líderes.
Com tantos líderes potenciais, estou a lembrar-me do Mendes Bota, do António Preto, do Marco António Costa, do Aguiar-Branco e do Fernando Ruas, só para citar alguns, estranho que o LFM ainda "admita" em situações "excepcionais" candidatar-se a líder.

Já era tempo de alguém lhe explicar que foi ele Meneses, muito mais que o Santana Lopes, que descredibilizou o Partido.

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5 : 3)

Reitor

É a Escola Da Propaganda Chuchalista


Sem vergonha.
Reitor

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A Segurança Nas Escolas É Brincadeira

O episódio do alvejamento de um aluno de uma escola particular de Braga por um colega está deslindado.
Foi uma bricadeira. A arma era do pai de um dos alunos, que a levou para a escola para a mostrar aos colegas. A arma foi disparada acidentalmente tendo ferido um dos alunos no tórax.
Um acidente provocado por uma arma de fogo manuseada por menores. O costume.
Quando se passa defronte à entrada das escolas, de qualquer uma, vê-se sempre magotes de pessoas, normalmente a fumar. Alguns jovens e alguns adultos.
E fica-se, logo ali, com a sensação de que não há segurança. De que pode entrar na escola qualquer pessoa, para quaisquer fins. Isto é um facto.
Também se percebe que, no interior das mochilas, qualquer aluno pode introduzir nas escolas qualquer tipo de armas. Em qualquer escola. Na maior parte do mundo.
Que fazer para evitar que entrem nas escolas pessoas com intenções criminosas e que os alunos introduzam nas escolas armas e substâncias proibidas?
Não sei dar uma resposta concreta à questão.
Mas sei apontar alguns males e algumas causas para a falta de segurança nas escolas.
1 - É uma asneira pegada, um dia após um "acidente" com armas de fogo, que a direcção da escola onde o mesmo ocorreu autorize o aluno responsável pelo disparo a regressar à escola e às aulas. Não lembra ao diabo.
2 - É um disparate pegado, os alunos serem apanhados na posse de armas e de drogas (perdão, estupefacientes) no interior das escolas e nada, rigorosamente nada lhes acontecer. Nem um dia de detenção.
3 - É um disparate pegado não se responsabilizarem os pais por todas as asneiras que os menores façam nas escolas: responsabilizar mesmo. Com multas e serviço cívico.
Reitor

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Natal É Sempre Que Um Homem Quiser. Aproveitem Os Saldos

Será que a Margarida "Popota" Moreira ainda "dirige" a famosa DREN?
É que se não dirige, é como se dirigisse. O surrealista episódio e conta-se assim:
Um aluno - sério candidato às novas oportunidades - reprovou no 9º ano com três raposas: uma a Português, outra a Inglês e outra a Francês.
A criança não se inscreveu nos exames porque não sabia que havia exames, nem tinham ido a casa informar o pai do calendário dos exames, como, só para dar um exemplo, fez a funcionária da segurança social e o Plesidente da Junta que foram lá a casa pedir-lhes para se inscreverem no Rendimento Mínino. A funcionária da segurança social até levava os papéis preenchidos e o pai só teve de os assinar.
Mas não nos desviemos do assunto. Ninguém os tinha avisado de que poderiam fazer exames para transitar de ano.

É então que o Director da DREN (começo a ter saudades da Magui) decide ajudar esta família. Vai daí, dá ordens à escola para repetir os exames em Janeiro porque a culpa era também da escola e de mais duas entidades estranhas ao processo:

"A escola por lapso, o aluno porque não sabia, o encarregado de educação porque não estava devidamente informado deixaram passar o período de inscrição"

Mas a Directora da escola não gostou que a culpassem pela falha e, vai daí, pôs os pontos nos iis e declarou, urbi et orbi, que não senhora, que não tinha culpa nenhuma. Sugerindo que quem não está a cumprir a lei é a própria DREN.

"Ao contrário do que a DREN diz não houve lapso. A escola cumpriu o que estava na lei e não pode ser responsabilizada pelo desconhecimento da lei"

As palavras da directora podem ter ainda outro entendimento: Se a DREN não está a cumprir a lei, que interesse estará a proteger?
A educação está em saldo. Aproveitem todos o desconhecimento da lei e façam os vosso pedidos às DREs

Reitor