sábado, 15 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas II

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões


Reitor

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A ler programas eleitorais?

A praia está muito boa

Por norma não me dedico a ler programas eleitorais. Muito menos programas eleitorais virtuais. De partidos que dizem o que querem porque sabem que nunca ganharão eleições nem nunca se coligarão com outro qualquer partido para exercer o poder.
Aliás, o melhor atestado de óbito para qualquer dos partidos ditos de esquerda (PCP e BE) seria pô-los a governar ou dar-lhes responsabilidades de governação. Se não fosse um jogo perigoso, seria uma barrigada de riso.
Mas o Paulo puxou o assunto e, enfim, cá vai.

Concordo:
1 - Com a distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório
2 - Com a extensão da Educação pré-escolar a todas as crianças desde, pelo menos, os três anos
3 - Com a revogação do Estatuto da Carreira Docente e a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho

Concordo assim-assim:
1 - Por uma Escola Pública de qualidade e gratuita (Concordo que seja gratuita durante o ensino obrigatório e apenas comparticipada no ensino superior)

Discordo:
1 - Do azedume contra a Escola Privada que, após o 25 de Abril, participou - tantas vezes como única solução - na educação de dezenas de milhar de portugueses a quem o Estado, em muitos casos, não foi capaz de oferecer uma Escola Pública
2 - Da ideia de que deve ser o Estado e não os respectivos pais/famílias e escolher a educação que querem para os filhos. É aos pais - nos termos da Constituição - que compete a educação dos filhos e não ao Estado. Por conseguinte, na educação dos seus filhos e salvaguardado o quadro legal mínimo (escolaridade obrigatória para todos até ao 12º ano) os pais devem libertar-se não só "das imposições e dos interesses privados" como também das "imposições e interesses do Estado". Nomeadamente porque se corre sério risco de os interesses do Estado serem definidos por Marilús Rodrigues, Valters "Excesso Grave de Faltas" Lemos, Jorges "Sinistros" Pedreiras e Margaridas "Popotas" Moreiras, entre outras espécies...
3 - Que o Estatuto do Aluno deva ir "ao encontro das realidades e aspirações dos estudantes de uma forma inclusiva"
4 - Que se aplique de forma "imediata" a Educação Sexual em todas as escolas do país de uma forma transversal a todas as disciplinas
5 - Que a colegialidade/unipessoalidade da gestão tenham alguma coisa a ver, de longe ou de perto, com os problemas por que atravessa a Educação e a Escola Pública. Quer problemas actuais quer antigos. E, se a forma de gestão tem alguma coisa a ver com o estado da Educação ou da Escola Pública, queixemo-nos então da colegialidade e da eleição e não da sua falta
6 - Que a "municipalização" ou a "estatização" das escolas ou do "ensino" tenha alguma coisa a ver com mais ou menos autonomia das escolas
7 - Que todas as crianças e jovens, independentemente das suas características, origens e condições, tenham de aprender juntos (na mesma turma) para se considerar a escola inclusiva
8 - Que o modelo de avaliação de desempenho se baseie, apenas, numa concepção formativa da avaliação e não tenha implicações na progressão da carreira ou em qualquer outra dimensão da sua condição laboral.

Nunca pensei que algum programa eleitoral do PCP me fizesse concordar com três medidas! Três?
Até começo a desconfiar... Será que estou muito à esquerda?
Reitor

Olhe Que Não! Olhe Que Não!

"À direita Do Umbigo"


Reitor

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Financiamento à preguiça. E à fruição de bens de luxo.

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, disse hoje, na Figueira da Foz, que o Rendimento Social de Inserção (RSI) é um "financiamento à preguiça" e fonte de crescentes abusos e fraudes

O RSI, tal como o seu antecessor Rendimento Mínimo, é o melhor exemplo de como uma boa ideia pode ser transformada numa péssima política quando os políticos são medíocres e as instituições públicas, em vez de perseguirem o bem comum respondem a interesses político-partidários.
O RSI é um benefício monetário atribuído pela sociedade, em milhares de casos, aos que não querem trabalhar, a assaltantes, a condenados e a traficantes e consumidores de droga. Não há rigor na avaliação de cada situação, não há nem nunca houve fiscalização à aplicação do RSI, não há nem nunca houve consequências para quem prevarica, não há, nunca houve nem haverá responsáveis pela entrega de dinheiro de todos nós aos "novos funcionários públicos". 350.000 em Fevereiro passado.
Mais grave: por causa das dezenas de milhar de vadios que recebem RSI, aqueles que verdadeiramente dele carecem ou não o recebem por ter vergonha de o pedir ou recebem uma miséria porque não dá para todos. Mais um exemplo típico do Estado português: financia a preguiça e a vadiagem e não acode aos portugueses que dele precisam. Um Estado paternalista e omnipresente em todos os assuntos e áreas da vida em sociedade de onde deveria estar afastado; e ausente na vigilância, na fiscalização, na aplicação da lei e no apoio os portugueses que dele precisam, onde deveria estar presente.
Esteve bem Portas ao denunciar a situação como, aliás, o tem feito desde há vários anos.
Num país civilizado, em que houvesse da parte da sociedade e do Estado uma atitude de solidariedade e de apoio àqueles que, pelas mais variadas circunstâncias, deles passaram a precisar, o RSI teria toda a razão de ser. Seria uma excelente medida de política social e humanitária.
Só que, num país assim, os políticos a contas com a justiça não andam à solta e podemos confiar na palavra dos responsáveis políticos.
Num país servido por políticos que soubessem o significado das palavras "decência" e "honra"; num país servido por instituições fortes e por uma justiça eficiente, aos beneficiários do RSI estava automaticamente vedado o acesso a bens de luxo: não podia haver semana de férias no Algarve ou noutro sítio in; "cortava-se" a ZON ou a MEO; adeus Internet, adeus telemóveis, adeus automóvel...
Vários países da Europa o fazem. Os beneficiários do RSI têm acesso a todos os bens de primeira necessidade, os seus filhos estudam sendo-lhes pago o transporte, propinas, materiais escolares, refeições, enfim tudo o que necessitam para poder estudar. Quanto a bens de luxo, nada.
Se se começasse por aqui os beneficiários do RSI passavam de 350.000 para 100.000, apenas num mês.
Reitor

domingo, 9 de agosto de 2009

Podemos começar por aqui. É apenas uma sugestão...

A partir de Setembro as escolas e as famílias devem aplicar a educação sexual em meio escolar.
Daqui a nada começa o novo ano escolar e, como aperitivo da educação sexual em meio escolar, proponho aos professores, pais e alunos uma abordagem a estas temáticas:

'Ronaldo não é bom na cama. Tem um órgão sexual pequenino e nunca chegava à quarta vez. Deixava-se dormir', Nereida dixit

"Faço nudismo quando passo o aspirador", Teresa Ovídio

Pamela "era uma ninfomaníaca na escola" e agora faz "sexo com fato de banho"


A abordagem pode ser feita sob a forma de debate. Formam-se grupos no seio de cada turma, seguindo o modelo "prós e contras" e, no final, o professor alinha umas conclusões.
As conclusões saídas de cada turma são vertidas em relatório e enviadas às DREs e à Assembleia da República (portuguesa, obviamente).
Os alunos podem ainda elaborar cartazes alusivos às temáticas para exposição final na Semana Aberta.
Os pais dos alunos devem ter um papel activo na discussão das temáticas e, quem sabe, carrear para os debates as suas experiências pessoais.
P.S.
1 - Caso haja necessidade de se proceder a medições, devem ser as escolas a disponibilizar a fita métrica. Assim como os aspiradores e outros instrumentos de uso comum. Apenas o fatos de banho, os dildos, chicotes, algemas e restante parafernália de uso particular devem ficar à responsabilidade de pais, professores e alunos.
2 - Aqueles que, apressadamente, vierem dizer que estas temáticas não são matéria de possível discussão nas escolas, no âmbito da aplicação da educação sexual em meio escolar, devem reler a lei, especialmente o artigo 2º - "Finalidades"

A Bem da Educação
Reitor

sábado, 8 de agosto de 2009

A Lei Queca

O Paulo aqui e o Dr. Shue aqui já sublinharam as particularidades da lei nº 60/2009, a qual, entre outros, estabelece o "regime de aplicação da educação sexual em meio escolar".
Depois do Bino expelir as ventosidades do costume, fui dar uma vista de olhos ao escândalo de que todos falam.
Gostei muito da lei. E tenho a certeza de que muitos portugueses também vão gostar. Por duas ordens de razões, sem qualquer hierarquia:
1 - Pelas oportunidades de negócio que a lei lhes há-de proporcionar. Pelo menos a alguns.
2 -Porque incentivando e obrigando-os a prosseguir e concretizar, activamente, a "aplicação da educação sexual" na escola, junto das crianças e jovens, preenche uma importante lacuna de deseducação que existia em Portugal, pelo menos, desde a formação da nacionalidade. Desde tempos imemoriais, os pais portugueses, todos eles, sentem que faltou qualquer coisa na sua educação. Que nem os seus pais nem a escola, desde que há escola, conseguiram proporcionar-lhes uma verdadeira educação sexual. Essa falha foi agora reparada. A partir de agora, não faltarão professores nem alunos...

Passemos então à fundamentação:
Comecemos pelo nº 3 do Artigo 9

3 — O Ministério da Educação e os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas podem ainda estabelecer protocolos de parceria com organizações não governamentais, devidamente reconhecidas e especializadas na área, para desenvolvimento de projectos específicos, em moldes a regulamentar pelo Governo.

Estes protocolos permitirão a entrada - como faca em manteiga quente - destes parceiros, e também destes outros e, porque são mais que as mães, ainda destes nas escolas, difundindo e ensinando a normalidade das diversas orientações sexuais, do casamento homossexual, da adopção por homossexuais e outras coisas e gostos, hum... deixa ver, normais. Estes protocolos são bons para os negócios e para o desenvolvimento da sociedade portuguesa.

E agora o Artigo 11.º

"Participação da comunidade escolar
1 — Os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei".

Se devem, quer dizer que são obrigados. Portanto, mesmo os cidadãos - miúdos e graúdos - que não quisessem prosseguir nem, muito menos, concretizar... deixa ver, "a aplicação da educação sexual em meio escolar" passam a dever fazê-lo. Isto é muito importante. E obrigatório. Perguntem a qualquer juiz amigo. Ou juíza, se for o caso.

Reitor

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Irresponsáveis. Para que conste.

PS, PCP e PEV aprovaram o texto final, ao contrário do PSD, CDS-PP e dos deputados socialistas Matilde Sousa Franco, Teresa Venda e Maria Rosário Carneiro votaram contra. BE absteve-se.

Alguns destes amigos deputados, permeáveis a todo o tipo de interesses, capazes de tudo para atingir os seus objectivos eleitorais (tachos para mais quatro anos, simplesmente) até se arrogam defensores dos professores. Vimo-los nas manifs ao lado dos professores, vituperando a ministra e o PS. Amigos de Peniche. Os professores devem ter cuidado, muito cuidado com as companhias.
Dos deputados socialistas, tal a plasticidade vertebral, tudo era possível. Tudo mesmo. Os comunistas e quejandos são farinha do mesmo saco.
Como te maltratam Escola Pública Portuguesa. É por te maltratarem tanto que os portugueses, pudessem eles, colocavam os filhos nas escolas privadas. Como fazem, aliás, os políticos.
Mais uma leizinha-caça-votos-de-palpalvos. A revogar lá para Novembro de 2009.

Reitor

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ah! Então é por isso que...

Um trabalho científico analisa a vida sexual de 210 portugueses e conclui que "no coito vaginal o preservativo é perigoso para a saúde mental".

Reitor

Responder aos professores

Fisgas do Ermelo, Mondim de Basto, Vila Real de Trás-os-Montes

"A percepção que temos é que esta revisão do ECD Blockquoteresponde a muitos dos problemas sentidos pelos professores no que respeita às possibilidades de desenvolvimento profissional. Não responde a todos os problemas, mas responde a uma grande parte", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa


O governo tem feito "orelhas moucas" aos problemas sentidos pelos professores. Todos eles, aliás, criados ou exacerbados pelo primeiro fax e pela equipa governativa da educação.
Com estes rebuçados, o Governo não responde aos dois maiores problemas sentidos pelos professores:

1 - Demissão urgente da Ministra da Educação e da sua equipa.
2 - Revogação do ECD nas partes relativas à avaliação e à divisão artificial da carreira.
Problemas que, felizmente, têm solução programada para 27/09/2008.
É tudo uma questão de tempo.

Reitor

domingo, 2 de agosto de 2009

E depois admirem-se de haver cada vez mais procura das escolas privadas

Deixa-me ver se percebo bem:
Uma escola que detém a competência exclusiva para distribuir os alunos e fazer as turmas, tem a desfaçatez de cobrar aos alunos 5 € por um trabalho que depende dela própria?
Uma escola pública que erra na distribuição dos alunos pelas turmas cobra aos pais a correcção dos próprios erros que comete?
Uma escola pública?
Como farão nas escolas privadas?

Reitor

sábado, 1 de agosto de 2009

O Discurso Do Comissário Político

Vários compatriotas me questionaram sobre um certo discurso que tinha desaparecido do sítio.
Para memória futura, aqui está ele. Enjoy.

Discurso Do Adesivo

Reitor

Caçar com o cão, o gato e o "pé que estiver mais à mão"

O Ramiro regressou ao trabalho. Seja bem-vindo.
Cá por mim, vou para aqui e penso ficar até ao final do mês de Agosto. De papo pro ar... A observar o país.
Não te vou "cair em cima", descansa. Mas digo-te que a tua oposição à frente jurídica não é boa ideia.
Não tens razão.
E não tens razão por duas simples razões:
1 - Todas as formas de luta contra este Governo e contra o modelo de ADD são úteis e tem o seu lugar próprio. A oposição política é uma boa arma. Talvez a melhor. Mas não a única.
2 - Nunca saberemos qual das armas utilizadas contra este modelo de ADD e contras estas políticas socratistas será a mais letal. Pelo menos até morrer o bicho.
Reitor