Reitor
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Façamos de conta que os nossos governantes não são idóneos
Reitor
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O Conselho das Escolas nem é bom nem é mau: é uma m…
O CE seria, em suma, não um órgão sindical e reivindicativo das escolas, mas uma voz de aconselhamento, um fio ligado à terra que permitiria a tomada de decisões sopesando os interesses quer da Administração quer das escolas em concreto.
Cedo se esvaneceram as esperanças.
Cedo se verificou que o CE seria apenas a muleta manobrada a bel-prazer pelo Ministério da Educação para legitimar as suas medidas ao afirmar que estas mereciam o acordo do Conselho das Escolas. Se as próprias escolas, através dos seus “representantes” (CE), apoiavam as medidas preconizadas o que poderia o ME querer mais?
Cedo o ME começou a definir quais as agendas das reuniões de que é exemplo de, em plena crise da aplicação do Simplex 2, se convocar o CE para apreciar o voluntariado a prestar nas escolas pelos professores aposentados.
Sorte, também, teve o ME com a eleição do Presidente para o órgão. Desde cedo o inefável Álvaro Santos mostrou que o seu feitio era mais dado a ámens do que a afirmar-se como alguém que “os tivesse no sítio”.
E a prova “provada” está na vergonhosa história que Álvaro Santos protagonizou aquando da única vez (não há regra sem excepção) que o CE tomou uma decisão que contrariou os diktat’s da equipa ministerial. Todos nos lembramos de ver na TV a Ministra a sair da reunião do Conselho, convicta e antecipadamente afirmando que este apoiava as medidas sobre a ADD. Entretanto, reagindo a uma proposta do Conselheiro José Lemos, o Conselho aprova um parecer em que solicitava a suspensão da ADD e de tal se desse conhecimento à sr.a Ministra. Grande bronca! O Presidente Álvaro Santos ficou em pânico e sem saber o que fazer.
Ainda com a pernitas a tremer, veio declarar que, uma vez que a comunicação social já teria conhecimento do teor da recomendação aprovada não a iria entregar à Ministra. Por cobardia? Com medo que esta lhe desse um puxão de orelhas por não ter conseguido manter a trela nos conselheiros?
Fez mais Álvaro Santos? Fez! Vai a um programa da TV (Prós e Contras) na qualidade de Presidente do CE e acaba por produzir afirmações anódinas procurando desvalorizar, desvirtuar a posição do órgão que deveria representar: nhé, nhé, nhé, nhé, sim, mas… Tudo menos assertivamente dar conta do que o CE decidira. Que vergonha! Faltou ao respeito ao órgão que representa, por omissão mentiu, ultrajando os portugueses que o ouviam e tinham direito à verdade e, com aquele ar nem de carne nem de peixe, ainda faz prevalecer as suas opiniões pessoais que ninguém percebeu quais fossem, mas também ninguém estaria interessado.
O que aconteceria na reunião seguinte do CE se neste país se vivesse nos tempos em que se aplicava a velha ética republicana? Alguém levantar-se-ia e arriaria duas bengaladas bem dadas no lombo do Sr. Álvaro Santos que era para aprender a ser Homem.
Mas os tempos são outros. Tempos moles em que gente amolecida pelo deixa-andar, pelos interessezinhos instalados, pela falta carácter, pela fidelidade canina que não “chateia” o dono, pelos “porreiro, pá” levam a aceitar tudo e mais alguma coisa.
Contra este estado de coisas, remando contra essa maré, deu a cara apenas um conselheiro, agora ex-conselheiro: José Eduardo Lemos. Por isso se compreende bem a sua posição divulgada aqui: http://www.profblog.org/2009/02/pce-jose-eduardo-lemos-renuncia-ao.html. Não poderia, depois de tudo ter outra posição que não fosse dizer as verdades que todos conhecem mas ninguém foi capaz de assumir. Tomar outra posição, calando, engolindo em seco em nome de uma resistência estéril e condenada pelo cinismo de um presidente que faz o que faz sem que ninguém o chame à colação, mantendo o lugar só por manter, era compactuar com uma situação insustentável sob todos os pontos de vista.
Estamos certos que José Lemos depois de todas as denúncias que fez, e como há muito vinha fazendo, sobre os comportamentos e posições assumidas por Álvaro Santos, conhecendo como conhece o modus faciendi deste órgão, sabia ao propor uma moção de censura ao desempenho do presidente do CE, que o resultado só poderia ser o que foi. O que se passou no seio do órgão não foi, na minha opinião, uma luta pelo poder. Foi, antes, uma posição de verticalidade, como que a dizer “Basta!”, como que a dizer que não contassem com ele para representar na farsa.
Pelos vistos, apenas quinze elementos o acompanharam. A maioria dos membros do Conselho das Escolas terá o Presidente que merece. O órgão tem vindo a afundar-se no ridículo e perdeu uma boa ocasião de se higienizar e se afirmar perante aqueles que deveria representar. O seguidismo, a anulação dos princípios de honra e dignidade fizeram, mais uma vez, caminho.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Que Bebeste Tu?
«Os professores, os órgãos de gestão estão a fazer um esforço de recuperação deste trabalho [de avaliação] e o importante é que se garanta condições de conforto, de estabilidade, para que a avaliação possa prosseguir», afirmou a ministra, após a cerimónia de apresentação do revisto Programa de Modernização do Parque Escolar, em Lisboa.
Lurditas! Acorda! Olha lá o que dizem os teus subordinados:
E, como não sabias o que dizer aos professores que não entregassem objectivos individuais, mandaste-os ler a lei.Presidentes dos Conselhos Executivos reiteram pedido de suspensão da avaliação de
professores "...estamos a perder tempo, e temos sugestões para que sejam introduzidos factores de relevância num modelo de avaliação que venha a ser justo, sério e credível, porque este não o é".
Eles já leram... Vê a leitura que eles fazem da lei:
"Na legislação publicada não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos Objectivos Individuais pelos docentes, nem à sua fixação pelo presidente do conselho executivo", afirmam num documento aprovado na reunião.
Já não se pode fazer uma fim-se-semana prolongado
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Com eu o compreendo, pai nosso...
As crianças estão fartas de Inglês. Que seca.
E a Educação Física e a leitura e a escrita e o cálculo. Que seca para as crianças...
Se for folclore, canto coral, visitas a museus, cinema e telenovela... ainda se aceita.
Então, se os pais nossos puderem deixar as crianças até à meia-noite, apenas nos dias em que há festa em casa, obviamente, então teremos uma Escola Pública de excelência.
"O objectivo, segundo o responsável da Confap, "não é transformar as escolas em armazéns de crianças". Nem sequer reforçar a carga lectiva, roubando tempo para a brincadeira"
Claro que não Bino, permite-me este tratamento de proximidade. O objectivo é, é... deixa cá ver... é libertar os pais da pesada responsabilidade de criar os seus próprios filhos. Não é para todos. E sempre é mais fácil e mais barato ser o Estado (nós todos) a criá-los, não é pai Albino? Afinal, é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.
Reitor
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Este é um bocadito violento
Ó Santos Silva. Tenha cuidado! Com essa vontade toda de malhar com especial prazer, ainda malha no Alegre ou ...no Pedroso.«Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chic»
Reitor
Eh! Eh! Eh!
Pois a Deborah prestou-se a vir a Lisboa armada em lavandisca promocional só para servir um objectivo do Governo socialista: o de fazer passar a ideia de que se tratava mesmo de um relatório da OCDE. Vasco Graça Moura. A ler no DN
Reitor
E não é por incompetência...
ReitorA Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) está a enganar as escolas e os professores
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Um lição de cidadania
Não é "insultuoso", como me retorquiu o ministro Silva Pereira, interrogar governos
sobre se houve troca de favores por dinheiro. É insultuoso para todo o sistema democrático o governo não responder. Ler todo o artigo no JN de ontem. Vale a pena.
Um artigo de antologia de Mário Crespo. Educativo, pedagógico e para ser lido em voz alta em qualquer aula de Filosofia, Português ou História ou até pelos desempregados do Instituto de Emprego.
Reitor
Falta de vergonha
O Ministério da Educação (ME) pretende recrutar professores reformados para, em regime de voluntariado, colaborarem no apoio aos alunos nas salas de estudo, em projectos escolares ou no funcionamento das bibliotecas, entre outras actividades
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Um filão por explorar
Esta professora teve classificação de Excelente (entre 9 e 10 valores) e o avaliador (Presidente do Conselho Executivo) riscou, literalmente, a menção de "Excelente" e escreveu a menção de "Bom". Como foi isto possível?
O ME deveria vir à praça explicar esta avaliação. Explicar como pode uma professora ter classificação de Excelente e nota de Bom.
É como se um aluno tirasse nota de 19 num teste de matemática e o professora lhe desse Bom. Caía o Carmo e a Trindade e, a esta hora, o pai da nação já teria vindo dizer que não estávamos no tempo do Salazar
Faço daqui um desafio ao professores que foram avaliados no ano passado: disponibilizem as vossas avaliações para, mantendo o anonimato, as colocarmos na blogosfera.
Acho que vamos ter com que rir durante os meses que nos faltam até Julho...
Reitor
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Ver pequeno entre os grandes
João Marcelino, director do DN, diz no seu artigo de opinião: A pressão do chamado caso Freeport apenas pode ser ultrapassada de duas formas por José Sócrates - ou aguardando pelo final de um processo que o coloque acima de todas as suspeitas (o que dificilmente acontecerá em tempo útil antes de todas as eleições previstas para este ano, porque a justiça tem os seus tempos) ou vendo reconhecida pela generalidade dos cidadãos a sua determinação e capacidade para tomar medidas e seguir em frente.