sexta-feira, 15 de maio de 2015

Obviamente


«a advogada, Elizabeth Fernandez, afirmou que vai "interpor recurso da decisão judicial que negou ao Afonso, como aluno do ensino doméstico, assistir às aulas, mas que lhe permite, paradoxalmente, ir ao recreio e à cantina da escola almoçar»


Ainda que não o patrocínio, o meu conselho foi este mesmo.
Obviamente, a escola, o dgest e o juiz não querem sabe dos direitos da criança para nada. Apenas estão preocupados com as consequências das opções dos pais:
"tendo os pais do aluno "optado pelo ensino doméstico, devem os mesmos conformar-se com a natureza e funcionamento do mesmo",
É uma chatice para o pastor sempre que uma ovelha faz um percurso (uma opção) diferente da do resto do rebanho. Logo dirá que se tresmalhou.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

Portugueses De Segunda


Portanto e para que não subsistam dúvidas:
1 - O aluno pode ter apoio de conteúdos nas instalações escolares e com professores da escola
2 - O aluno pode permanecer no interior da escola
3 - o aluno pode fazer recreio na escola com os colegas da turma
4 - o aluno pode alimentar-se nas instalações da escola
5 - o aluno há de poder nela defecar também, nas suas instalações sanitárias, bem entendido.
 
Apenas não pode frequentar as aulas na turma na qual está inscrito. Por causa da liberdade de escolha dos pais, dizem eles e nós escrevemos no nosso caderninho das anedotas.
Diz a direção da escola, diz a dgeste e diz o tribunal, para além do Arlindo, claro.
Se estas três entidades o dizem, só pode ser verdade.
A menos que a mãe recorra de uma decisão tão responsável e ganhe a causa.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Cabecinhas Pensadoras...


«Ameaças de procedimento disciplinar são absurdas e, se se concretizassem, voltar-se-iam contra directores»

«Se dúvidas houvesse, confirma-se o forte impacto da greve dos professores ao “exame Cambridge” e também as dificuldades que IAVE / DGEstE revelam, quando é posta em causa a sua vontade, em lidar com normas elementares da Democracia. Dificuldades em que não está infelizmente sozinho, pois, a reboque do já citado “a Direcção deverá agir em conformidade”, chegaram-nos informações de que haverá até directores a ameaçar com procedimentos disciplinares!
Ora, eis uma “possibilidade” surreal e absurda, já que o direito à greve é um direito constitucionalmente protegido, sendo aquela uma opção que o próprio ofício conjunto IAVE/DGEstE claramente afasta, quando, nos pontos 4 e 5, refere que, quem não se submeta a estas ameaças, mantendo a decisão de não completar a formação/certificação, não reunirá “as condições para obter a certificação creditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, correspondente a 25 horas de formação e a 1 (um) crédito” e ainda que “Os professores classificadores que não participarem nas tarefas de classificação que lhes forem atribuídas não poderão usufruir da dispensa da componente não lectiva, de acordo com o estipulado da alínea b) do número 2 do artigo 15.o do Despacho n.º 2179-B/2015, de 2 de Março”. Claro que, se algum vier a concretizar a ameaça, asneira em que sinceramente não acreditamos, os serviços jurídicos do SPN estarão à disposição dos seus sócios, quer para orientar a defesa nesse processo, quer no apoio à intenção, legítima, de apresentar queixa contra o(s) director(es) em causa, pois estaria em causa uma clara violação do direito à greve.
Cremos que, perante o exposto, a ideia de levantamento de procedimento disciplinar só pode passar mesmo por algumas cabeças menos arejadas, ou, passe o paradoxo, por alguns cabeças-no-ar… Aliás, atitudes deste tipo deverão até dar mais força aos professores, de inglês e não só, que têm participado nesta greve e que, também dessa forma, vêm mostrando o seu carácter e a força da sua/nossa razão! Parabéns, pois, a todos aqueles que têm dado corpo a esta luta contra a tentativa de subverter o conteúdo funcional docente e de colocar a Escola Pública ao serviço de obscuros interesses particulares.
Saudações sindicais!»
Tudo por causa desta carta. Não haverá quem tenha mão nisto?




segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Melhor Prognóstico Sobre o Futuro da Educação



... a roda depois de inventada manteve-se redonda ao longo de milénios. 



E ainda bem que as sucessivas melhorias que lhe foram sendo introduzidas não lhe alteraram nem o caráter nem a funcionalidade, nem a forma. Continua a ser redonda.