quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Encomenda

Recomendo a leitura desta peça do PÚBLICO. É um bom exemplo de incompetência jornalística ou do favor a quem manda ou dos dois.
Vejam bem a desfaçatez do escriba, que nos toma por tolos:  
  • O MEC não divulga a lista porque ainda não leu/analisou todos os dados de todas as escolas
O PÚBLICO pediu a lista completa das escolas com “prémio” para o ano lectivo que se vai iniciar. O ministério fez saber que “ainda não está terminada a análise/leitura por parte dos serviços de todos os dados relativos a todas as componentes que permitem às escolas obter créditos horários

  • O MEC não leu nem analisou todos os dados mas já sabe quais as unidades orgânicas com melhores resultados e, consequentemente, com mais créditos
Avançou, contudo, os nomes das duas unidades orgânicas com maior número de créditos obtidos por via da eficácia educativa ou da redução do abandono: o Agrupamento de Escolas Campo Aberto, na Póvoa do Varzim, e o Agrupamento de Escolas de Alcochete. Conseguem, cada um, 60 créditos semanais

  • Os progressos na melhoria dos resultados provam a bondade das medidas implementadas pelo MEC

Executivo entende que “os progressos obtidos na melhoria dos resultados na aprendizagem dos alunos constituem um indicador basilar de que as medidas que têm sido implementadas começam a revelar resultados positivos e fundamentais para o sistema educativo português

Contudo, não podia ser mais falsa esta declaração pois  todos sabemos que os resultados das aprendizagens dos alunos têm piorado nos últimos dois anos, em todos os níveis de ensino, exceto no secundário, conforme dados do próprio MEC
 
  • O MEC anuncia e o PÚBLICO transmite mansamente ao povo que as unidades orgânicas que obtiveram melhores resultados na melhoria das aprendizagens e na redução do abandono (resultados conhecidos apenas pela clique ministerial, a mesma que ainda não analisou todos os dados) foram duas daquelas em que o MEC gasta milhares de euros com o projeto FÉNIX. Conveniente.
 
Podiam ter mais vergonha e dissimular a encomenda? Podiam, mas não têm.
 
 
Reitor

É Verdade. Por Isso é Um Problema.

Muito mais organizados do que pais e contribuintes, os professores têm tido um peso excessivo na determinação das políticas de educação. O resultado é um sistema de ensino que é desenhado em primeiro lugar para eles, não para quem paga, os contribuintes, ou para quem deveria ser desenhado, alunos e pais.


Começa por provocar azia, passa rapidamente a úlcera duodenal  incómoda e, pouco depois, não tem cura.


Reitor

domingo, 24 de agosto de 2014

Falta de Vergonha II

 

Estive a ler a carta debaixo da velha cepa de tinta amarela. Aquela que testemunhou, segundo contava o meu avô, algumas conversas entre o tetravô paterno Casimiro e o maior escritor português de sempre.
E, na modorra de um magnífico cair do sol de final de agosto, vejo que a CAP(ataz) da DGAE ainda não percebeu que preside a uma instituição-empresa onde os utentes-clientes não a querem.
Temos de lhe recordar que o Agrupamento e todas as escolas a que preside prestam um serviço aos alunos que, por serem, na sua maior parte, menores de idade, são representados pelos pais e encarregados de educação. Ou seja, o agrupamento e as escolas que estão sob alçada desta CAP prestam um serviço aos pais e encarregados de educação dos alunos que a frequentam.
E que, representados por várias associações, já vieram dizer que não querem a CAPataz que lhes foi imposta pelo grande senhor DGAE/DGEST/SEEAE.

Quanto à lei, às ameaças, às irregularidades, deixem esses assuntos para os advogados e tribunais resolverem.


Reitor

sábado, 23 de agosto de 2014

Falta de Vergonha

 

COMUNICADO DE IMPRENSA

 
 
 
 
 
A desfaçatez só ombreia com a irresponsabilidade:
- um MEC que designa indivíduo derrotado e suspeito de irregularidades para presidir a um Agrupamento,
- um indivíduo derrotado nas urnas que aceita presidir aqueles que o derrotaram e, publicamente, o acusam de irregularidades.
 
É com exemplos destes que se educam as gerações futuras.
 
Liberdade de escolha, autonomia, municipalismo, descentralização... Uma treta. Depois venham os sindicatos de professores acusar aos autarcas de quererem mais poder para nomear os amigos para o cargo de diretores.
Os autarcas são mais limpos que estes mangas de alpaca que enxameiam os gabinetes da 5 de outubro e filiais. Dão a cara.
 
Reitor

domingo, 17 de agosto de 2014

Balanço Da Política De Nuno Crato



TAXAS DE INSUCESSO ESCOLAR: de 2001 a 2013


Clique na imagem para ver melhor
Ver aqui, p.27

Nos primeiros dois anos de mandato deste Governo, o insucesso escolar aumentou em todos os níveis, exceto no ensino secundário. Claro que, convenientemente, se incluíram neste último os alunos do ensino profissional. Se assim não fosse, o descalabro aconteceria em todos os níveis, exceto no ensino profissional.

Que melhor balanço ou avaliação política se poderia fazer de Nuno Crato e da sua equipa?
Não se safam nem na comparação com o lurdismo e o valterianismo.
 

Reitor

Como? Importa-se De Repetir? - II



Portanto, prof. Guinote, o aumento do insucesso do 1º para o 2º ciclo deve-se ao facto de os docentes deste último não defenderem os alunos dos maus resultados nas provas com o mesmo afinco que o fazem os daquele?
Bela conclusão, sem dúvida.
E o fenómeno segue por aí acima: a taxa de insucesso dos alunos do 3º ciclo é superior à do 2º e a do secundário ainda é mais elevada porque as "defesas" dos professores vão diminuindo. Estão mais professores envolvidos...
A defesa das criancinhas segue a máxima dionisíaca: ao menino e ao borracho põe Nossa Senhora a mão por baixo.


Reitor

sábado, 16 de agosto de 2014

Como? Importa-se De Repetir?


 
Esta é a grande diferença entre a minha escola e a escola do Dr. Filinto: os meus professores disciplinaram-me de modo a que, quando falasse os outros me percebessem, quando escrevesse os outros entendessem o que liam.
Na escola do Dr. Filinto e na escola de hoje fala-se para nada se dizer, escreve-se e ninguém consegue perceber.
Vamos lá tentar perceber o prof. Filinto:
a) o MEC cedeu à troika e a educação pagou o preço de uma governação desmedida. Ficamos sem saber se o preço pago pela Educação foi elevado ou se se tratou de uns trocos.
b) o edifício educacional sentiu um abalo. Ficamos sem saber se por causa da guerra que Israel faz na Palestina ou da ninharia que a educação pagou por uma governação desmedida.
c) depois desse abalo urge reerguer o edifício. Agora é que ficamos cegos. Então o edifício abalou ou caiu?

Depois queixem-se de o Crato querer avaliar os professores. E os diretores...


Reitor

sábado, 9 de agosto de 2014

Estás Descansado Porque Quem Te Deu o Tacho Vai Continuar a Por-te o Testo



Contactado pelo PÚBLICO, o Instituto de Avaliação Educacional (Iave) confirma este — e outros casos. “A incorrecção identificada pela candidata não é caso único. Existem 19 situações em que foi identificada uma troca da chave de resposta, o que representa 0,19% do total de provas classificadas e validadas.”
 
Cala-te


Quanto mais garantias dá o Dr. Hélder, mais descansados ficam os portugueses. Não lhe ligam nenhuma.
E os governantes que incharam de satisfação pelos primeiros resultados da pacc - afinal, tinham razão em querer avaliar os professores para separar o trigo do joio - ficaram amarrados a uma correção incompetente, da responsabilidade do IAVE. Em consequência vão dar cobertura a mais uma irresponsabilidade do Dr. Hélder.
Obviamente, não o demitem porque conseguem ser mais fraquinhos que ele.


Reitor

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Normalidades Educativas

Dessa análise pode-se concluir que 90% dos erros estão relacionados com os seguintes aspetos da ortografia: uso incorreto da acentuação (cerca de metade do valor total), troca de vogais, troca de consoantes ou uso incorreto de consoantes, aplicação incorreta do plural e registo incorreto de formas e de conjugações verbais", lê-se num comunicado do instituto divulgado hoje.

Portantos:
63% dos profs que se submeteram à pacc dão erros ortográficos. Ou seja cerca de 6.400 em 10.200.
Como há mais cerca de 140.000 professores no sistema, a "ensinar" os jovens portugueses, que não realizaram pacc, fácil será concluir que, caso a tivessem realizado e a taxa de erros fosse similar, cerca de 88.000 dariam erros ortográficos,  não é verdade?
Em síntese,  nós portugueses contribuintes pagamos o ordenado a 88.000 professores que não sabem escrever.
Claro que podia tirar outras conclusões mas, qualquer outra, equivaleria a ter de chamar os burros pelo nome e colocar em causa a inteligência dos doutores Hélder Sousa, Nuno Crato e João Grancho.

Reitor

domingo, 3 de agosto de 2014