quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um Estudo Pobrezinho Que Devia Envergonhar Quem o Assina, Mas Não Envergonha, Parte II

  • O relatório que encheu de satisfação alguns funcionários públicos não culminou nenhum estudo de apuramento do custo por aluno, como afirma logo no título.
  • Como dava muito trabalho saber o custo por aluno, optou-se por apurar o custo por turma, com o declarado objetivo de proceder à alteração (leia-se, ao corte de financimento) do modelo de financiamento público aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo em regime de contrato de associação.
  • Aliás, em bom rigor, nem sequer se apurou o custo de cada turma, estimou-se!?!

Aqui chegados, para que serve o estudo senão para reduzir o financiamento das escolas privadas com contrato de associação?


Reitor


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um Estudo Pobrezinho Que Devia Envergonhar Quem o Assina, Mas Não Envergonha - Parte I

 
 
O general, na ânsia de defender o (seu) emprego a todo o custo, não teve qualquer pejo em atirar areia aos olhos de quem o lê. Retorceu tanto as conclusões do relatório do Tribunal de Contas que até afirmou que, de acordo com esse mesmo relatório, a educação dos jovens era mais barata nas escolas públicas que nas privadas, o que é falso como se pode ler no relatório.

Agora, percebendo que o barco está a afundar, agarrou-se a esta tabuinha que vagueava em alto mar para ver se não se afogava.
O Estudo é tão aprofundado e (in)competente que nem foram consideradas as despesas:

  • Da algumas rubricas da atividade 192
  • Dos vencimentos do pessoal docente sem atividade letiva (mas que trabalham nas escolas).
  • Dos vencimentos do pessoal não docente (cozinheiras) que trabalham nas escolas.
  • Das despesas de investimento que se fazem nas escolas (pinturas, obras de construção civil, aquisição de equipamentos, software e material informático, as dezenas de milhões de euros gastos (sim, gastos) com o Plano Tecnológico e as centenas de milhões gastos pela Empresa Parque Escolar (p.3).
  • Da rubrica 010108 – Pensões transitórias de aposentação;
  • Da rubrica 010115 – Remunerações por doença e maternidade/ paternidade;
  • Da rubrica 010212 – Indemnizações por cessação de funções;
  • Da rubrica 010303 – Segurança social - Subsídio familiar a crianças e jovens;
  • Da rubrica 010304 – Segurança social - Outras prestações familiares;
  • Da rubrica 010308 – Segurança social - Outras pensões;
  • Da rubrica 010310-PO – Outras despesas de segurança social – Parentalidade;
  • Da rubrica 010310-SD – Outras despesas de segurança social - Subsídio de desemprego. (pags. 3 e 4)
  • As despesas com os alunos nas escolas mais caras do país, colocando-lhes o rótulo de outliers. p.63
  • De 26% (299) das escolas em (1140-841), p.3
E, logo na página 4 surge uma conclusão absolutamente disparatada, digo, absolutamente brilhante:
“Obviamente, mais turmas implica mais professores e mais salas, independentemente do número de alunos na turma. Portanto, a unidade de custeio só pode ser a turma, o custo por aluno terá de ser feito dividindo a turma pelo número de alunos”
Os ilustres subscritores do relatório consideram que a unidade de custeio só pode ser a turma, portanto calculam o custo por turma, independentemente do número de alunos que cada turma contém.
Não alcançaram, obviamente, que se as turmas tivessem os alunos de lei (mínimo 26), o custo por aluno subiria em flecha uma vez que se constituiriam apenas 22.061 turmas e não as 27.313 que refere o relatório na p. 40.
 
O custo total por turma seria de 127.548 euros (2.813.830.479€ / 22.061 ) e não os 103.022 de que se fala na p. 41. Muito mais que os 85.000 gastos por cada turma no privado.
E o custo por aluno seria igual a 4.906 euros e não os 4.786 referidos na p. 41

Claro que a estes custos haveria ainda que juntar os custos com as obras, equipamentos, instalações e pessoal que o grupo responsável, convenientemente, retirou do estudo.
 

 Reitor

domingo, 18 de novembro de 2012

Seque a Teta do Estado, Decidem Os Que Agora Mamam

Combater o desemprego na área da educação, quer ao nível do setor público quer ao nível do setor privado, nomeadamente através de:
...
...
e. Definição de uma orientação que impeça a entrada de novos alunos para os cursos de formação inicial de educadores e professores no ano letivo de 2013/2014

Professores formados pelo Estado, empregados do Estado e a receberem - alguns sem trabalhar - dos cofres do Estado, absolutamente instalados há décadas, sem um pingo de vergonha, juntam-se em Coimbra para conversar e almoçar à custa do erário público.
Depois da comezaina e de um tinto alentejano decidem.
Decidem que ninguém mais deve entrar no seu clube de instalados.
Decidem que ninguém mais, para além deles, deve poder alambuzar-se na teta do Estado. Por fata de emprego, dizem esses bem-de-vida. 
Decidem que o Estado, esse imennnnnnso patrão, deve comandar a vida dos jovens estudantes impedindo-os de seguir o curso que querem, esquecendo-se de decidir se o Estado deve encarreirá-los para os cursos em que há menos mamões ou, não vá a teta secar, impedi-los de estudar.
Decidem reivindicar que não seja posto em causa o necessário investimento público, nomeadamente na Educação, nomeadamente para continuarem a ter salário sem trabalhar.



Reitor

Ínclita Geração



 
 
 
 
 
Reitor

sábado, 17 de novembro de 2012

Os Privilegiados Do Costume




Podemos ter muitas dúvidas sobre a situação atual e o futuro;
Ninguém saberá, agora, quais as consequências e efeitos económicos e políticos das asfixiantes medidas financeiras e fiscais que este governo está a tomar. Podem vir a dar resultados e salvar as geraçõs futuras; podem afundar ainda mais a economia e a saúde financeira do país. Who  knows?
 
O que sabemos, especialmente todos os que criam emprego e os que trabalham no setor privado é que em nenhuma empresa ou organização, encerrada ao sábado e ao domingo (como acontece com as escolas, acho eu) se inicia um contrato num desses dias, ou seja, nenhum trabalhador é contratado, começa a trabalhar, a receber salário, a contar tempo para férias e reforma, em dia de descanso semanal da empresa e ao domingo.
É coisa que não lembraria ao diabo, mas ...lembrou ao M.E.C.
 
 
 
Reitor

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quando a Realidade Se Impõe Por Si Própria

Os defensores da escola-pública-a-todo-o-custo-e-a-qualquer-preço não ficaram muito satisfeitos com o relatório do TC. O tal que estilhaça o maior dos dogmas que habitam nas calibradas boquinhas dos defensores da Escola Pública: afinal e ao contrário do que sempre disseram, cada contribuinte português gasta mais euros com a educação de cada criança nas escolas públicas que nas privadas.
Afinal, a "Escola Pública", para além de toda a insuficiência e ineficácia ainda nos sai mais cara que a escola privada. A crer no Tribunal de Contas, obviamente.
Depois de publicado o relatório do TC e das suas inconvenientes conclusões, os ideólogos de esquerda começaram a preparar a cartilha para desocultar as lacunas metodológicas do outro relatório que há de vir.
O argumento mais bera saiu da pena do general Guinote neste textozinho onde defende esta brilhante ideia:
O custo por aluno nas escolas públicas é mais elevado que nas privadas porque aquelas têm professores às moscas (os célebres horários-zero que, a seu tempo, merecerão uma tese de mestrado) e as privadas não. Assim sendo, uma boa forma (não problemática, diz o general) de diminuir os custos com a educação, seria transferir os alunos das escolas privadas com contrato de associação para as escolas públicas ocupando os professores que têm às moscas.

O mesmo raciocínio se aplicaria - não fosse em si mesmo demasiado pedagógico - no caso de o agrupamento de escolas das Olaias precisar de contratar professores e no agrupamento de escolas da Damaia estivessem professores sem trabalho: transferiam-se os alunos das Olaias para a Damaia e o problema ficaria resolvido.

Contudo, pelo que se lê nos jornais, parece que os problemas da educação não residem nas escolas privadas. Ainda bem que há escolas privadas.


Reitor

domingo, 11 de novembro de 2012

Mas, Afinal, Quantos São Ao Certo?

 
 
O esfomeados?
Os que não têm dinheiro para comer?
Os filhos de de pais envergonhados?
Os que não conseguem comprovar a necessidade de apoio?
 
Que a CONFAP precisa de bandeiras de miséria para desfraldar nas suas lutas políticas, já se sabe. O que não sabemos e a CONFAP deveria dizer-nos é, exatamente, quantos são os alunos que miseravelmente passam fome.
 
 
Reitor

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ah! Agora Percebi! O Que Os Portugueses Precisam é De Um Professor Que Lhes Dê a Conhecer o Mundo No Qual Se Movem



Os portugueses, especialmente os mais simples, os menos letrados, enfim, os que têm filhos nos escalões A  e B, precisam de um tutor que lhes explique qual o melhor café do bairro. Ou o melhor caminho para chegarem ao trabalho.
E nunca o Sr. António poderá fazer uma escolha livre nem, muito menos, a melhor escolha do restaurante onde há de jantar no próximo sábado, se não tiver quem lhe dê a conhecer todos os restaurantes do país. Ou, pelo menos uma leque alargado de opções para degustação.
Já para não falar na reduzida liberdade do paizeco que escolheu o Colégio Moderno ou daqueloutro  que optou pela Infanta D. Maria para matricular o filho. O mais certo é não ter tido aceso a toda a informção que permitisse uma  escolha "livre".
 
 
Deus nos livre dos informados. 
 
 
Reitor

terça-feira, 6 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

E Por Que Não o Fim Dos Diretores Das Escolas? A Manterem-se As Coisas, Mais Vale Que Seja a DGAE a Dirigi-las!


Há coisas que nunca mudam...

1 - A Direção Geral de Administração Escolar existe e dá emprego a centenas de portugueses.

2 - A Direção geral de administração escolar existe, sobretudo, para abrir, desenvolver e dar por findos concursos de professores. A DGAE não paga os ordenados, não avalia, nem gere os professores e funcionários do MEC. Trata dos concursos e dos recursos.
3 - Não tiversse a DGAE responsabilidades nos concursos e colocação de professores, colocar-se-ia a seguinte questão: para que serve a DGAE se existe a DGAEP?

4 - Não há exemplo de a DGAE ter feito alguma vez as colocações de professores em tempo útil e de acordo com as necessidades das escolas e dos alunos. Pura e simplesmente, as escolas e os alunos - principais beneficiários das colocações de docentes - são irresponsavelmente ignorados.

5 - Este ano não fugiu à regra. Veja-se o que os próprios diretores das escolas dizem publicamente: aqui e aqui. Veja-se a confusão que existe.
Os alunos e as escolas que aguardem o fim das disputas entre o governo e os diretores que, ao contrário do que este (des) educador de portugueses pensa, ainda vão no adro e o MEC pagará sempre.

6 - Perante este dilúvio, qual é o caminho a seguir? Refunda-se a coisa? Responsabilizam-se os incompetentes? Alteram-se as práticas obsoletas de anos? Inova-se? Liberaliza-se?

Não, não, não, não. Nem pensar em liberalizar.

A solução será, para os idiotas do costume, acabar com a contratação pelas escolas, desresponsabilizando-as de escolher os seus trabalhadores; reforçar a centralização e avolumar as competências na DGAE, transferindo para este organismo central a responsabiliduade de selecionar os professores dos portugueses mais jovens.
Seleção feita sempre tarde, sempre mal, sempre de forma insuficiente.
E a DGAE não poderia ter ajuda maior que a dos líderes dos diretores das escolas, que vêm oferecer e pedir que se transfira, deles para à DGAE, uma competência que o Partido Socialista lhes tinha oferecido com tanto ardor socráticolurdistas.

Só falta mesmo vir o alvinopainosso dar a sua venção a esta geni(t)al ideia de virar à esquerda quando toda a companhia segue pela direita.



Reitor