sábado, 22 de outubro de 2011

A Escola Estatal Ganha Com a Escola Não-Estatal


Obviamente.

Reitor

Meu Filho

Nasceste, como eu nasci, num país de cultura atávica. Num país onde se prefere a protecção do nepotismo ao risco da emancipação. Um país habituado à segurança, mesmo que na pobreza relativa. A revolução não nos mudou, apenas transformou tudo em direitos. Os empregos tinham de ser para a vida, de preferência empregos no Estado. Ninguém pôde tocar nas rendas antigas, pelo que a minha geração teve de ir á procura de casa própria e a tua… nem isso. Os despedimentos são tabu. Houve até quem assumisse “direitos” como a reforma aos 55 ou 56 anos.
Neste país não há profissões: há posições. Quem as ocupa chama-lhes suas, e barra os caminho a todos os competidores. Neste país não há feriados: há “pontes” e fins-de-semana alargados. Neste país detesta-se a avaliação: somos todos “bons” ou “muito bons”. Neste país fala-se muito dos jovens, mas não há oportunidades nem bons olhos para os mais novos.
... 
Vivemos de mentiras – votámos mesmo em mentiras apesar de vários alertas – e na ilusão de que o dinheiro chegaria sempre. Não chegou. A factura que estamos a pagar é imensa. A que te vamos deixar, além de imensa, é imoral. Ler o texto todo de José Manuel Fernandes

Reitor

Brilhante Análise Aos Rankings Das Escolas

Mas a invocação do sócio-económico para justificar os maus resultados de muitas das escolas é um argumento não tão inocente quanto possa parecer. Em boa parte a mediocridade dos resultados escolares resulta desse dogma de que no ensino básico e secundário os resultados são proporcionais ao gigantismo dos investimentos estatais e à riqueza das famílias.  
Cabe perguntar de que servem pavilhões majestosos recuperados pela Parque Escolar se eles podem ser vandalizados à vontade? De que serviu oferecer computadores a quem não sabe a tabuada? De que serve gastar milhões com um ensino público que certamente por ironia se chama gratuito e que não é valorizado enquanto enorme esforço para os contribuintes e de toda uma sociedade que aposta na formação das crianças e dos jovens?  
... Seriam por acaso provenientes de famílias abastadas e perfeitamente integradas os alunos ucranianos que mal chegaram a Portugal se tornaram nos melhores alunos das escolas deste país? Frequentemente nem os pobres são tão pobres nem os ricos tão ricos quanto defende o “sócio-economiquês” para justificar os maus resultados de determinadas escolas. O que muda, e muito, é o que as famílias e os alunos esperam da escola e o respeito que mostram por ela.  Helena Matos, aqui.

Reitor

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Adoro a Rachida




Reitor

A Mandina Soares Está à Espera Das Obras Que a Amiga Milú lhe Prometeu Mas Não Fez



A stora Armandina Soares era muito amiga da Ministra da Educação, doutora Maria de Lourdes Rodrigues, que Deus tem na FLAD.
Essa bonita amizade foi reforçada com a atribuição, pelo ME, do prémio nacional de mérito e liderança  à stora Mandina.
A stora, agradecida, fez, pouco depois, uma visitinha de cortesia à sua amiga milú. Chefiando uma brigada de 13 professores foi ao ME defender o milumodelo de add.
Logo de seguida, uns inbijosos acusaram o Governo de pagar favores à stora Mandina.  Uma injustiça que os órgãos de comunicação social trataram de ampliar. (Até o Ramiro, esse intelectual ultraliberal, veio ajudar)

Agora, foi-se a Milú e a Mandina ficou com as sanitas avariadas. Uma injustiça.

Reitor

domingo, 16 de outubro de 2011

Um Tributo à Transparência





Independentemente das leituras que cada um possa fazer dos resultados dos exames, o acesso  (forçado pelos tribunais),às bases de dados do M.E. pelos órgãos de comunicação social está para o exercício da cidadania como o direito de voto para o exercício da democracia.
Após longos anos de luta, empreendida pelo diretor do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, os tribunais reconheceram o direito dos cidadãos à informação a que apenas uma clique "estatal" tinha direito de acesso.
A publicação dos resultados do exames e a elaboração de vários "rankings" veio tornar mais transparente a actividade do Estado, veio dotar os cidadãos de mais meios para exercerem uma cidadania responsável e veio recordar aos "democratas" que vivem à custa do erário público e aos "gestores" da informação pública que o Estado é de todos e não apenas dos que comem à mesa do orçamento.

Quantos mais melhor, vivam os rankings.


Reitor

Certeiro

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um Verdadeiro Socialista


Passos Coelho até tinha um discurso agradável, moderno e de pendor liberal.
O seu discurso reforçava e valorizava o indivíduo, a liberdade individual e a justiça.
Um discurso social democrata.
Nas últimas semanas, não sei se por efeito dos vapores emanados pelos "sistema" está a guinar à esquerda. E que guinada.
Está um verdadeiro socialista. Tão socialista, tão socialista que deu cobertura política ao Crato na supressão do prémio de mérito aos melhores alunos (ainda hoje me custa a acreditar em tão grande asneira). Tão socialista, tão socialista que cai no velho erro estalinista de fazer engenharia social para ultrapassar a crise: nunca um governo social democrata poderia impor medidas de combate à crise, diferenciadas consoante a relação jurídica de emprego dos portugueses.
Se há crise, todos os portugueses no activo e a receber pensões, reformas e mais-valias teriam de ser chamados a pagar a crise, na justa medida dos seus rendimentos.
Todos os que trabalham perderiam o 13.º e 14.º meses, todos teriam de trabalhar mais meia-hora, a todos se cortaria, na mesma proporção, a reforma ou a pensão, a todos os rendimentos de capitais e e mais valias se imporiam as mesmas taxas e impostos.
Isto sim. Isto seriam medidas verdadeiramente sociais democratas e responsabilizadoras de cada português.



Reitor

Yo Non Creo En Brujas, Pero Que Las Hay Las Hay





Reitor

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Probabilidade De Os Socialistas Incomodarem Passos Coelho: 0,001%

O secretário-geral do PS, António José Seguro, admitiu que a hipótese dos socialistas votarem contra o Orçamento do Estado para 2012 "é reduzidíssima", dizendo que a probabilidade de tal acontecer é de "0,001%".


Fraquinho, molezinho...



Reitor

Muito Acertado



Digo mais: seria a maior revolução em Portugal depois da de Abril.
A esquerda não demorará em diabolizar a justiça americana. Será lançada poeira aos olhos dos portugueses, agitar-se-ão todos os espantalhos ideológicos para deixar tudo na mesma.
Como de costume


Reitor

Acertado

Fenprof incita professores a não assinar contratos 'mistos' por serem ilegais






Reitor

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Regresso Do Condenado

Photobucket



Num programa dedicado às famílias...



Reitor

Uma Frase Assassina



Uma Ordem profissional faz o que deveria ser feito pelo Governo.
O Governo atraiçoou as expectativas dos alunos e das famílias, precisamente numa matéria em que deveria ser ele a dar o exemplo. Respeitar as próprias regras que criou, incentivar a procura do mérito e o esforço da sociedade civil deveriam ser obrigações centrais de um governo que respeitasse a liberdade e a livre iniciativa dos cidadãos

Crato levou uma estocada dianteira que o deixará a sangrar por muito tempo.

Triste figura.


Reitor

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Defensores Do Estatismo Criticam Critérios Tipicamente Estatistas

Hoje lê-se no CM que  há uma escola em Sintra que escolhe professores de acordo com o critério da ordem alfabética. Sobre o assunto, já se ouvem pios da esquerda.  
De uma esquerda moderna, levezinha e de cunho utilitário. E de uma esquerda arreigada nos livros que se leram na juventude, mas cujo processo de evolução - inevitável pelo confronto dos antigos postulados com a realidade e o bom senso - ainda não está completo. Falta pouco.
Curiosamente, para estas esquerdas que ficam maravilhadas com a utilização do critério "ordem alfabética" na contratação de um professor, já é normal que se utilize o critério tempo de serviço. Ou antiguidade. Ou classificação académica (o da avaliação do desempenho já seria problemático).
Nos seus inamovíveis e privilegiados postos de funcionários públicos (atenção: privilegiados, porque fazem parte da minoria de portugueses que se pode dar ao luxo de ser funcionário do Estado), esquecem que o critério "ordem alfabética" tem exatamente o mesmo valor e é idêntico aos critérios "antiguidade", "tempo de serviço", "altura", "cor dos olhos" e outros que tais.

Ou seja, não valerá de muito diabolizara/ridicularizar critérios esquisitos de contratação de pessoal para funções públicas e, dessa forma, defender o centralismo concursal se aqueles que defendem têm a mesma índole. Tiros nos pés.


Reitor

Bem Visto, Sim Senhor

Deixem-se de truques, paguem e admitam que fizeram parte da bebedeira coletiva do endividamento que tombou sobre o nosso país entre 1995 e 2010. Enganaram-nos e nós gostámos
Fizemos do ensino e da educação instrumentos ao serviço de mitos, mentiras e ilusões.

Certeiras palavras do Ramiro, que subscrevo com gosto.


Reitor

sábado, 8 de outubro de 2011

Um Problema Emergente



Portanto e em resumo:
1 - Queres influenciar a construção da Escola de Santiago do Bougado para poderes chegar à presidência da Junta de Freguesia ou, mais provável, à Câmara de Trofa.
2 - Pelo caminho, aproveitas o lanço para valorizares a carreira profissional na qual tens investido muito.
3 - Nos intervalos, vais "simplificar a relação entre a tutela e as escolas", apostar “num acompanhamento muito próximo das escolas” e tentar “ajudar a resolver problemas emergentes".

Planos ambiciosos, sim senhora. Boa sorte, setora Isabel.


Reitor

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Escolhemos Mala e Sapatos... Escolhemos o Quiosque... Escolhemos o Carro e a Casa, Mas a Escola, Há Outros Que Escolhem Por Nós. Porque Será"?

Palavras certeiras como punhais.

Caro leitor, permita-me que lhe pergunte: esta manhã, foi sua a escolha da roupa que traz vestida? E o pequeno-almoço – leite, chá ou café, torradas ou pão fresco – foi decisão sua? E o meio de transporte que o trouxe ao trabalho, foi você que escolheu? Até o jornal – vejo que optou pelo ‘CM’ – a escolha foi sua, não? 
E se lhe perguntar sobre escolhas mais determinantes. Por exemplo, a escolha do carro, foi sua? Provavelmente pediu referências, não? Consultou os catálogos, comparou preços, discutiu o assunto em família, chegaram a um consenso, mas a escolha foi sua, correcto? E a casa? Não sei se gosta da sua casa, se é grande ou pequena, se está a precisar de obras, se a vizinhança é barulhenta, de facto, nem sequer sei onde mora, mas aposto que foi você que escolheu a sua casa, ou estou enganado? 
E já agora, a escola, foi você que escolheu a escola dos seus filhos? Não?! Não acha estranho?  


Reitor

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Em Verdade Vos digo, o Que Precisamos Mesmo é De Uma Convulsãozinha Proletária


Na verdade, a dita "Escola Pública" portuguesa dos últimos 37 anos sempre foi isto mesmo: um instrumento ideológico utilizado pelos "pais" e "filhos" de Abril para promover a coletivização da sociedade e, a crer no xicoesperto, reforçar a "coesão social".
A "Escola Pública" que, note-se bem, nem sequer é mencionada no texto Constitucional (ao contrário da escola particular) tem sido um poderoso instrumento ideológico nas mãos deste e doutros marmanjos que vivem à sombra do orçamento do Estado há dezenas de anos.
Marmanjos que não se contentam em ter emprego certo e ordenado estável. Em ter patrão que não controla nem a assiduidade nem a pontualidade no trabalho e ainda lhes oferece formação, mestrados e doutoramentos, tudo em horário laboral ou parcialmente laboral. Sem perderem tusto no final do mês.
Proletários, intelectuais e inginheiros sociais que querem continuar a mamar. E, vendo a mama a secar, nem sequer se inibem de ameaçar com convulsões sociais.

E como defendem que "... a coesão social está umbilicalmente ligada à acção colectiva e constitui o garante do convívio harmonioso entre os membros da sociedade (sic.)",  espero que o Governo demore pouco em lhes atribuir as tarefas de limpeza, "... de vigilância e controlo dos corredores e pátios, assim como de manutenção de alguma ordem nesses espaços" escolares.
Não só porque são tarefas que   não podem ser atribuídas "...a qualquer pessoa só porque está na lista do desemprego", mas também porque será uma forma de todos os trabalhadores da Educação promoverem e garantirem um convívio harmonioso entre os membros da sociedade, neste caso, com o pessoal do fundo de desemprego que actualmente trabalha nas escolas em condições miseráveis.

Reitor