segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Prefiro Comprar No Euromarché

"Odeio os caroços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. E uvas sem grainhas. É uma trabalheira"

"Prefiro fazer batota a ter de perder"


Maus exemplos! Nem à borla!

Reitor

"É tempo de mudar de página"

"Nestes quatro anos e meio, o Estado transformou-se de modo insustentável numa máquina ao serviço do poder e dos que o ocupam, dos que protege e dos que lhe são submissos, com raras e honrosas excepções que só confirmam a regra"

"Criou-se um ambiente de intriga e de falsas verdades, diluíram-se pilares da sociedade como a família e o casamento, para impor a vontade da lei onde devia prevalecer a liberdade individual", a coberto de "proteccionismos pseudo-esclarecidos" e entrando-se no "declínio e na erosão dos valores cívicos e éticos"

"...A manipulação ou a gestão política dos anúncios ou dos dados políticos passou os limites do tolerável".

O resto está aqui.
Serão poucos os professores portugueses que não subscrevem este diagnóstico certeiro de MFL.
Reitor

domingo, 30 de agosto de 2009

Sr. Professor! Mude de camisa. O rosa não condiz...


"... não posso deixar de assumir que pela primeira vez na minha vida, vou ser candidato como número um à Assembleia Municipal de Gondomar. Embora integre a coligação Gondomar em Boas Mãos, liderada pelo PSD, assumo um estatuto de independente ..."

Ainda bem que o sr. Professor JMA tornou públicos os motivos da sua candidatura.
Ficamos a saber que este "mergulho" tardio na política se deve apenas às nobres razões da participação cívica.
Pena temos que estas nobres razões não tenham brotado há mais tempo. Afinal, o senhor professor nasceu e vive em Gondomar há tantos anos...
Algumas más línguas - que as há - já me sussurram que o prof. há muito que procurava um tacho na política e, agora que se começavam a sentir os ventos de mudança, estava a virar-lhes as costas. Aos ventos, claro.
Mas não. Os motivos da sua candidatura independente, que teve a coragem de tornar públicos, desmentem as más-línguas e são compreensíveis para todos os professores portugueses. E não professores.
Até digo mais: acho que os professores de Gondomar vão votar em si.

Boa sorte e veja se muda de camisa, s.f.f.

Reitor

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A verdade está à frente do nosso nariz

"Todos os estudos e indicadores revelam a necessidade de orientar as políticas para uma maior qualidade do ensino, mas os socialistas optaram por uma política que estimula o laxismo, a falta de disciplina e o facilitismo na avaliação. Para melhorar estatísticas e exibir efeitos de curto prazo, o que se criou foi um clima de desconfiança e desprestígio que, sob a bandeira de uma falsa inclusão, redunda na mais flagrante injustiça social e acaba por prejudicar todos e o País".

E "...durante séculos a verdade irá continuar à frente do nariz das pessoas mas estas não a tomarão: irão persegui-la através da fabricação, precisamente porque procuram algo fantástico e utópico"Dostoievski

Os utopistas do costume já vão "vendendo" a teoria de que o voto nos pequenos partidos - algo me diz que no BE ou na CDU - benficia os professores e a escola pública. Seria a desgraça de uns e da outra.

Os professores mais "incrédulos" - cuja incredulidade se vem manifestando, sem surpresas, desde 2005 e, mais exuberantemente, desde o ano passado quando faltaram às manifs, às greves e a todas as acções que pudessem por em causa o socretino governo - porque "são todos iguais"; porque "não adianta nada"; porque "os outros fazem greve", diziam - já começaram a exsudar a fedentina do costume: "os políticos são todos iguais". Tanto vale a MFL como o Sócrates.

Os "anjinhos socialistas" disfarçados de comentadores e opinadores - ou os comentadores e opinadores disfarçados de "anjinhos socialistas" - também já sairam à rua. Com a ladaínha do costume: Ah! São só palavras. Quero ver para crer. Falta saber que modelo de avaliação é que virá por aí... E outras ventosidades largadas pelo caminho.

Talvez a solução para os professores e para a escola pública seja mesmo votar em Louça!
Ou, melhor ainda, votar em Sócrates.

Reitor

Retomar o Caminho Certo: Respeitar os Professores; Valorizar a Escola Pública.

Combateremos o facilitismo e promoveremos a instalação de uma cultura de exigência e de rigor, que traduza uma efectiva valorização do ensino e o seu reconhecimento pelas famílias, pelas empresas e pelos alunos e que premeie oesforço e o mérito.

Alteraremos o Estatuto do Aluno, valorizando a assiduidade, disciplina e civismo, revogando as normas que possibilitam faltas quase permanentemente justificadas e sobrecarregam os professores com a obrigação de repetirem sucessivamente testes a alunos faltosos.

Simplificaremos os processos de punição das infracções disciplinares dos alunos, para sancionamento da indisciplina e da violência nas escolas.

Consagraremos formas de participação e de co-responsabilização dos encarregados de educação

Restabeleceremos o prestígio dos professores, reforçando a sua autoridade e condições de trabalho ... centrando a sua acção no trabalho pedagógico e aliviando a sua carga burocrática.

Afirmaremos a necessidade da existência de um processo de avaliação dos professores e da sua diferenciação segundo critérios de mérito.

Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, ... garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação.

Reveremos o Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no respeitante ao regime de progressão na carreira, corrigindo as injustiças do modelo vigente e abolindo a divisão, nos termos actuais, na carreira docente.


Iniciaremos uma reestruturação da administração educativa ...visando o fim do “monstro burocrático”.

Apostaremos seriamente na atribuição às escolas da generalidade dos poderes de gestão e administração do seu projecto educativo.

Teremos como objectivo o progressivo alargamento da liberdade de escolha entre escolas da rede pública.

Reitor

"O verdadeiro, o bom, o inigualável é simples e é sempre idêntico a si mesmo, seja qual for a forma sob a qual ocorre."

Para calar críticas, o governo tentou sistematicamente denegrir, agredir e desprestigiar os mais importantes agentes do sistema educativo: os professores.


Reitor

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Desvelando Intrujões (actualizado)

1 - Descompor
2 - Arrasar
3 - Demolir
4 - Arruinar

Excelente quadro: Manipulação oficial de dados estatísticos; Serviços Públicos ao serviço de interesses políticos e partidários; incompetência técnica; falta de escrúpulos; falta de ética; vigarice.


Reitor

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ó Bino! És capaz de apontar o Canadá e a Dinamarca?


"Comparativamente a outros países, Albino Almeida indicou que no Canadá e na Dinamarca «o sistema educativo não permite insucesso, define à partida conhecimentos e competências que os alunos têm de ter».

Quero enviar para lá uns asnos para garantir que alcançam o sucesso, os conhecimentos e as competências que a nossa escola lhes nega desde o infantário...

Reitor

O "futuro" é a arma dos políticos medíocres

“Este resultado quer dizer que o país tem agora uma boa notícia ao nível da qualificação desta nova geração, para poder enfrentar, no futuro, os desafios e os problemas com mais segurança e confiança”, afirmou José Sócrates

E, quando o futuro chegar, os pobres portugueses vão perceber que o "sucesso escolar", nos cursos EFAs ou Novas Oportunidades lhes deixou apenas um diploma e muitas ilusões. O sucesso escolar não lhes facilita a progressão no emprego, nem lhe dá emprego. E o pior de tudo, aquilo que lhes vai doer mais fundo é que vão perceber, às suas próprias custas, que NÃO poderão mostrar os diplomas dos seus cursos a nenhum empresário, sob pena de serem gozados e o putativo emprego ir por água abaixo. Por causa das "excelentes qualificações" que ostentarão nos diplomas.
Nessa altura, os políticos que os intrujaram, descaradamente, diga-se, assobiarão para o ar numa prateleira dourada, tipo GALP ou PT.

Por isso é que acho que os mimos que Alberto João dirige ao ingº Sócrates, como por exemplo dizer que o Governo é um "bando" ou então que Sócrats é "mal-educado, mentiroso e doentio" são muito menos graves para a democracia e menos prejudiciais para a economia portuguesa que o engodo do "sucesso escolar", das "certificações" e da "qualificação" que o "artista" ingº vende aos papalvos.

Reitor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Uma Primeira-Ministra Às Direitas

O que disse Manuela Ferreira Leite na melhor prestação pública de que tenho memória:

Claustrofobia democrática:
"Este tipo de ambiente que está a ser criado no país, e que só foi criado desde o 25 de Abril, pelo Governo de José Sócrates não me intimida nem me condiciona.

Estocada de morte ao Moita:
Se eu votasse em Santarém, com certeza que votava nele, a única coisa que acho estranha é que, se discordasse tanto da orientação política de um partido, não aceitaria o apoio desse partido para a candidatura como independente.

António Preto:
Não me pronuncio sobre casos de justiça. Do ponto de vista político, há, se calhar, casos mais graves. Não sei se é um incómodo [a inclusão das listas de candidatos a deputados], mas aquilo que para mim seria muito incómodo para a minha consciência era violar um princípio que tenho estabelecido, que é o de não me pronunciar sobre casos de justiça.

Os boys:
O que me preocupa é que tenha havido dois deputados do PS que tenham considerado que se tivéssemos ouvido [assessores da presidência para a elaboração do programa eleitoral do PSD] na qualidade de especialistas isso tivesse algum mal. Acho que é uma coisa gravíssima do ponto de vista da democracia. O que está a acontecer, pelo simples facto de isso ser dito, é grave porque denota um sintoma que neste momento está generalizado na sociedade portuguesa, que é uma asfixia democrática e um sentimento de que existem retaliações.

O Estado ao serviço de um Partido:
Acho que [a auditoria às contas públicas feita há quatro anos pelo Banco de Portugal] foi uma farsa desagradável
. O que o PS fez foi pedir ao Banco de Portugal que construísse um número que se ajustasse àquilo que era a política que eles queriam seguir. O que foi feito nessa altura não foi uma auditoria às contas. Foi uma criação de uma valor para o défice, como se não houvesse Governo, ministro das Finanças e como se todos os serviços tivessem os valores orçamentais a que teriam direito só porque os pediam”.

Uma grande senhora:
Mesmo que eu soubesse que ia perder as eleições, em política não vale tudo. Se as pessoas preferem outro estilo de actuação, realmente não devem votar em mim.
Reitor

"Às vezes temos de tirar o chapéu ao adversário"

O nosso adversário financiado na sua campanha por grande construtoras e por um centrão de interesses verificou que a melhor maneira de permanecer no poder seria proteger a falsa iniciativa privada que vivia às custas do Estado.
Para satisfazer a gula dessas empresas e a gula dos militantes, o PS encostado contra a parede pelo déficit deixado pelo pai Guterres e por Dona Manuela, apontou como adversários, valendo-se da nossa histórica mesquinhice e inveja tradicional, os funcionários públicos, como os parasitas do Estado e do regime.
Vai daí surge a grande ofensiva contra os funcionários públicos.
Os magistrados valendo-se dos enormes poderes de que dispunham colocaram o governo na ordem.
Os médicos ameaçaram fugir para o privado.
Os enfermeiros à custa de greves maciças conseguiram fazer recuar o governo.
Os funcionários das finanças lá continuaram com as suas regalias porque um dia de
greve causa enormes prejuízos ao Estado.
Os professores do ensino superior politécnico viram aceites a maioria das suas reivindicações depois de uma greve de longa duração aos exames, sem que houvesse qualquer requisição civil.
O pilotos da TAP com um simples sopro de ameaça lá fizeram recuar o Lino da
“jamais”.
Todos os grupos, que constituem os funcionários públicos, conseguiram de uma forma totalmente vantajosa ou com vantagens substanciais fazer recuar o governo.
Todos, menos os professores do ensino não superior porque não se deram ao respeito.
Conhecedores da mentalidade oportunista de uma percentagem substancial da classe docente, o governo humilhou-nos, colocou-nos à beira de uma ataque de nervos, lançou-nos contra a opinião pública, dividiu-nos sempre que lhes deu na real gana, enfim reduziu-nos à nossa insignificância, poupando à nossa custa vários milhões de euros que deu para financiar as empresas dos afilhados, construir auto-estradas e ainda construir escolas.
A culpa foi toda nossa. As únicas raras excepções foram as 3 mega-manifestações, o aparecimento de movimentos e de alguns blogers-bandeira que lá conseguiram colocar uns pequenos grãos na engrenagem.
Que imagem têm de nós os partidos?
Não será a mesma que uma tal senhora tem de nós, ou seja que somos fáceis de torcer tal como o esparguete!
Quem sofre mais nos tempos de crise?
Obviamente os fracos, ou sejam aqueles que não lutam porque não podem, ou porque não querem ou porque têm medo.
Chegou a hora de reflectir estes 4 anos passados no consulado PS, fazer balanços, meditar onde falhamos, construir pontes de entendimento mínimo, deixarmos para trás as vaidades mesquinhas.
Não contem que os partidos façam o trabalho que deve ser feito por nós.
Não nos podemos esquecer que vamos passar por tempos que eu julgo nos serem favoráveis. O governo que sair das eleições terá na assembleia quanto muito o apoio parlamentar de 30% a 35 % dos deputados. Os líderes de cada um dos partidos são incompatíveis entre si, excepto o caso de Paulo Portas em relação a Sócrates e a Manuela Ferreira Leite, mas com um CDS a ter nas eleições uma percentagem que não excederá, quanto muito, os 6%, não haverá peso suficiente para que este partido seja suporte de uma coligação com maioria absoluta.
Chegou a hora de termos juízo e de uma vez por todas acabar com a divisão na carreira, acabar com as quotas, ter um sistema de avaliação civilizado como na maior parte dos países da UE, solicitar mais autoridade dos professores nas escolas. Mas isto requer trabalho, solidariedade e persistência.
Mas atenção não puxemos a corda! Temos que dizer ao próximo governo que estamos dispostos por mais um ou dois anos a ficarmos congelados nos escalões mais altos até que o PIB volte a crescer de forma sustentada.
Como já disse, temos que em primeiro lugar respeitarmos a nós próprios, para que sejamos respeitados.
Sinceramente não consigo ter raiva ao Zézito. Tenho sim raiva de me sentir tão impotente e de termos sido muito fracos para um adversário que no fim de contas, desculpem a expressão, foi um “cagarolas” para os mais fortes.
E sinceramente nestes últimos 4 anos demos poucas razões para nos respeitarem. Vendemos a nossa dignidade por cinco réis de mel coado. Com os pedidos de desculpa aos que desde o primeiro momento não deitaram por terra a sua dignidade.

Pedro Castro


Reitor

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas IV - Conselhos para alunas com mais de 9 anos

"Recordo-me bem de que me ajoelhava todas as noites à beira da minha cama, com nove anos, e fazia as minhas orações a Deus para lhe pedir que me desse uns peitos tão grandes que não conseguisse ver os meus pés"


"Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus." (Salmos 86:10)

Reitor

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Passos Para A Liberdade

JMF no Público (clique na imagem para ler)

Reitor

Pedro Abrunhosa é o terceiro na lista do P.S. à Assembleia Municipal do Porto

Nunca fui a um concerto teu.
Nunca gostei dos teus óculos nem do teu estilo "morcão".
Nunca gostei do timbre da tua voz. Mesmo as melodias que te ouvia cantar na rádio deixaram sempre, bem cá no fundo, a sensação de algo grotesco.
Nunca gostei das tuas "intervenções" políticas e sociais.
Nunca subscreveria nenhuma das tuas "ideias" para o Porto.
Nunca comprei um único CD teu, vê lá.
E achava estranho...
Tanto mais estranho porque eras muito badalado na comunicção social e alguns amigos até gostavam da tua música.
Vim hoje a descobrir porque é que nunca fui à tua missa: - ÉS SOCIALISTA
Tá explicado.
Reitor

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Não! Não Votem Neles!



Exmo. (a) Sr. (a) Director (a)

Na sequência do Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, informamos que a partir de hoje se encontrará disponível o formulário electrónico para candidatura e upload do trabalho, da prova pública de acesso à categoria de professor titular.
Solicita-se assim que informe todos os docentes do Agrupamento ou Escola não agrupada que reúnem os requisitos exigidos para tal.
Informa-se ainda que após a entrada dos requerimentos electrónicos, os dados dos candidatos ficarão disponíveis para validação das respectivas escolas.
As várias etapas deste processo, bem como a operacionalização do mesmo, constam da Nota Informativa, a disponíbilizar na página electrónica da DGRHE.


Com os melhores cumprimentos,

A DGRHE



Nem deixem que estes intrujões vos enganem.
Nem me parece, meu caro, que seja uma "excelente oportunidade" para os professores. Os professores que contestam a "divisão" da carreira não ficarão em bons lençóis se se candidatarem à prova para divisão da carreira. Por quatro razões, assim, de rajada:
1 - Porque seria mais um pretexto para o ME dizer aos portugueses que os professores tanto concordam com a divisão da carreira que até concorreram - todos - à prova que marca essa divisão. Só os sindicatos é que não querem a prova...
2 - Porque seria uma forma de pôr os professores a participar - activamente - na nojenta campanha do Partido Socialista
3 - Porque seria a melhor forma de caucionar e credibilizar uma política que se contesta desde o primeiro dia.
4 - Porque a divisão da carreira tem tendência a acabar ...
E ainda há pessoas com dúvidas se a Manuela é assim ou assado, se o Louça é muito radical, se o Jerónimo é estalinista ou se o Portas é salazarista!
Não vos parece que são, todos eles, melhores que o Sócrates? Ou são os professores portugueses masoquistas e querem ver-se governados por intrujões que a única coisa que bem fizeram na vida foi fazer-se passar por aquilo que não eram?
Fora com eles.

Reitor

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Contributos para aplicação da Educação Sexual nas Escolas II

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões


Reitor

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A ler programas eleitorais?

A praia está muito boa

Por norma não me dedico a ler programas eleitorais. Muito menos programas eleitorais virtuais. De partidos que dizem o que querem porque sabem que nunca ganharão eleições nem nunca se coligarão com outro qualquer partido para exercer o poder.
Aliás, o melhor atestado de óbito para qualquer dos partidos ditos de esquerda (PCP e BE) seria -los a governar ou dar-lhes responsabilidades de governação. Se não fosse um jogo perigoso, seria uma barrigada de riso.
Mas o Paulo puxou o assunto e, enfim, cá vai.

Concordo:
1 - Com a distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório
2 - Com a extensão da Educação pré-escolar a todas as crianças desde, pelo menos, os três anos
3 - Com a revogação do Estatuto da Carreira Docente e a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho

Concordo assim-assim:
1 - Por uma Escola Pública de qualidade e gratuita (Concordo que seja gratuita durante o ensino obrigatório e apenas comparticipada no ensino superior)

Discordo:
1 - Do azedume contra a Escola Privada que, após o 25 de Abril, participou - tantas vezes como única solução - na educação de dezenas de milhar de portugueses a quem o Estado, em muitos casos, não foi capaz de oferecer uma Escola Pública
2 - Da ideia de que deve ser o Estado e não os respectivos pais/famílias e escolher a educação que querem para os filhos. É aos pais - nos termos da Constituição - que compete a educação dos filhos e não ao Estado. Por conseguinte, na educação dos seus filhos e salvaguardado o quadro legal mínimo (escolaridade obrigatória para todos até ao 12º ano) os pais devem libertar-se não só "das imposições e dos interesses privados" como também das "imposições e interesses do Estado". Nomeadamente porque se corre sério risco de os interesses do Estado serem definidos por Marilús Rodrigues, Valters "Excesso Grave de Faltas" Lemos, Jorges "Sinistros" Pedreiras e Margaridas "Popotas" Moreiras, entre outras espécies...
3 - Que o Estatuto do Aluno deva ir "ao encontro das realidades e aspirações dos estudantes de uma forma inclusiva"
4 - Que se aplique de forma "imediata" a Educação Sexual em todas as escolas do país de uma forma transversal a todas as disciplinas
5 - Que a colegialidade/unipessoalidade da gestão tenham alguma coisa a ver, de longe ou de perto, com os problemas por que atravessa a Educação e a Escola Pública. Quer problemas actuais quer antigos. E, se a forma de gestão tem alguma coisa a ver com o estado da Educação ou da Escola Pública, queixemo-nos então da colegialidade e da eleição e não da sua falta
6 - Que a "municipalização" ou a "estatização" das escolas ou do "ensino" tenha alguma coisa a ver com mais ou menos autonomia das escolas
7 - Que todas as crianças e jovens, independentemente das suas características, origens e condições, tenham de aprender juntos (na mesma turma) para se considerar a escola inclusiva
8 - Que o modelo de avaliação de desempenho se baseie, apenas, numa concepção formativa da avaliação e não tenha implicações na progressão da carreira ou em qualquer outra dimensão da sua condição laboral.

Nunca pensei que algum programa eleitoral do PCP me fizesse concordar com três medidas! Três?
Até começo a desconfiar... Será que estou muito à esquerda?
Reitor

Olhe Que Não! Olhe Que Não!

"À direita Do Umbigo"


Reitor

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Financiamento à preguiça. E à fruição de bens de luxo.

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, disse hoje, na Figueira da Foz, que o Rendimento Social de Inserção (RSI) é um "financiamento à preguiça" e fonte de crescentes abusos e fraudes

O RSI, tal como o seu antecessor Rendimento Mínimo, é o melhor exemplo de como uma boa ideia pode ser transformada numa péssima política quando os políticos são medíocres e as instituições públicas, em vez de perseguirem o bem comum respondem a interesses político-partidários.
O RSI é um benefício monetário atribuído pela sociedade, em milhares de casos, aos que não querem trabalhar, a assaltantes, a condenados e a traficantes e consumidores de droga. Não há rigor na avaliação de cada situação, não há nem nunca houve fiscalização à aplicação do RSI, não há nem nunca houve consequências para quem prevarica, não há, nunca houve nem haverá responsáveis pela entrega de dinheiro de todos nós aos "novos funcionários públicos". 350.000 em Fevereiro passado.
Mais grave: por causa das dezenas de milhar de vadios que recebem RSI, aqueles que verdadeiramente dele carecem ou não o recebem por ter vergonha de o pedir ou recebem uma miséria porque não dá para todos. Mais um exemplo típico do Estado português: financia a preguiça e a vadiagem e não acode aos portugueses que dele precisam. Um Estado paternalista e omnipresente em todos os assuntos e áreas da vida em sociedade de onde deveria estar afastado; e ausente na vigilância, na fiscalização, na aplicação da lei e no apoio os portugueses que dele precisam, onde deveria estar presente.
Esteve bem Portas ao denunciar a situação como, aliás, o tem feito desde há vários anos.
Num país civilizado, em que houvesse da parte da sociedade e do Estado uma atitude de solidariedade e de apoio àqueles que, pelas mais variadas circunstâncias, deles passaram a precisar, o RSI teria toda a razão de ser. Seria uma excelente medida de política social e humanitária.
Só que, num país assim, os políticos a contas com a justiça não andam à solta e podemos confiar na palavra dos responsáveis políticos.
Num país servido por políticos que soubessem o significado das palavras "decência" e "honra"; num país servido por instituições fortes e por uma justiça eficiente, aos beneficiários do RSI estava automaticamente vedado o acesso a bens de luxo: não podia haver semana de férias no Algarve ou noutro sítio in; "cortava-se" a ZON ou a MEO; adeus Internet, adeus telemóveis, adeus automóvel...
Vários países da Europa o fazem. Os beneficiários do RSI têm acesso a todos os bens de primeira necessidade, os seus filhos estudam sendo-lhes pago o transporte, propinas, materiais escolares, refeições, enfim tudo o que necessitam para poder estudar. Quanto a bens de luxo, nada.
Se se começasse por aqui os beneficiários do RSI passavam de 350.000 para 100.000, apenas num mês.
Reitor

domingo, 9 de agosto de 2009

Podemos começar por aqui. É apenas uma sugestão...

A partir de Setembro as escolas e as famílias devem aplicar a educação sexual em meio escolar.
Daqui a nada começa o novo ano escolar e, como aperitivo da educação sexual em meio escolar, proponho aos professores, pais e alunos uma abordagem a estas temáticas:

'Ronaldo não é bom na cama. Tem um órgão sexual pequenino e nunca chegava à quarta vez. Deixava-se dormir', Nereida dixit

"Faço nudismo quando passo o aspirador", Teresa Ovídio

Pamela "era uma ninfomaníaca na escola" e agora faz "sexo com fato de banho"


A abordagem pode ser feita sob a forma de debate. Formam-se grupos no seio de cada turma, seguindo o modelo "prós e contras" e, no final, o professor alinha umas conclusões.
As conclusões saídas de cada turma são vertidas em relatório e enviadas às DREs e à Assembleia da República (portuguesa, obviamente).
Os alunos podem ainda elaborar cartazes alusivos às temáticas para exposição final na Semana Aberta.
Os pais dos alunos devem ter um papel activo na discussão das temáticas e, quem sabe, carrear para os debates as suas experiências pessoais.
P.S.
1 - Caso haja necessidade de se proceder a medições, devem ser as escolas a disponibilizar a fita métrica. Assim como os aspiradores e outros instrumentos de uso comum. Apenas o fatos de banho, os dildos, chicotes, algemas e restante parafernália de uso particular devem ficar à responsabilidade de pais, professores e alunos.
2 - Aqueles que, apressadamente, vierem dizer que estas temáticas não são matéria de possível discussão nas escolas, no âmbito da aplicação da educação sexual em meio escolar, devem reler a lei, especialmente o artigo 2º - "Finalidades"

A Bem da Educação
Reitor

sábado, 8 de agosto de 2009

A Lei Queca

O Paulo aqui e o Dr. Shue aqui já sublinharam as particularidades da lei nº 60/2009, a qual, entre outros, estabelece o "regime de aplicação da educação sexual em meio escolar".
Depois do Bino expelir as ventosidades do costume, fui dar uma vista de olhos ao escândalo de que todos falam.
Gostei muito da lei. E tenho a certeza de que muitos portugueses também vão gostar. Por duas ordens de razões, sem qualquer hierarquia:
1 - Pelas oportunidades de negócio que a lei lhes há-de proporcionar. Pelo menos a alguns.
2 -Porque incentivando e obrigando-os a prosseguir e concretizar, activamente, a "aplicação da educação sexual" na escola, junto das crianças e jovens, preenche uma importante lacuna de deseducação que existia em Portugal, pelo menos, desde a formação da nacionalidade. Desde tempos imemoriais, os pais portugueses, todos eles, sentem que faltou qualquer coisa na sua educação. Que nem os seus pais nem a escola, desde que há escola, conseguiram proporcionar-lhes uma verdadeira educação sexual. Essa falha foi agora reparada. A partir de agora, não faltarão professores nem alunos...

Passemos então à fundamentação:
Comecemos pelo nº 3 do Artigo 9

3 — O Ministério da Educação e os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas podem ainda estabelecer protocolos de parceria com organizações não governamentais, devidamente reconhecidas e especializadas na área, para desenvolvimento de projectos específicos, em moldes a regulamentar pelo Governo.

Estes protocolos permitirão a entrada - como faca em manteiga quente - destes parceiros, e também destes outros e, porque são mais que as mães, ainda destes nas escolas, difundindo e ensinando a normalidade das diversas orientações sexuais, do casamento homossexual, da adopção por homossexuais e outras coisas e gostos, hum... deixa ver, normais. Estes protocolos são bons para os negócios e para o desenvolvimento da sociedade portuguesa.

E agora o Artigo 11.º

"Participação da comunidade escolar
1 — Os encarregados de educação, os estudantes e as respectivas estruturas representativas devem ter um papel activo na prossecução e concretização das finalidades da presente lei".

Se devem, quer dizer que são obrigados. Portanto, mesmo os cidadãos - miúdos e graúdos - que não quisessem prosseguir nem, muito menos, concretizar... deixa ver, "a aplicação da educação sexual em meio escolar" passam a dever fazê-lo. Isto é muito importante. E obrigatório. Perguntem a qualquer juiz amigo. Ou juíza, se for o caso.

Reitor

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Irresponsáveis. Para que conste.

PS, PCP e PEV aprovaram o texto final, ao contrário do PSD, CDS-PP e dos deputados socialistas Matilde Sousa Franco, Teresa Venda e Maria Rosário Carneiro votaram contra. BE absteve-se.

Alguns destes amigos deputados, permeáveis a todo o tipo de interesses, capazes de tudo para atingir os seus objectivos eleitorais (tachos para mais quatro anos, simplesmente) até se arrogam defensores dos professores. Vimo-los nas manifs ao lado dos professores, vituperando a ministra e o PS. Amigos de Peniche. Os professores devem ter cuidado, muito cuidado com as companhias.
Dos deputados socialistas, tal a plasticidade vertebral, tudo era possível. Tudo mesmo. Os comunistas e quejandos são farinha do mesmo saco.
Como te maltratam Escola Pública Portuguesa. É por te maltratarem tanto que os portugueses, pudessem eles, colocavam os filhos nas escolas privadas. Como fazem, aliás, os políticos.
Mais uma leizinha-caça-votos-de-palpalvos. A revogar lá para Novembro de 2009.

Reitor

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ah! Então é por isso que...

Um trabalho científico analisa a vida sexual de 210 portugueses e conclui que "no coito vaginal o preservativo é perigoso para a saúde mental".

Reitor

Responder aos professores

Fisgas do Ermelo, Mondim de Basto, Vila Real de Trás-os-Montes

"A percepção que temos é que esta revisão do ECD Blockquoteresponde a muitos dos problemas sentidos pelos professores no que respeita às possibilidades de desenvolvimento profissional. Não responde a todos os problemas, mas responde a uma grande parte", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa


O governo tem feito "orelhas moucas" aos problemas sentidos pelos professores. Todos eles, aliás, criados ou exacerbados pelo primeiro fax e pela equipa governativa da educação.
Com estes rebuçados, o Governo não responde aos dois maiores problemas sentidos pelos professores:

1 - Demissão urgente da Ministra da Educação e da sua equipa.
2 - Revogação do ECD nas partes relativas à avaliação e à divisão artificial da carreira.
Problemas que, felizmente, têm solução programada para 27/09/2008.
É tudo uma questão de tempo.

Reitor

domingo, 2 de agosto de 2009

E depois admirem-se de haver cada vez mais procura das escolas privadas

Deixa-me ver se percebo bem:
Uma escola que detém a competência exclusiva para distribuir os alunos e fazer as turmas, tem a desfaçatez de cobrar aos alunos 5 € por um trabalho que depende dela própria?
Uma escola pública que erra na distribuição dos alunos pelas turmas cobra aos pais a correcção dos próprios erros que comete?
Uma escola pública?
Como farão nas escolas privadas?

Reitor

sábado, 1 de agosto de 2009

O Discurso Do Comissário Político

Vários compatriotas me questionaram sobre um certo discurso que tinha desaparecido do sítio.
Para memória futura, aqui está ele. Enjoy.

Discurso Do Adesivo

Reitor

Caçar com o cão, o gato e o "pé que estiver mais à mão"

O Ramiro regressou ao trabalho. Seja bem-vindo.
Cá por mim, vou para aqui e penso ficar até ao final do mês de Agosto. De papo pro ar... A observar o país.
Não te vou "cair em cima", descansa. Mas digo-te que a tua oposição à frente jurídica não é boa ideia.
Não tens razão.
E não tens razão por duas simples razões:
1 - Todas as formas de luta contra este Governo e contra o modelo de ADD são úteis e tem o seu lugar próprio. A oposição política é uma boa arma. Talvez a melhor. Mas não a única.
2 - Nunca saberemos qual das armas utilizadas contra este modelo de ADD e contras estas políticas socratistas será a mais letal. Pelo menos até morrer o bicho.
Reitor