terça-feira, 22 de julho de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Serão estas?

Estava eu muito entretido a "folhear" o SOL quando quando deparei com esta curiosa e raríssima notícia:

Cuecas da Rainha Vitória vão a leilão em Inglaterra

Fiquei pasmo e ainda pensei tratar-se de uma brincadeira de mau gosto. Mas em continuando lá foram aparecendo os pormenores que davam credibilidade ao evento: 127 centímetros, mais de 630 euros e o o monograma VR, (Victoria Regina). Só podia ser assunto sério.
Reitor

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ovelhas não são para mato

Alertaram-me hoje para um caricato despacho do Secretário de Estado de Educação Valter "Excesso Grave de Faltas" Lemos, relativo à organização do ano lectivo.
Para além de um um conjunto de rabiscos inintelegíveis, como se pode confrontar pela leitura da alínea b) do artº 6º (a Direcção de Turma inclui-se na componenete não lectiva) com a leitura da alínea a) do nº 7 do artº 7º (A Direcção de Turma beneficia de redução da componente lectiva), inventaram-se novas regras em favor, claro, da autonomia das escolas para definição da componente de trabalho individual. Regras que denunciam o seu autor: vistas curtas e raciocínio atrofiado pela vigia constante das ordens do dono...
No artº 5º do despacho de organização do ano lectivo, o qual também pode ser encontrado aqui, diz-se:

2 - Na determinação do número de horas destinado a trabalho individual e à participação nas reuniões a que se refere o nº 2 do artigo 2º, deve ser tido em conta o número de alunos, turmas e níveis atribuídos ao docente, não podendo ser inferior a 8 horas para os docentes da educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico e para os outros ciclos do ensino básico e ensino secundário, 10 horas para os docentes com menos de 100 alunos e 11 horas para os docentes com 100 ou mais alunos

O que significa que os docentes do ensino básico e secundário terão um horário escolar de 24 horas ou 25 no máximo (35-10 =25); (35-11=24).

Mas, mais à frente, no nº 4 de artº 6º, diz-se:

4 - Incumbe às escolas e agrupamentos de escolas, no âmbito das competências legalmente cometidas aos órgãos de gestão e administração respectivos, determinar o número de horas a atribuir à componente não lectiva de estabelecimento, nos termos do artigo 82.º do ECD, garantindo, em qualquer circunstância, um mínimo de uma hora para além das reuniões para as quais o docente seja convocado.

Exemplificando para se ver melhor a asneira:
Um docente de 30 anos que leccione 22 tempos lectivos semanais, a cinco turmas do secundário (25 alunos cada) a disciplina de Português, ficará com o seguinte horário completo:
20 horas lectivas + Direcção de Turma = 22 horas semanais

Como é jovem tem, de acordo com o quadro constante do artº 3º, de marcar no seu horário mais um bloco de 90 minutos para enriquecimento curricular. Ou seja, 22+2= 24 horas semanais.

Como pelo nº 4 de artº 6º tem de marcar, no mínimo, um hora de componente não lectiva de estabelecimento, este docente terá um horário de permanência obrigatória na escola de 25 horas semanais: 22 +2 +1= 25 horas.

Mas, de acordo como já referido artº 5º, este docente teria direito a 11 horas para trabalho individual e participação em reuniões pois tem mais de 100 alunos (não marcadas no horário).
Assim sendo, no cumprimento do valteriano despacho, este docente teria o seguinte horário:
25 horas de permanência na escola + 11 de trabalho individual = 36 horas semanais.
Ou seja uma hora extraordinária. Pague-se, se faz favor.

Reitor

CCAP, CCPA, APCC, PACC, CPAC ou outra "articulação" qualquer

O CCAP, num lamentável acto de justificação de existência, pariu três recomendações de uma assentada, qual delas a mais oca; qual delas a mais palavrosa; qual delas a menos assertiva...
O modelo de avaliação dos professores, já se viu, é um pântano de asneiras "alimentado da terra e do ar", por palavras vãs e exercícios bacocos, que só não secou ainda porque uns assalariados do Estado, pagos pela Ministra da Educação, nele vão lançando as "águas" da ideologia e do favor, sim, favor e não fervor.

Vejamos estas duas duas pérolas:
CCAP, Recomendação nº 3

No momento da atribuição das menções qualitativas, no que se refere aos níveis de competências evidenciados, é necessário ter em conta aspectos específicos que podem variar no corpo docente (por exemplo, a natureza do vínculo contratual, o posicionamento na carreira e a experiência profissional, as funções específicas exercidas e outros). Esta adequação só pode ser feita localmente, face às realidades concretas do contexto da escola, da turma e do docente

1 - No momento da atribuição das menções qualitativas NÃO se pode ter nada em conta, simplesmente porque a menção qualitativa é automaticamente calculada em função de uma fórmula que soma ponderadamente classificações e não em função de "aspectos específicos", como defende o CCAP.
2 - O CCAP, numa linha de arbitrariedade e parcialidade na avalição dos professores que, francamente, já supeitava ir ser seguida, vem expor-se com a nitidez dos que pensam que têm o tacho seguro para a vida. Só assim se percebe que defenda que os professores devem ser avaliados, não pelo seu mérito profissional, mas de acordo com as especificidades de vínculo e carreira: "a natureza do vínculo contratual, o posicionamento na carreira e a experiência profissional, as funções específicas exercidas e outros". Ou seja, devem ser avaliados mais ou menos, consoante, tendo em conta, etc...

Outra pérola na Recomendação 3

A avaliação do desempenho docente é parte de um processo de avaliação mais amplo, que inclui a avaliação das aprendizagens dos alunos e a auto-avaliação e avaliação externadas escolas. Nesse sentido, a apreciação do desempenho docente deveria, na medida dopossível, articular estes três domínios de avaliação e, por conseguinte, tomar em consideração, de forma enquadrada, o contributo dado pelo avaliado para as políticas da escola no âmbito dos processos de auto-avaliação e avaliação externa – de acordo com as oportunidades que a cada docente tenham sido oferecidas.

Os membros do CCAP, adesivando-se bem ao discurso oficial, acham que a avaliação dos professores faz parte de um processo de avaliação mais amplo! Ai faz? E que processo é esse? Quais as suas linhas, fundamentos e contornos?
Segundo os articulistas do CCAP, a avaliação dos professores deve articular a avaliação das aprendizagens dos alunos e a auto-avaliação e avaliação externadas escolas.
"Portantos", a avaliação dos professores será influenciada por três "domínios" externos ao profissional ou por três factores não incontroláveis pelo docente: pela avaliação dos alunos, pela capacidade da direcção da escola (a quem compete) implementar processos de auto-avaliação e pela avaliação externa (nas mãos da IGE).
Caros "sábios" do CCAP. E porque não articular, também, a avaliação do desempenho do pessoal docente com:
a) o número de dias de sol ocorridos durante o ano lectivo
b) o grau de instrução dos pais dos alunos
c) os subsídios atribuídos pela Câmara Municipal
d) a avaliação que as finanças fizerem do apartamento que o docente comprou durante o ano
e) a influência produzida pelas pernas da contratada no fluxo arterial do director
f) outras dimensões a articular
Reitor

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Vê a quais agradas, não a quantos"

Já não chegavam os parâmetros, os itens e os indicadores. Foi preciso inventarem as "dimensões" e os "domínios":

A. Dimensão profissional, social e ética (dimensão transversal)
B. Dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem
Domínio 1 Assiduidade e cumprimento do serviço lectivo
Domínio 2 Preparação e organização das actividades lectivas
Domínio 3 Realização das actividades lectivas
Domínio 4 Relação pedagógica com os alunos
Domínio 5 Avaliação das aprendizagens dos alunos
Domínio 6 Evolução dos resultados dos alunos, tendo em atenção o contexto socioeducativo
C. Dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade
Domínio 7 Prevenção e redução do abandono escolar, tendo em atenção o contexto socioeducativo
Domínio 8 Participação na escola
Domínio 9 Participação nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão da escola
Domínio 10 Relação com a comunidade
Domínio 11 Desenvolvimento de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa
D. Dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida
Domínio 12 Formação contínua e desenvolvimento profissional


E os "componentes" e os "elementos" que surgem na página 10:

1.4. Cada dimensão – operacionalizada nos domínios referidos e seus componentes
– seja articulada com os objectivos individuais de desempenho, relacionando-os
com o projecto educativo de escola, os projectos curriculares de escola e de turma
e outros instrumentos de planeamento e orientação curricular e pedagógica;
1.5. Em cada domínio, o número de componentes seja limitado ao estritamente necessário,
visto que estes são elementos que servem para clarificar o sentido dos
domínios no quadro da respectiva dimensão
.

Mas, admitindo a hipótese de os avaliadores ainda não terem ficado xexés com esta dose, eis que os "professores" que constituem o CCAP ainda inventaram um "campo" nos instrumentos de registo. Para "anotar os factores situacionais" dizem eles (acho que queriam dizer "situacionistas"):

2.2. Nos instrumentos de registo se crie um campo para anotar os factores situacionais
e os aspectos essenciais que permitam descrever o contexto socioeducativo
em que o avaliado desenvolve a sua actividade
.

E genuflexão colectiva é de tal forma visível que os membros do CCAP criticam a utilização dos resultados escolares na avaliação dos professores, mas são incapazes de, em sete (7) recomendações, recomendarem à tutela deles, preto no branco, que não sejam consideradas na avaliação dos professores as notas que estes dão aos seus alunos.
Não esperava outra coisa destes sábios...
Reitor

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O que é obrigado a dizer o Jorge "boy" Sarmento Morais a mando do Valter e do Pedreira

«a atribuição da menção de «Excelente» deve especificar os contributos relevantes proporcionados pelo avaliado para o sucesso escolar dos alunos e para a qualidade das suas aprendizagens, tendo em vista a sua inclusão numa base de dados sobre boas práticas e posterior divulgação.»

O boys exultam de alegria. Descobriam uma fuga para que os contratados não tenham excelente. Afinal, para se dar um excelente, não basta o professor obter pontuação máxima nos itens de avaliação. Não. O avaliador tem de especificar umas coisitas para além do que exige o entendimento e o DR 11/2008.

Que professores deram um contributo relvante para o sucesso escolar dos seus alunos? E, tendo dado, de que forma é que se avalia esse contributo se o próprio boy Jorge Morais vem dizer que, na avaliação simplificada, se avalia apenas a assiduidade e o cumprimento do serviço distribuído e não o sucesso dos alunos?

Reitor

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Excelentes resultados escolares

Se calhar valia a pena aprender com os nossos vizinhos europeus.
Premier groupe de la session de juin
Taux de réussite à l'issue du premier groupe de la session de juin : 75,4 %
78,6 % en série scientifique
72,5 % en série économique et social
71,5 % en série littéraire
64,3% en séries technologiques

É que por lá não houve "milagres"...
En 2008, le taux de réussite au baccalauréat général à l'issue du premier groupe de la session de juin atteint en France métropolitaine et dans les départements d'outre mer le taux de 75,4 % d'admis, soit 0,5 point de moins qu'en 2007.
C'est notamment dans la série économique et social que la baisse est la plus forte : le taux de réussite décroît de -3.3 points par rapport à la session précédente.Dans la série scientifique, le taux de réussite est identique à celui de 2007.La réussite en littéraire augmente de 2.6 points
Ainsi, à l'issue du premier groupe d'épreuves, 78,6 % des candidats au baccalauréat scientifique ont été reçus, 72,5 % des candidats en économique et social et 71,5 % en littéraire.
Avec un taux de succès au premier groupe de 64,3%, la réussite dans les séries technologiques augmente de 1,7 points.
La réussite dans le secteur industriel baisse (-3 points) et est de 67,1%.Le taux de réussite du secteur tertiaire augmente (+3.8 points) et s'élève à 63,1 %.


Inspectora Geral

Boa Síntese

«Não é preciso menos Estado. É preciso um Estado forte». «Seguro Nacional de Saúde em vez de Serviço Nacional de Saúde». «Temos piores gestores do que operários». «Qualquer Governo preocupa-se mais com o noticiário das 8h do que com o país daqui a 20 anos». «As faculdades das ciências de educação deviam ser todas encerradas». «O que o 25 de Abril fez aos filhos dos pobres foi tirar-lhes a única hipótese de eles poderem ascender».

Eu sou deste Partido.

Reitor

Pois, não! Mas, há-se ser necessário pagá-las...

"Para haver investimento em infra-estruturas públicas não é necessário ter dinheiro público disponível"

Vital "Voz do Regime" Moreira, no Público com acesso (muito) limitado
Reitor

terça-feira, 8 de julho de 2008

De Como Um Governo Provincial Trata Da Avaliação Dos Professores

Um governo que se preocupa com uma das suas funções educativas: criar mecanismos uniformes para avaliação dos seus funcionários professores.

Aqui, para os professores em início de carreira:


Aqui, para os professores mais experientes:


E as escolas/comunidades educativas canadianas têm incomparavelmente mais autonomia que as portuguesesas: na admissão e dispensa de pessoal docente, na gestão de recursos, na tomada de decisões, enfim... Só não podem é avaliar os professores com a "autonomia" com que alguns adesivos gostariam de avaliar os professores portugueses.

Estive no Mali uns dias e lá não há rede... :)

Reitor

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Bastou Falar Em Homossexuais...

Para sermos bombardeados com os modernismos do costume:
Lésbica
Gay
Bissexual
Transgénero
homofobia
“defesa do apartheid legal no acesso ao casamento civil”
Lei de Uniões de Facto
discriminação
privilégios
regalias
medidas fiscais
família
heterossexuais inférteis
inconstitucional
orientação sexual
Princípio da Igualdade
cidadãs lésbicas
cidadãos gay
Obviamente, Dra. Manuela Ferreira, tem toda a razão do mundo.
Reitor

Mais Um Criado A Pedido

Sócrates: «Não faço contas para 2009. Quero servir o país»

Muito obrigado Sr. Primeiro-Ministro.
Reitor

O Embuste

se falou em vários locais sobre a formação intensiva que o ME está a promover, durante este mês, junto dos professores.
Uns referiram-se à organização da formação, outros ao calendário e o Ramiro até veio falar nos ganhos e nas perdas.

Hoje soube que esta primeira fase da formação se destina, sobretudo, aos avaliadores: CEs, Comissão de Avaliação e Coordenadores de Departamento.

Mas soube mais: está a ser uma formação totalmente vazia de conteúdo, mal organizada, objectivos etéreos, tempos de abordagem dos assuntos totalmente absurdos, enfim, uma formação incapaz de de alcançar o objectivo que lhe deu origem: aplicação do novo modelo de avaliação dos professores.

Parece que os formadores se limitam a passar uns porpointes e, aos costumes, nada dizem porque nada sabem. É uma formação que desafia os formandos a "construírem" os modelos e instrumentos mais adequados a cada escola. E têm-se visto instrumentos e modelos, olarila! Os formadores, preparados a martelo sobre um modelo de avaliação estúpido e asinino, limitam-se, coitados, a debitar uns lugares comuns e na falta de assunto, entregam uns guiõezitos aos pobre professores formandos para estes fazerem o trabalho que nem os formadores nem, pelo que consta, os especialistas sabem fazer. Tem sido esta a formação em vários pontos do país.
Ou seja, as acções começam e terminam umas horas depois sem nada se ter construído, excepto umas conversas de amigos que se vêem apenas de vez em quando.
Claro que os euros vão correndo como correram os do FSE a partir de 1986. A uma velocidade superior pelo que se percebe...
Mas, se pensarmos bem, esta "formação" faz parte do maior embuste educativo de que tenho memória - o rosto desta fraude são os "resultados" obtidos nos exames. O ME está a preparar-se para legitimar o modelo de avaliação através de uma formação fictícia sobre um modelo de avaliação que ninguém defende, a não ser os seus criados. Em Setembro, MLR dirá aos srs. professores e sindicatos: o modelo de avaliação está preparado para ser aplicado em todo o país porque foi feita formação a milhares de professores avaliadores. A velhacaria está aqui mesmo: terá sido feita formação a milhares de professores.
Reitor

terça-feira, 1 de julho de 2008

Há Mouro Na Costa...

Dias Loureiro «emocionado» com «afectividade» do primeiro-ministro

E Gaivotas Em Terra...

À rola e ao pardal, não engana o temporal.
Andorinha por fora, não tarda a chuva uma hora.
Andorinha rasteira, sinal de ventaneira.
Andorinhas voando rente ao chão, chuva à mão.
Cabra que espirra é sinal de mau tempo.
Canta o corvo, vento certo.
Chilreia o pardal, água no beiral.
Com baleias no canal, terás temporal.
Corvo que grita, vento que chama.
Espirram os bodes é sinal de bom tempo.
Formiga aguçosa, chuva à porta.
Galo que canta no poleiro, ou chuva ou nevoeiro.
Mosca impertinente, chuva de repente.
Mosca impertinente, chuva sente.
Quando a perdiz canta e o seu rabo sacode, o melhor sinal de chuva é quando chove.
Quando espirram os bodes na serra, mau tempo em terra.
Quando o porco baila, ameaça chuva.
Sapos cantando, bom tempo anunciando.

Reitor