segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quem deve avaliar os professores?

A esta questão uns responderão: devem ser os inspectores da IGE; outros dirão que devem ser os Pares; outros defendem que os professores devem ser avaliados no quadro da avaliação Externa das Escolas; outros ainda que devem ser avaliados pelo Director da Escola.
Enfim, venha o diabo e escolha.
Talvez o problema precise de nova abordagem. Como diria Popper, no ataque que fez ao problema política de Platão (quem deve governar?), talvez devessemos substituir a questão: "quem deve avaliar?" por uma nova questão: como deveremos organizar o sistema de avaliação do desempenho dos professores de forma a evitar que avaliadores perniciosos ou incompetentes provoquem danos excessivos?
Se tentarmos responder a esta nova questão, então talvez consigamos chegar a respostas mais satisfatórias e consensuais.
Voltarei a esta questão mais tarde.
Reitor

Já não bastava a crise da economia...

o elevadissímo preço do gasóleo, os caracóis do Valter "Excesso Grave de Faltas" Lemos, as "reflexões partilhadas" de Margarida Moreira, as obras do inginheiro Sócrates...
Enfim, outro azar maior, muito maior, havia de nos bater à porta:

3 milhões infelizes no amor

Também aqui estamos no fundo da tabela

Em Portugal há cerca de três milhões de adultos infelizes com a vida sexual. Um resultado que coloca os portugueses no fundo da tabela mundial de satisfação sexual, de acordo com os dois últimos inquéritos multinacionais. Especialistas alertam para consequente perda de apetite sexual e depressão

Para melhorarmos esta performance negativa, deixo aqui para os 3 milhões de portugueses infelizes, alguns estímulos.






Espero que sejam suficientes para vos animar e sairmos do fundo da tabela...
Reitor

sábado, 28 de junho de 2008

Afinal o Melhor É Travar...

Ferreira Leite trava TGV até 2010

Reitor

Não Sei Se Andar Às Arrecuas Não Será Crime Maior

«No mundo em mudança, o maior crime é ficar parado» ,defendeu hoje José Sócrates, ao encerrar, como secretário-geral do PS, na Universidade do Algarve, o curso ‘Política e Administração Pública’
Mas como Vexa. é inginheiro de renome lá prós lados da Covilhã, talvez tenha razão e, ficar parado, seja pior que recuar.
Enfim, até às eleições, Vexa. é que sabe.

Reitor

Mas Não Morreu,Graças A Deus

Reitor

Sempre Que Vexa. Abre A Boca Ou Entra Mosca Ou Sai...


De acordo com um relato de um professor escrito em acta, a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, pediu aos conselhos executivos das escolas para terem atenção na escolha dos docentes que vão corrigir os exames, e disse que “talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” Os “alunos têm direito a ter sucesso” e o que “honra o trabalho do professor é o sucesso dos alunos” terá dito imediatamente antes e depois.

Oh! Margarida, Margarida.
Não acerta uma. Sempre que fala põe o Valter, o Jorge e a Lurdes em maus lençois, salvo seja. Então Vexa., desbocada, vai dizer para uma reunião de professores que não quer professores que dão notas "distantes da média" a classificar exames?

Já viu se nós dissessemos o mesmo dos Directores Regionais de Educação?
E dos inginheiros formados na Moderna?
E dos governantes e directores-gerais que, na ânsia de fabricarem bons resultados, martelam tanto o grau de dificuldade das provas, que os alunos obtêm resultados 50% superiores aos do ano passado?

Será que estes governantes e dirigentes também não deveriam governar nem dirigir?

Afinal, obtêm resultados educativos muito distantes da média, de todas as médias possíveis e imaginárias, não é Margarida?

Valha-nos Deus... Onde é que tem a cabeça?

Reitor

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mais Um Facto Circunstancial

Aconteceu tudo no último dia de aulas, a 13 de Junho. Uma professora (que quer manter o nome sob reserva) saía da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, já depois do toque de saída, pelas 18h, quando foi interpelada por duas mulheres, que a
agrediram e insultaram ainda no interior do recinto escolar. A assistir estava
um funcionário da escola, que não reagiu
Reitor

Explicando Política e Outras Coisas Aos Adultos

Aqui o vizinho do lado, do Terrear, brindou-nos com umas notas sobre a avaliação dos professores.
Em 12 tópicos, José Matias Alves (JMA) sintetiza algumas ideias sobre a regulação do 1º ciclo da avaliação dos professores.
Note-se que JMA exerce funções de membro do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores. Por conseguinte, não se tratam de ideias de quem não tem nada a ver com o assunto, mas sim de ideias ou teses que, ele próprio,presumo, defendeu ou defenderá no órgão em que tem assento. Ou seja, nesta matéria JMA nunca estará isento de responsabilidades, para o bem e para o mal.
Por isso mesmo, pelo facto de JMA ter responsabilidades directas na matéria, não posso deixar de reprovar as suas “notas” sobre avaliação dos professores. Algumas são demasiado genéricas que não merecem comentário. Outras merecem comentário e reprovação por serem erradas e até perigosas para os professores.
Vamos a isso:
1 - A obrigação de uma credível e consistente formação em avaliação de professores para avaliadores e avaliados (não esquecendo que quem "faz" a formação também é a relação formadores-formandos);
Comentário: A formação que se venha a realizar nunca será "consistente e credível" uma vez que o processo de avaliação já se iniciou e a formação ainda não. Logo, a formação sobre avaliação dos professores é uma estratégia que serve dois objectivos apenas: dar a ganhar muito dinheiro a alguns formadores e silenciar as críticas de intempestividade que têm sido feitas ao ao processo de avaliação.

2. o número de parâmetros deve poder ser substancialmente reduzido, devendo definir-se um número mínimo e permitir-se que as escolas escolham mais um nº y, em função do seu projecto e dinâmica.
Comentário: A implementar-se esta ideia – que o ME afastou por pressão dos sindicatos e por contrariar clamorosamente ao ECD - a avaliação dos professores seria uma completa balbúrdia. Uns a serem avaliados por alhos e outros por bogalhos; o mesmo professor a ser avaliado este ano lectivo pelos parâmetros xpto e, no próximo ano, pelos parâmetros kywz. Num sistema educativo de cariz totalitário como o português, em que não há liberdade de escolha nem da educação nem da escola; em que a carreira é única e o empregador detém o monopólio dos meios, seria inadmissível utilizarem-se parâmetros diferentes de escola para escola e, no limite, de professor para professor. Além de que o "projecto e dinâmica" -interessante expressão esta -das escolas é ensinar os alunos e não avaliar os professores, presumo.

4. A vantagem formadora de uma avaliação realizada por pares. Mas, para além da formação indispensável, é necessário gerar condições de confiança e caminhar no sentido de evitar que os avaliados sejam mais qualificados e competentes que os avaliadores.
Comentário: O caminho está feito e o ME cometeu um erro de palmatória ao permitir que possam ser os menos competentes a avaliar os mais competentes. Bastaria isto, para que o ME, o CCAP e JMA tirasem conclusões mais profundas sobre este processo de avaliação.

5. o número de aulas a observar deve ser acordado entre avaliador e avaliado, em função de critérios a definir pelo conselho pedagógico da escola ou agrupamento (subentendo-se que pode haver circunstâncias em que não faça sentido a sua existência, como o Conselho Pedagógico deveria poder decidir).
Comentário: É um erro o Conselho Pedagógico ter responsabilidades na avaliação dos professores, ou seja, dele próprio. O Conselho Pedagógico deve ter responsabilidades pedagógicas e de avaliação, no que respeita aos alunos. O CP não tem responsabilidade na avaliação dos funcionários auxiliares, administrativos, psicólogos nem do restante pessoal da escola. Porque há-de ter na avaliação dos professores? Também é um erro crasso a avaliação dos professores depender, no mesmo grau, do director da escola e do coordenador de departamento. A César o que é de César. Obviamente só se deve perder tempo, repito, perder tempo, a assistir a aulas de professores quando se justifique e não anualmente como está previsto.

8. Os resultados escolares dos alunos não devem ser considerados no 1º ciclo de avaliação de professores por manifesta ausência de condições de equidade e de operacionalidade. Isto significa que as ponderações previstas deveriam ser reformuladas e toda a minuciosa arquitectura que está a aprisionar as pessoas e os contextos.
Comentário: Os resultados escolares dos alunos NUNCA devem ser considerados na avaliação dos professores enquanto dependerem directamente dos professores. Há um claro e insanável conflito de interesses. Não é de gente séria presumir que as notas que os professores dão aos seus alunos não vão ser condicionadas pelo facto de entrarem, também elas, na avaliação dos professores.

11. Todo o processo avaliativo não pode esquecer os seus fins, não se podendo transformar no seu próprio fim, no típico processo burocrático de inversão de valores.
Comentário: Claro que o processo de avaliação está transformado no próprio fim; claro que haverá uma inversão de valores; claro que não há nenhuma organização humana no mundo, nenhum empresa ou instituição que perca mais tempo e mais dinheiro com a avaliação dos seus membros do que com a missão que tem a cumprir. Ou que deixe de cumprir devidamente a sua missão para avaliar os seus funcionários.
Escreva JMA: o ME com o falso argumento de melhorar a qualidade da educação (e até admito que a possa melhorar alguma coisa) vai gastar uma imensidão de recursos humanos e financeiros a avaliar os professores. Diria até que, se as melhorias de qualidade fossem tangíveis, o que duvido, por cada 100 euros que o Governo gastar na avaliação dos professores retirará 1 euro de melhoria nos resultados educativos. Ou menos. Veremos se não é assim.
Reitor

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Outro Facto Circunstancial

Escolas: afinal, são 260 armas

O relatório da PSP sobre o programa Escola Segura, a que o PortugalDiário teve acesso, e divulgou no passado dia 26 de Março, mostra que das 260 armas apreendidas, 13 eram armas de fogo, 165 armas brancas e 82 de outro tipo

Reitor

Um Facto Circunstancial

Entre 26 de Maio e 20 de Junho, a PSP apreendeu 14.450 doses de haxixe, 5.976 oses de heroína e 710 doses de cocaína, num total de 21.136 doses de droga. Os números foram divulgados no site da Polícia de Segurança Pública (PSP), esta quinta-feira. No ano passado, em todo o ano lectivo, os agentes apenas apanharam cerca de 1.200 doses

Reitor

Uma Heroína

Maria Jesus Meireles, 41 anos, advertiu o filho Fábio, 13 anos, do perigo de ser atropelado. Mãe e rapaz abeiraram-se da passadeira e, numa fracção de segundo, ao ver a aproximação de uma carrinha a alta velocidade, a mulher empurrou o filho para fora da estrada – salvando-o (ficou sem um arranhão) – e foi apanhada pela viatura. A mãe heroína morreu no local. A criança assistiu a tudo e nada
pode fazer

Nestes dias turbulentos, um acto heróico que urge sublinhar e respeitar muito profundamente.
Reitor

Quando Nem Com Os Vizinhos Podemos Contar

Em comunicado enviado às redacções, Paula Sobral, presidente da Associação de Pais da Escola Eugénio de Castro, afirma que a posição assumida pela DREC e pela autarquia «é conflituosa e de total desrespeito pela manifestação clara da vontade das famílias».
Reitor

De Como O Mérito De Uns Pode Ser Demérito de Outros

Victor Marques (VM) diz no Porta-Fólio dele, comungando da opinião do Presidente do Conselho das Escolas, que as acusações de facilitismo nas provas de aferição e nos exames, desvalorizam o esforço feito pelas escolas e professores e põem em causa o profissionalismo dos docentes deste país.
Diz também que há muitos a escreverem e a dizerem NADA.
De facto, concordo com VM. Há muitos que escrevem para dizer NADA. Não é o caso do Victor, obviamente.
VM diz alguma coisa. E, como diz, às vezes também diz asneiras.
A afirmação de que o mérito das melhores classificações dos alunos nas provas e exames se deve ao esforço e profissionalismo dos professores é uma asneira pegada.
Obviamente, a melhoria das notas nas provas e exames (50% e mais) devem-se à diminuição do grau de exigência das provas e não a um maior esforço e profissionalismo dos docentes: nem de cada um em particular, nem de todos em conjunto. Esta afirmação é correcta e só defende os professores.
Aliás, só por desrespeito aos professores e às escolas: aos professores e às escolas de hoje e de ontem, é que se pode admitir que venha alguém dizer que os professores foram tão profissionais e fizeram um esforço tão meritório em 2007/2008 que, por via disso, os alunos melhoraram significativamente os ses resultados.
Seria uma imensa falta de respeito pelas dezenas de milhar de professores que, desde tempos imemoriais, formaram milhões de alunos no país. E muitos milhares com excelentes notas em exame.
Seria ver nesta equipa ministerial dotes de governo da educação que, obviamente, não têm; Seria admitir que, antes deste governo, tinha sido o caos;
Seria passar um atestado de incompetência a todos os dirigentes escolares que, desde o 25 de Abril, têm conseguido formar alunos mau grado as barreiras, os contra-sensos, a indefinição, os avanços e recuos, enfim, mau grado o inenarrável, estúpido e ingerível sistema educativo que temos;
Afirmar que foi por mérito dos alunos, dos professores, das escolas ou das políticas educativas que as notas subiram mais de 50% de um ano para o outro é uma profunda falta de respeito para os milhares de alunos que, no ano passado e em cada uma dos anos passados, obtiveram notas de 20 valores ou nível 5 nos exames e provas que realizaram.
Admitir, enfim, que os professores e as escolas tiveram alguma coisa a ver com esta fraude educativa seria uma falácia sem nome. Uma impostura intelectual. Uma enorme mentira.
Reitor

segunda-feira, 23 de junho de 2008

E Porque Não Escolhermos Nós?

Em Portugal, há uma corrente ideológica, profunda e ainda maioritária, que vê o Estado como uma espécie de big father, protector dos portugueses. O Estado é percepcionado como um grande "pai" que cuida de todos nós . Um "pai" protector que trata da saúde de todos, que cuida da nossa segurança e da nossa reforma, que educa os nossos filhos..., enfim, um "pai" imenso, um "pai" infinitamente bom.
O credo no "Pai" Estado tem muitas semelhanças com o credo no "Pai" Deus.

Acontece, porém, que os portugueses também sabem que, embora queira cuidar de todos, o Estado não cuida de nenhum em particular. Ou seja, os portugueses "pressentem" que quando estiverem em dificuldades não terão o Estado por perto, nem a tempo e horas, nem gratuito como se esperaria. Milhares de portugueses já precisaram do Estado "pai" protector e nunca o encontraram. Ou esperaram tanto que, não aparecendo o Estado, desistiram de esperar.
O Estado é um "pai" protector de todos os portugueses em teoria, em abstracto, na Lei, nos discursos e nos programas políticos. Mas, na realidade, qualquer reflexão mínima nos confrontará com esta realidade: é materialmente impossível ao Estado cuidar de todos nós, gratuitamente e com elevada qualidade. Ou cuida de todos, gratuitamente ou quase, e o serviço prestado não tem qualidade (como acontece agora) ou cuida gratuitamente apenas daqueles que precisam e nas situações em que precisam (pobres e ricos, velhos e novos), garantindo, assim, um serviço de elevada qualidade, inclusivamente capaz de puxar para cima a qualidade dos serviços da concorrência.
E os cidadãos, individualmente, já perceberam que não há borlas. Sentem na própria pele a ineficiência e a falta de qualidade dos serviços públicos. Os portugueses ou, melhor, nenhum português é tratado pelo ESTADO com o respeito a que tem direito, com a celeridade devida, com a qualidade necessária e ao justo preço. A menos que tenha cunha, amigos influentes, familiares bem colocados...

Na verdade, as notícias que vemos, que lemos e que ouvimos são os mais eloquentes desmentidos à existência e à necessidade de um Estado providência como o que temos em Portugal; que nos trate com igualdade e com equidade, que assegure universal e gratuitamente os serviços de saúde, de educação e de apoio na velhice.

Não precisamos de um Estado "pai", demasidado gordo, infestado de compadrio e de nepotismo, que não cuida nem protege aqueles que mais precisam.

Precisamos de um Estado subsidiário que nos garanta a liberdade de escolher. Um "Estado Garantia" (feliz conceito de Fernando Adão da Fonseca, um socialista arejado), que se preocupe em garantir os meios para que todos os portugueses possam fazer as suas escolhas. Possam ser LIVRES.
Reitor

domingo, 22 de junho de 2008

Estes Também Devem Estar Feitos Com Os Sindicatos

Reitor

2009 - Ano de Eleições

Reitor

A Escola Pública É Para Todos, Excepto Para Aqueles Que Dela Precisam

Um funcionário público que desvaloriza uma agressão.
Um segundo funcionário público que só age se o caso for parar à TV, enfim..
Um eloquente exemplo de como dois funcionários públicos, responsáveis pela gestão de serviços públicos, não souberam, não quiseram ou ambas, proteger uma, apenas uma, jovem cidadã portuguesa que, coitadinha, frequentava a escola que o patrão Estado a obrigava a frequentar. Estranho este Estado que a todos quer defender e proteger por "igual" mas, no final de contas, não consegue proteger uma criança portuguesa alvo de "bullying".
Alguns ideólogos de uma esquerda ligeiramente démodé, ainda nos atiram com os papões privados sempre que algum político fala em dar aos portugueses a possibilidade de escolher o seu médico, a sua escola, os seus serviços. Atiram com papões, mas não conseguem inverter o curso do futuro.
Claro que o seu estatuto social, os seus conhecimentos, a segurança no emprego, impede-os de poder conceber, ainda que hipoteticamente, que os seus filhos ou pais pudessem passar pelos calvários, estatais, por que passam os portugueses simples: meses ou anos à espera de uma cirurgia, horas na fila das unidades de saúde estatais à espera de um médico, filhos a frequentar uma escola indesejada; filhos que são alvo de agressão na escola pública de frequência compulsiva e, não só não os podem mudar de escola, como têm de ouvir desaforo daqueles que os deviam proteger. Seria inconcebível, não é verdade?
Reitor

sábado, 21 de junho de 2008

Não é de admirar...

“Direcção Regional de Educação do Alentejo é desleal”, diz Fernando Caeiros"

Autarquia de Castro Verde acusa a DREA - Direcção Regional de Educação do Alentejo de falta de lealdade. Em causa está o acordo estabelecido entre as duas entidades para garantir o funcionamento dos centros escolares do concelho. De acordo com o protocolo, a DREA deveria assegurar a comparticipação financeira de 65% do total das despesas. De acordo com Fernando Caeiros a Direcção Regional não está a cumprir com a sua parte no acordo. O ainda autarca de Castro Verde vai mais longe e refere que o município não deverá voltar a subscrever novos protocolos com o Ministério da Educação no próximo ano.

Reitor

Olha os Rankings

O Colégio de São Bento, no Rio, teve o melhor desempenho do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio 2007, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Ministério da Educação (MEC). Em segundo lugar está o Colégio Santo Agostinho, também na capital fluminense, seguido do Colégio Vértice, em São Paulo.

Reitor

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Porque Não? Piores Não Serão, Concerteza.

Concordo perfeitamente com a proposta de Diogo Feio: a qualidade dos exames tem-se vindo a deteriorar, ano após ano. Não só existem erros científicos como, mais grave, ficamos com a sensação de que os resultados são martelados à custa do abaixamento do grau de dificuldade das provas e à custa da fabricação, à pressa, de uns critérios de avaliação que confundem professores, alunos e pais.
Esta estratégia serve apenas para segurar MLR no lugar. Está errada e todos pagaremos caro esta propaganda.
Reitor

Um Texto Que Não Me Importava Nada de Ter Escrito

Parece que a CONFAP, confederação das associações de pais, veio hoje, mais uma vez, insurgir-se contra a avaliação por exames. Supostamente os exames são injustos, pois testam, num par de horas ou minutos, o conhecimento (não) adquirido ao longo de anos. Trata-se de um argumento simplista e redutor. A avaliação por exame tem, como outras, o seu lugar e permite apreciar capacidades e "competências" (para usar o jargão das "ciências" da educação) que outras formas de avaliação decididamente não permitem. Claro, a avaliação por exame, quando estes são bem elaborados e bem corrigidos, é selectiva e imparcial. Obriga a um enorme esforço e a uma aquisição de hábitos de trabalho e de planeamento. Faculta naturalmente um instrumento de aferição comparativa dos conhecimentos. Apesar de imperfeita, só através dela se pode restaurar um mínimo de dignidade no sistema de ensino português. Não sei o que buscam os pais: se preparar os filhos para um vida boa, se dar no imediato uma boa vida aos filhos. É triste verificar que os representantes dos pais são hoje indefectíveis aliados do facilitismo. São os seus filhos que vão pagar a factura.
Reitor

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Dia do Diploma

Já está disponível o Calendário Escolar 2008/2009.Vejam aqui, via Ramiro.

E este artigo 4º, hem?
Nada melhor depois do Verão que uma acção de propaganda em todas as escolas do país, à custas das crianças e jovens. Já se perdeu a vergonha.

Só espero que as comunidades educativas, todas elas, não se envolvam nesta acção de propaganda.

Reitor

Outro Impostor

Vejam aqui a máquina de propaganda do ME em pleno funcionamento:

Reitor

Nem Pensar! Isso Seria Uma Impostura Intelectual

Boas fontes enviaram-me um ofício da Sra. Presidente do JNE, Dra. Elvira Restes Florindo, que comprova até que ponto a mentira e a desfaçatez invadiu toda a estrutura adminbistrativa do ME.
Como os critérios de avaliação dos exames de Português tardavam - só foram disponibilizados às 22h00 de 3ª feira - veio a Sra. Presidente informar que:

Nas normas 02/EB/2008 e 02/ES/2008, nos respectivos números 29, consta que os critérios de classificação das provas de exame nacional serão disponibilizados na página do GAVE, até 2 horas após a realização de cada exame. Esta informação está incorrecta, de facto os critérios de classificação das provas de exame nacional serão disponibilizados na página do GAVE, até 24 horas após a realização de cada exame.

Pena é, Dra. Florindo, que não tenha também corrigido o nº29 da Norma 02/2007 que também previa 2 horas para divulgação dos critérios de correcção dos exames.

Não fosse a sra. uma pessoa séria e eu uma pessoa de bem e até poderíamos pensar que este adiamento na divulgação dos critérios vem mesmo, mesmo, a calhar para, caso os resultados sejam péssimos, como será de esperar, aliás, o JNE possa adequar os critérios de forma a melhorar as estatísticas para que a Sra. Ministra possa vir, luzidía, à TV, anunciar que metade dos alunos melhoraram os resultados escolares, não é verdade?

Mas, como isto seria uma impostura sem nome, uma Sra. Dra. séria como Vexa. nunca faria tal coisa, obviamente.

Reitor

Nós Sabemos Que Vocês Sabem Que Nós Sabemos Que Vocês Nos Enganam

Por razões que desconheço já se fazem balanços de final de ano lectivo sem que este tenha terminado. A pressa nunca foi boa conselheira e, como diz o velho ditado, o apressado come crú.
Andam por aí uns moços de recados a assobiar para o ar e a dizer que, tirando umas coisitas sem importância, não se passou nada durante o ano. Foi normal.

Quer o Albino "Abaixo o Salazar" Almeida, quer o Álvaro "Moço de Recados" Almeida, dois ilustres elementos deste sindicato que me poupo a apresentar, são os melhores mensageiros de que MLR podia dispor para anunciar a boa-nova.
Segundo o Álvaro "Moço de Recados", a discussão da indisciplina nas escolas na praça pública foi exacerbada por “um episódio que marcou bastante a comunidade educativa nacional”, mas que permitiu que as escolas e toda a sociedade reflectisse sobre estas questões e que “a escola voltasse ao centro das atenções quanto à necessidade de estabelecer regras muito claras de convivência no seu interior”.
Exacerbada, Dr. Álvaro? Hum? De facto, a bem da verdade NÃO houve INDISCIPLINA nas escolas. O que houve foram notícias - Muiiitas - sobre crimes, violência e indisciplina nas escolas, que os adesivos como Vexa. tentaram esconder por todos os meios. Para nós, povo simples, que não sabemos nem de meia-missa amén, o choque foi tal que...exacerbamos a discussão!
E ainda disse que o novo modelo de gestão permite mais autonomia! Oh, Dr. Álvaro, na página 5 deste documento do conselho de surdo-mudos a que vossemecê preside, afirma-se que o discurso da autonomia não joga com o articulado o diploma.
Agora vem Vexa. dizer que o modelo permite mais Autonomia. Valha-nos Deus! em que ficamos, afinal?
No balanço do ano lectivo que está prestes a terminar, Álvaro Almeida dos Santos considerou ainda que o novo modelo de gestão das escolas permite mais autonomia, promove o “reconhecimento da comunidade educativa” e de que “as lideranças têm de ser eficazes”; que o novo estatuto do aluno mantém alguns problemas quanto às regras das provas de recuperação dos alunos que faltaram a muitas aulas e salienta que “parece que se chegou a uma solução relativamente consensual e razoável” quanto à avaliação dos docentes.
Essa da avaliação dos docentes foi a melhor. Dr. Álvaro, tente decifrar este enigma e, quando conseguir, leia-o em voz alta, s.f.f.: (ue uos o roiam onsa ad ahnim arret). Se não decifrar o enigma, o INA oferece-lhe a formação de 200 euros. Se o decifrar, diz-nos como vai avaliar os seus professores. Concorda?
Foi tanta a "normalidade" que a CONFAP já recebeu o subsídio LEGAL de quase 120.000 euros do ME. Por isso, nada de surpreendente.
Anormal e surpreendente seria, por exmplo, vermos um suíno a circular de bicicleta pela auto-estrada.
Reitor

terça-feira, 17 de junho de 2008

Excelente. De Rir à Gargalhada


Imperdível.
Helena Matos, no PÚBLICO de hoje (sem link) e sem tempo para bater teclas. Vai aqui um pedacito.
Ver mais logo no Blasfémias.
Reitor
Adenda: Também está no Umbigo.

Gosto de Rico Em Casa de Pobre

O Primeiro- Ministro foi à Escola Secundária André Gouveia em Évora fazer mais um daqueles números. E como a vaidade precede a queda, lá se espalhou ao comprido:

"No desenvolvimento tecnológico de Portugal, a escola ficou sempre um pouco para trás e só se desenvolveu mais tarde. Pois eu quero, com este Plano Tecnológico da Educação (PTE), que a escola pública em Portugal esteja na linha da frente do desenvolvimento tecnológico", assegurou"

Nada mais errado: a escola pública portuguesa é, há longos anos, um dos melhores e tecnologicamente mais evoluídos serviços públicos: A escola portuguesa esteve e está, tecnologicamente, à frente dos hospitais, repartições de finanças, segurança social, tribunais e tantos outros serviços públicos: no uso alargado de PCS, no acesso e utilização da net e das tecnologias de comunicação, no uso de software de gestão... Acresce que é também uma organização inovadora por excelência, ao contrário da maioria dos serviços públicos

E continuou a ladainha, aproveitando-se do exemplo dos outros para, má sorte a nossa, o querer aplicar a todas as escolas. Mais uma medida uniformizadora que servirá, apenas, para enriquecer umas dezenas de empresários boys.

"Viemos apresentar o vosso exemplo como um exemplo que vai ser replicado em todas as escolas",
Mas, será que as todas as escolas querem seguir este exemplo?
Será que os quadros interactivos trazem alguma mais-valia ao ensino, nomeadamente à qualidade do ensino?
Será que as prioridades de Portugal devem ser as maquinarias ou o combate ao insucesso e ao abandoono escolares?
Ricos-pobres é o que somos.

É uma pena continuar a haver escolas sem "responsáveis". O Liceu de Évora também não os tem, pelo menos que se veja na sua página.
Reitor

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Mundo Está Perigoso

A universidade da cidade de Zanjan, no Irão, está há dias em polvorosa, com os alunos a exigirem a demissão do reitor e vice-reitor, este último acusado de, alegadamente, ter tentado abusar de uma aluna. Foi colocado um vídeo no YouTube, onde o docente é empurrado para fora do seu gabinete, depois de ter sido apanhado, e entregue à segurança da universidade

Reitor

Duas Boas Notícias

Isaltino Morais vai a julgamento

FCP admitido na Liga dos Campeões

Reitor

É Já Amanhã

E, este ano, introduziram-se duas novidades, qual delas a melhor:
1 - Re-aparecem as tolerâncias nos exames do Ensino Secundário. 120+30 minutos e, na Matemática, 150+30. Três horas numa sala de aula... É de loucos.
As tolerâncias no exames são um erro crasso: desconcentram quem as utiliza, abrem caminho à fraude (já se utilizam toques de buzina para as questões de escolha múltipla) e, que se saiba, não melhoram os resultados.
2 - Proíbe-se os alunos de levarem telemóveis para as salas de aula. Vai ser bonito. E vai dar origem a várias confusões nas salas.
Estou a pensar levar o meu telemóvel escondido no bolso. Pode ser que a professora vigilante me passe em revista...
Reitor

Cândida Almeida, directora do DCIAP

domingo, 15 de junho de 2008

"O socialismo travesti é amigo dos iates"

Delicioso este poste do Ramiro Marques

Poratria 117-A/2008

Reitor

Outra Coisa Não Seria De Esperar

Ainda há dias fomos "surpreendidos" com estes "entendimentos". Sobre a coisa, já manifestei a minha posição de princípio aqui. Acresecento que a transferência de competências educativas - e não só - do governo central para as autarquias é uma processo imparável e irreversível. Mais não fosse, o princípio da subsidariedade - que muitos julgam ser uma invenção dos burocratas europeus - é tão "natural" que qualquer Estado democrático se vê forçado a respeitá-lo. No caso português, a educação está tão centralizada e unificada que só pode descenralizar-se e diversificar-se.

Mas há mais para além da subsidariedade. Há uma questão mais funda, diria até política, ideológica, cultural de fundo que tambem obriga e obrigará o Estado central a entregar aos principais interessadados - os cidadãos e os seus directos responsáves políticos - os instrumentos necessários à gestão da educação dos seus filhos e dos seus "governados", respectivamente. Por agora entrega-se, apenas, a gestão dos edifícios escolares e do pessoal não docente. No futuro ver-se-á. A questão política e cultural pode ser formulada de seguinte forma: quem se responsabliza pela educação e pelos resultados escolares dos jovens em Portugal?

Na educação dos jovens intereferem os mais diversos factores, o primeiro de todos é intrínseco ao próprio indivíduo: a sua índole, a sua inteligência, capacidade e vontade; a par e tão importante como o indivíduo é a família, depois o círculo social de relacionamentos, seguem-se os factores de ordem política e material: as opções de política educativa, a qualidade dos docentes, a qualidade dos equipamentos, das instalações e dos materiais, as verbas disponíveis para a educação, só para citar os mais visíveis.

Portanto e retomando a questão política, ideológica e cultural, a resposta só pode ser uma: os responsáveis pela educação e pelos resultados escolares dos jovens portugueses deverão ser aqueles que lhes estão póximos, que cuidam deles, que os acompanham, enfim, que sabem o que é melhor para eles. Ou seja, os responsáveis directos deverão ser a família e a comunidade em que esses jovens se inserem e não os "educadores" que se sentam na 5 de Outubro. Por isso, ao Estado central não restará outra coisa que não seja entregar às famílias e às comunidades - a cada família e a cada comunidade - os meios para que estas provejam à educação dos seus jovens. E os meios públicos são, desde logo, as escolas, os professores, os funcionários e os orçamentos. Inevitavelmente.

Hoje chegou-me a notícia de que o governo pôs no terreno, através das DREs, uns boys e umas girls que, de folha de cálculo na mão, chegam a cada escola e questionam: quantos alunos, quantas salas, quantos currículos, quantos.... tecla enter e ... já está: vocês precisam de 16 funcionários, vocês aí de 20, vocês outros de 22... Após estes cálculos e em todas as escolas, o número de funcionários que a aplicação indica como necessários para o seu funcionamento é, sempre, menor do que aquele que os CEs estabeleceram como justo.

E o número de funcionários necessários às escolas anda por baixo porque será com base nesse número que o Governo vai negociar as verbas a transferir para as autarquias.

O silêncio dos sindicatos é ensurdecedor. Só pode ser por verem benefícios para os funcionários não docentes nesta transferência. O Conselho das Escolas também está mudo. O que pensarão as escolas - os Directores - destes "Entendimentos".

Reitor

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Não Sei Porquê, Mas Tresanda a Propaganda...

Antes de ontem, a RPT presenteou-nos com uma reportagem sobre a escola EB2,3 da Apelação, em Loures, a mesma em que filmou aquelas cenas de violência em 30/05/2006.
Quem viu a reportagem, na passada 4ª feira - http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=20716&idpod=14760 ficou com a imagem de que agora sim, agora a escola EB2,3 da Apelação é uma escola sem problemas, sem violência, sem droga. Projectos para aqui, projecos para ali, assitente social, psicólogos Paulino e João Bicho, enfim, agora até as (ex)crianças violentas são vigilantes na escola: estudam à noite e trabalham na escola durante o dia.

A Nancy, a tal aluna que era mal-educada e que agora é vigilante, controla o comportamento dos miúdos à mesa.

As "pequenas conquistas são consideradas grandes conquistas". Verdade. Em dois anos a escola "abriu-se" ao bairro, resolveram-se os probelmas sociais e escolares. Os miúdos são mais disciplinados e, quando são punidos, revelam "coragem de assumir os erros e corrigir" o passado. O bairro - Appellation City - reconciliou-se com a escola. Vejam a ilustração que se segue:
O Agrupamento de Escolas da Apelação é o que ocupa o último lugar no ranking do Ministério da Educação, ou seja, é considerada a pior escola a nível nacional e tem sido notícia nos órgãos de comunicação social pelas piores razões: a suspeita da existência de armas no meio escolar. Questionado em relação às informações que a Junta de Freguesia sobre este assunto, José Henrique Alves é muito objectivo, explicando que sabe que existem situações de agressão e violência nas escolas da Apelação, apesar do Conselho Executivo pouco avançar com a informação.
"Há cerca de ano e tal soube que existiam armas nas escolas", afirmou à loures.tv, confirmando que a Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu as armas, na altura. Actualmente a situação não mudou muito. Todavia, José Henrique Alves disse que nada podia fazer, que a Junta de Freguesia apenas ajudava no pagamento dos danos materiais que ocorriam. "Não há muito que eu possa fazer", assumiu.
Durante a reportagem que a equipa da loures.tv realizou, na Quinta da Fonte, a violência foi um sinal constante.
Vários indivíduos de raça negra adoptaram uma postura muito hostil, com ameaças verbais, tendo até chamado amigos para aumentar o clima de insegurança.
"Não vai filmar isso!" e "Olha que te dou uma facada", foram expressões recorrentes que fizeram, passados minutos de resistência, com que a equipa abandonasse o local.

Em dois anos, deu-se a ascensão ao Céu, directamente do Inferno, como se vê.
Agora os alunos trabalham, os professores são felizes, há disciplina, urbanidade, respeito e educação. O sucesso foi tanto, em apenas dois anos, note-se, que até o Presidente da República visitou a escola.
Fiquei banzado com a escola EB2,3 da Apelação, versão Junho 2008!
A ME está de parabéns pelo excelente trabalho de recuperação de uma escola problemática. Sim senhora, bonito serviço. É para calar aqueles que tanto a criticam e que tanto criticam o mau estado da educação em Portugal.
E ainda bem que se deu o feliz acaso de a reportagem da RTP, tão elucidativa e positiva, vir a público neste momento de dificuldade para o Governo.
Tenho pena é que as quotas para o Excelente e Muito Bom sejam tão reduzidas. Uma injustiça.
Reitor

quarta-feira, 11 de junho de 2008

"O Mito da Igualdade"

Com tanta malta a escrever e a blogar, estranho que tivesse passado quase incógnito o excelente texto de José António Saraiva nas pp. 80 e 81 da TABU.
Será que não se falou dele por ser politicamente incorrecto? Por incomodar os esquerdistas empedernidos? Enfim, ele há coisas estranhas...
Deixo aqui as mais largas:

"O mito da igualdade, de uma sociedade totalmente igualitária, tem conduzido a verdadeiras catástrofes humanas".

"Quem promoveu a igualdade entre os homens foi ( e continua a ser) a sociedade capitalista".

"Dir-se-se-á que o objectivo é excatamente acabar com esta sociedade competitiva, onde uns triunfam mas outros soçobram. O objectivo é acabar com o capitalismo selvagem, como alguns lhe chamam. Ora este é outro dos grandes mitos do nosso tempo..."

"Ao contrário do que muitos pensam e do que Marx previu, o modelo capitalista ainda é o melhor caminho para esbater as desigualdades".

Reitor

De Como a Conjuntura Pode Fazer Medrar Boas Ideias Em Terrenos Áridos

"Escolas do primeiro ciclo mantêm-se abertas"
A Direcção Regional de Educação do Centro desistiu de encerrar qualquer escola do 1º ciclo do ensino básico no concelho do Fundão, no próximo ano lectivo, adiantou ontem o presidente da Câmara do Fundão. “No próximo ano iria ocorrer uma razia, que abrangeria freguesias vitais para o nosso desenvolvimento, como são os casos de Janeiro de Cima, Capinha, Salgueiro, Fatela ou Enxame”, disse Manuel Frexes. Porém, “a directora regional, num espírito de abertura, colaboração e entendimento com o município, decidiu mantê-las abertas”, adiantou o autarca. “Apoiam-se umas às outras e poderemos assim mantê-las abertas por muitos anos”, concluiu Manuel Frexes, sem detalhar o regime de colaboração que permitirá que as escolas continuem abertas.

No futuro, nos livros da história de Portugal relativos à segunda metade da primeira década do século XXI, haverá um capítulo dedicado aos desertificadores. Aí deve ser referido, com ênfase, o nome do governante responsável pelo maior ataque ao povoamento e ao equilíbrio demográfio do país: José Sócrates, ingº, Primeiro-Ministro de Portugal .
Surgirá como o maior responsável político do pós 25 de Abril pela desertificação do interior de Portugal. Pelo fecho, a esmo, de Estações de Correio, de quase todas as Maternidades da raia, de algumas Urgências Hospitalares e de mais de mil Escolas no país.
Fechou-as pela simples razão de que davam prejuízo de que ram economicamente inviáveis. Ele negará: dirá que os serviços de saúde, de maternidade e de ensino melhoraram com a concentração de recursos.
Devemos lembrar-lhe que, com a crise social e económica que atravessámos em 2008 e com o aproximar das eleições de 2009, o Governo dele foi desistindo de fechar as urgências e as escolas que ainda não tinham sido encerradas. Farsantes.

Reitor

Quando Não há Estado, Não há Limites

ELEMENTO DE PIQUETE DE GREVE MORRE ATROPELADO
Um elemento do piquete de greve em Zibreira, perto de Torres Novas, morreu esta terça-feira quando tentava subir para o camião e caiu, sendo atropelado pelo pesado.

O Governo de Portugal demitiu-se da sua função básica que é assegurar a segurança do governados. O Governo português foi totalmente incapaz de impedir a morte de um cidadão que, ilegalmente e acompanhado pelo olhar atento das autoridades policiais, tentava impedir a movimentação de um camião na região de Torres Novas.
Há dias que vemos uns energúmenos, sempre acompanhados pelo olhar vigilante das autoridades policiais, a atentar contra a liberdade das pessoas, contra a mobilidade de pessoas e bens e contra direito ao trabalho.
É demais. É muito triste e, ontem, ultrapassaram-se todas as marcas. Nada disto teria acontecido se as autoridades presentes nos locais de manifestação tivessem instruções superiores para manterem a lei e a ordem. E para obrigarem todos os portugueses a respeitarem os Estado de Direito. Se, no primeiro dia da manf, se tivessem definido vias livres e assentado umas bordoadas no piquetes que não respeitassem a lei, não teria morrido ninguém. Podiam alguns piqueteiros ter ido parar aos hospitais, mas nenhum teria morrido.
Os portugueses já deviam ter aprendido uma lição: não devem nunca por nunca, depositar a autoridade em governantes socialistas.
Reitor

terça-feira, 10 de junho de 2008

Pobre País, Pobre Povo

Episódios de camionistas em piquetes da paralisação a exigirem os documentos de outros condutores e entrarem em cabines de camiões foram os principais incidentes registado hoje à tarde durante o protesto nacional do sector, segundo a GNR

Ontem, em todos os jornais televisivos vimos algumas cenas muitos tristes num Estado de Direito.
Vários energúmenos que se apresentavam como motoristas bloquearam várias estradas do país. Em Aveiras de Cima, alguns camiões foram apedrejados e impedidos de circular. E o piquete da polícia aguardava perto...
Alguns "manifestantes-gorila" falavam com tal boçalidade para os camionistas que tentavam "furar" o bloqueio que mais pareciam cães raivosos antes do festim. E a polícia assitia muito perto...
No final do dia, o balanço era simples: os camiões, não sei se a maioria, foram impedidos de circular livremente e forçados a uma paralisação indesejada. E a polícia a ver...
Fiquei triste com o meu país. Mais de 30 anos depois de nos devolverem a liberdade e a democracia, ainda não fomos capazes de criar um país de cidadãos. Ainda se formam piquetes de greve, ainda se forçam os outros a acções que não desejam, ainda se coarcta a liberdade.
O Ingº Sócrates, em desepero de causa e a olhar para 2009... pede diálogo.
A polícia, senhores, a polícia via e não agia. Não por cobardia mas, é certinho, seguindo ordens superiores. Políticos bananas; governantes cobardes; sociedade tíbia que treme e se agacha ao primeiro confronto com os pequenos ditadores de rua.
Mereciam uma tareia de cassetete, os políticos, claro.
Reitor

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Novo Quadro de Apoio aos Chupa-Milhões: 2014-2020

Veja como ele tem fé nos computadores! É evidente que é bom que as escolas tenham computadores suficientes para todos os alunos. Mas será necessário um plano para comprar computadores para as escolas? E é necessário tanta propaganda? Não deveria isso ser um processo tão natural como a aquisição de qualquer outro recurso? Eu trabalho com computadores há mais de vinte anos e uso a Internet praticamente desde que ela se tornou acessível no nosso país e sei que não existe relação directa entre o uso dos computadores e melhor desempenho dos alunos. Há muitos alunos para quem a Internet é apenas uma alternativa ao estudo. Há até alunos que faltam sistematicamente às aulas e continuam a ir todos os dias à escola com o objectivo de socializarem, comerem à borla e navegarem na Net. Só quem é novato ou nunca usou a Internet é que pode afirmar que o uso dos computadores contribui decisivamente para modernizar os processos de ensino e aprendizagem. Como qualquer tecnologia pode servir para melhorar o ensino ou para o piorar. Já havia o Plano da Matemática, o Plano das Ciências, o Plano do Português e o Plano da Leitura. Agora passa a haver também o Plano Tecnológico da Educação. Já imaginaram a quantidade de tecnoburocratas que gravitam em torno destes planos? Todo um exército de burocratas a ditar sentenças, a dizerem como se faz e a exigirem aos produtores que façam desta maneira e não daquela? Não são planos a mais? Fazem lembrar os planos quinquenais do tempo de Staline. Viu-se naquilo que deram. Naquele tempo, os planos eram o instrumento para construir o socialismo. Agora, são apresentados como a panaceia para construir a modernidade. Uma modernidade que criou a geração dos 500 euros? Os exploradores de mão de obra barata estão a lucrar bastante com essa noção de modernidade.

A este certeiro e excelente comentário de Ramiro Marques só faltam uns pozinhos para a perfeição:
O Plano Tecnológico da Educação é a designação que os socialistas inventaram para não dar nas vistas o actual PEMEE - Processo de Esbanjamento dos Milhões de Euros da Europa - que já está em curso. Escreva Ramiro: O PTE, as Cartas Educativas, os Computadores Portáteis e tantos outros projectos não são mais que negócios - chorudos negócios - fomentados pelo Governo em que, à sombra do Estado, dezenas de particulares e empresas vão chupar avidamente milhões de euros europeus. Não teremos de esperar cinco anos para que os poderes -políticos e económicos - de hoje e que são, grosso modo, os mesmos de 1986, venham dizer com a mágoa e o pesar que só os artistas conseguem transmitir na TV:
-Portugal desperdiçou as verbas do QREN, não fomos capazes de aproveitar as imensas verbas vindas da europa para nos modernizarmos, para aumentar a produtividade e para nos aproximarmos dos restantes países europeus. Foi uma pena. Se tivessem sido bem investidas, se tiuvesse havido ficalização na aplicação das verbas do QREN, muito se teria feito. Agora, com o novo Quadro Comunitário de apoio, o Q.A.C.P. - Quadro de Apoio aos Chupa-Milhões - é que vai ser. Agora poderemos modernizar o país e desenvolver-nos. Temos de apostar nas pessoas, na formação e na educação, blá, blá, blá...
E, nós, Ramiro, vamo-nos recordar do que aqui escrevo hoje, vamo-nos recordar do que aconteceu ao FSE, ao QREN e a todos os Projectos propagandeados popr este Governo.
Quer apostar?
Reitor

domingo, 8 de junho de 2008

Acho Mal. Muito Mal.

"Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados"
Comungo das opiniões dos que acham mal os sindicatos quererem ir ao bolso dos não sindicalizados. E também me pergunto se será isso justo. Vejo até inconstitucionalidades numa medida que obrigasse cada trabalhador a ser sindicalizado.
Um "sindicalismo à força" na feliz expressão do Paulo Guinote que, de tão fulo, até fez uma "jura" que duvido quisesse cumprir:
Por mim, se me for dada essa possibilidade, prescindo das conquistas salariais obtidas pelas “lutas” sindicais, só para não ter de dar para um peditório desse tipo.

Enfim, de vez em quando aparecem escarrapachadas na comunicação social umas ideias modernaças - em Espanha os trabalhadores, todos, pagam uma taxa aos sindicatos, o cânon de negociação". Modernaças e ligeiramente totalitárias. E depois, os portugueses, que sofrem de atraso endémico, só copiam de Espanha as asneiras e os retrocessos.
Enquanto esteve em Espanha um Primeiro-ministro da categoria mundial de Aznar, com quem poderíamos ter aprendido muito, nomeadamente, a ser produtivos e empreendedores, não fomos capazes de copiar nada. Todos os dias fomos alargando o fosso do nosso atraso relativo.
Veio o Zapatero e começamos a copiar... a liberalização das drogas, o aborto, a subsído-dependência e, logo mais, o casamento de homossexuais e o "sindicalismo à força". Sapateiros é o que poderemos vir a ser se não cuidarmos de vida...
Talvez não fosse pior se os trabalhadores e os sindicatos portugueses lutassem, não por mais leis obrigacionistas, mas por mais liberdade e responsabilidade. Em vez de se obrigar todos a descontar para os sindicatos, porque não benficiar apenas os trabalhadores que lutam pelos seus direitos. Aqueles que não lutam pelos seus direitos não devem ser obrigados a tê-los.
Por isso, bem iriam os sindicatos e os trabalhadores se lutassem pela máxima: o seu a seu dono. Dessa forma seria resolvido o imbróglio sindical e constitucional que se avizinha: Apenas os trabalhadores sindicalizados usufruiriam dos benefícios resultantes das negociações e lutas sindicais. Os não sindicalizados poderiam usufruir desses benefícios, apenas, a partir do momento em que se sindicalizassem e enquanto se mantivessem sindicalizados.
Isto é que seria justo.
Reitor

Porque será que já não fico surpreendido?

Através do Ramiro Marques fiquei a saber deste estudo à Lei 12-A/2008, da autoria de Eugénio Rosa.
É um estudo interessante. Vejam pelos títulos dos vários capítulos:
1 - Objectivo deste estudo
2 - Como é que o governo pretende destruir o vinculo de nomeação que ainda têm a maioria dos trabalhadores da Administração Pública?
3 - Como é que o governo pretende introduzir a precariedade permanente na Administração Pública?
4 - Como é que o governo pretende facilitar o despedimento individual na Administração Pública?
5 - Porque razão o regime do contrato a prazo que o governo pretende aplicar na Administração Pública é ainda pior do que o do sector privado?
6 - Como é que o governo pretende destruir as carreiras na Administração Pública e introduzir a polivalência total?
7 - Porque razão as leis deste governo vão criar graves desigualdades remuneratórias na Administração Pública e congelar na prática as carreiras?
8 - Porque razão as leis deste governo vão determinar a diminuição nos vencimentos e como é que transitoriamente este governo esconde isso?
9 - Como é que o governo agrava as desigualdades remuneratórias na Administração Pública e fomenta o compadrio?
10 - Como é que o governo manipula a opinião publica aumentando em 2009 os vencimentos a apenas 11 mil trabalhadores?
11 - Qual é a situação das carreiras especiais?
12 - Como é que o governo reduz o direito ao acréscimo remuneratório por trabalho nocturno?
13 - O que é que o governo pretende fazer aos suplementos remuneratórios?
14 - Como é que o governo pretende ficar com o poder de exigir dados da vida privada dos trabalhadores?
15 - Como é que este governo discrimina a mulher que aborte?
16 - O que é a mobilidade interna que este governo pretende impor na Administração Pública?
17 - Como é que o governo mantém o poder de disciplinar mesmo depois da cessação do contrato de trabalho?
18 - Como é que este governo reduz o número de faltas justificadas na Administração Pública?
19 - Como é que o governo pretende destruir o horario de trabalho de 7 horas por dia e 35 horas por semana através da "adaptabilidade"?
20 - Como é o governo viola o direito constitucional dos sindicatos da Administração Pública à contratação colectiva?
21 - Como é que o governo restringe fortemente as matérias que podem ser objecto de contratação colectiva?
22 - Como é que o governo pretende ficar com o poder de fazer caducar convenções colectivas na Administração Pública que ainda nem foram negociadas?
23 - Como é que este governo pretende restringir na Administração Pública os direitos sindicais ainda mais que no sector privado?
24 - Quais as principais alterações que este governo pretende fazer no sistema de protecção social dos trabalhadores da Administração Pública?
25 - O simulacro de negociação imposto pelo governo de Sócrates

Reitor

Que filme é este?

Paulo Rangel quer situação regularizada para ser eventual líder da bancada do PSD
Oh Manuela! Estás feita com os rapazes do teu partido. Resolve lá o assunto que o Paulo Rangel será um bom líder para o grupo parlamentar, não só porque é competente e tem um passado político limpo, como também por nunca ter ido à missa dos Santanas nem dos Meneses.
Reitor

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Não era bem isto que estava planeado...

"Amordaçados pela professora"

Reitor

Pareceu-me ouvir dizer que a avaliação dos professores ia causar prejuízos aos alunos

Mas, ao ler o vizinho aqui do lado, fiquei com dúvidas. Melhor, fiquei esclarecido: afinal, toda a confusão havida com a avaliação dos professores, durante este ano lectivo foi benéfica para os alunos. Foram tudo maravilhas...

"Parece que foi mais uma fase de vida que passou! Uma fase que ficará para sempre na memória de cada um! Este ano foi especial, foi diferente, foi um culminar cheio de sorrisos, dificuldades, aprendizagem e muita amizade… Foi um prazer enorme para mim fazer parte desta turma maravilhosa e lidar com professores dignos da profissão !
Foi um ano maravilhoso!"

E os professores foram excepcionais...Mais até que nos anos anteriores.
Parece que vamos ter de mudar de disco e defender a avaliação da MLR.
E confessar publicamente que estávamos errados.
Que a avaliação dos professores e a manif de 8 de Março permitiram que este ano lectivo fosse excepcional para os alunos. "O melhor ano de sempre".
Que a insatisfação generalizada do pessoal docente, os cortes nos vencimento e reformas melhoraram o ambiente nas escolas e fizeram dos alunos seres humanos mais felizes;
E transformaram sisudos docentes em professores babados, inchados de vaidade e grávidos de orgulho...
Avaliem-se os professores já.
Eleja-se o Director de imediato.
Venham mais manifestações.
Silenciem-se os sindicatos.
Cortem-se mais uns anitos nas reformas.
E nos ordenados...
Que o próximo ano será ainda melhor.

"Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol." (Eclesiastes 4:7)

Reitor

As Boas Ideias Não Precisam de Propaganda

Conhecidos finalistas do concurso de ideias “Escola Empreendedora”
A Câmara Municipal de S. João da Madeira, com o apoio da GesEntrepreneur, está a promover o projecto “Empreender Não é Secundário” nas Escolas Secundárias do concelho, iniciativa que pretende criar um verdadeiro ‘ecossistema’ potenciador do Empreendedorismo.
Neste âmbito, a autarquia lançou um concurso de ideias para incentivar os alunos a elaborarem mini planos de negócios, tendo como principais enfoques a criatividade e a inovação, assim como a ligação às áreas estratégicas da cidade.
Terminado o prazo para a entrega dos projectos, os dez finalistas foram seleccionados, no dia 29 de Maio, pelo júri, constituído por Álvaro Gouveia, presidente do Clube de Empresários de S. João da Madeira, Octávio Soares, representante da Direcção Regional da Educação do Norte, e Dilma Nantes, vereadora da Câmara Municipal. Os “eleitos” vão submeter-se de novo a uma avaliação, em data e local a anunciar em breve, com vista a determinar as três ideias vencedoras.
Da Escola João da Silva Correia, foram seleccionados para a final “Alegrar e Conquistar” (Liliana Vieira, Diana Campino, Vânia Silva e Andreia Oliveira) e “Fábrica do Tio João” (Cátia Reis, Isabel Santos, Ana Filipa Duarte e Diana Costa). Da Oliveira Júnior, estão entre os finalistas os projectos “Parque em Movimento” (Vítor Graça, João Mota e Ana Vaz) e “Aventur’arte” (Carla Barros, Adriana Sousa e Emanuel Silva).
Do Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado passam à fase final os projectos “MS&MB” (Rosário Alves e Liliana Silva), “BT 3 Design” (Bruno Cardoso e Tiago Silva) e “Sentidos” (Verónica Vieira). Já o Centro de Educação Integral
estará representado por “Domilavagens” (José Costa, Daniel Ferreira e Jorge Neves), “Pankitch” (Marta Tavares, Mariana Lei e Carolina Silva), “The Obesity Center” (Catarina Caetano, Rita Amorim, Francisca Fernandes e Patrícia Silva).
A iniciativa “Escola Empreendedora”, englobada na estratégia da autarquia para a competitividade, teve início no passado mês de Novembro com acções de formação que envolveram cerca de 30 docentes de escolas públicas, privadas e do ensino profissional da cidade. Desde Janeiro de 2008, esses professores estão a ministrar aulas de empreendedorismo a 700 alunos do ensino secundário. A adesão das turmas tem sido bastante positiva, esclarece nota camarária, com os estudantes a terem a oportunidade de colocar questões, enfrentar desafios e explorar novas ideias.

Por aqui talvez se chegue a algum lado: ideias, inovação, oportunidades, desafios à inteligência e ao empreendedorismo. Nota positiva a Castro Almeida e vereação.

Reitor

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A Onda Está A Crescer...

PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE SANTA MARIA DA FEIRA DIZEM NÃO AO NOVO MODELO DE DIRECÇÃO E GESTÃO DAS ESCOLAS

No âmbito do amplo debate democrático que o DIA D proporcionou, um grande número de professores da Escola S/3 de Santa Maria da Feira rejeitou os fundamentos, os termos e as intenções do novo modelo de gestão das escolas e comprometeu-se a não viabilizar o seu funcionamento, por via da não apresentação de candidaturas dos professores ao conselho geral transitório.
Com base neste compromisso, e na convicção de que era importante mostrar rapidamente que os professores podem, só por si, derrotar o modelo do ME, foi aberto concurso e os docentes não apresentaram candidaturas.
Se este exemplo se multiplicar e se conseguirmos, por esta via, evitar a constituição do conselho geral num número muito significativo de escolas, estaremos a impor uma importante derrota à equipa de Lurdes Rodrigues e a dar corpo à exigência de que a manutenção de um modelo democrático, colegial e electivo é, hoje, inseparável do combate à desprofissionalização e à descaracterização da profissão docente que os actuais responsáveis do ME, fiéis discípulos da ideologia neoliberal, por todos os meios pretendem impor.
Seguir o exemplo dos professores da Escola S/3 de Santa Maria da Feira e rejeitar um modelo marcado pelo centralismo, pelo autoritarismo e pelo seguidismo é também contribuir para a derrota de uma ideologia bacoca, mas perigosa, que pretende destruir a solidariedade e a igualdade e instalar no seu lugar o individualismo, a indiferença, a insegurança, a obediência e a submissão.
Santa Maria da Feira, Junho de 2008.


Reitor

Podiam ser mais originais

O homem afirmou que ouviu «abanos e resfôlegos» do interior do confessionário até ter puxado a cortina, para encontrar um casal de góticos em pleno acto.

«Para nós, fazer sexo numa igreja é como fazer sexo noutro sítio qualquer», disseram os que ficaram com o proveito...

Reitor

Agora é que os democratas do costume vão inchar o peito


Memorandos de Entendimento relativos à transferência de competências para os municípios em matéria de pessoal não docente 4 de Jun de 2008. O processo negocial relativo à transferência de competências para os municípios em matéria de gestão de pessoal não docente das escolas básicas e da educação pré-escolarfoi concluído, no dia 4 de Junho, entre o Ministério da Educação (ME), a Secretaria de Estado da Administração Local, a Frente de Sindicatos da União Geral de Trabalhadores e o Sindicato de Quadros Técnicos do Estado.
Concordo genericamente com a transferência de competências para os municípios, no que diz respeito à gestão do pessoal não docente das escolas Básicas e 2,3, com as seguintes ressalvas:
1 - Que esse pessoal continue a depender hierarquicamente das escolas (Presidentes / Directores) no que toca às orientações funcionais, exercício de funções, avaliação e sistema de recompensas/punições.
2 - Que as autarquias/ ME estabeleçam critérios prévios (nº de alunos, instalações, ciclos de ensino, diversidade de oferta, etc., etc.) para distribuição desse pessoal pelas escolas, de forma a evitar os caciquismos do costume.
Reitor

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Só pode ser por terem muiiitas candidaturas para analisar

Prémio Nacional de Professores
Alargamento do prazo de candidaturas ao Prémio Nacional de Professores 2008
2 de Jun de 2008
O Ministério da Educação promove a segunda edição do Prémio Nacional de Professores, dirigido a todos os educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário. O período de candidaturas, submetidas electronicamente através do Portal da Educação, tem início a 10 de Março e termina a 15 de Setembro de 2008
.
Reitor

Por Este Andar Nem Em Setembro...

O Conselho Científico Para a Avaliação dos Professores (CCAP) reuniu novamente (pela 3ª vez) antes de ontem.
Para alegria de todos os professores deste país e para facilitar ao máximo o trabalho dos avaliadores, tomou 6 (SEIS) importantes decisões, a saber e para que conste:

- Aprovou o projecto de Regulamento Interno;
- Aprovou um documento sobre as linhas de orientação estratégica para a sua actuação;
- Aprovou as linhas gerais dos documentos apresentados pelos Grupos de Trabalho e mandatou os seus coordenadores para proceder à respectiva redacção final;
- Decidiu convidar as escolas para manifestarem o seu interesse em participar na fase inicial de uma rede de colaboração em associação com o Conselho;
- Decidiu solicitar à administração educativa a informação disponível relativa à concretização do processo de avaliação nas escolas;
- Decidiu preparar a constituição de uma amostra representativa do universo de escolas/agrupamentos para organizar um dispositivo de monitorização do processo de avaliação.
(
bold meu)

Também DECIDIU agendar a 4.ª Reunião Plenária para o dia 7 de Julho de 2008, em Lisboa.

Este membro do CCAP, com a clarividência a que nos tem habituado, informa-nos que espera por recomendações substantivas. As que ele próprio há-de ajudar a parir.
E pede poucochinho.
Pede "apenas" mais tempo que é, precisamente, o que mais têm os professores e as escolas. Alias, desde que os primeiros prazos (Março de 2008) passaram à estratosfera, o que mais há é tempooooooooooooooo.
Reitor

terça-feira, 3 de junho de 2008

Podia ser pior. Em Santiago do Cacém caiu a bancada...

Esperar das 15h00 às 21h00 pelo autocarro da Selecção portuguesa de futebol, na esperança de ver a sombra de um jogador da bola foi dose. Especialmente para os mais miúdos. Ver o autocarro a entar num recinto vedado por plásticos pretos e ...nada mais ver foi terrível.
Foi triste de ver a imagem dos nossos compatriotas.
Tem sido triste ver a quantidade enorme de portugueses, gente simples, embevecida e feliz que segue fiel e caninamente os melhores jogadores da bola portugueses.
Até parece que não há crise, nem desemprego, nem preços exorbitantes de combustível, nem inflação galopante nos produtos alimentares.
Parou o mundo e ainda não começou o jogo da bola.
Ainda serão precisos muitos anos e muita, muita escola, para chegarmos ao pé dos nossos vizinhos europeus desenvolvidos.


Reitor

Os Especialistas Na Matéria...

Metade dos deputados da Assembleia da República acumula o exercício da função parlamentar com actividades em empresas, escritórios de advogados,câmaras municipais, universidades e instituições sociais. Em 230 deputados eleitos em Fevereiro de 2005, neste momento, segundo os registos de interesses existentes no site do Parlamento, 115 parlamentares exercem o mandato em simultâneo com outras actividades. PS e PSD dominam nesta matéria

Reitor

Um Governo Socialista Também Pode Ter Boas Ideias

Os primeiros cheques-dentista começam formalmente a ser distribuídos hoje e o acesso a consultas dentárias comparticipadas pelo Estado já está a ser negociada.
Reitor

segunda-feira, 2 de junho de 2008